sexta-feira, janeiro 02, 2009

Paradoxo da Liberdade


Nesse natal de 2008 quero escrever sobre liberdade seus meios para acontecer dentro da sociedade vigente onde vivemos, pois todos sabem cantigas e de onde vem o natal e toda a história. Para comemorarmos o nascimento do menino Jesus nada melhor pensarmos sobre a tão dita liberdade, a verdadeira liberdade que tanto buscamos ao longo dos séculos como se fosse uma coisa invisível e não uma realidade visível. Vou começar dizendo que o século XX foi o século de grandes mudanças de paradigma, tanto do âmbito cientifico com as bombas atômicas e as manipulações genéticas humanas, como comportamentais sociais que deram ao ser humano, outra visão do seu semelhante; isso é muito fácil de descobrir o porquê, pois tivemos duas guerras que uma “raça” humana se achava melhor do que as outras. O darwinismo (vem de Charles Darwin e sua teoria da evolução), deu aos que se achavam o “bons” uma desculpa que a “raça” ariana era melhor do que as outras e o povo alemão da época (será que acabou?) se portou como detentores do “genes sagrado”. Vale lembrar que a “raça” ariana desenvolveu alguns povos árabes também, como desenvolveu o povo da Índia e muitos lugares; essa teoria “fraca” de povo superior é coisa de Freud.

Bem, desenvolvendo minha linha de raciocínio, tivemos essas “guerrilhas” para vê quem era mais forte e dominar um “brinquedinho” chamado Planeta Terra. Isso mesmo, todos nós sabemos que o planeta é ou era dividido em “mundos” e ficamos com o terceiro, somos meros terceiro mundo (aqueles que conquistaram Monte Castelo sem esforços, que segundo o comandante desse batalhão, deveriam ensinar os outros). Isso mostra que o ser humano é egoísta, mesquinho, entre outras coisas, porque só sua opinião tem e pode prevalecer. Isso inclui a tão falada “liberdade” onde podemos ver vários derivados dela que fogem da realidade dos fatos e que realmente acontece, porque muitos teóricos se baseiam no existencialismo de Sartre. Mas Sartre não se baseou em vários setores que não são condenados a serem livres, porque a sua liberdade consiste em um paradoxo que a própria palavra se baseia, vai contrario a opinião da maioria.

A maioria pensam que liberdade é fazer o que quer, só que se fizemos o que queremos vamos interferir com as escolhas do outro, então virará uma “bagunça” generalizada, porque todos vão seguir o que querem seguir. Mas, acredito profundamente, que toda unanimidade é “burra” como bem disse Nelson Rodrigues (mas detesto seus livros), pois a diversidade de idéias faz a humanidade ter opiniões diversas (no meio acadêmico e popular do senso comum, há profundamente uma ditadura de opinião e crença). Então, se chegamos a essa conclusão, onde está essa liberdade? Por exemplo, eu e minha namorada somos pessoas com deficiência física, ela raramente pode fazer as coisas porque sua escolha depende da escolha dos outros; as escolhas em sua maioria dependem das dos outros, porque se essa escolha não agradar os outros, essa escolha não se concretizará. Não somos condenados a sermos livres porque somos condenados a liberdade do outrem, muito, porém que temos a escolha de lutar por essa escolha e liberdade. Ai sim podemos dizer que somos metade culpado e metade inocente, porque somos metade culpados em não lutar por nossa liberdade que pode ou não ser cômodo depender das escolhas alheias, ou sermos inocentes por não mandar nas escolhas alheias e o egoísmo humano prevalecer. Mas até onde podemos ser inocentes ou culpados?

Segundo a doutrina do direito, a inocência e a culpa, só acontece quando o sujeito foge da lei, que a essa, é regras que estabelecem uma convivência entre sociedade. Essas mesmas leis já estavam estabelecidas, segundo muitos pensadores políticos, quando o individuo nasceu; ou seja, é um contrato que assinamos para viver em sociedade. Todo culpado é um ente que “escolhe” ter a conduta de quebrar essa regra, ou outras leis, mas se somos culpados de não escolher então quebramos a lei da liberdade, que segundo nossa Constituição, todo individuo tem o direto de ir e vir (será?!).

Mas ai chegou ao Paradoxo da Liberdade, pois se o meu direito de me libertar é uma liberdade posso criar um meio de ideologia que poderá prender. Posso escolher meu caminho segundo o que penso, mas o que eu penso é só sujeito de que eu vivi, pois o que o outro vai conceber como liberdade o que ele viveu. Mas uma liberdade legitima só se dará quando respeitarmos a liberdade de outrem, ou seja, eu tenho todo o direito de ser um protestante e seguir essa doutrina religiosa, mas não devo força a ninguém a segui-la por direito legitimo de o outro não querer; o mesmo posso dizer se somos acometidos de uma deficiência física, terei que respeitar o outro de não querer fazer, mas o outro tem que respeitar de eu querer fazer também. A ordem social me parece muito estranha, porque o ser humano só quer fazer coisas que lhe darão prazer, a conveniência reina e com isso sempre haverá duvida se realmente somos seres sociais. Se somos culpados de conivência a desordem social, somos ao mesmo tempo, inocentes por não sermos responsáveis pelos nossos antepassados que começaram com essa desordem; se somos inocentes ou culpados, isso é uma questão complexa de muitas linhas e pensamentos, mas temos o direito legitimo de prevalecer nossa liberdade.

Como diz uma musica dos Garotos Podres (banda punk), “O Ocidente é um acidente”, ou em outra musica “… um país idiota cheio de moleque…”, ou seja, somos ainda acometidos de um acidente filosófico dentro do ocidente que levou o Brasil numa imaturidade tanto política como cultural. Nosso pensamento ocidental é um equivoco imenso, cheios de atitudes imaturas tanto políticas (guerras, exportações de armas, teorias equivocas, etc…) como atitudes ideológicas filosóficas (os “ismos”, a perfeição das “raças”, o ego acima de tudo). Lembrei de uma frase que cai bem no “ego” ocidental, David Bowie na musica “Ziggy Stardust” diz: “… fazendo amor com seu próprio ego”, isso que várias pessoas fazem com seus egos, faz amor com eles. Isso Freud iria ter um orgasmo, aliás, essa musica é totalmente freudiana. O ocidente é totalmente recalcado com seu cristianismo recalcado, em nenhum momento dentro de qualquer versículo do novo testamento, Jesus trás uma moral para os outros verem; ele diz que quem segue seus ensinamentos chegará ao céu mais rápido, mas em nenhum momento impôs nenhuma conduta, acreditava no aprendizado e no ensinamento mor de não fazer aos outros os que não queremos que nos façam. Você gostaria de ser preso ou ser restringido de fazer algo? Por que matar se não gostaríamos de morrer? Por que roubar se não gostaríamos de ser roubados? Por que nos proibir de ir e vir se não gostaríamos que nos proibissem? Mas ao contrario, o ocidente faz amor com seu próprio “Ego”.

Se o ocidente faz amor com seu próprio ego, o que fazemos com a ordem social que vigia em todas as camadas sociais? Aliás, não há em uma sociedade “tarada” pelo seu próprio ego, classes que são separadas e não dependa da outra, pois a classe operaria precisa trabalhar e a classe alta precisa de mão de obra. O que fazemos para resolver esse “paradoxo” da dita liberdade? Primeiro, tudo que o mundo tem de real posso duvidar, tudo que eu tenho de pensar é uma duvida que eu tenho e procuro saber, quando procuro saber posso exercer minha liberdade e como disse um dia Renato Russo: “…ser livre é coisa muito seria”. É, ele tem razão, liberdade não é você causar na balada, não é fazer sexo com todas as “minas”, ou os “caras” do bairro e dizer que é “moderninho”: causar na balada você está sustentando as várias industrias de bebida e fazer sexo como cachorro no cio é apenas seu lado animal aflorando. Ih! Dessa vez quem vai ter um orgasmo é Rousseau que dizia que todo homem na natureza era bom, mas a terrível sociedade fazia dele um “mostro”, igual o Medico e o Monstro que ao tomar a porção mágica tinha esse “piripaque”. Para sermos bons, como diria meu professor Voltaire, deveríamos ruminar entre as vaquinhas nos pastos da vida e esquecer está história de sociedade e progresso; culpa do progresso que exploramos a “tia da venda” que só ganha para sustentar os oitos filhos que teve, não tinham janta para comer faziam filhos para esquecer a fome.

