segunda-feira, dezembro 14, 2015

Um momento na vida












Vendo a minha Suculenta que peguei para criar, eu vi que ela dará flores e essas flores são as mais lindas mudanças que uma planta pode passar. Com as flores elas podem fecundar outras plantas fazendo com que sua especie se multiplique e que tenha, talvez graças a evolução, seus genes perpetuado. Umas das inúmeras teorias do Dr Richard Dawkins é que num dado momento da evolução, quando a vida era apenas uma celular, os genes deram uma “sacada” espetacular, se as células se juntassem, elas iriam ter muito mais alimento. Então, os genes começaram juntar e criar seres complexos pluricelulares e cada sistema de uma especie viva, concorre um com o outro para seu próprio gene sobreviver. Por isso que essa teoria do Sr Dawkins vai se chamar “gene egoísta” e tem até um livro interessante (o único dele). Pode ser que nosso gene seja um sistema complexo e até de alguma maneira, egoísta, mas temos que pensar que a celular sem o instinto e sem a consciência não pode sobreviver ou perceber que podem viver juntas, não existe percepção para uma só célula. Qual o intuito de uma célula perceber que com mais células ao seu redor, mais alimento teria, mas também, muito mais energia seria gasta?
As mudanças dentro da realidade não podem ser reduzidas ao mero acaso e acharem que apenas são genes ou moléculas conscientes – se analisarmos bem, não são diferentes das crenças metafisicas das religiões – que se juntaram por milhares de motivos, e não existe uma consciência atrás disso tudo. Mas que essas mudanças são a vontade e a necessidade dentro do meio que se vive, porque se não acontece as mudanças, nunca iremos alcançar uma melhor evolução. Como o homem, um ser fraco, um ser que “male male” mata uma barata, tem possibilidade de vencer a evolução? Como em milhares de anos, os insetos sobreviveram a fauna do nosso planeta? Mas também nem acredito no “designer inteligente” que acredita que por trás de tudo, havia um projeto e isso vai contra até, a religião judaico-cristã. Ora, sendo Deus onisciente, como poderia ter um projeto daquilo que ele teria consciência de construir? Então, se não células conscientes que se juntam como uma comunidade, se não existe uma grande projeto dentro do nosso universo, o que se deu essa variedade de sistemas, de elementos, de vidas complexas ou não, dentro do nosso universo? Mesmo que o gene mais forte pudesse achar meios de encontrar e se juntar com outros genes do mesmo porte e fortes como ele, esse processo seria impossível da forma que foi teorizado como se a célula olhassem para outras – que seria como se olhássemos para um outro ser a milhares de anos luz da Terra – e querer juntar essa “força” dentro de um bem comum. A célula tem vontade? A célula pode decidir?
Vamos voltar as mudanças. Tudo muda porque cada experiência consciente, são diferentes e são subjetivas. Pois o que evolui não é o meio biológico e sim, o fluido vital que anima esse corpo biológico, que alguns chamam de espíritos, chamam de alma, eu chamo da “força vital”. O que seria essa “força vital” que poderia diferenciar de tudo que já foi escrito? Vamos começar no começo, já que os religiosos fervorosos preferem a bíblia como referencia que nesse caso, não está tão longe da verdade (já que a bíblia é um livro hermético). A primeira pergunta que nos vem é: o que seria o sopro que Deus soprou dentro das narinas de Adão? Alguns vão dizer que é a alma, outros vão dizer que haverá conexão com o espirito, mas se irmos muito mais a fundo na questão vamos chegar a “imagem e semelhança” que está dentro da bíblia. Só que não podemos ler o evangelho como um manual cientifico, pois se lemos ele como um manual de ciência não acharemos nada, vamos colocar o evangelho onde ele nunca deveria ter saído, no campo moral. Sim. O “Haja luz” não é o big bang, mas a tomada de consciência da existência de todo o universo quando decaímos para viver essa experiência dentro de uma outra realidade. Talvez, essa lenda dos anjos decaídos tenha a ver com nossas tenras lembranças de eras longínquas. Ou a lembrança de dimensões que eramos muito mais conscientes daquilo que poderíamos fazer, não é à toa que o mestre Jesus nos disse que tudo que ele fazia poderíamos fazer se colocássemos a fé em tudo que desejamos e ainda mais, que Hermes Trimegisto (três vezes grande), vai nos dizer que tudo que está em cima está ligado em baixo, tudo que está em baixo está ligado em cima. No evangelho também Jesus diz que tudo que ligar em baixo sera ligado em cima e tudo que desligar em baixo será desligado em cima, pois tem a ver com o poder de construir dimensões que só o pensamento pode construir. Se você imaginar que não é um nada e não serve para nada, claro que sua vida começa a dar errado porque você já se colocou dentro desse universo e é essa a sua realidade. Por que será que as seitas dominadoras querem que a maioria achem que não é nada?
