domingo, dezembro 29, 2013

O que é educação?



Aristóteles de Estagira 






Amauri Nolasco Sanches Junior


Os gregos antigos entendiam a educação como paideia ou, “criação de meninos”. Era a educação familiar e moral – a moralidade nesse caso não se refere em certo ou errado, mas como se comportar diante da sociedade e seus cidadãos – e os bons modos de respeito e civilidade. Foi na mesma Grécia que o problema da educação se fez presente com questionamentos dos maiores pensadores como Socrates, Platão, Isócrates, os sofistas e finalmente, Aristóteles. Dois termos nesse processo se fizeram importantes, aretê que era a virtude e a civilidade e a eudaimonia que é a felicidade. Mas essa eudaimonia só seria alcançada com o conhecimento e com a sabedoria, a bondade plena em não fazer com o outro o que não gostariamos que nos fizessem. Aristóteles irá dizer que a natureza humana era conhecer e esse conhecimento só era alcançado com a prática, pois não adianta levar o conhecimente e a virtude sem ao menos prática-lo.

Isso foi um marco na civilização ocidental porque até então, nenhuma civilização mencionou essa preocupação com os meninos que herdariam as diversas posições. Claro que nesta época, não havia educação para meninas porque quem fazia todo escopo politico-cultural era o homem, a mulher era provedora da casa e cuidava dos filhos. Por isso nada sabemos de filosofas, matematicas e etc, porque era uma sociedade partriarcal, mas mesmo assim, a mulher era educada em casa com os pricipios da época porque era exigencia até mesmo do Estado. Talvez o mais estranho é que a sociedade espartana com toda sua cultura militarista e guerreira tenha respeitado muito mais suas mulheres e mesmo elas não sendo soldados, elas eram treinadas para defender suas casas e sua prole, sendo seu lema “as mulheres espartanas dão a luz a homens de verdade” quando algum mensageiro indagava elas estarem no meio. Os espartanos tinham seu agogé onde os meninos eram educados severamente – embora muito superficialmente, o filme 300 mostra essa educação como um meio de criar soldados fortes, patriotas e que buscam honra e glória – onde tinham meninos que até morriam em seus treinamento. Lembramos que olhamos sempre na época e no momento de cada civilização, naquele momento não se poderia ter homens fracos ou soldados fracos, doentes e deformados, assim, Esparta ficaria sem suas defesas. Voltarei a esse tema em outro texto.

Talvez os gregos tenham sido influenciados pelos egipcios onde tinham um relaionamento comercial muito intenso. Mas sua força tambem por muito tempo, dominou o mar mediterraneo e o pensamento ocidental e toda sua filosofia e ética (Ethos), passaram no crivo da lógica e da razão (logos) grega. Quem nunca estudou o Teorema de Pitagoras? Quem nunca ouviu algo sobre Euclides? Nem vou dizer que o pensamento cientifico e educacional é fruto de Socrates, Platão e Aristóteles. Na verdade, a lógica começa com o slogismo de Aristóteles, muito famoso por sinal, que dizia: “O homem é racional, Sócrates é homem, então, Sócrates é racional”, parece simples, pois não é e nem era na época tão simples. Ele colocava que se o homem é um ser racional, Sócrates por ser um homem, ele pertencia a classe dos seres racionais e até hoje temos essa separação como a pedra é um mineral, o leão é um animal, um cacto é um vegetal e por ai vai. Na lógica ou algo é verdadeiro ou algo é falso, não tem meio falso ou meio verdadeiro e isso, Aristóteles inova além, claro, de dizer que todo homem tem o “desejo” de saber. Esse desejo do saber é a busca cada vez mais da eudaimonia porque com o saber, nós podemos enxergar muito além do que nos é mostrado e esse deveria ser o papel da educação.

Educação, na verdade do termo, vem do latim educare que seria para os romanos uma maneira de mostrar para a criança a realidade. Como os gregos – dizem alguns historiadores que os romanos são gregos de Troia fugidos e há alguns indicios e teorias que eles tinham uma espada que provavam isso e seria do rei Priamo, mas é assunto para outro post futuro – os romanos gostavam de ensinar como um cidadão romano deveria se comportar como cidadão. O que os romanos tinham como realidadade era o vasto império que todo cidadão livre, deveria de saber para ser um homem informado e saber do destino do império. Sempre lembrando que até a revolução francesa os pobres não tinham acesso a educação. Então, essa “realidade” eram previlégios dos patricios que eram uma especie de classe média romana, porque deles dependiam o apoio ou a queda de um imperador e para um apoio, esses cidadãos deveriam ser instruidos. Era um ato civil que nada tem a ver com um ato de alienação, mas um ato de escolha em ser um cidadão do império instruido e ser um cidadão do império que será escravo de atos politicos que não concorda. Além do mais, um romano tinha orgulho de ser romano e não era “sacrificio” estudar o que era a matéria da época – muitas vezes as mesmas que os gregos impunham em sua paideia. Enquanto os populares se apegavam a religião e aos deuses estrangeiros – lembrando sempre que nesse tempo a maioria era inculta e só se interessavam aos cultos aos deuses e na maioria dos casos, aos shows de gradiadores que se chamava de “pane in circus” porque nesses eventos se distribuia pães – os cultos se interessavam a filosofia e essa flosofia era o estoicismo, que era a ascese civica (era mais ou menos, um culto ao civinismo romano e a ordem civica) e a politica como algo importante, o epicurismo, era a busca da ataraxia (tranquilidade da alma) e da aponia (ausencia da dor). O epicurismo é a busca da tranquilidade pela ausencia da dor – essa “dor” para Epicuro era o sofrimento e para o sofrimento não acontecer era importante a busca do prazer, mas o prazer moderado porque se comer demais, por exemplo, você sofrera a mesma coisa – pela tranquilidade da alma que hoje chamamos de calma, tanto é, que a arte retórica era levada como um argumento tranquilo para passar convencimento e convencer seu opositor ao convencimento. A arché (origem) de todo discurso é o convencimento – o filósofo latino Sêneca era muito bom nisso – em ter o termo certo no momento certo diante de um discurso e isso que a tranquilidade da alma vai trazer para o cidadão culto romano. Isso vai até a Idade Média onde toda a cultura é destruida e até mesmo os nobres são presos pela crença doentia de uma igreja dominadora de todo o conhecimento até a chegada dos mouros que introduzem as obras gregas antigas e se estabelecem novamente a cultura grega. Fenômeno esse chamado de renascença.


Segundo Jeager em seu livro “Paidéia – A Formação de um Homem Grego” (edição da Martin Fontes), paideia era um conceito muito mais espiritual que mostrava o espirito grego na época. Se nesse tempo temos na China o confucionismo, na India o Dharma, na Grécia tinhamos a paideia como algo além do termo nos mostra como “formação de meninos”. Porque nessa formação era a formação de um espirito grego que surgia como ponto cuminante nos Balcãs como cultura dominante, uma cultura que evoluiu graças a entrada da escrita fenicia, onde se forma toda a gama de termos até hoje usada como na medicina e por muito tempo, usada para até difundir culturas e impérios. Mas com toda aquela dominação da igreja cristã e toda aquele “sufocamento” das verdades contidas no afã das novas descobertas, se criou uma separação entre o homem enquanto ser biológico (res estensa) com o ser que acredita que há algo além dos nossos sentidos, o espirito da descoberta de um mundo que pode ser pesquisado. Ora, o que tem a ver o mundo ser descoberto pelos avanços cientificos e ter um ponto espiritual como teve os gregos e romanos e muito além, teve todas as sociedades humanas? A Renascença erra em colocar o homem como um ser mecanico e o Iluminismo dá o aval disso, um ser que não sente, que apenas aprende sua cultura mecanicamente. Isso começa com a diturpação do principio cartesiano (de René Descartes cuja o nome em latim é Renatus Cartesius) onde ele resgata o principio platônico e coloca a duvida como um método único para a certeza. Seu único erro – o mais grave por sinal – foi fazer do ser humano um ser mecanico sem a menor condição de sentir. Ora, se somos seres que temos um corpo biológico (res extensa) e temos a racionalidade e a percepção das coisas (res cogitans), tambem temos sentimentos e desejos que os antigos já sabiam. O lado espiritual – não de forma religiosa como vimos nesse momento como algo irreal – humano, contem todos nossos desejos e sentimentos que podemos expressar ao longo de nossas vidas. Não é só perceber e dividar, é perceber e perguntar o “porque” daquilo, é entender como aquilo é ou como aquele processo funciona. Talvez foi isso que Descartes demonstrou para os ceticos e os póprios céticos se apossaram de sua filosofia – como acontece com Nicolau Maquiavel na ordem politica e outros que tiveram suas filosofias detubardas para atender interesses – porque quando ele diz: “eu penso, eu logo existo”, ele quis dizer que a única certeza que tenho é o meu pensamento, é o meu existir. Posso ver uma nuvem e duvidar que me disseram ou me ensinaram que as nuvens são feitas de algodão, com isso, muitas pesquisas foram feitas e se concluiu que as nuvens são vapores d´água. Eu aprendi porque duvidei e pesquisei, também me foi ensinado assim. Mas, segundo o método cartesiano, eu tambem posso duvidar que a nuvem é um vapor d´água e não ser aquilo que me ensinaram na escola, pode ser que a nuvem seja de um material sutil, pode ser particulas da água tão sutis que não podemos detectar.