No Brasil levaram muito a sério Rousseau, para sermos homens livres e extremamente bons, temos que ruminar como touros e se portar como animais. Porém, o filosofo dos adolescentes Nietzsche (sim, eles lêem uma frase do “coitado” e acham que são historiadores clássico dele), somos rebanhos por ter uma alma de rebanho, não temos cérebro, temos banha gordurosa cinzenta dentro da caixa craniana. Bom, talvez liberdade seja uma imagem virtual da coisa e não exista na real, não existe liberdade é uma falácia; talvez seja apenas um jogo de linguagem como diria Wittgenstein. Ter Freud um orgasmo ao ouvir “Ziggy Stradust” é um fato de liberdade, ele sentiu seu prazer ao ouvir a musica, quis “gozar” até o extremo. Não que eu concorde com tal ato um tanto “animalesco”, mas ele escolheu em ir ao inferno do que chegar ao paraíso, preferiu seu próprio complexo de Édipo do que o inconsciente coletivo que poderia explicar que tudo faz uma cadeia; temos medos que não são complexos que não pude substituir meu pai na cama da minha mãe, mas que tive em experiências diversas durante toda minha vida. Essas mesmas experiências rondam o “éter” que passa dentro da atmosfera terráquea, como um buraco branco que liga vários seres humanos em seus pensamentos. É absurdo? Não sei, talvez seja, talvez não, ainda desconhecemos muita coisa.

Ou então, segundo minha preferência pessoal, temos que ter um exame ontológico (ser como ser) para examinar nossa própria conduta diante de vários fatos. Heidegger descobriu a América? Não sei se ele descobriu a América, mas que ele examinou todo “tesão” que o ocidente tem do seu próprio “ego”, isso ele fez. O ser enquanto ser é depositário de várias condutas tanto do imaginário, quanto do intelectual e assim, tendo experiências diversas. O ente transita entre o emocional e o intelectual que faz uma busca o que vai ser regido de uma das duas, se for emocional, vamos ter um probleminha; pois dentro somente do emocional vamos ter muito mais impulso do que maneiras mais amena, como das maneiras racionais. Mas se vamos ser racionais demais, vamos ser frios demais para analisar as questões de nosso cotidiano, então vai ser outro problema sério, pois sendo frios demais não vamos pensar num coletivo. Eu pessoalmente, acredito no equilíbrio e esse equilíbrio só é alcançado dentro do “conhecer a ti mesmo”, ou seja, fazer um exame de consciência cada vez que for dormir para pesar na balança tudo que foi bom ou ruim, igual nos ensina Agostinho de Hipona. Essa conduta socrática de nos ater num exame de consciência para saber como somos e para quê serve o que sabemos, vai nos remeter a virtude ou para o egoísmo; em grande maioria as pessoas são egoístas porque ainda não admitem sua parcela de culpa, tudo bem que não devemos se ativer tão somente na culpa, mas a razão tem que se equilibrar com a emoção.

Por que então as pessoas se prendem no egoísmo? Porque fazem de suas vidas grandes ilusões, sempre com a desculpa que tem que cuidar do filho, que tem que cuidar da casa, que tem que cuidar disso ou daquilo; o ente deposita no outro seu bem viver, se atendo em questões que ainda não ocorrendo, sempre colocando o “tenho” como base de linguagem de obrigação. Ainda associado com o “que” dá a base interpretativa muito usada diante de alguma aparente obrigação, que aos olhos dos “outros”, uma aparente imagem; como no filme “Matrix” (onde nós mesmos fazemos as ilusões), somos arrematados a processos cognitivos que nosso cérebro mesmo faz, é o tão famoso “mundinho” que fazemos questão de “fabricar. Quando alguma pessoa brinca com nossos sentimentos, “achamos” que todas as pessoas vão fazer isso, e o que é pior, vamos depositar isso nos filhos também, pois criamos um mundo paralelo onde só nós temos acesso. Como no filme que mostra um menino entortando a colher e dizendo que ela não existe, nosso mundo psíquico também não, são criações de nossas milhares de experiências do cotidiano que pensamos ser verdade; mas tão somente são linguagens que usamos para nos referir a isto ou aquilo, como me referir no termo “tenho que”, que só determina que somos acometido de obrigação para a mascara social, “liberdade” tão somente seria um termo que inventamos para se referir a uma conduta de “escolhas” que podemos fazer por nós mesmos. Mas nem sempre podemos “escolher”, porque minha liberdade muitas vezes depende do outro, depende da conduta social. Daí surge a pergunta: somos realmente condenados a ser livres? Ou não passa de jogo de linguagem, ora político, ora ideológico?

Isso é fácil de investigar, tanto do lado político (governos populistas, governos totalitários) e ideológico (comunismo, nazismo, fascismo, todo “ismo”). O que leva o ser humano a restringir sua liberdade a favor de uma ideologia ou política, que nem sempre vai a favor da grande “massa”? Podemos escolher acreditar que a “colher” exista (realidade aparente), como não acreditar que ela (a colher) exista, são faces de uma mesma moeda. Os filósofos gregos pré-socráticos descobriram isso, Heráclito, por exemplo, acreditava que tudo no universo está em constante mudança e que “tudo flui”; assim, os contrários se atraem como tudo quente esfria, e assim, tudo que pode existir pode não existir, mera ilusão de ótica. A colher pode existir como não pode, tudo é uma mudança do devir, como a liberdade. Mas se uma hora somos libertos ou não, teríamos necessidade da “escolha” de querer liberdade ou não? Muitos teóricos políticos iriam dizer que pela ignorância que não podemos ter a real escolha, mas como venho escrevendo em muitos textos, não existe hoje ninguém com um radio e uma TV totalmente ignorante, nossa essência é sempre de aprendizado constante.

Aristóteles, o professor de Alexandre O Grande, dizia que a natureza humana era sempre saber, então, se nossa natureza é sempre buscar o conhecimento e dessa processar em sabedoria, vamos sempre procurar meios para obter esse conhecimento; levando essa a equação socrática que é: ciência=virtude=felicidade, ou seja, toda ciência se baseia em algum conhecimento (diferente do método cientifico que é empírico), ou seja, temos a ciência de algo que estuda esse algo, se é algo útil que levará ao “bem” (ao contrário de Freud e Rousseau que teriam um orgasmo, Nietzsche iria bater o pé e iria dizer que não existe o “bem”), assim sendo, levará o ser humano a virtude, porque assim é um hábito de fazer o “bem”. Para Sócrates, como disse acima, tinha em mente que a maioria das pessoas fazem o “bem” para ser “bonzinho” aos olhos dos outros e assim atender proveito próprio, o ser humano faz o “bem” para atender a si mesmo. Mas o “bem” real é a virtude que trás consigo a sabedoria, o conhecimento, o saber em sua plena essência, levando o ser humano a felicidade pura e constante. Nada melhor que um ser humano cheio de esclarecimento e feliz para atestar sua liberdade, mas liberdade verdadeira é liberdade sabida de todo seu ser.

Ousar saber (sapere aude) é o lema de todo esclarecimento que nos leva a se libertar, mas no mesmo modo que a “colher” pode não existir, a existência de um conceito (liberdade) pode não existir também, ser apenas uma ilusão. Uma livre “escolha” é apenas uma linear atributo a um movimento que temos que tomar diante o caminho que escolhemos seguir diante do meu livre-arbítrio, que embora pensamos ser liberdade, é apenas fatos correspondentes de um ato; a palavra “liberdade” é apenas o símbolo que usamos para definir a escolha que define o ato, desse ato vai surgir o fato. Assim, o filósofo Wittgenstein nos diz que o mundo é feito de fatos, que são apenas derivados de nossos atos e assim, o limite de nosso mundo é nosso pensamento, pois não há no mundo alguma coisa que definirmos se não está dentro dele. Nossa linguagem é apenas o limite da nossa definição e ousar ir além é enfrentar os limites da linguagem vigente, é ousar saber, é sair da minoridade mental, como diz Kant, filosofar é ousar dizer seu nome.

