“É importante lembrar que, em 2010, o Brasil foi o 1º país a reconhecer o Estado palestino. É preciso parar de ser pequeno quando a gente tem de ser grande. O que está acontecendo na Faixa de Gaza com o povo palestino, não existe em nenhum outro momento histórico. Aliás, existiu quando Hitler resolveu matar os judeus”, declarou Lula a jornalistas em Adis Abeba, na Etiópia, no domingo (18.fev.2024).
Sabemos que o Estado de Israel foi idealizado pela filosofia sionista e sabemos quem todo povo sabe ou apoia o sionismo. Por outro lado, sabemos que os líderes sionistas não estão em Israel, assim como os líderes do Hamas não estão na Palestina. Talvez, para se falar de algo devemos muito bem, estudar esse algo sem que isso abale como você vai dar sua opinião. Aí vamos explicar que, uma análise muito boa e que não presta em pular para nenhum lado é a análise filosófica cética. Pois, desde quando o mundo é mundo (existe a humanidade) guerras são algo que líderes fazem para convencer o outro a dar o que querem, seja comida que os outros não colherem ou caçaram, há o extermínio. Alguns podem dizer: “ah, é nosso instinto…”. A racionalização de problemas tem levado a humanidade a resolver ou tecnologicamente, ou por resoluções morais que devem frear esses “instintos selvagens”.
Freud dizia, que talvez, nosso “instinto selvagem” vem sendo controlado pelo id e esse instinto seria o superego. Mas é o ego? Em latim ego seria nosso “eu” e em inglês o self, ou seja, o verdadeiro ego - como dizem os filósofos budistas - é o verdadeiro eu que pode ser mudado conforme as circunstâncias que vivemos. Sim, como Gasset disse, somos nós e nossas circunstâncias, porque vivemos conforme as circunstâncias, mas não somos essa circunstâncias. E a liberdade? No mundo antigo não se refletia sobre a liberdade, porque a liberdade só tinha a conotação de autonomia e assim ficou até a idade média. Na idade moderna (ou modernidade) a liberdade passou a ser um direito e abrange o livre pensar, agir e escolher. Os existencialistas foram muito mais longe (principalmente, Sartre). Ou seja, mesmo que tenhamos nossas escolhas - muitas vezes, questionáveis - temos angústias de receber aquilo que escolhi e teve suas consequências. Religiões, muitas vezes, são a parte emocional e nada tem de espiritualidade, pois, conceber uma espiritualidade não é seguir uma emoção exacerbada.
E assim a dúvida se cria. Aliás, como li em algum lugar, eu sou devoto da Dúvida e ele eu referencio como modo de caminhar nessa vida, mas o que vi nesse caminhar vi que nem sempre podemos contar com o que escolhemos. Em lugares como o território de Gaza não se tem muita escolha, como quem mora em Israel por ter que morar lá. Como a maioria - tem pessoas que, sim, sabemos podem escolher - não tem escolha em morar em favela e nem gosta. Daí vamos entrar na opinião política polarizada, pois, a esquerda acha que as pessoas (todas) querem combater um suposto imperialismo que não existe. Mesmo porque, os norte-americanos estão perdendo mercado para os asiáticos e isso é um fato. Baniram o TikTok lá por motivos políticos e não preocupados com jovens, pois, o importante é impor seu mercado dentro do seu próprio território (nada liberal).
Ora, mas, quem fomentou esse conflito se não há um imperialismo não tão forte americano? Saldar os norte-americanos por idealizar e colocar em prática a democracia moderna, claro, devemos “dar a césar o que é de cesar”. Agora, que a paz mundial depende deles, tenho minhas dúvidas. Como disse Rotthbard, depois que políticos tomaram o poder após o New Deal. o governo esqueceu das suas origens libertárias e seguiram uma agenda conservadora “como nossos pais”, como diz a música. Ora, a história humana anda em círculos, e o conflito ocidente e oriente sempre esteve em voga. Por que? Interesses. Não há nações amigas, há nações que defendem seus interesses.
Mesmo que a esquerda odeie admitir, mas a frase do presidente foi infeliz e pode sim abrir mão para o impeachment dele. Assim como, Bolsonaro também falou um monte de besteiras e passaram pano também. O Lula e o Bolsonaro são um retrato do ditado que repetimos em demasia: “futebol, religião e política não se discute” e assim se fez. Quando se começou discutir e se discordar, o brasileiro começou a descobrir que o universo dele que pensava ser universal, não o é. A questão vai ainda muito mais além daquilo que se pensa: o brasileiro universaliza todo pensamento. A mesquinhez do dinheiro e de não aceitar que está errado, levou as redes sociais serem um inferno. Longe de achar bom, mas, aqui morrem muito mais gente e ai?
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