Acontece que Platão uns mil e quihentos anos antes – no tempo de Descartes era mais ou menos o tempo dos escritos do filosofo anteniense – tinha escrito que nossos sentidos podem não mostrar a realidade, porque podemos estar vendo “sombras” e que somente com o conhecimento – daí vem o termo Iluminismo que seu maior filosofo é Immanuel Kant – poderemos sair dessas correntes. As “sombras” são a realidade que nos ensinam que muitas vezes não é a realidade e as “correntes” são os conceitos e crenças ensinadas para nos prender em uma realidade dominadora, isso vimos muito quando pessoas ficam “cegas” por crenças infundadas e conceitos que só interessam aos partidos poiticos que querem essa dominação. É provavel, que esse “Mito da Caverna” muito famoso de Platão que está no sétimo livro da obra A Republica, seja um protesto e um alerta pela morte do seu mestre Sócrates que foi, e isso é evidente, uma vingança por ele desmascarar os sábios que não eram sábios e por ele ter pertencido a assembleia dos 13 tiranos. Então, além de alertar que não somos libertos, ainda nos coloca em duvida da realidade que nos é ensinada e que nada tem a ver com “bondade” ou “maldade” e sim tem a ver com “dominação” pelos sentidos e pelas ideias. Descartes vendo o Renascimento buscar toda a cultura greco-romana e resgatar obras de arte (estética), obras literárias (poética) e filosófica (sophia), viu que estavam duvidando somente das verdades cristãs que a igreja impunha e disse se temos que duvidar, que duvidemos de verdade, duvidemos de tudo. Também Descartes estava travando uma batalha com os céticos, então disse que sob o crivo da duvida poderia provar a existencia da Consciencia Universal. Eu penso e percebo a minha existencia e é a única coisa que tenho certeza, pois o resto pode não existir e pode existir não da forma que nos foi ensinada, pode existir oculta aos nossos sentidos e não percebemos. A duvida é o método mais eficaz para se aprender pesquisando, o aprender investigando e não com formas mecânicas como depois com a diturpação da filosofia cartesiana e a filosofia de outros, nos impuseram. Poderiamos ser diferentes com o duvidar cartesiano (verdadeiro) e o ousar kantiano em forma de educar como os romanos e antes deles os gregos, poderiam mostrar a realidade e não a realidade ilusoria que somos fadados a engolir. A realidade que somos seres que sentimos, desejamos, queremos e buscamos como peça principal de uma nação e de uma sociedade.

Dai temos que voltar em Aristóteles onde nós somos animais politicos (zoon politikon) por sermos seres com a necesidade de sermos sociáveis(koinonia) por causa de nossas carências, assim, ele dará o exemplo da união do homem e da mulher que há necessidade da reprodução – ainda sim analisemos o tempo onde Aristóteles viveu para entender o seu pensamento – e assim, satisfazer essa carência. Mas que carencias são essas? O homem é um animal social que procura no outro o que te falta – não interessa se isso moralmente é errado, é a única certeza biologica que temos da especie homo sapiens – e essas carecias são os desejos que vimos no mundo e dentro do mundo. A realidade é a satisfação desses desejos que há um certo equilibrio – esse equilibrio grego é muito importante como uma harmonia que era o intuito principal do cidadão da polis – porque a filosofia aristotelica visava a vida prática (bios pratiktikós), a vida produtiva (bios politikos) e a vida teórica (bios theoretikós) e isso que se fez – até novos métodos de repente – construir todo o alicerce da cultura do pensamento ocidental. Assim, se o homem por natureza (definição onde o homem tem a necessidade de saber, do conhecimento, em Aristóteles isso é quase algo inato dentro do ser humano) então teriamos que retomar a verdadeira condção do saber pela necessidade desse saber e pela procura por ele. Saber não é “forçar” a aprender, ninguém aprende “forçando” o aluno a ter aquele conhecimento e sim, resgatar esse saber estmulando a necesdade inata do ser humano e isso é quase uma verdade irrevogavel. Quem leu livros porque “tem que” ler aqueles livros sabem disso, agora se você sugere e estimula o aluno a ler esses livros por curiosidade e tempo – o Sertão de Euclides da Cunha é dificil, quase ilegivel, imagina força uma pessoa a ler aquilo é tomar água de arroz e ainda dá uma semana, é quase enviar o indivíduo a forca – porque o tempo faz a pessoa aos poucos se interessar e estimular essa curiosidade, talvez, contando um pouco a história da guerra de Canudos numa linguagem acessivel e atual.

O método atual ficou muito defasado, ficou muito aquela “história” de treinamento para o jovem enfrentar o mercado de trabalho e isso é fruto da romantica revolução burguesa chamada de Revolução Francesa – onde se consolida com o impérios dos Bonaparte – onde a burguesia tinha que tirar a ignorancia deles (porque a maioria dos burgueses não sabiam nem escrever seus nomes) e tirar a massa da condição de seres neoliticos (literalmente). E após isso o automaticismo de Henry Ford, ganhou força a suplemacia dos ganhos sem se importar com e como e o que está por trás desses ganhos, então, se cria uma educação automatizada para o povo não pensar. Nem pensar e muito menos – isso Freud denuncia como um “mal” da humanidade – sentir como desejos inatos dentro do corpo e a vontade que vem lá dentro da alma. Criamos algo automatizado que ficasse a merce do material e esquecemos do espiritual – como sentimentos e vontades que nos regem espiritualmente – que nos faça sempre procurar a felicidade (eudaimonia) e a vontade de ir além do que se limitamos a estar. Quando Aristóteles disse que o homem por natureza procura o saber, ele procura esse saber para se embrenhar a felicidade – ao contrario que muitos pensam que quando temos o conhecimento e sofremos com as supostas “verdades” do mundo (civilização), o saber (sophia) faz que enchergamos a verdade e como diz Yashua “conheceis a verdade e ela vos libertarás” - porque ao saber temos a “porta aberta” para o conhecimento e o desenvolvimento intelectual e espiritual. Esquecemos o real significado da paideia, que era muito além do que criar meninos, e damos ao jovens uma criação de “automátos” que não pensam e não sentem. Enquanto no mundo grego espiritualizamos o ethos, no mundo pós moderno, fazemos de nossa ética algo automático, algo que precisamos como “tutores” sociais intimos. A essência do ethos- seu significado é o costume e a base social por tradição – é o que nossos atepassados descobriram com erros e acertaram com essas tradições que remontam milhares de anos de esperiencia.

Quando fazemos um trabalho acadêmico – na verdade acadêmico vem da Academia platônica, que tenho certeza, Platão choraria em ver o que fizeram com sua filosofia – temos que ter um rigor cientifico como norma dos órgãos responsaveis (ou irresponsaveis), não deixando o aluno deixar algo do que pensa, é a cultura do “ctrl-c” e “ctrl-v” que criam engenheiros não criativos, médicos que não sabem perceber as doenças, profissionais que só sabem seguir as normas (não mais a intuição). Prédios caem, pessoas morrem por remedios errados e toda a gama de coisas acontecem porque ainda estamos atrelados em “normas” e ensinamos nas escolas e nas universidades, pessoas automáizadas que não sabem usar a intuição e não fazem o que realmente gostam. Querem status e querem dinheiro, só. Lógico que não há nada de errado em ter bens que Aristóteles chamará de ousia – esse termo Aristóteles não vê problema em ter bens, só tem que haver moderação – que é ter bens através de seus conhecimentos, porque o conheimento pode nos mostrar um oficio, um trabalho. Não esses “trabalhos” que eles pedem nos cursos, que pensam estarem ensinando, mas o trabalho que nós temos como oficio aprendido. Tanto é, que o filósofo de Estagira, disse que era muito melhor treinar as pessoas com deficiência do que sustenta-las a vida toda – é uma coisa que os governos deveriam seguir um pouco – porque todos deveriam procurar o conhecimento que lhe é natural.