Com isso, concluímos que junto com o conhecimento está a ética (ethos), ou melhor, não existe a ética sem o conhecimento, porque com o conhecimento (esclarecimento) podemos escolher nossa conduta entre ética e anti- ética. Assim, com a conduta de sempre sermos úteis e “bons” chega a felicidade que é quase sinônimo de satisfação, ser feliz é está satisfeito com sua própria conduta. E com o conhecimento, a ética (que derivou do latim Virtu, que virou virtude), felicidade (satisfação) o ser humano chega à sabedoria (Sophia), que seria caracterizado como a luz de quem sai da caverna (ignorância) e com isso poderíamos fazer a escolha de fazer ou não. Mas daí veio um componente importante a prudência (prudentia/phronésis) onde podemos praticar a sabedoria sem nos perder na desordem das informações. Agora, há uma coisa que confundimos muito é prudência com polidez, uma pessoa polida é uma atitude falsa, hipócrita; muitos nazistas eram polidos, tinham classe, mas cometiam atrocidades imensas, poderiam tocar Bethoveen em seus recitais, mas matavam como “bárbaros”. A prudência é a forma que a sabedoria se encontra com a pratica, ou seja, devemos praticar com prudência tudo que aprendemos tudo que nossa alma necessita para o bem viver sem exageros e assim, desfrutar com maior apresso tudo que a vida nos oferece. Daí também entra a fidelidade que nada mais é do que a capacidade de sermos fieis naquilo que queremos em nossa vida, ou seja, devemos sempre ser fieis a lembranças do que somos (voltarei com isso em outro artigo). Por hora, demos satisfazer só o que compota nosso ser, sendo esse ser o que realmente somos como, por exemplo, ter fome e não se “empanturrar” de comer e sim, comer o que seu estomago agüenta, ou ao fazer amor apenas para satisfazer seu desejo sem exagero, sem ser um “ninfomaníaco” no meu modo de ver, com quem mais gosta. Estou meio epicurista? Não tanto, estou sendo mais aristotélico, porque não posso ter sabedoria prudente sem ter moderações de meus atos.

Ser sábio é conhecer a razão (ratio/logos), toda decisão é algo que pode ser ou não regido por nossas escolhas, mas alguns tomam decisões arbitrarias sem ao menos ver o ratio (razão) dos fatos. A lógica desses mesmos fatos faz deles a extensão de meu mundo, ou seja, meu mundo se limita ao que escolho dentro de meu conhecimento; e assim, moderar meus desejos e minhas vontades para um melhor viver, poderíamos e podemos ser felizes. Ser felizes é ter consigo a satisfação desses atos, sem atropelar a fidelidade do que somos, mas fazer com que pensamos ser certo, fazer com que nossos atos sejam úteis tanto para nós, quanto para as pessoas ao nosso redor, ai sim podemos ter certeza da liberdade. Se libertar é ter juntado a prudência o melhor meio para o fim, aliás, não podemos ser o fim de nossas escolhas, mas o meio que elas se processam. O termo: “a necessidade faz o ladrão” é falsa enquanto linguagem lógica, pois o predicado faz o sujeito que nesse caso o sujeito deveria fazer o predicado; a “necessidade” não faz porque o desejo (predicado) faz o ente (sujeito) em si, ou seja, o “ladrão” faz a “necessidade” conforme seu desejo em si mesmo. Ora, seria como se falássemos que a comida faz a fome, ou que a direção faz o motorista, pois como disse acima, somos o meio que processam as nossas escolhas, no caso a “necessidade” não faz nada, é apenas um desejo para satisfazer a vaidade e isso é imprudência; porque ser um ladrão para necessitar algo é elícito, errado enquanto ético, porque é além da necessidade ter um tênis é apenas vaidade e o sujeito (ladrão) não está sendo prudente quebrando a lei social. Entre o querer e o ter existe um lema totalmente ético junto a liberdade, pois há necessidades muito mais nobres, como uma vez conversando com uma pessoa ela me disse que a culpa de se ter “racha” (corrida de carros nas ruas) era culpa da industria que fazia carros mais potentes. Ora, pergunto agora: e o carros que foram feitos antes que são modificados para esse fim? A industria fez esses carros também para isso? Nesse caso como do ladrão é uma questão de conhecimento, ética e está satisfeito (feliz) consigo mesmo, porque temos que ter o conhecimento que aquilo é errado (que nos dois casos sabem sim), do sistema ético que foi exposto (educação) e está feliz consigo mesmo para correr esse risco (suicida em potencial).

Portanto, não podemos declarar com muito vigor que somos seres que temos liberdade (escolhas), porque essas depende das sombras (o mundo virtual da Matrix) para realizar, é apenas questão de interesse. A humanidade nesses tempos de informação, não diferencia ainda do tempo que não tinha esse tipo de informação que sou obrigado a aceitar e pensar sobre. Posso e devo duvidar e criticar tudo, fatos que sei que são somente interesses, são somente falácias, são somente filha de uma cultura imatura dentro de um grande país como o nosso, que além de nossos iniciadores portugueses, ainda esperamos um salvador. Reflete dentro da política que faz os seus “ladrões”, como na cultura que a chamada “minoria” é a “maioria”, reflete também em religiões que não deveriam refletir (como a protestante e a espírita), que lá fora tem outras concepções. O esclarecimento é a rede que devemos usar para a pesca, para pescar nosso próprio peixe e assim, fazendo um belo banquete onde cada um pode escolher o que mais deseja, sem depender e sem se iludir.

domingo, dezembro 14, 2008

Perguntas relevantes





Por que pagamos pelo mundo onde nascemos?

É uma pergunta muito interessante, põe muita coisa para nós pensarmos e que o mundo onde vivemos tem que ser pago, tudo é uma maneira de consumo. Mas isso não é culpa do outro, mas de nós mesmos diante de fatos e de desejos que pensamos ser para nossa felicidade. Essa pergunta foi feita numa palestra que vi no You Tube onde o palestrante diz ter recebido essa pergunta dos habitantes do sistema de Andrômeda, que eles fizeram essa pergunta por ver nós consumir coisas, ter que pagar para usufruir o que nasceu para nós mesmos. Eu nem vou entrar no mérito se é ou não é verdadeiro isso, como sempre digo, tem que ser analisado dentro do critério da razão, o logos grego. Mas também digo que onde há fumaça, pode ter fogo, são muitos relatos, mas não entrarei nesse mérito como eu disse.

Dentro dessa pergunta está a sociedade do século vinte, onde duas guerras devastadoras varreram a Europa, por interesses financeiros e de cunho da supremacia de nações. Mas o mais triste disso, é o fim de um regime que desejava a suprema condição de ser o mais de todas as nações européias, mesmo assim, duas ideologias se atacavam entre si e o medo pairou no ar. Muita coisa UfO, veio da Guerra Fria, porque muitas coisas que diziam ser objetos não identificados eram na verdade espiões tanto russos como norte-americanos. Mas como toda supremacia, vence aquela que tem mais competência de estabelecer e ganhou o capitalismo por essa “briguinha” está desgastada. Tudo é consumo, até mesmo o socialismo se fomos pensar, ou será que uma camiseta do Che Guevara ou uma bandeira não compramos? Até para se filiar nos partidos dito socialistas, é obrigatório pagar uma taxa todo mês, o Partido dos Trabalhadores que o diga.

Mas são apenas ideologias pobres de conceitos mais pobres ainda de um mundo ocidental que o que seguem uma coisa são malzinhos e o que seguem outras que são “bonzinhos”. Como agora, os terroristas radicais islâmicos são malzinhos o os yanques e a democracia da liberdade são os bonzinhos, pois a maneira de viver norte-americana é a ideal para uma vida melhor. Não estou falando que a culpa da pobreza humana seja só deles, mas será que o modelo deles é o padrão de governo e vida ideal? Mas também não se iludimos que a melhor maneira é a socialista, pois o senso comum é cruel e muito com aqueles que não seguem seus padrões comportamentais, sua cultura vigente e a idéia da globalização, seria se fosse séria, uma troca de experiências culturais isso não acontece. Ainda não estudamos com mente aberta, tanto o pensamento oriental como a política moral-cultural do oriente e do oriente – médio para analisarmos direito, porque eles querem guerra mortal contra o império ocidental, ou seja, Estados Unidos da América e tem mais, eles não são toda a América. Não queremos aprender com as culturas, nós ocidentais queremos impor a nossa como a verdade absoluta, não é verdade, como Nietzsche mesmo disse, não existem verdades absolutas nem fatos eternos. Então temos que avaliar o que é verdade que acreditamos, a busca dessa é um deus que idealizamos, pois para cada ideologia é uma verdade que vamos acreditar uma verdade que ficamos pensando, pensar é sempre ficarmos ciente que podemos existir.

Epicuro dizia que o ser humano se preocupa muito com os deuses e se preocupa menos com a vida aqui. Ora, os deuses estão lá pouco preocupados com o ser humano, pois para eles, o ser humano era reles animais que raciocinam. Os gregos não tinham a essência do Deus cristão, mas deuses que reverenciavam a custa de cada fenômeno, mas isso trazia uma angustia que virava ansiosidade e faziam muitos a uma situação desnecessária. Qual é seus deuses? O carro novo de dez prestações que você cuida como se fosse seu filho? Deixa de comprar algo necessário para você ou para sua família, indo a jogos de futebol ou gastando “rios” de dinheiro em rojões para comemoração? Não estou julgando ninguém absolutamente, estou dizendo que fazemos deuses desnecessários para engrandecer nossa vaidade, nossa vaidade é nosso maior deus. Isso nos deixa ansioso.

