
Antes mesmo que um babaca ateu militante (que chamamos de neoateu),
possa chamar meu artigo de anticiência, vou esclarecer que no mesmo
modo que não confio num sacerdote trancado numa igreja, eu não
confio num cientista trancado num laboratório. Sim. Concordo com
Nietzsche que o ocidente criou uma cultura ressentida e esqueceu dos
verdadeiros valores que construíram a sociedade grega, com seu
esplendor e seu orgulho de serem seres humanos criados para serem
seres humanos e não, peças de um xadrez cósmico. Não pensem que
só a religião faz isso e sim, todos os conhecimentos do mundo,
inclusive, o conhecimento que é levado a massa que é muito mais do
que possamos imaginar. Claro que o grego – que chamamos de cultura
clássica – tinha a crença que os deuses o manipulavam, mas não
tinham o pensamento que os deuses eram seres a parte do ser humano.
Voltamos a seleção natural, pois vou explicar o mais facilmente, o
que seria. A seleção natural é apenas o meio escolhendo o que mais
facilmente, se encaixa dentro dos padrões do ambiente e que mais
pode sobreviver dentro de um ecossistema. Acontece que o pessoal –
pelo menos quem escreveu alguns textos que li sobre – não entendeu
o que Charles Darwin quis dizer no que se diz respeito a seleção
natural. A coisa é bem simples, em dado momento uma especie por
mudar de ambiente ou por ter uma nova determinada situação, muda
sua tática de sobrevivência, ou seja, ela vão variar as raças
para melhor adaptar a especie. O homem, por exemplo, não evoluiu
diretamente do macaco, mas é um derivado do mesmo animal que deu
origem de todos os animais da especie símia (que não é só macaco,
mas saguis, micos e etc). Ou seja, o homem é um meio de
sobrevivência para a própria especie simia que o único indivíduo
deu origem.
Num artigo que li o escritor estava relatando que o professor de
biológica dele teria dito que era mais fácil alinhar palitos do que
construir uma girafa. Dai se faz a pergunta: a evolução se deu por
acaso ou simplesmente, há
um meio dela acontecer como os engenheiros de software constrói os
jogos de videogame? Vamos dar um exemplo simples – adoro dar
exemplos que estudei a exaustão – onde podemos ver que a evolução
não pode ser encarada como um conjunto aleatório. Um programador
constrói um software com o algoritmo (linhas de código logicas que
são feitas dentro do copilador que o computador transforma em código
binário), e esse código não é um código alienatório que se cria
sozinho, pois mesmo que quiséssemos, muitos desses códigos não se
escrevem sozinhos. Mesmo se um dia nós, seres humanos, inventarmos a
inteligência artificial, não vamos fazer o cérebro artificial
fazer com que os código apareçam como se fossem aleatórios. O
problema começa quando se acha que moléculas se combinaram num
processo dimensional (após o Big Bang), como se fosse jogar letras
por auto e ao cair, forme frases certinhas, isso tem a probabilidade
de 1 em 1 milhão de acontecer. Mas é lógico que um neoateu vai
dizer: “Ah, mas apareceu vida nessa probabilidade e tudo que existe
conforme se confirma”. Ok. E dai? Quer dizer que um universo –
entre bilhões de universos – são apenas confirmações de
probabilidade que por um acaso acontece? Modo de vida, consciência
de entender tudo, inteligência para construir tecnologia, só é
probabilidades confirmadas?
Essa historia da seleção natural está muito mal contada, porque
não há
confirmação que existem mudanças para melhor sobrevivência e não
se confirma a forma que ela foi teorizada. Uma galinha não se
defende, não tem um tamanho que possamos dizer que pode colocar
medo, não voa, mas aguentou milhões de anos muito bem, obrigado.
Como se explica tais coisas? Não me venham me falar que a galinha
corre, que por mais que corra, a galinha não conseguiria achar meios
de escapar dos predadores. Não há
como evitar tais questionamentos, porque não há
como evitar que há
lacunas enormes tanto na evolução, quanto na seleção. Entre
outras coisas, até o asteroide que dizem ter exterminado os
dinossauros, existem coisas muito estranhas. Por que outros animais
não foram exterminados? Por que existem animais que vivem até hoje?
Questionar também faz parte da ciência e todo conhecimento humano,
o esclarecimento e não, a desinformação como vimos em alguns blogs
de ciência. É muito engraçado darem tanta trela para o biólogo
Richard Dawkins para pautar coisas que nem ele estudou – como em
seus livros que sempre chamam os religiosos de idiotas, como se ele,
que acredita da não existência de um Criador, não fosse um
religioso – porque ele não tem moral nenhuma para falar de
religiões que matam, de falar que seria imoral uma mãe ter um filho
com síndrome de down. Quem é ele para falar isso? Será que
realmente os europeus erradicaram a ideia nazista da eutanásia para
pessoas deficientes? Então, como podemos falar de evolução humana,
se nos esquecemos que primeiro estamos no século XXI e não mais no
iluminismo, segundo, que algumas ideias pré-históricas de proteção
aos clãs, ou até mesmo, um nacionalismo medieval, sempre fica em
evidencia? Temos que transcender algumas ideias para entendê-las,
porque senão, são ideias inúteis que não tem razão de ser.
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