Esquecemos mesmo na essencia da paideia, esquecemos do verdadeiro sentido de se educar e de ser educado, não como se fossemos maquinas, mas como se fossemos seres humanos. 

quarta-feira, dezembro 18, 2013

A verdadeira Espiritualidade





Yeshua (Jesus) sentado em uma montanha contemplando a luz do Sol 



Por Amauri Nolasco Sanches Junior

Vendo a foto do Pr Valdomiro com o dizer que a igreja dele cura os deficientes físicos, mas o joelho dele ele opera no Sírio Libanês, me fez pensar e lembrar um monte de relatos que já vi e ouvi. Para começar temos que ter em mente que a Bíblia sagrada dos cristãos e judeus, como todo livro sagrado, é um simbolismo de tudo aquilo que dissemos ser espiritualidade e não somos espirituais só lendo esses livros. Numa maneira lógica de pensar somos seres que evoluímos em conhecimento e esse conhecimento nos fazem seres conscientes de nosso papel, seria mais ou menos, o que a bíblia diz que somos a imagem e semelhança do Criador. Mas acontece que idealizamos um criador humano, vingativo, ciumento como os deuses de nossos antepassados que nada mais eram do que seres da espiritualidade ou reis que foram mistificados, como no caso de Odin, Thor, Zeus e outros. Yeshua virou Jesus latinizado e se tornou um deus-homem como podemos ver a imagem de Sindharta (Buda), como podemos ver a imagem de Hermes (o mensageiro dos deuses), como até mesmo, Aquiles (guerreiro aqueu que lutou na guerra de Troia) e Hércules (guerreiro que matou sua família e teve que fazer as dozes tarefas).

Yeshua é um espirito que veio de plêiades – assim diz a espiritualidade – e pelo seu conhecimento e amor as criaturas universais, toma conta da Terra onde olha para as criaturas que aqui vivem. Não pensem que só o ser humano é protegido por ele, mas todas as criaturas terrestres são protegidas por ele. Yeshua era um irmão mais velho que tomou a parte a evolução humana – não só humana, porque já éramos energia inconsciente dentro dos minerais terráqueos, não é à toa que os egípcios falam de uma metempsicose onde o único erro era acharem que voltaríamos ao estado animal – animal para temos cada vez mais consciência de todo o universo. Ora, já no oraculo de Delfos dizia em conhecer a si mesmo para conhecer os deuses e o universo. Mistificaram esse espirito consciente de toda a missão universal em encontrar a Força em um TODO como uma ligação inevitável, tanto que no Sermão da Montanha – que por mim é a única passagem jesuítica dos evangelhos – ele diz que devemos tirar a trava do olho e que devemos sentir em nós a criação dizendo que os lírios dos campos não precisavam dizer nada que o “pai” sabia o que precisavam imagina nós que pedimos. Nesse versículo, ele (Yeshua), diz que tudo está interligado, os lírios se interligam nessa energia e nada atrapalha no viver do lírio, além de dizer também, de nossa consciência de sabemos o que poderá interligar entre nós e essa Força. Buda ensina a consciência do agora, viver o momentum presente, porque o passado é apenas uma lembrança e o futuro é construído com nossas ações do presente.

O vegetal em si é um ser dotado de células e essas células – segundo a teoria de Richard Darkins em seu livro O Gene Egoísta – se agruparam para se protegerem e criaram um escudo. Toda ação espiritual tem que ter uma reação material porque a consciência emite outra frequência, ela tem outro modelo material-realidade, ele faz parte da consciência de tudo. O vegetal em sua essência inconsciente – a primeira etapa do processo evolucionário que nos faz seres conscientes a partir de nosso aprendizado – modela a “Força” sutil a vida, ao mundo das células que se reproduzem. O processo que essas células se agruparam ainda é um mistério, um mistério que só pode ser desvendado com uma mente aberta. Mas, como disse, o que evolui dentro da cerne univrsal é o espirito e não somente o corpo biologico como muitos dizem; logicamente, que para o processo evolucionário espiritual aconteça, tem que ter mudanças biológicas e essas mudanças biológicas são manifestadas conforme o grau evolutivo do espirito corresponde.

Yashua não veio quebrar nenhuma lei, sendo um espirito consciente de sua missão seria incoerente se ele, por exemplo, seu espirito tomar seu corpo já em putrefação e andar sendo que, na própria teologia, se diz que o corpo é corruptivel e o espirito é algo incorruptivel. Então Yashua não pode ir além do que o Universo da 3º dimensão pode nos proporcionar, tanto é assim, que alguns amigos espirituais nos dizem que o próprio teve que por mil anos diminuir sua vibração para levar ensinamentos para a evolução humana. Mas ele próprio não pode interferir nas leis universais para nos proteger e nem priveligiar a raça humana – está mais que provado que existe muitas raças alienigenas neste universo – pois todos são uma criação só do ser conciente universal que as religiões chamam de “Deus”, mas esse termo limita os liminares de algo muito maior. No próprio evangelho ele diz a Moises “eu sou o que sou” porque não há nenhum signo ou termo, que podemos designar essa consciência que é o que é, o que em si começa e em si termina. Na culturas gregas e orientais, havia o “deus desconhecido” porque não se pode designar em termos essa CONSCIENCIA porque muitos erram em designar Zeus, Odin, Horus, Shiva, Brahma, Tupã, etc... como “reis” dos deuses se há um ser maior. Na India, o “deus desconhecido” é o DIURNO que fez tudo e até os deuses. Mas deuses são tambem criações que designam e fazem com que o universo surja, são os “engenheiros” espirituais, onde fazem toda a realidade em si ser. A realidade só se fez com a gravidade dos corpos em movimento, mais a massa que faz a gravidade criando o tempo. Diz as histórias – se não e engano hindu – que o universo se fez a partir de um deus (Visnu?) que por ele ser imperfeito o universo ainda é imperfeito, mas a imperfeição é o limite consciencial que não entende o ser enquanto realidade em si. No Oraculo de Delfos – templo que cultuava o deus da beleza e da cultura Apolo – dizia em sua entrada “Conheça-ta ti mesmo, conhecerá os deuses e o universo” nos alertando que o universo e todo seu conhecimento, tem que vir com o conhecimento de si mesmo. Socrates de Atenas, usou isso para ensinar sua filosofia e dizer para os “sabios” que “sei que nada sei”, ou seja, nada é aprendido por completo.

O fisico Muchio Kaku recentemente fez uma descoberta que poderia demonstrar essa consciência universal com a particula táquions – que são particulas mais rapidas que a luz – e que vivemos numa realidade muito parecida com o filme Matrix. Ora, o mestre Yashua disse que a verdade nos libertaria e que somente o amor poderia nos proporcionar uma real visão sobre nossa origem e que só se liga a essa consciência atravez dele (seus ensinamentos e seus gestos). Mas aos ceticos – talvez por lerem insanos como Richard Darkins – o fisico Muchio Kaku nada mais disse o que Descartes disse a 500 anos atras, quando disse “eu penso, logo eu existo”, porque eu duvido até dos meus próprios sentidos e não posso afirmar que aquilo seja verdade. Os sentidos podem estar me enganando pelas minhas próprias crenças e culturas – até mesmo o senhor Richard – porque aqui dizemos agua, nos países anglos-saxões é “water”, na Alemanha é “wasser” e por ai vai, porque são apenas termos, signos que designa uma coisa só. Na verdade, a realidade não é o que pensamos ser – esse “pensar” envolve muito nossa cultura e nosso aprendizado moral onde somos criados – são conjuntos de regras fisicas que vão muito além da termodinamica ou a gravidade em si, envolve muito mais na cadeia evolutiva universal. Nossa origem nos intriga dês de quando eramos meros seres humanos primitivos e essa procura nos fez criar toda essa cultura entre a religião metafisica, a lógica matematica e a filosofia onde alcançamos e tentamos alcançar essa consciência universal.



As religiões deveriam mudar o que deve ser mudado (mutatis mutandis) e não ficar com termos e pensamentos arcaicos de seculos atras que nada acrescentará a humanidade neste momento. A religião do Pr Valdomiro é a religião do medo, a religião da ostentação – a mesma religião que Yashua espulsou do templo, os chamados “fariseus” - é a religião que prega a mentira com a premissa da submissão de seus fiéis. Nenhum deles interpreta e aprendeu o verdadeiro ensinamento de Yeshua, que fez o “aleijado andar” (ensinou a humanidade a caminhar na sua evolução), fez o “cego enxergar” (ensinou a humanidade a ver a verdadeira realidade) e fez a multiplicação (a lei da afinidade e troca universal). Na verdade, quem tem que mudar somos nós em nossa mania de querer tutores morais, de querer sempre alguém para cuidar de nós e isso não ocorrerá, o mundo não vai mudar, o que muda é a nós mesmos. 


sexta-feira, novembro 29, 2013

Esquerdistas ou fascistas?

filosofia, política, pensamento




Por Amauri Nolasco Sanches Junior

Vendo o professor e filosofo Paulo Ghiraldelli Jr sendo acusado de racista, homofobico e machista sem poder se defender me deu uma expressao que estamos beirando a uma ditadura do “politicamente correto”. Vimos isso quando lemos o jornalista Leonardo Sakamoto dizer muitas asneiras e ser aplaudido de pé, pois o que ganha nesse país é o discurso onde se defende os “excluidos” as minorias e Ghiraldelli – apesar de nossas divergencias filosoficas – sempre defendeu essas minorias. Fica claro a preferencia do brasileiro em seguir as regras dos “outros” e não fazer uma analise da propria pessoa. Essa manifestação contra o Ghiradelli é um sintoma desse pensamento fascista do “politicamente correto”, onde o que vale é esse discurso fraco e pouco democratico.