Quando pensamos num mundo que nascemos podemos ter a certeza que cada componente de nosso corpo faz parte da cadeia química do universo (do pó viemos e do pó voltamos), é a regra básica de toda estrutura química – biológica. Então para quê pagarmos por aquilo que compõem nosso corpo, nossa estrutura genética que por milhares de anos tem nos sustentado dentro do planeta? Se fomos criados ou evoluídos pouco importa, não faço a mínima idéia, mas nascemos aqui e vamos morrer aqui e essa é a regra do mundo, essa é a regra do universo e isso não vamos fugir; para o Criador ninguém é mais “bonitinho” ou mais “feinho”, todos são iguais perante o universo. Não estou falando também de pobreza ou riqueza, estou falando em sempre querer o melhor, querer a abundancia para si sempre.

Na verdade são apenas títulos que damos as pessoas, são como nós, nem mais e nem menos. Uma coisa que não esquecemos mais é o pensamento de Sartre que diz, não interessa o que as pessoas fazem de você, mas o que você faz o que fazem de você. O mesmo acontece conosco também, se darmos o poder para outra pessoa a outra pessoa vai acreditar que é poderosa, ela fez o que fazemos dela um ideal. O ideal dela vai ser nos comandar e cobrar por aquilo que temos direito e assim, vamos pagar por tudo porque damos poder a essas pessoas e elas vão se “achar” donas de nossas vidas; não que não devemos pagar nada, se um individuo trabalhou deve receber aquilo que trabalhou, mas é raciocinar o “porque” se paga por aquilo, porque não escolher outro de nosso gosto, são mistérios cheios de teorias. O ser humano tem veneração por mistérios e encher eles de lendas, mas as vezes o obvio é o mais provável e não estou falando de acreditar nos governos ou no noticiários, porque sabemos que muita coisa é manipulada sim, não podemos negar. Mas analisar o “porque” aconteceu isso é a base para um senso critico um senso que muitos dizem ser cartesiano, pois se analisa entre causas e efeitos que para mim tem certo relativismo.

Chegamos a duas teorias interessantes que é o materialismo histórico e o cartesianismo racional. O primeiro diz respeito a teoria de Karl Marx (1818 - 1883) e Friedrich Engels (1818-1883), tudo que possa ser relacionado dentro da sociedade e sua história, vem dos meios de produção que a “burguesia” sustenta dês dos tempos remotos e foi um pouco por ai que se deu a Teoria Critica ou Teoria da Comunicação que a Escola de Frankfurt vai elaborara (depois volto abordar), por hora vamos entrar mais nisso. Os senhores dos feudos suprimiam os vassalos, os egípcios suprimiam os trabalhadores hebraicos e por ai vai, tudo que aconteceu dentro da historia humana, vem do fato que temos que ter produção, o povão tem que produzir para termos tudo isso que enxergamos. Daí temos que ter ignorância para ter mais filhos e não pensar, não ter um senso critico das coisas, mesmo uma nação que não tem muito analfabetismo as escolas vão ensinar o que se interessa ensinar. Eu vou dar o meu exemplo, porque aprendi muita coisa sozinho do que em algumas instituições de ensino que “diz” ensinar, agora posso dizer com propriedade, a universidade “emburrece”. Tudo que eu sei quase esqueci por causa de informações que dizem ser cientificas, mas isso é uma outra historia, é mais um fato da industria cultural. Vamos agora ao cartesianismo que veio, quem não sabe, do filosofo francês Rene Descartes (1596-1650).

Descartes vai desenvolver um método cético para os céticos, ou seja, se temos que ser céticos com as coisas temos que ir ao estremo. Quando duvidamos temos que ter a certeza daquilo que duvidamos, se duvidamos a algo que nos ensinaram na religião temos que saber até da onde veio essa duvida, porque que existe aquele ensinamento e porque temos aquela idéia em nós inata. Se duvidamos a nossa duvida é para uma coisa existente, só podemos provar aquilo que podemos ver e tocar, mas quem prova que aquilo existe mesmo ou é algo que nossa mente produz, então se minha duvida é a duvida da duvida, então eu posso pensar e ver que eu tenho a capacidade de raciocínio. Descartes diz que somos “coisas pensantes” (res cogitans), porque temos a capacidade da duvida, se eu duvido eu logo vou pensar e se eu penso eu tenho a convicção que eu existo. O eu “existo” entra na “coisa extensa” (res extensa), sou uma extensão de o meu pensar, porque posso ver aquilo que eu vejo, mas eu duvido que aquilo exista. Sai daí a frase famosa dele “Cogito ergo sun”, ou em bom português, “penso, logo existo”, pois o meu pensar é a extensão do meu existir e faz nós a ter escolhas. Mas não foi por ai que Descartes pôs esse método, ele quis dar um “nó” nos céticos e tirou uma deles dizendo que se a minha duvida não pode ser provada, entre em existir e não existir prefiro o existir. Por quê? Porque já está inata em nossa mente a idéia da idéia daquilo que existe, pois o debate teológico nunca vai ter fim porque não podemos provar se o Criador existe ou não. Mas onde entra o cartesianismo dentro do nosso mundo?

Vamos até a Escola de Frankfurt onde com o manifesto intitulado "Teoria Tradicional e Teoria Crítica” de Max Horkheimer começa a uma critica a sociedade e pegando um pouco de cartesianismo e um pouco de materialismo histórico, para traçar um modelo que fizesse sentido o que seria aquela sociedade industrial. Dentro da Alemanha, o Instituto de Pesquisas Sociais, foi criado para estudar esse fenômeno social; Horkheimer e Adorno (existe mais nomes) começam a explorar o que faria o povo abrir mão de sua liberdade, para se deixar aprisionar por governos ou indústrias. Dentro do Nazismo e fascismo dentro da Europa, eles viram esse fenômeno de perto levando a essa duvida, o que levaria o ser humano abrir mão da sua liberdade. Como o Instituto era financiado por Judeus (sendo Max Horkheimer de família judia também), tiveram que sair da Alemanha nazista e se refugiar na America do norte, nos Estados Unidos. Lá viram outro fator também, a tão famosa Indústria Cultural que domina o homem com sua informação dentro dos meios de comunicação e mais, esse meio também seduz para o consumo de produtos e serviços. Seria uma “crise a razão” (critica ao Funcionalismo), superar isso, era ter a critica daquilo que é nos passado.

Dentro de uma filosofia dentro do moldes do século XX onde se estudou a finco a sociedade do consumo, a sociedade que entrou na era no “espetáculo” que tudo é um jogo de interesses. Guy Debord, demonstrou que a Teoria critica não era só uma “teoria”, mas era a regra de uma minoria dominar a maioria, que industrias e corporações hipnotizavam pela propaganda, mais do que isso que não tem no livro, os meios de comunicação são o quinto poder e vendem a imagem que querem. Muitas bandas ou cantores gravam um disco ou dois, porque são “pops” do momento, consumimos uma musica descartável e ruim que propaga o caos e o auto-desrespeito consigo mesmo. O funcionalismo é apenas uma área e não uma verdade, porque não se pode estudar e conceber, o ser humano quanto um todo porque cada individuo é uma regra, um ser. Daí pagamos pelo mundo que nascemos porque somos seres que damos aos outros o poder das nossas vidas, porque pensamos que aquela pessoa é mais “poderosa” que nós.
Sartre diria que somos metade vitima e metade culpados, porque ao mesmo tempo que somos seduzidos pelos produtos e por trabalhar, somos um culpados que mesmo sabendo disso não fazemos escolhas. Debord mostra que tantos meios de comunicação fazem da vida um espetáculo, que programas alienam que dão um ar de tudo esta bem, mas não está bem. Mas também, podem e devem dar informações boas, concretas. Não temos somente programas sensacionalistas, temos também canais culturais, mesmo que são fracos em termos de cultura de adquirir algum conhecimento, pois uso sempre a expressão “a TV tem controle remoto”, ou seja, podemos trocar de canal. São questões como essa que nos faz refletir sobre muitas coisas, como o porque comer coisas que nos fazem mal, ou beber coisas que nos destroem e ainda mais, negar nossa liberdade por ideais e ideologias que não são nossas e pagar por coisas que nasceram para nos alimentar. Não que essas coisas não devam ser pagas para quem teve o trabalho de cuidar, mas porque pagar alem do que valem como uma cebola por exemplo: que ela custa cada uma R$ 0,10 numa fera ou no próprio local, porque pagar por ela a R$ 1,00 num outro lugar? Só porque vem embalada preparada para o consumo, mas tem agrotóxico e são modificadas geneticamente, para crescer mais rápido e dar lucro mais rápido. Em minha opinião é uma questão de escolha, uma questão que mesmo que cômodo, são casos de idéias ilusórias e insignificantes.