Dai podemos pensar que também, continuando a questão do “Haja luz”, dizer que Deus com sua onisciência (consciência em sua e no universo contigo na própria ciência construindo em si uma percepção além do que é), previu e sabia que havendo luz, haveria a realidade no qual conhecemos. Porém não pode adentrar no tempo porque não poderia ser temporal porque é atemporal – por isso no sétimo dia descansou, pois essa tarefa delegou a quem poderia entrar dentro no tempo e sofresse o envelhecimento inevitável – e assim, talvez, começassem os seres viventes a nascerem e a morrerem. Mas nós podemos perguntar: quem fez esses seres viventes se Deus sendo atemporal e onisciente não poderia adentrar o tempo? vários escritos além da bíblia (evangelho), que vai no encontro desses seres como anjos, como espíritos iluminados, mas prefiro chamar de seres especiais que simplesmente, sentindo a vibração de um outro universo nascer vieram pelo amor nos formar como parte de uma criação de milhares de dimensões e universos. Muito interessante é uma teoria de uma seita da nova era chamada Amosofia, que diz que os universos se criam como cada casal evolui e compreende a dinâmica e forma, como a idealização dos dois (como um conjunto do mesmo amor), um universo conforme vibram. Nesse momento começamos a aprender o porque dissemos que toda a criação foi feita a partir do amor, porque o amor que uni tudo que existe e é a única explicação. Ou não podemos dizer que o amor pode unir até substancias que deram origem a vida? Pode ser até um processo químico, como toda a realidade para se manifestar deve ser por meio de processos químicos e a mecânica da física. Porem existe algo além que criou a primeira vida e a partir dai, houve um sistema complexo, dentro do nosso universo, que padronizou a forma humanoide e que isso, gerou um padrão para seres de inteligência e conscientes.
Voltamos a “força vital” como a única maneira de acabar com o mito de um Deus engenheiro que desenhou, que projetou todo um desenho produzindo a realidade. Quando vejo minha Suculenta produzir flores, sua especie moldou o que o ambiente te proporcionou, ou seja, as flores são o que levou muitas especies a perpetuar seus genes. Sua necessidade moldou sua forma e acrescentou o que chamo de “vontade da vida”, ou seja, a potencialização do ser de querer sempre fugir da morte e a eliminação dos seus genes. Existe a “força vital” consciente e a “força vital” não consciente, mas que vem de cada sistema dentro do próprio planeta que ela se desenvolve. No Livro dos Espíritos, editado por Allan Kardec e ditado pelos espíritos, diz que já existia germes que poderiam potencializar a vida como conhecemos, ou seja, já havia essa “força vital” em sua natureza primal, sua natureza de uma força inerente a vontade, mas existe graças o “haja luz”. Como, num modo racional de analise, uma célula (um ser unicelular) pode unir com outras células e formar os primeiros seres pluricelulares? Como explicar a explosão Cambriana num modo do sr Dawkins se o genes são egoístas, não haveria tantas variedades de seres? Hoje já se trabalha com a hipótese, isso pode ser pesquisado por qualquer um dentro do Google, que a vida é muito mais antiga que nosso sistema solar e podemos até arriscar, que todo o evangelho do Gêneses (a parte do primeiro homem e a primeira mulher) seja algo muito mais cósmico, no sentido do nosso universo – talvez num modo mitológico, Moisés deu pistas da vida além do que conhecemos – e esse casal, como a primeira forma de vida talvez, decaiu em forma de matéria e se afastou de Deus e da criação e se aprisionou na forma só biológica. simbolismos muito claros dentro do Gênesis, como arvore (simboliza a vida), como serpente (simboliza a malicia e traição, ao mesmo tempo, sabedoria), como a fruta do conhecimento (a fruta é aquilo que entra no corpo e é absorvida para fortalecer), como pecado (trair a divindade), como o Jardim do Eden (o paraíso que se perpetua em harmonia). E todas os livros e conhecimentos sagrados tem esse caos que chegaria a harmonia, sendo esse conceito, algo universal.
Zeus (o deus rei dos gregos) fez o homem das cinzas dos Titãs, Odin fez o homem de dois troncos de arvores, não muito diferente dos Gênesis, o homem veio do pó e voltará ao pó (a arvore simboliza o que a Terra trás na sua essência). E se, como acreditava as religiões maias e hindus, um sol morre para dar vida a outro sol? Se somos parte de uma outra civilização que morreu com uma super nova? Se os deuses forem essa civilização que morreu para nós, num sistema renovador, viéssemos para aprimorar essa “força vital”? São questões que não estão longe de serem respondidas porque a ciência não transcende e nem enxerga que o positivismo de Comte e o instrumentalismo de Bacon, não pode mais ser referencia de pesquisas que precisamos estar muito mais longe do que vamos. Dai comentem erros graves dentro do que chamamos falacias e não tera validade. O que faria ter uma hora para outra, as células terem consciência que juntas iriam ter mais probabilidade de sobrevivência? A vida é um estudo complexo demais para ter certezas prontas, porque as certezas prontas não merecem ser ouvidas.

 Amauri Nolasco Saches Junior, 39, escritor e filósofo  









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