Isso me fez lembrar de uns dos filmes de Quentin Tarantino – se não me engano Cães de Aluguel – no começo do filme, os mafiosos do filme começam filosofar a musica da Madonna “Like A Virgin” (como uma virgem). No contexto do filme, há um ar de ironia quando Tarantino coloca “bandidos” tendo um momento filosófico com uma música pop e ainda da Madonna. Por que? Porque a Madona é considerada uma mulher vulgar, protótipo da “loira burra” que não faz outra coisa do que tem tesão pelos “bombadinho” e não sabem nada do mundo. Muitos se assustam com as entrevista da Madonna quando ela diz ser budista e estudar a Kabbalah, exibindo um conhecimento muito profundo, mostrando que o palco é so um meio de interpretação. Na verdade os “politicamente corretos” detestam Tarantino, não entendem a alta dosagem de ironia quando é mostrada o senso-comum como preconceituoso e moralmente, “canalha”. Esse discurso ultrapassado feri a liberdade e torna ela algo como uma faca que pode ferir e matar princípios que só cada um tem, como já ouvi, vivemos numa sociedade. Madonna canta o que toda mulher pensa e sente, só que a moral “politicamente correta” não deixa ela ser livre, pois mesmo na era “playboiana” onde as mulheres se exibem, temos anda elas se escondendo em conceitos errados. Vivemos em uma sociedade, mas a sociedade não vive conosco, a sociedade é fascista e só quer ouvir suas próprias opiniões coletivas. Ficam inventando conceitos que não existem e ainda, prendem em crenças inúteis e que nada vão ajudar a amenizar sua pobreza – porque a pobreza vem do seu próprio conceito desmantelado onde só quem é pobre é quem se sente pobre, porque a pobreza está no espirito – não vai amenizar seus problemas e nem sua dor.

Ghiraldelli, assim como a Madonna, não quer agradar o mundo, apenas querem mostrar o mundo seus sentimentos e pensamentos. Ou, nas inúmeras músicas que ouvimos por ai, fazer história de fatos ocorridos. Como a Madona no caso da música “Like A Virgin”, apenas está dizendo que a primeira vez da protagonista não foi o que ela idealizou e só no agora, nesse momento com o namorado atual, ela se sente “como uma virgem”, uma garota no começo da adolescência, no começo do percurso. Ora, para meu conceito, a aula de filosofia é a mais importante porque faz você argumentar e entender as outras matérias. Por exemplo, ao conhecer o “porque” do teorema de Pitagoras e como ele descobriu, nós entendemos melhor o processo aritmético do teorema. Quando conhecemos Rene Descartes (Renatus Cartesius) entendemos como se chegou o Teorema Cartesiano e começamos a entender as maneiras aritméticas que exigem para calcularmos o teorema. Até precisamos de sustentação filosófica para analisar uma música da Madonna ou um filme do Tarantino. Ghiraldelli nada tem de novo – já que muitos disseram besteiras piores e ninguém diz nada, como a Marilena Chauí dizer que odeia a classe média no qual pertence – apenas virou evidencia por causa de sua sede de vender livros, de provocar de uma maneira errada e muitas vezes hipócrita. Errou feio em cortar careca e querer dar uma de Pondé, porque até as provocações devem ser inteligentes, despretensiosas.


Filosofia se faz muito mais com desejo de ficar “famoso” é sair do senso comum que a maioria se encontra e mostrar a luz do fim da caverna – como o mestre Platão fez quando elaborou o “Mito da Caverna” – mas ele mostra muito mais a escuridao das sombras. A filosofia não está sendo usada como um meio para sair de sua “minoridade” e não ficar preso em ideologias – em minha concepção, a ideologia política toma o lugar das grandes religiões como respostas ao anseio humano de ter uma esperança – mas esses ideologias são cômodas e deveriam ser banidas de nossa educação. Mas temos ainda em ter tutores morais para definir nossa personalidade que muitas vezes não são nossas e sim, desses tutores, porque não interessa por estranho que pareça, sair dessa minoridade.


Dois autores filosóficos eu gosto muito, um é Kant que um dia disse que só se faz filosofia ousando, e outro que cabe nesse debate sobre ideologia e a realidade, é Descartes que disse que a única certeza que temos é a nossa existência no pensar. O que vejo nessa atitude de acusação? Um monte  de “metido” a filosofo que ainda não ousou sair de sua caixa ideológica, em seu ovo consensual. 

domingo, janeiro 18, 2009

Realismo teológico




Por Amauri Nolasco Sanches Jr

Muitas pessoas vêm me perguntado sobre minha posição sobre o assunto religião, porque tanto vou a igrejas cristãs, como leio uma “gama” de artigos sobre as mais variadas religiões humanas que foram ou que ainda são. O que venho notado é que muitas pessoas não entendem nem o que o sacerdote prega como o significado da própria palavra nos trás de símbolo. Tendo dentro de si mesmos, uma idéia que a fé só basta e assim, não tomando o conhecimento da história da religião que segue, ou da própria palavra em si mesma.

Por que no nome do artigo é “Realismo teológico”? Ora, tem dentro da cultura ocidental um teologismo muito forte em forma de ceticismo, o pensamento duelista cartesiano, não deixou o ser humano racionalizar o realismo em sua essência. O ocidente dogmatizou a realidade de uma maneira fascinante e para combater a “teologia” católica, se foi ao extremo de declarar que a realidade é tudo que enxergamos; mas hoje sabemos que podemos enxergar o que nossos olhos captam como ondas, a freqüência do olho humano consegue só enxergar uma parte de tudo. O realismo virou um “culto” dos céticos e dos ateus para explicar o inexplicável, o impossível que se ater em questões irrelevantes que não nos cabe aceitar.

Para começar, segundo a lógica da nossa mente (não há alternativa), tudo tem uma causa aparente dentro de tudo; não existe livro sem papel, não existe papel sem madeira, não existe madeira sem arvore, não existe arvore sem a semente e não existe semente sem a fecundação de outro ser semelhante, ou seja, outra arvore. Não há como conceber, por exemplo, que um ser nasça do nada (isso já foi descartado a muito tempo), aliás, não se forma nada do nada, sempre algo vem de algo. Impossível algo vim do vazio, nem na matemática, um conjunto vazio haverá condições de ter um elemento; um elemento só é um elemento quando faz parte de um conjunto em si, a relação em causa sempre é um efeito, mesmo que não seja o esperado, mas o é inevitável. Uma coisa real está dentro do conjunto que nossa percepção ótica pode atingir, sendo um poder cognitivo animal que nosso corpo capta sempre, sabendo que não posso conceber algo que não vejo, ou seja, devemos ter cuidado com essa percepção e pensamento. O realismo como “culto”, vem empregando uma concepção dentro do pensamento humano, como se o real é um só e deve ser, como a ridícula teoria do dragão invisível de Carl Sagan. E se realmente tiver um dragão invisível em minha garagem e só eu percebo graças a uma mutação genética que meus olhos começaram a enxergar outra freqüência? Como os cientistas mesmos dizem, só sabemos uma parcela muito pequena do que nosso cérebro pode fazer, portanto, não podemos definir o que é ou que não é dentro da realidade aparente.

Por exemplo, posso pegar a bola de papel e jogar pela janela, minha escolha foi jogar a bola de papel pela janela sendo muitas escolhas poderiam ser feitas. Dentro da realidade dos fatos, existe o tempo e as dimensões que essa realidade emprega, assim vamos o que a maioria chama em “viajar na maionese”, porque pode ter uma realidade que estou jogando no lixo (bola de papel), existe que estou jogando no chão e por ai vai, não há uma resposta satisfatória sobre o real. Não há uma realidade, mas muitas realidades em nossa volta que ainda não descobrimos, porque nossa mente é condicionada a ver essa que nos é real. Muitas pessoas nos dizem que aquilo não existe, ou que aquilo não é real, porque o realismo é uma fuga do “medo” do desconhecido. Não é crime perguntar se existe algo além do real, muitos fizeram isso, muitos foram além do realismo.