Portanto, pagamos pelo mundo que nascemos por causa de nossas ilusões, nossas vaidades e nossas ansiedades. Nunca podemos fechar nenhuma porta para as possibilidades, para nossos sonhos e desejos, mas não vou dar aqui um “remédio” para o mal de cada um, pois é tarefa de cada um descobri isso. Todo conhecimento é um descobrimento por si só, assim falou Platão, assim falou Jesus, pois cada um possui a sua verdade e essa vai libertar de tudo que você não quer para sua vida. São escolhas a ser feitas, pagar mais ou menos, comer em lanchonetes ou comida saudáveis, ter hábitos bons e nobres, assim faremos tudo que realmente somos destinados a fazer e é plantar uma semente para o amanhã da humanidade.

sábado, novembro 01, 2008

DEFICIÊNCIA E PRECONCEITO



Vamos pensar no momento que estamos dentro de nosso país que não mudou muito dês de quando foi explorado, que alias, continua sendo. Mas vamos lá! Num país que pensa-se que uma pessoa que ganha mil reais por mês é de classe media não é de estranhar a distorção de tantas coisas que na sua importância, não deveriam ser distorcidas. Algumas remanescentes idéias ainda vigoram como classes especiais ou lugares que só abrigam a pessoa com deficiência como se ele ouve-se de ser acometido de uma doença grave, como aqui em São Paulo existem classes especiais da AACD e o estabelecimento estadual (dirigido pela esposa do governador Serra), Estação Especial da Lapa. Onde nada mais é do que depósitos de pessoas, e no caso da Estação Especial da Lapa, são tratados como crianças, mas o caso é um pouco mais grave.

Acabo de ler um artigo em um blog intitulado “APARTHEID CONTRA A PESSOA COM DEFICIÊNCIA” escrito por “Ana Paula Crosara de Resende”, que fala muito bem em uma Apartheid dentro da sociedade com a pessoa com deficiência. Para quem não sabe, Apartheid é uma palavra africana que quer dizer “vida separada” que foi usada pelo regime que os homens brancos detinham o poder e os povos restantes deveriam viver separados dos verdadeiros cidadãos na África do Sul. É o que a autora argumenta, podemos ter leis que regulamentam rampas e portas especiais, mas ao chegar uma pessoa com deficiência para usar ou a rampa ou a porta não existe e ninguém sabe onde enfiaram a chave. Ainda pior, sim caros será pior ler isto, igrejas que pregam a igualdade e as palavras de Jesus Cristo.

Com tudo isso ainda a própria sociedade ignorante e ignóbil, sim para votar num presidente deste só pode, ela mesma faz o papel de exclusão quando olham de cara feias quando um ônibus pára no ponto e demora; o carro de trás começa a buzinar com pressa e ainda ficam os “cochichos” do alem tipo “coitado! Não queria esta assim...”. Eu já ouvi de tudo nesta vida e sinceramente não dei a mínima, porque sei e a prova está no governo, o povo em sua maioria é ignorante. Mas não ignorante de conhecimento, existem mendigos sábios, o que digo é ignorante de entendimento, pois se podem ler milhares de livros e, no entanto, se você não entender o que esta escrito, é e sempre será um ignorante no assunto. Por isso que sempre falo, não existe intelectuais no Brasil, isso é uma afirmação falsa, existe pseudos-intelectuais que repetem o que outros sempre dizem como um bando de papagaios. Ainda pior, onde pensei que encontraria muita inteligência e conhecimento diversos, existe um dos maiores preconceitos que já vi o preconceito acadêmico; não só no que posso ou não fazer, mas eles excluem pessoas religiosas por não terem base cientifica, mas escreverei um artigo sobre isto em breve.

Eu como liderança de uns dos movimentos importante dentro do segmento, Fraternidade Cristã de Pessoa com Deficiência, ouvi muitas coisas e vi muitas coisas. Pessoas sendo acorrentadas por serem deficientes, por terem apenas seus corpos diferentes, que os próprios pais tiram seus filhos dentro da sociedade, tiram do convívio por serem iludidos com religiões medievais que não cabem mais no século vinte e um. Assim, muitos de nós somos excluídos pelos pais que no ápice de sua ignorância e do desespero, se agarram em medos e crenças infundadas. Não deixam seus filhos namorarem, não deixam seus filhos viverem por medo que eles sofram e, no entanto, sofrem com essa atitude. Não é uma forma incoerente de se viver e pensar? Não que não se tenha uma opinião, mas essas pessoas não têm opiniões próprias e vivem se preocupando o que os outros vão dizer, o que os outros vão pensar e para mim, isso não é vida.

Diante disso tudo tenho duas soluções: primeira solução seria fazer uma avaliação psicológica dos pais quando eles recebem a noticia, pois se esses ficarem desesperados diante disto tudo, pode internar que vão sub-proteger essa criança. Entrar numa neurose e conceber qualquer idéia religiosa como se aquela criatura seria castigo divino, ou seja, vai culpar o próprio filho de seus erros do passado; então haveria instituições que ficariam cuidando da pessoa com deficiência, mas como sei que estamos no Brasil e sei que tudo é distorcido, vamos repensar para onde mandaríamos essas pobres almas. Segunda solução seria leis mais rígidas diante desses casos, pois aqui as leis são brandas e até muito fracas diante dessas coisas, levando até quem sabe e num denuncia como cúmplice.

Mas não evoluímos tanto assim dos espartanos para cá, pois quem não sabe, os espartanos jogavam as crianças imperfeitas por não poderem guerrear e serem soldados e não só eles, muitas nações achavam que a imperfeição era castigo dos deuses e matavam seus imperfeitos. Hoje em dia, esses mesmos imperfeitos são escondidos, são acorrentados, trancados em seus quartos por não serem agradáveis ao olharem, por não ser agradável saber que nós temos excitação, que nós também temos fome e vontades. Muitos são como “cachorrinhos”, se dá comida, se dá roupas, e tudo fica bem e ele fica feliz no seu mundinho de faz de conta, mas é apenas mais uma caverna entre muitas outras.

Por que então nossos antepassados lutaram contra se aqui no Brasil ainda temos o preconceito velado? Por que nações morreram para lutar contra o nazismo se seu pensamento é a mais pura essência humana velada na hipocrisia cristã, um preconceito velado dentro do paternalismo cristão? Sabe o que a gestapo, policia nazi, fazia com pessoas como nós? Eles encontravam pessoas com deficiência e nem se davam o trabalho de levar para o campo de concentração, jogavam elas pela janela para terem uma morte digna como determinou o Firher. Só que não evoluímos além disso , nem podemos julgar eles, porque é muito fácil falar dos outros, mas sempre fazemos igual; não é que não se mata, que trancar não seja uma morte, sim o é, uma morte da essência humana que é o sentimento. Nós não podemos sentir nada, porque sentir é motivo de sofrimento, motivo de dar a pessoa com deficiência limitações que ela não pode enfrentar. Ótimo! Estamos ainda vivendo o século dezenove no Brasil, uma religiosidade ainda medieval, onde os senhores feudais limitam o pensar humano.


sábado, outubro 04, 2008

Trabalho com o senso comum



Hoje tive um sonho que na noite anterior (pois fiz uma pergunta para o Criador), 22 de setembro, que me deixou muito calmo perante o que sou e o meu papel em uns dos núcleos de um movimento que cuida da luta das pessoas com deficiência. Primeiro me vi dentro de um avião onde não era bem um avião comum, mas parecia uma sala de convenções toda branca que voava e todos estavam de branco, havia muitas crianças dentro desse avião (ou sala, como queiram), e eu me via numa cadeira de rodas. Eu ia entrar numa sala onde havia pintura e modelagem, recebi um código para entrar nessa sala, mas ela num tinha algum acesso e não passava no degrau, tinha que empurrar algumas estantes para eu entrar. Bem, Lá dentro tinha muitas crianças pintando e modelando, quando olhei para o lado vi nosso presidente olhando e no segundo momento, vi ele dançando e seu rosto mudando de forma.

Era uma pergunta simples que foi respondida simplesmente, ou seja, temos que ver que cada figura de um sonho é uma imagem refletida que o seu inconsciente faz do que pensamos ou agimos. Como podemos ver a imagem do avião? Muitas pessoas ficam no simbolismo junguiano, mas não posso deixar de salientar que cada ser humano é um ser, um individuo, portanto não podemos padronizar um simbolismo. Mas geralmente, um avião é um transporte rápido de grandes distancias que transporta grandes quantidades, nesse especificamente, estava uma sala de convenções muito grande e com uma coluna. Para quê uma coluna segurando um teto numa sala dentro de um avião? Temos que ter esta sustentação dentro de um transporte que pode balançar e cair, então essa coluna sustenta a sala que é a parte social, simplesmente, o avião (provavelmente o rumo que tomei) deve ser sustentado. Tudo branco, inclusive a coluna, então o rumo que tomei deve ser sustentado pela harmonia em todas as áreas sociais. Bem, tinha uma senha para entrar na sala e com características gregas, pois gosto de filosofia e pode ser (não tenho certeza), uma palavra que traduz meus conhecimentos ou uma senha para entrar neles. Tive que ter ajuda a entrar nessa sala, pois havia obstáculos que me impediam. Um degrau impossibilitava minha entrada junto a estante que estava na frente, tenho que ter ajuda para transpor os obstáculos que me levara para lá, para onde esta onde se modela e onde se pinta as imagens. Crianças têm muito a ver com futuro das coisas, futuro de algo que podemos mudar para melhor no futuro.

Não há em toda história da humanidade registrada, um rei ou governante que realmente tenha um caráter de líder, passou por esse conflito e chegou a conclusão que deveriam lutar pelos seus cidadãos. Lembro do filme sobre os 300 Espartanos que o rei Leônidas liderou sozinho junto ao estreito de Termópilas contra os persas, onde conseguiu matar alguns homens e repeliu outros; teve que deixar tudo para parar a invasão persa e salvar sua terra. Hoje sabemos que é uma forma romântica de contar a historia, mas é interessante que ele teve que tomar uma decisão até mesmo contra a religião vigente, ser contra e deixar até mesmo seu amor. Mas será que ser um líder é deixar todo seu sentimento e sua fé de lado? Bom, penso hoje  e sempre pensei, que temos que fortalecer primeiro nós para ajudarmos a quem necessita que esse tipo de herói é logicamente, uma imagem que fazemos do cara que se “sacrifica” por outros. Claro, que pode existi como foi Leônidas, que teve que ser Rei e general numa batalha que lutou pela Grécia (eram estados separados). Talvez mostre sobre ideais e valores que temos que buscar, sempre acreditando que a luta vale a pena.

Quando falamos de ideais não estamos falando de tradicionalismo hipócrita, pois o que atrasa uma nação é parar o pensamento no passado e não enxergar o futuro. Não temos de maneira nenhuma ter que ficar presos no futuro também, então ficamos no equilíbrio de viver o presente, que alias, única certeza que temos. Mas a sociedade cristã, que se diz ter fé nas coisas e nas pessoas, fica presa no passado sempre temendo o futuro e isso atrapalha o presente e trás a dor e a insegurança. Por exemplo, pessoas como eu que contem certa deficiência, as pessoas ainda tem uma visão que nós temos limitações e não podemos certas coisas, somos assexuados e outras balelas. O mundo ocidental, um pouco do oriental também, se apegou um pouco na beleza física como foco de vigor; os gregos davam valor ao porte físico “belo” que predominavam na antiguidade clássica, tanto é, que muitos defeituosos e sem vigor e uma saúde perfeita eram descartados ou deixados em cestos ao relento para morrer. No filme isso é muito bem mostrado, pois Esparta era uma cidade/estado que era guerreira, então não tinha lugar para defeituosos. Éramos mortos jogados em abismos sem remorso, sem piedade. Hoje temos muito mais direitos, porque mesmo achando que não somos capazes de fazer muitas coisas, nos matar seria um ato de desumanização (acorrentar e prender também, mas uma cultura de “ignorante” isso é regra e não exceção). Aprendi que ser uma liderança é muito mais do que conhecer, é saber usar o que lhe conhece e usar corretamente, pois há a diferença de pratica e teoria muito grande. Mas é um assunto para outro momento, o que quero agora é falar sobre ser humano e seu senso comum.

Como vi no filme, o rei Leônidas teve que quebrar tradições graças ao misticismo ancestral, então, teve que ir sozinho com sua guarda pessoal para essa guerra. Pois eram tempo da Carneia e Esparta não podia ir lutar e defender e ajudar Atenas. Assim, ele negou o misticismo e foi defender o que acreditava e deixou os outros falarem sem negar alguma fé, mas os cidadãos e irmãos espartanos eram mais importantes. Temos que às vezes negar o misticismo para dar valor a pessoa humana, a própria fé supre ao misticismo que hoje, junto com a industrialização, “coisificação” do ser humano; a existência fica a cargo de algo superficial e ilusório de tradições que só dominaram o ser humano e sua própria idéia da criação, porque a fé não esta numa imagem de argila, mas em seu próprio coração. Ser líder, liderar pessoas, é acima de tudo enxergar um bem maior do que misticismo e tradições dominantes, de ver políticas e idéias filosóficas são muitas vezes, distorcidos por interesses escusos. Podem corromper religiões, mas se temos a fé verdadeira, não se pode corromper, pois o Criador não quer altares e sim, um ser humano feliz.

Tais concepções me assustam porque as pessoas se prendem em crenças e esquecem de pessoas, o mais importante não é a parte externa, mas a parte interna. Foi isso que mostrou o filme, a historia humana nos mostrou que a religião e a política sempre se corromperam e tanto uma como a outra, não se preocuparam com as pessoas. Tanto fazia se ia morrer milhões ou iriam ser escravos, eles vendiam seus súditos para o bem de seus bolsos, para o bem material. Nesses tempos de coordenação, aprendi que mesmo não concordando com alguns aspectos da tradição do movimento tenho que respeitar a vontade da maioria e muitas situações “engolir sapos” enormes! Sinto que amadureço a cada dia, tanto nesse aspecto, como no aspecto pessoal, no meu namoro, na minha família.  Você aprende a se conhecer e traçar seu limite dentro de cada área da sua vida e isso que se faz um bom líder, um que se preocupa muito mais com pessoas do que ideologias e místicas religiosas sem fundamento.

Já dizia o grande pensador Rambo em seu segundo filme: “numa guerra você tem que viver a guerra…”. Ora, se você segue algo tem que viver esse “algo”, se você acredita então você tem que acreditar nessa crença, se você vive um namoro tem que viver a essência desse namoro. Até mesmo dentro do movimento, algumas pessoas dizem que na teoria é muito bonita, mas na prática as pessoas são o que elas são. O que seria pratica? O movimento não é “pratica”? O que estou fazendo então tendo o maior trabalho de arrumar todo mês uma reunião se as pessoas não deixam o maldito senso comum? Daí vem o pensamento que essas pessoas não querem deixar o “senso comum” por causa da acomodação de não sair da rotina que estão acostumadas, de achar que suas “crenças” populares cheias de preconceitos e outras coisas mais, estão certas. Tradicionalismo me lembra coisas antigas, idéias antigas, mas não vamos matar uma idéia rápido demais; é um processo demorado, é um processo que demorara muito, pois temos que ter o respeito necessário sim, mas temos que ter um certo equilíbrio, como dizem, nem muito ao mar nem muito a terra.

Então como fazer para trabalhar no senso comum cheio de preconceitos e tudo mais de mal? Eu acredito que as pessoas não são o que elas são, elas foram moldadas para o bem de poucos, tanto na religião quanto na política. Enquanto não deixarem o senso comum de lado, enquanto não deixarem seus preconceitos, não vai fazer com que as pessoas assumam suas próprias ações. As escolhas são nossas e essas escolhas que Jesus nos ensinou com a parábola da arvore dos frutos, que aliás, muitos desses mestres nos ensinaram que só recebemos o que damos.

Penso que minha idéia de unidade seja igual as falanges espartanas, pois o amigo sempre erguer o escudo para defender o companheiro da esquerda. Se um não consegue, a falange se despedaça como uma muralha que um tijolo não foi posto direito, então dessa forma era imbatível. O que acontece onde eu coordeno? A falange se despedaça muito fácil por interesses diversos, por motivos pessoais que muitos cultivam por ser muito mais cômodo a eles. Mas para manter a unidade é essencial ter em mente os desígnios daquilo que chamamos de ideal, de motivo para tal união. 

quarta-feira, setembro 17, 2008

O poder da força






É um tema muito rico e por isso me levou a escrever mais um texto sobre o poder da Força, o poder do intimo de cada ser humano que desenvolve um poder psíquico e espiritual de autocontrole. Todos sabem, ou a maioria das pessoas, que a essência do termo “A Força” vem da saga da Guerra nas Estrelas que ao mesmo tempo que mostra o estado galáctico republicano que é guardado pelos guerreiros jedis, que são guardiões do conhecimento da chamada Força descoberta a dez mil anos galácticos que é a essência e energia de cada ser e a saga da família Skywalker. 