A teologia tentou explicar como estudar as estruturas religiosas, aprofundar mesmo na questão humana de saber da onde viemos; só que hoje concebemos um estudo teológico somente e tão somente, as religiões judaico – cristãs, ou seja, o oriente é politeísta e não merece menção de estudo. Ora, tem uma coisa que poucos sabem da primitiva cultura hebraica que remonta o politeísmo e quase ninguém menciona, é que cada ser humano daquele povo coexistia com seu deus; seriam iguais os anjos da guarda que hoje mencionamos, ou os “djins” dos árabes pré- islâmicos. A coisa fica fácil quando pensamos assim, não é visão ateísta ou cética, mas suspeitam em longo estudo que “Jeová” era o deus de Abraão e esse adotou como deus único, um nome para o deus dos deuses. Como disse, não estou dizendo que está certo ou errado, mas numa analise restrita, talvez foi um nome que deram a um deus que teve que ser único para todo um povo e isso vem se realizando em todas as culturas. Moisés ao estudar dentro dos mistérios egípcios sabia do deus sol de Akhenaton (na versão helenizada, Amenófis IV), ou seja, todas as manifestações do deus único são de intera manifestação humana. Quem diz que o oriente tem vários deuses desconhece realmente a cultura oriental, os deuses védicos, por exemplo, são como arcanjos das religiões cristãs. Todos sabem que eles são a manifestação de Bhrama, ou seja, a manifestação das forças que criou todo o universo.

No budismo a manifestação é de si para o mundo, ou seja, do interno para o externo. Não podemos conhecer nosso equilíbrio tanto racional, como sentimental, sem jogar fora nossos desejos. Nossos desejos fazem com que soframos e a coisa é bem simples, com nossos desejos vivemos o futuro e o que não aconteceu ainda, ficamos obcecados em incertezas; hoje sabemos, que Buda (Sakiamuni ou Sindharta Gautama) descobriu a muito tempo atrás, isso cria anciosidade que é um passo para depressão. Então ele diz que temos que viver o “agora”, o “hoje” e esquecer os desejos que não servem para trazer a felicidade e sim, trás a doença, pois nós buscamos os desejos tão intensamente que não cuidamos de nós, a velhice que é um estado da mente (a pessoa se vê velha e não vê a vida dentro de si) e a ilusão que é o desejo em si mesmo. Para atingirmos a iluminação ou Nirvana (não é o conjunto do falecido Kurt Kouban), não é você se submeter ao ato de não desejar, mas entrar ao vácuo da existência e isso é atingido pelo meio termo. Dois termos fazem um, não podemos acreditar cegamente, como não podemos desacreditar isso vale com o desejo, o desejo é a vontade da vontade e não podemos extremar a vontade, mas aproveitar as oportunidades. Opa! Parece que Jesus disse algo parecido quando disse para olharmos os lírios do campo, eles não fazem nada, mas Deus sabe o que eles precisam. Buda simplesmente disse isso, não adianta ir atrás das coisas, ir atrás de religiões por toda vida, tudo esta ai dentro de cada um e todos podem ser iluminados e deixar o karma e o Samsara (reencarnação cármica).

Ora, muitos concebem o budismo uma filosofia – religiosa ateísta, mas em muito estudo se acredita que ele concebia outra forma de Criador, não um deus pessoal que tinha sentimentos e atitudes humanas, isso é um pensamento lógico e sensato, mas um que está acima de qualquer concepção no simbolismo humano. Isso é bem claro quando Deus (se posso chamar assim) apareceu para Moises na montanha em forma de chamas, ele diz que é o que é, ele não tem nome para explicar a sua existência em si mesma. Se ele mesmo determinou que não há definição para seu “eu”, como um teólogo pode saber o que “ele” quer? Buda sabia disso como Jesus também sabia.

Como vimos, as religiões mundiais tem a mesma essência, religar o ser humano ao divino. Mas como seria o divino se desconhecemos sua essência? Temos idéias que são pequenos fragmentos de coisas que vemos e sentimos, somos seres funcionais e essa sociedade que vivemos é prova disso, se uma coisa funciona de uma maneira em um determinado momento, pensamos que aquilo irá funcionar em todos os momentos. Existe o estimulo e existe a reação daquele estimulo, isso vai refletir em sensações e determinações dentro de nossa vida e de todas as áreas sociais, se uma psicóloga não é bem nos relacionamentos, por exemplo, vai refleti dentro da conduta que ela trata seus pacientes. Ao meu parecer, o realismo é um modo funcional de algumas desilusões que os seres humanos ainda não suportam ter, não suportam que a vida não mude sozinha. Então, é como uma criança que não ganha uma bicicleta e se vinga do mundo por não ganhar, escrevendo que a realidade é “dura”, dureza é agüentar isso (não agüentei...”Risos”). Na verdade, essas pessoas são psicóticas porque não aceitam desilusões que nada mais é, do que um modo de recalcar o mundo e fazer o seu, ele vive num modo que as pessoas “têm” a obrigação de acreditar nele que isso tudo é real, não mudável. Sim, entrará Sócrates na conversa no seu conhecido conhecer a si mesmo.

Conhecer a si mesmo consiste em encarar uma realidade que desconhecemos, nosso próprio “mundo das idéias”. Realidade segundo a Wikipédia: “Realidade (do latim realitas isto é, "coisa") significa em uso comum "tudo o que existe". Em seu sentido mais livre, o termo inclui tudo o que é, seja ou não perceptível, acessível ou entendido pela ciência, filosofia ou qualquer outro sistema de análise.”, ou seja, tudo que percebemos faz nossa realidade, seja em qualquer área. Então podemos dizer que quando os artistas plásticos, pintores e escritores se dizem “realistas”, eles pintam e criam coisas que percebem dentro do cotidiano, dentro do que dizem ser a realidade cotidiana. Mas entramos no Paradoxo da Realidade ou Verdade Objetiva. Para uma realidade ser objetivada, ou ser efetiva, tinha que ser a verdade de todo ser humano da face da Terra e isso não acontece, e também, uma verdade de um sempre é a verdade do outro, porque verdade não é realidade, mas sim como um ser vê o mundo. Uma verdade é uma visão que ele (o ente) vê a “sua” verdade em si.

Quando um pintor, por exemplo, pinta uma realidade que ele vê é só um retrato da realidade dele. Mas ele não pode saber da realidade do ser humano que ele retrata, não pode saber de suas intenções, de seus pensamentos e sentimentos, então é apenas sua “verdade” e não realidade em si mesmo. Talvez isso que o autor do filme “Matrix” quis dizer, que enquanto a maioria acredita daquela verdade, ela se tornará verdade incontestável. Assim Nietzsche tem sua razão em dizer que não há fatos eternos e verdades absolutas, um fato é aquilo que se tem sucesso de uma ação, ou seja, sabedor da causa que vão surtir o efeito; verdade é aquilo que se tem como realidade, que vê como um fato (conhecer) que se tem uma visão da realidade, mas é apenas uma visão. Uma verdade tem duas vertentes, ou se é real ou é falso, mas hoje sabemos que é completamente relativo. Por isso, talvez, Nietzsche tenha dito que nem sempre podemos saber as causas de alguns ou a maioria dos efeitos, que sempre esses fatos ou saberes, não são eternos, podem mudar. O mesmo disse das verdades incontestáveis, elas não são eternas e imutáveis, verdades mudam em cada “era” que o ser humano tem o maior conhecimento das coisas ou realidades. Nitidamente, não temos uma realidade, mas muitas realidades que podemos nos apegar dentro do espaço/tempo, dentro de uma resposta muito mais profunda. Na realidade, temos vários “eus” dentro de si mesmo que muitos pensadores descreveram, muitas realidades em uma só.

Vamos dar um exemplo, vamos usar a geometria e traçar duas retas iguais, uma reta é a realidade que vemos e sabemos que há lá fora e outra é nossa percepção. Elas são paralelas, certo? Mas em algum lugar nessas retas elas vão se dividir um pouco mais que a metade, tanto na realidade quanto a percepção, que dentro da realidade chamamos de “momentos” e dentro da percepção “visões”. A cada “momento” que o tempo se divide se tem uma “visão” da percepção, então pensamos ser uma “verdade” que projeta uma “realidade”, mas é apenas uma “visão” da percepção dentro do “momento” do tempo. Quando seguimos algo cegamente, não vemos as outras “visões” e sim uma “visão” desse “momento”, então essa “verdade” é incontestável. Uma “verdade” teológica é apenas uma “visão” dentre muitas no “momento” temporal. Mas será que a metafísica atemporal poderá algum dia explicar a realidade e a teologia? Só para constar, teologia estuda “Deus” em seus desígnios do grego (teos= Deus logos=palavra, estudo), estudo sobre Deus sobre varias vertentes culturais, ou seja, temos varias “visões” e vários “momentos”. Atemporal é fora do tempo, algum “ente” que não pertence ao “momento”, que no caso seja Deus. Não há em toda historia humana, um momento que ele ficou sem alguma divindade e isso é um fato (conhecimento), então essa “visão” está fora do tempo, não tem dentro de nenhum “momento”. Aonde veio, em que parte desse tempo essa “visão”? O Criador é atemporal, não está dentro da linha do tempo, então, nunca terá um “momento” porque não se divide. Não tem sentimento, porque senão se tornara criação e não será criador, está acima das verdades meramente humanas. Então ele é o arquiteto da “Matrix”? Não é não, porque ele não domina só cria. Fica difícil traçar uma “verdade” limitada dentro de algo fora da linha do tempo, fora das auroras do conhecimento.