Muito interessante o tema, pois se repararmos tem muito a ver com o budismo e o hinduísmo em sua essência. Os Jedis são uma casta de guerreiros que descobriram A Força e juraram proteger seus conhecimentos, visando a justiça, a bondade e a lealdade. Filósofos, guerreiros e profetas, usam o poder para garantir a sobrevivência da republica visando igualdade e bondade aos seres, sempre não deixando se levar ao lado negro da Força. A idéia é muito simples, A Força é uma só, os seres que vão usufruí-la que vai determinar para a bondade ou para os desejos baixos. Os Sisths são o lado oposto dos Jedis e defendem o uso da Força para dominar e subjugar os povos mais fracos, levando ao Império de escravidão e o domínio sobre toda a liberdade. Os jedis ensinam que não há nada além da Força e que tudo é mera ilusão, ódio leva ao desejo e desejo leva a vontade de vingar seu outrem ao seu ressentimento e atentar sobre ele;os sisths fazia isso sempre e sempre estavam no lado negro da força. 

Para exercer influencia sobre ela, dizia os jedis, tinha que nascer com um preparo energético único que levaria a dominação das técnicas de meditação, treinamento que nunca se encerra conselhos para quem precisa, sempre antes de tudo, ser honesto contigo mesmo e ser leal ao seu mestre. Poderíamos fazer uma grande ligação e isso George Lucas já disse, que os jedis tem uma ligação muito forte com o budismo e as religiões antigas que escondem mistérios muito fortes sobre a essência humana e sua energia cósmica. No hermetismo se diz que tudo que é encima é semelhante embaixo, ou seja, todo força do cosmo é igual tanto do planeta Terra quanto nos confins do espaço galáctico. Mas se você é um cristão invicto podemos ler que Jesus diz, nos evangelhos apócrifos é claro, que tudo que ele fazia todos os homens podem fazer e também o que o ser humano como filho de Deus são todos deuses; daí voltamos a Hermes Trimegisto quando diz que tudo que há em cima é semelhante o que há embaixo. Se somos filhos das forças cósmicas então, somos a força em sua essência, não há diferença da força divina com a força humana, existe uma força só.

O que seria o “maya” hindu afinal? A palavra “maya” e sânscrito quer dizer ilusão e para a filosofia vedana, que vem dos livros sagrados dos Vedas e que o budismo também tem certa influencia, tudo que vem dos conceitos humanos são meras fantasias criadas para nos dar um prazer ou felicidade aparente, mas que não existe como verdadeira essência dessa felicidade ou desse prazer. Por exemplo, eu achar que um tênis vai me trazer uma felicidade é verdade para mim naquele momento, mas, num futuro próximo ou não, aquele tênis poderá não existir mais ficando um vazio que ele deixou em meu ego (que tem o significado “eu” em grego), pois esse é o foco, o meu próprio “eu”. Outro exemplo pode ser dado no mundo virtual, muitas pessoas fazem sexo virtual ou namora virtualmente que é mera ilusão, aquilo vai preencher aquele momento, mas não vai preencher um momento real do toque, do carinho, do se importar em está em contato com pessoas, ser uma pessoa como outras; tudo no mundo humano mercadológico ou ideológico – religioso, são meros artifícios gramaticais para mostrar e pôr mais pessoas na ilusão do poder, para castrar o poder cósmico de cada um, porque se todos tiverem esse poder, ninguém se submetera mais.

Sakiamuni, o Buda Gautama, sugere que buscamos o equilíbrio e o equilíbrio é apenas o hoje que não pensara no amanha; o vazio tem que ser alcançado como uma porta de saída de desejos e medos desnecessários. Não importa o amanha, porque sabemos que nascemos, vivemos e vamos morrer, que existe as doenças e o sofrimento, mas tudo isso é devido a nossas escolhas; adoecemos porque temos o desequilíbrio em nós, a raiva de ferir outro ser vivo faz com que desencadeamos uma separação do TODO cósmico que nos rodeia  e o sofrimento devido ao desejo que é o desejo de uma mera ilusão. Não existe necessidade de um tênis novo se o meu ainda está em condições de uso, mas temos a ilusão que para ser aceito pela sociedade tenho que ter aquele tênis. Muitas pessoas acham estranho meu gosto pelos mantras, mas se fomos analisar direito, não difere muito das rezas e orações cristãs que são meros versos de louvor. Ora, o próprio Buda nos alerta para não acreditar só porque os outros disseram, mas acreditar porque é bom para nós. Mas muitas pessoas seguem ideologias e religiões porque os outros disseram que aquilo é bom, contrapondo ao malvado sistema, mas nada mais é do que mais um braço desse sistema mentiroso, ilusório. Isso remete a famosa frase do Mestre jedi Yoda que tudo é mera ilusão que só há a Força, ou seja, não importa em qual religião você acredita, nós somos parte de uma verdade maior.

Essa verdade maior é o ponto de partida para encontrarmos A Força em nossa essência, pois libertando de todos nossos desejos e medos, ela vem naturalmente em nós. Jesus disse que a verdade nos liberta de tudo que pensarmos ser importante, de tudo que achamos que seja a verdade e não é nada disso, são meras facetas de nossa mente para anestesiar nossa vida verdadeira. Por exemplo, posso ter uma cadeira motorizada que me locomove com um controle e não preciso empurrar a roda, mas essa cadeira não vai tirar minha deficiência, só vou utilizar para facilitar minha vida; ela não pertence a minha essência porque ela pode não existir mais, mas eu vou continuar vivendo com ou sem ela. As regras dentro do universo são claras, tudo que contrapõe o que somos, vai gerar algo que não suportara nossa verdade e vai gerar uma frustração atendo a raiva e ao ódio, remetendo ao lado animal humano de subjugar e retalhar o outrem. 

Isso se remete ao jedi Anakin Skywalker, tirado de seu planeta natal, sendo uns dos mais poderosos não se conteve a raiva e o apego. Primeiro, se separa de sua mãe que Anakin o a ama por ser a única pessoa que ela tem; mesmo o deixando ele ir, o mesmo se sente culpado de não estar perto dela para se despedir na hora da morte, ou seja, ele não tem fé pela Força verdadeiramente. Ele não teve fé em acreditar que sua mãe não sumiu verdadeiramente, mas mudou o estado dentro da Força, que apenas se mudou. Segundo, amou muito Padmé Amdala que é ao mesmo tempo princesa e senadora da republica galáctica, em seu sonho a viu morrer e pensou ou foi iludido que indo para o lado negro iria salva-la. Ela se desespera e ao ter os gêmeos falece.  Mas existe a profecia jedi que o mais poderoso vai equilibrar a Força neutralizando o lado negro e Anakin, como Darth Vader muito após ter instaurado o império Sisth, o imperador tenta matar seu filho  Luke e ele elimina defendendo – o. 

Aspectos importantes temos que analisarmos, pois tai a essência de um avatar genuíno. O primeiro aspecto é o apego a mãe, nossa origem, nossas ideologias e cultura que fazem nos iludir que ali que está a verdade; lembre-se que a mãe de Anakin só tinha ele para lutar, ou seja, seu único recurso ela libertar seu filho para ter algo melhor. O crescimento e o aprendizado nos remetem ao deixar algumas idéias de lado, porque muitas vezes, elas nos mostram muito mais a ilusão do que a verdade que nos acorda. Somos separados a idéia matriz da ilusão, a mãe de todo o sistema, nosso lado egoico do apego. Segundo aspecto é o apego no amor, ele deixou levar pelo medo, o apego pela mãe o fez ter medo de perder Padmé e a fúria que levou a se rebelar apenas fez isso se realizar; nossos medos se realizam, porque você está tão preocupado com ele que não confia em sua própria força, se remete e se deixa subjugar a fraqueza do momento. Dessa união nascem dois filhos, um homem (racional) e outra mulher (sentimental), contrabalanceado o novo sistema que o poder absolutista, ferrenho, único, dá lugar a liberdade da republica com o lado feminino do sentimento e o lado masculino do racional. Dessa união é destruída a ilusão do desejo, da raiva e dá lugar a união e a verdadeira Força fluir. 