Uma “verdade” é única, dentro do nosso próprio universo, ou micro universo. Mas uma realidade é uma “verdade” coletiva, ou funcional que é estimulo e resposta, ou algo que condicionamos a fazer. Um computador “interpreta” os códigos fontes de seus programas, nosso cérebro interpreta os símbolos de nosso cotidiano, por exemplo, um “copo” é apenas um código dentro de uma “visão” que se esvai no “momento”, ele nada mais é, que algo dentro desse “momento”. A palavra “matemática” é um símbolo de um conhecimento humano, que simboliza uma sabedoria dentre muitas. Mas o simbólico da “matemática” é uma simbologia peculiar, muito difícil às vezes para serem decifradas, outras vezes, muito obvia para ser explorada tão superficialmente. São cálculos para erguer prédios, pontes e na antiguidade já era usado nas construções das pirâmides e os edifícios gregos e romanos, quanto cálculos que levam a físicos descreverem fenômenos da natureza do universo. O espaço/tempo é um ramo da física que é usada a “matemática” pura, que fenômenos são previstos. Mas nada mais é que símbolos de uma “verdade”, pois 1+3 = 4 é apenas símbolos para mostrar quantidade, tanto se fomos ver na lógica pura, 4 nada mais é do que 2+2 ou 1+3. As crenças justificadas darão o subconjunto do conhecimento, aliás, o conhecimento é um subconjunto da crença com a verdade, ele fica entre as duas vertentes. A matemática é um símbolo dentro das crenças justificadas e as verdades que virou conhecimento, se comprovou que se muitas pessoas juntarem duas coisas mais duas coisas, dará quatro coisas.

A realidade é um simbolismo dentro de nossa mente, dentro de nossa alma que justifica o que percebemos o que tornamos como “verdade”. Agora entramos tanto no budismo quanto do hinduísmo, que as “verdades” ou realidades são ilusões dentro de nossos desejos, que fazem-nos sofrer com um “momento” que não se liga a “visão” de que queremos que fosse a “verdade”. Ao mesmo tempo isso dará também ao pré-conceito, pois a visão que o ente tem não se iguala ao “momento” temporal, o conceito é a visão centrada ou única, que se generaliza dentro de fatos unicamente da visão desse ente. O sofrimento é o desejar o que não existe ou ainda não, apenas o agora se dará dentro da “visão” e “momento”. Mas o espaço/tempo é quadrimencional, onde ficam as outras duas linhas? Quando temos a “visão” do “momento” vamos escolher entre “ação” ou “inércia”, “ação”=”visão” e “momento”= “inércia”, pois toda “ação” é feita de uma “visão” dentro do fato (conhecimento) e toda “inércia” é uma observação do “momento” que ainda não se teve a separação em velocidade (ação) e não velocidade (inércia); mas dentro da velocidade (ação) contem uma conseqüência (reação) que faz o fato (conhecimento) que logo é subconjunto da crença com a verdade. Ufa! Cansa mostrar ao ser humano que ele não tem a “verdade” absoluta, mas uma das muitas verdades distintas dentro da realidade. Isso também não quer dizer que não se possa mudar essa realidade, podemos mudá-la com nossas escolhas, assim, não desejamos o que realmente necessitamos, mas algo que “pensamos” necessitar. Desejos são escolhas que não precisamos, mas que sonhamos para um futuro melhor. O “agora” é o lírio que não deseja ou pede nada, mas a força criadora sabe que ele necessita e isso não é de maneira nenhuma uma “visão” conformista, e sim, uma conduta natural.

Parafraseando Bertrand Russell, isso pode parecer estranho, mas a culpa não é minha. A cultura ocidental se limitou em fazer sua cultura dentro do dualismo entre “Sim é” e “Não, não é”. Começa dentro da filosofia e se remete dentro de outros ramos da cultura. Isso parece muito da psicologia funcional de Skinner entre estimulo e resposta, ou seja, a cada estimulo de um comportamento se há uma resposta; se você for “bonzinho” o Papai Noel lhe trás um presente que você quer. Educamos nossos filhos entre estimular um comportamento e reforçar esse, ou seja, se ele fizer o que queremos um ser fantasioso vai recompensar; me parece que as religiões, em outra conotação, tem esse principio. Para um comportamento se merece uma resposta, mas essa resposta é o comportamento que o sacerdote quer, a mãe por outro lado, quer um comportamento “bonito” por vaidade de si mesmo, ela não quer o bem-estar do filho, mas está preocupada o que os “outros” vão dizer. O contexto social ainda é medieval, onde devo me comportar de tal maneira, porque senão eu vou ser denunciado dentro do clérigo católico. Isso tudo não é uma conduta “ética”, mas uma conduta de “egoísmo” de si mesmo. Aliás, não existe espaço/tempo, mas existe o espaço é o tempo e o tempo é o espaço, uma coisa só. Parece estranho, mas a culpa não é minha.

Quando percebemos que o mundo faz parte de nossa realidade podemos concluir que somos o mundo, aliás, na minha concepção, não há separação entre nós e a realidade, somos a realidade. Ao ler esse texto, por exemplo, entramos na realidade do texto, nossa mente nos projeta dentro da idéia inserida no texto; então sua realidade nesse momento é o texto, não existe outra realidade no momento. Dentro da realidade, não existe muitos “Amauris”, mas apenas um “Amauri”. Porém o “Amauri” coexiste dentro de um Todo, ou seja, ele não difere da realidade temporal. Por exemplo, se eu disser que todo brasileiro é bonzinho demais, estou dizendo que também sou por viver essa realidade, não existe outra realidade que possa estar “fora”. Sendo assim, todos nós somos o Universo, porque fazemos parte de sua realidade mais intima, somos parte dele já que somos filhos de poeira estrelar.

Aceitar isso é aceitar a realidade que o mundo está inserido e não separar nós dele, nem ele do Universo, é tudo Um só. Mas um só é também mera ilusão então o universo cai por ele mesmo, como se ele realmente é um ícone, envolto nele mesmo, si para si. Portanto, não existe “realidades” e sim “realidade” é só analisarmos por si mesmo tudo.

sexta-feira, janeiro 02, 2009

Paradoxo da Liberdade


Nesse natal de 2008 quero escrever sobre liberdade seus meios para acontecer dentro da sociedade vigente onde vivemos, pois todos sabem cantigas e de onde vem o natal e toda a história. Para comemorarmos o nascimento do menino Jesus nada melhor pensarmos sobre a tão dita liberdade, a verdadeira liberdade que tanto buscamos ao longo dos séculos como se fosse uma coisa invisível e não uma realidade visível. Vou começar dizendo que o século XX foi o século de grandes mudanças de paradigma, tanto do âmbito cientifico com as bombas atômicas e as manipulações genéticas humanas, como comportamentais sociais que deram ao ser humano, outra visão do seu semelhante; isso é muito fácil de descobrir o porquê, pois tivemos duas guerras que uma “raça” humana se achava melhor do que as outras. O darwinismo (vem de Charles Darwin e sua teoria da evolução), deu aos que se achavam o “bons” uma desculpa que a “raça” ariana era melhor do que as outras e o povo alemão da época (será que acabou?) se portou como detentores do “genes sagrado”. Vale lembrar que a “raça” ariana desenvolveu alguns povos árabes também, como desenvolveu o povo da Índia e muitos lugares; essa teoria “fraca” de povo superior é coisa de Freud.

Bem, desenvolvendo minha linha de raciocínio, tivemos essas “guerrilhas” para vê quem era mais forte e dominar um “brinquedinho” chamado Planeta Terra. Isso mesmo, todos nós sabemos que o planeta é ou era dividido em “mundos” e ficamos com o terceiro, somos meros terceiro mundo (aqueles que conquistaram Monte Castelo sem esforços, que segundo o comandante desse batalhão, deveriam ensinar os outros). Isso mostra que o ser humano é egoísta, mesquinho, entre outras coisas, porque só sua opinião tem e pode prevalecer. Isso inclui a tão falada “liberdade” onde podemos ver vários derivados dela que fogem da realidade dos fatos e que realmente acontece, porque muitos teóricos se baseiam no existencialismo de Sartre. Mas Sartre não se baseou em vários setores que não são condenados a serem livres, porque a sua liberdade consiste em um paradoxo que a própria palavra se baseia, vai contrario a opinião da maioria.