O que seria essa liberdade? A verdade em sua essência, pois ao longo do processo de se tornar um iluminado, passamos pelo lado negro. Ninguém disse se Anakin iria destruir o lado negro da Força dentro dela, sendo um Sisth, mas teve que ser assim para ele encontrar dentro de si mesmo, o lado humano que foi neutralizado pelo apego e o ódio. Darth Vader nos mostra o lado humano do senso comum que culpa o outro pelos seus próprios erros, nossas escolhas e falhas dessas escolhas não são enxergadas, então o culpado sempre é o outro. Qual é a maior máxima existencialista dita por Sartre? Que sempre o inferno é dos outros, pois não podemos ver o que fazemos com nossos próprios erros e nossas escolhas e diz mais, o importante não é o que os outros fazem de nós, mas o que fazemos com o que os outros fazem de nós. Anakin pintou sua personalidade como os mestres jedis o pintavam, ele se submeteu ao sentimento que os outros achavam que tinha, mas foi ele que vestiu a “carapuça”. Muitos de nós, vestimos essa “carapuça”  e esquecemos que o importante é que sentimos o que queremos, mas muitas vezes, temos a ilusão de que temos liberdade verdadeira. Ai entramos no paradigma do poder de “Stars Wars”.

Temos a Republica de uma aliança galáctica entre muitas raças alienígenas que tem voz no senado, mas ao mesmo tempo, é fazedora de clones para lutar. Ainda existe uma casta fanática (os jedis), que não admite erros e não é qualquer ser que entra nesta casta, ou seja, nem todos podem manipular a força. Por outro lado, existe os separatistas Sisth que  prega o materialismo, a maioria são robôs e cyborgs, caracterizando que ninguém pode se opor ao chefe Palpatine. Eles não acreditam no bem comum, mas no bem imediato para si mesmo e o prazer e sentimentos do instinto. Parece que o sistema é único, é uma idéia ideológica que se estende graças a descoberta da Força, ou se vive o nada e não é refém dos desejos ou se sente e fica a mercê dos desejos. Todo desejo de se querer a verdade não é um modo de desejo que essa verdade seja aceita? Por que Anakin não pode sentir e desejar ficar com que se ama? Alguns ensinamentos são relativamente, sutilmente, impor que para ser felizes temos que tirar tudo de nosso coração, mas existem pessoas que são felizes com sentimentos. Vamos pensar assim, existe o ser que sente e raciocina, que sentimos por si mesmo; esse ser não pode ficar indiferente com o ambiente onde vive, meu amor pela minha namorada, por exemplo, não pode ficar indiferente a mim, sou obrigado a me ater a agradá-la sempre. Porem, não posso ficar apegado a ela, porque isso me dará uma imensa ansiedade para com um futuro que pode ou não acontecer; depende de mim e dela, pois o sentimento de apego, nos torna seres medrosos e animalescos.

Ai entra o equilíbrio de nosso ser em si mesmo, ou seja, o que Buda Sakiamuni ensina, não podemos não enxergar o que sentimos, mas também, não podemos ser escravos desses sentimentos. O outro não pode pertencer a nós, mas nosso intimo pertence e é nosso, e assim, neutralizando os medos e desejos, temos um sentimento mais elevado de compaixão. Nesse aspecto se consiste a busca da paz, porque não existe apego se existe segurança e confiança no outrem, da ligação sentimental um do outro. Só existe o espírito que nos faz viver e é a Força que os jedis dizem, não existe nada que nosso espírito não fabrique, se temos a vontade de se vingar em nossa vida só haverá vingança, se somos mesquinhos, na nossa vida só existira mesquinhez. Mas não que o chamado “Deus” quer e sim, porque procuramos esse sentimento nas pessoas e abrimos a caixa que Pandora abriu; todos os sentimentos que encontramos nos outros, não existe um equilíbrio em nós mesmos. O sistema fascista é fabrica de “robôs” que apenas obedecem a uma ideologia de um partido ou de uma pessoa, o republicano é uma fabrica de “clones” graças ao consumismo industrial que pensamos está liberto e os dois lutam entre si para ver quem tem razão; o foco de toda ideologia política e religiosa é a “razão” que uns dos significados é “motivo legitimo”, ou seja, tenho um motivo legitimo de oprimir o outro de acreditar na outra religião ou ideologia política. 

Rorty, filosofo pragmatista estudanense, diz que em primeiro lugar deve aparecer a liberdade porque com a liberdade a verdade vem naturalmente. Ora, isso é obvio, porque se tenho a liberdade de pensar e de agir vai se descobri a verdadeira essência daquele fato. Isso é o Amor ao Destino que Nietzsche diz: "Não querer nada de diferente do que é, nem no futuro, nem no passado, nem por toda a eternidade. Não só suportar o que é necessário, mas amá-lo". A verdade deve ser amada em sua essência, então todo “amor fati” é um amor em sua plenitude porque não deseja nada de diferente, ele não é nem apego no passado e nem apego ao futuro, mas suportar o que é necessário, apenas o que ele é em sua verdadeira essência per si. Esperar que acontecesse naturalmente, esperar que a outra pessoa faça a escolha, esperar que tudo melhore para que se tenha o que é necessário; a regra universal de se ter a paz é gerar o caos dentro de si, ficar no limbo por um tempo, assim sendo, manipular nosso próprio espírito. Foi o que saga nos mostrou, que apesar do poder de Anakin Skywalker, ser o maior de todos os jedis, ele se deixou manipular pelo apego tanto do passado, quanto ao futuro com duas perdas. 

O que acreditar então? Ai entra a vacuidade budista, pois não se deve, ou se recomenda não se ater, a nenhum sentimento de apego; pois se você se apega e acredita em algo, você toma partido daquilo que pode ter sido criado para dominar. Mas se você ficar neutro em todos os lados, tanto no modo ideológico político quanto o religioso filosófico, sua visão vai alcançar muito mais longe. Isso é mais que obvio Em todos os momentos de nossa vida.

Mas ai vai ao encontro também do caminho reto que faz nós seguirmos o que acreditamos categoricamente. Acreditou-se que temos que alcançar um patamar para chegar onde trará a felicidade, então devemos sempre lutar pelos nossos sonhos, alcançar nossa própria meta.  Só que tem algumas diferenças, pois existe o sonho concreto que pode ser alcançado e com um propósito e aqueles que sabemos serem ilusões que fazem entrar em nossas cabeças. Exemplos inúmeros têm todos os dias, como ter uma Ferrari ultimo tipo que sei que por muito que eu ganhe, não atinjo o dinheiro necessário; mas posso ter um belo e eficiente carro.  Devemos ter as coisas bem claras para não ser “atropelado” pelas desilusões, do discurso que muitos têm que rouba porque é um direito e não é verdade, apenas ele está iludido que aquilo trará a ele felicidade. O caminho reto é aquele que não se deve ferir o outro por causa de nossas próprias ilusões, nossas próprias frustrações de não realização destes.

A palavra reta é não difamar, não mentir, sempre usar as palavras como ferramentas para uma boa conduta. Segundo o filosofo Wittgenstein, as palavras são tipos de caracteres que usamos na linguagem, são meros objetos do acaso; uma mesa só é um objeto que fica na cozinha, mas entra como um substantivo simples para descrever ou me referi aquele objeto. Nada é verdadeiro, só é mero objetos de linguagem dentro de um mundo que criamos graças a essa linguagem e assim, quando contamos mentiras ou falamos “mal” de alguém, é o mundo que nos é criado como causa e efeito. Então, aquilo não serão a própria verdade e sim a inverdade, uma ilusão daquilo que chamamos verdade, quando cessamos isso, destruímos aquela visão falsa que temos para com o outro.  No filme fica claro quando os jedis falam o necessário, alias, um bom samurai fala pouco segundo a tradição e assim usa a palavra reta, pois se não se tem nada melhor a falar, então se cala, diz o próprio Wittgenstein. 

Graças a ter um pensamento reto e uma linguagem reta criamos um caráter verdadeiro de ater ao que é nobre, uma alma nobre não pensa ou fala para machucar o outro, dizer o que pensa sempre e somente o necessário. Vamos dar o exemplo, todo monge budista ou um mestre jedi (seria uma similaçao dos monges), só ensina ou se atem ao verdadeiro pensamento ou o que se é necessário naquele momento. O filosofo Wittgenstein diz que tudo que não se pode falar se costuma se calar, pois muitas brigas começam quando não controlamos o que falamos. Ser franco e direto não nos dá o direito de ofender e magoar outra pessoa, mas mostrar o caminho alternativo sem se ater a palavras injustas. 

Portanto, temos que traçar nossos objetivos sem nunca se apegar, mas não negar esses mesmos para não acontecer a escravidão dos meus conceitos. Seja num modo filólogo ou numa maneira existencialista, o ser humano tem em sua existência o poder da Força, o poder da escolha que é inato e é um direito de cada ser cósmico usá-la sempre.