A maioria pensam que liberdade é fazer o que quer, só que se fizemos o que queremos vamos interferir com as escolhas do outro, então virará uma “bagunça” generalizada, porque todos vão seguir o que querem seguir. Mas, acredito profundamente, que toda unanimidade é “burra” como bem disse Nelson Rodrigues (mas detesto seus livros), pois a diversidade de idéias faz a humanidade ter opiniões diversas (no meio acadêmico e popular do senso comum, há profundamente uma ditadura de opinião e crença). Então, se chegamos a essa conclusão, onde está essa liberdade? Por exemplo, eu e minha namorada somos pessoas com deficiência física, ela raramente pode fazer as coisas porque sua escolha depende da escolha dos outros; as escolhas em sua maioria dependem das dos outros, porque se essa escolha não agradar os outros, essa escolha não se concretizará. Não somos condenados a sermos livres porque somos condenados a liberdade do outrem, muito, porém que temos a escolha de lutar por essa escolha e liberdade. Ai sim podemos dizer que somos metade culpado e metade inocente, porque somos metade culpados em não lutar por nossa liberdade que pode ou não ser cômodo depender das escolhas alheias, ou sermos inocentes por não mandar nas escolhas alheias e o egoísmo humano prevalecer. Mas até onde podemos ser inocentes ou culpados?

Segundo a doutrina do direito, a inocência e a culpa, só acontece quando o sujeito foge da lei, que a essa, é regras que estabelecem uma convivência entre sociedade. Essas mesmas leis já estavam estabelecidas, segundo muitos pensadores políticos, quando o individuo nasceu; ou seja, é um contrato que assinamos para viver em sociedade. Todo culpado é um ente que “escolhe” ter a conduta de quebrar essa regra, ou outras leis, mas se somos culpados de não escolher então quebramos a lei da liberdade, que segundo nossa Constituição, todo individuo tem o direto de ir e vir (será?!).

Mas ai chegou ao Paradoxo da Liberdade, pois se o meu direito de me libertar é uma liberdade posso criar um meio de ideologia que poderá prender. Posso escolher meu caminho segundo o que penso, mas o que eu penso é só sujeito de que eu vivi, pois o que o outro vai conceber como liberdade o que ele viveu. Mas uma liberdade legitima só se dará quando respeitarmos a liberdade de outrem, ou seja, eu tenho todo o direito de ser um protestante e seguir essa doutrina religiosa, mas não devo força a ninguém a segui-la por direito legitimo de o outro não querer; o mesmo posso dizer se somos acometidos de uma deficiência física, terei que respeitar o outro de não querer fazer, mas o outro tem que respeitar de eu querer fazer também. A ordem social me parece muito estranha, porque o ser humano só quer fazer coisas que lhe darão prazer, a conveniência reina e com isso sempre haverá duvida se realmente somos seres sociais. Se somos culpados de conivência a desordem social, somos ao mesmo tempo, inocentes por não sermos responsáveis pelos nossos antepassados que começaram com essa desordem; se somos inocentes ou culpados, isso é uma questão complexa de muitas linhas e pensamentos, mas temos o direito legitimo de prevalecer nossa liberdade.

Como diz uma musica dos Garotos Podres (banda punk), “O Ocidente é um acidente”, ou em outra musica “… um país idiota cheio de moleque…”, ou seja, somos ainda acometidos de um acidente filosófico dentro do ocidente que levou o Brasil numa imaturidade tanto política como cultural. Nosso pensamento ocidental é um equivoco imenso, cheios de atitudes imaturas tanto políticas (guerras, exportações de armas, teorias equivocas, etc…) como atitudes ideológicas filosóficas (os “ismos”, a perfeição das “raças”, o ego acima de tudo). Lembrei de uma frase que cai bem no “ego” ocidental, David Bowie na musica “Ziggy Stardust” diz: “… fazendo amor com seu próprio ego”, isso que várias pessoas fazem com seus egos, faz amor com eles. Isso Freud iria ter um orgasmo, aliás, essa musica é totalmente freudiana. O ocidente é totalmente recalcado com seu cristianismo recalcado, em nenhum momento dentro de qualquer versículo do novo testamento, Jesus trás uma moral para os outros verem; ele diz que quem segue seus ensinamentos chegará ao céu mais rápido, mas em nenhum momento impôs nenhuma conduta, acreditava no aprendizado e no ensinamento mor de não fazer aos outros os que não queremos que nos façam. Você gostaria de ser preso ou ser restringido de fazer algo? Por que matar se não gostaríamos de morrer? Por que roubar se não gostaríamos de ser roubados? Por que nos proibir de ir e vir se não gostaríamos que nos proibissem? Mas ao contrario, o ocidente faz amor com seu próprio “Ego”.

Se o ocidente faz amor com seu próprio ego, o que fazemos com a ordem social que vigia em todas as camadas sociais? Aliás, não há em uma sociedade “tarada” pelo seu próprio ego, classes que são separadas e não dependa da outra, pois a classe operaria precisa trabalhar e a classe alta precisa de mão de obra. O que fazemos para resolver esse “paradoxo” da dita liberdade? Primeiro, tudo que o mundo tem de real posso duvidar, tudo que eu tenho de pensar é uma duvida que eu tenho e procuro saber, quando procuro saber posso exercer minha liberdade e como disse um dia Renato Russo: “…ser livre é coisa muito seria”. É, ele tem razão, liberdade não é você causar na balada, não é fazer sexo com todas as “minas”, ou os “caras” do bairro e dizer que é “moderninho”: causar na balada você está sustentando as várias industrias de bebida e fazer sexo como cachorro no cio é apenas seu lado animal aflorando. Ih! Dessa vez quem vai ter um orgasmo é Rousseau que dizia que todo homem na natureza era bom, mas a terrível sociedade fazia dele um “mostro”, igual o Medico e o Monstro que ao tomar a porção mágica tinha esse “piripaque”. Para sermos bons, como diria meu professor Voltaire, deveríamos ruminar entre as vaquinhas nos pastos da vida e esquecer está história de sociedade e progresso; culpa do progresso que exploramos a “tia da venda” que só ganha para sustentar os oitos filhos que teve, não tinham janta para comer faziam filhos para esquecer a fome.

No Brasil levaram muito a sério Rousseau, para sermos homens livres e extremamente bons, temos que ruminar como touros e se portar como animais. Porém, o filosofo dos adolescentes Nietzsche (sim, eles lêem uma frase do “coitado” e acham que são historiadores clássico dele), somos rebanhos por ter uma alma de rebanho, não temos cérebro, temos banha gordurosa cinzenta dentro da caixa craniana. Bom, talvez liberdade seja uma imagem virtual da coisa e não exista na real, não existe liberdade é uma falácia; talvez seja apenas um jogo de linguagem como diria Wittgenstein. Ter Freud um orgasmo ao ouvir “Ziggy Stradust” é um fato de liberdade, ele sentiu seu prazer ao ouvir a musica, quis “gozar” até o extremo. Não que eu concorde com tal ato um tanto “animalesco”, mas ele escolheu em ir ao inferno do que chegar ao paraíso, preferiu seu próprio complexo de Édipo do que o inconsciente coletivo que poderia explicar que tudo faz uma cadeia; temos medos que não são complexos que não pude substituir meu pai na cama da minha mãe, mas que tive em experiências diversas durante toda minha vida. Essas mesmas experiências rondam o “éter” que passa dentro da atmosfera terráquea, como um buraco branco que liga vários seres humanos em seus pensamentos. É absurdo? Não sei, talvez seja, talvez não, ainda desconhecemos muita coisa.

Ou então, segundo minha preferência pessoal, temos que ter um exame ontológico (ser como ser) para examinar nossa própria conduta diante de vários fatos. Heidegger descobriu a América? Não sei se ele descobriu a América, mas que ele examinou todo “tesão” que o ocidente tem do seu próprio “ego”, isso ele fez. O ser enquanto ser é depositário de várias condutas tanto do imaginário, quanto do intelectual e assim, tendo experiências diversas. O ente transita entre o emocional e o intelectual que faz uma busca o que vai ser regido de uma das duas, se for emocional, vamos ter um probleminha; pois dentro somente do emocional vamos ter muito mais impulso do que maneiras mais amena, como das maneiras racionais. Mas se vamos ser racionais demais, vamos ser frios demais para analisar as questões de nosso cotidiano, então vai ser outro problema sério, pois sendo frios demais não vamos pensar num coletivo. Eu pessoalmente, acredito no equilíbrio e esse equilíbrio só é alcançado dentro do “conhecer a ti mesmo”, ou seja, fazer um exame de consciência cada vez que for dormir para pesar na balança tudo que foi bom ou ruim, igual nos ensina Agostinho de Hipona. Essa conduta socrática de nos ater num exame de consciência para saber como somos e para quê serve o que sabemos, vai nos remeter a virtude ou para o egoísmo; em grande maioria as pessoas são egoístas porque ainda não admitem sua parcela de culpa, tudo bem que não devemos se ativer tão somente na culpa, mas a razão tem que se equilibrar com a emoção.

Por que então as pessoas se prendem no egoísmo? Porque fazem de suas vidas grandes ilusões, sempre com a desculpa que tem que cuidar do filho, que tem que cuidar da casa, que tem que cuidar disso ou daquilo; o ente deposita no outro seu bem viver, se atendo em questões que ainda não ocorrendo, sempre colocando o “tenho” como base de linguagem de obrigação. Ainda associado com o “que” dá a base interpretativa muito usada diante de alguma aparente obrigação, que aos olhos dos “outros”, uma aparente imagem; como no filme “Matrix” (onde nós mesmos fazemos as ilusões), somos arrematados a processos cognitivos que nosso cérebro mesmo faz, é o tão famoso “mundinho” que fazemos questão de “fabricar. Quando alguma pessoa brinca com nossos sentimentos, “achamos” que todas as pessoas vão fazer isso, e o que é pior, vamos depositar isso nos filhos também, pois criamos um mundo paralelo onde só nós temos acesso. Como no filme que mostra um menino entortando a colher e dizendo que ela não existe, nosso mundo psíquico também não, são criações de nossas milhares de experiências do cotidiano que pensamos ser verdade; mas tão somente são linguagens que usamos para nos referir a isto ou aquilo, como me referir no termo “tenho que”, que só determina que somos acometido de obrigação para a mascara social, “liberdade” tão somente seria um termo que inventamos para se referir a uma conduta de “escolhas” que podemos fazer por nós mesmos. Mas nem sempre podemos “escolher”, porque minha liberdade muitas vezes depende do outro, depende da conduta social. Daí surge a pergunta: somos realmente condenados a ser livres? Ou não passa de jogo de linguagem, ora político, ora ideológico?

Isso é fácil de investigar, tanto do lado político (governos populistas, governos totalitários) e ideológico (comunismo, nazismo, fascismo, todo “ismo”). O que leva o ser humano a restringir sua liberdade a favor de uma ideologia ou política, que nem sempre vai a favor da grande “massa”? Podemos escolher acreditar que a “colher” exista (realidade aparente), como não acreditar que ela (a colher) exista, são faces de uma mesma moeda. Os filósofos gregos pré-socráticos descobriram isso, Heráclito, por exemplo, acreditava que tudo no universo está em constante mudança e que “tudo flui”; assim, os contrários se atraem como tudo quente esfria, e assim, tudo que pode existir pode não existir, mera ilusão de ótica. A colher pode existir como não pode, tudo é uma mudança do devir, como a liberdade. Mas se uma hora somos libertos ou não, teríamos necessidade da “escolha” de querer liberdade ou não? Muitos teóricos políticos iriam dizer que pela ignorância que não podemos ter a real escolha, mas como venho escrevendo em muitos textos, não existe hoje ninguém com um radio e uma TV totalmente ignorante, nossa essência é sempre de aprendizado constante.

Aristóteles, o professor de Alexandre O Grande, dizia que a natureza humana era sempre saber, então, se nossa natureza é sempre buscar o conhecimento e dessa processar em sabedoria, vamos sempre procurar meios para obter esse conhecimento; levando essa a equação socrática que é: ciência=virtude=felicidade, ou seja, toda ciência se baseia em algum conhecimento (diferente do método cientifico que é empírico), ou seja, temos a ciência de algo que estuda esse algo, se é algo útil que levará ao “bem” (ao contrário de Freud e Rousseau que teriam um orgasmo, Nietzsche iria bater o pé e iria dizer que não existe o “bem”), assim sendo, levará o ser humano a virtude, porque assim é um hábito de fazer o “bem”. Para Sócrates, como disse acima, tinha em mente que a maioria das pessoas fazem o “bem” para ser “bonzinho” aos olhos dos outros e assim atender proveito próprio, o ser humano faz o “bem” para atender a si mesmo. Mas o “bem” real é a virtude que trás consigo a sabedoria, o conhecimento, o saber em sua plena essência, levando o ser humano a felicidade pura e constante. Nada melhor que um ser humano cheio de esclarecimento e feliz para atestar sua liberdade, mas liberdade verdadeira é liberdade sabida de todo seu ser.

Ousar saber (sapere aude) é o lema de todo esclarecimento que nos leva a se libertar, mas no mesmo modo que a “colher” pode não existir, a existência de um conceito (liberdade) pode não existir também, ser apenas uma ilusão. Uma livre “escolha” é apenas uma linear atributo a um movimento que temos que tomar diante o caminho que escolhemos seguir diante do meu livre-arbítrio, que embora pensamos ser liberdade, é apenas fatos correspondentes de um ato; a palavra “liberdade” é apenas o símbolo que usamos para definir a escolha que define o ato, desse ato vai surgir o fato. Assim, o filósofo Wittgenstein nos diz que o mundo é feito de fatos, que são apenas derivados de nossos atos e assim, o limite de nosso mundo é nosso pensamento, pois não há no mundo alguma coisa que definirmos se não está dentro dele. Nossa linguagem é apenas o limite da nossa definição e ousar ir além é enfrentar os limites da linguagem vigente, é ousar saber, é sair da minoridade mental, como diz Kant, filosofar é ousar dizer seu nome.

Com isso, concluímos que junto com o conhecimento está a ética (ethos), ou melhor, não existe a ética sem o conhecimento, porque com o conhecimento (esclarecimento) podemos escolher nossa conduta entre ética e anti- ética. Assim, com a conduta de sempre sermos úteis e “bons” chega a felicidade que é quase sinônimo de satisfação, ser feliz é está satisfeito com sua própria conduta. E com o conhecimento, a ética (que derivou do latim Virtu, que virou virtude), felicidade (satisfação) o ser humano chega à sabedoria (Sophia), que seria caracterizado como a luz de quem sai da caverna (ignorância) e com isso poderíamos fazer a escolha de fazer ou não. Mas daí veio um componente importante a prudência (prudentia/phronésis) onde podemos praticar a sabedoria sem nos perder na desordem das informações. Agora, há uma coisa que confundimos muito é prudência com polidez, uma pessoa polida é uma atitude falsa, hipócrita; muitos nazistas eram polidos, tinham classe, mas cometiam atrocidades imensas, poderiam tocar Bethoveen em seus recitais, mas matavam como “bárbaros”. A prudência é a forma que a sabedoria se encontra com a pratica, ou seja, devemos praticar com prudência tudo que aprendemos tudo que nossa alma necessita para o bem viver sem exageros e assim, desfrutar com maior apresso tudo que a vida nos oferece. Daí também entra a fidelidade que nada mais é do que a capacidade de sermos fieis naquilo que queremos em nossa vida, ou seja, devemos sempre ser fieis a lembranças do que somos (voltarei com isso em outro artigo). Por hora, demos satisfazer só o que compota nosso ser, sendo esse ser o que realmente somos como, por exemplo, ter fome e não se “empanturrar” de comer e sim, comer o que seu estomago agüenta, ou ao fazer amor apenas para satisfazer seu desejo sem exagero, sem ser um “ninfomaníaco” no meu modo de ver, com quem mais gosta. Estou meio epicurista? Não tanto, estou sendo mais aristotélico, porque não posso ter sabedoria prudente sem ter moderações de meus atos.

Ser sábio é conhecer a razão (ratio/logos), toda decisão é algo que pode ser ou não regido por nossas escolhas, mas alguns tomam decisões arbitrarias sem ao menos ver o ratio (razão) dos fatos. A lógica desses mesmos fatos faz deles a extensão de meu mundo, ou seja, meu mundo se limita ao que escolho dentro de meu conhecimento; e assim, moderar meus desejos e minhas vontades para um melhor viver, poderíamos e podemos ser felizes. Ser felizes é ter consigo a satisfação desses atos, sem atropelar a fidelidade do que somos, mas fazer com que pensamos ser certo, fazer com que nossos atos sejam úteis tanto para nós, quanto para as pessoas ao nosso redor, ai sim podemos ter certeza da liberdade. Se libertar é ter juntado a prudência o melhor meio para o fim, aliás, não podemos ser o fim de nossas escolhas, mas o meio que elas se processam. O termo: “a necessidade faz o ladrão” é falsa enquanto linguagem lógica, pois o predicado faz o sujeito que nesse caso o sujeito deveria fazer o predicado; a “necessidade” não faz porque o desejo (predicado) faz o ente (sujeito) em si, ou seja, o “ladrão” faz a “necessidade” conforme seu desejo em si mesmo. Ora, seria como se falássemos que a comida faz a fome, ou que a direção faz o motorista, pois como disse acima, somos o meio que processam as nossas escolhas, no caso a “necessidade” não faz nada, é apenas um desejo para satisfazer a vaidade e isso é imprudência; porque ser um ladrão para necessitar algo é elícito, errado enquanto ético, porque é além da necessidade ter um tênis é apenas vaidade e o sujeito (ladrão) não está sendo prudente quebrando a lei social. Entre o querer e o ter existe um lema totalmente ético junto a liberdade, pois há necessidades muito mais nobres, como uma vez conversando com uma pessoa ela me disse que a culpa de se ter “racha” (corrida de carros nas ruas) era culpa da industria que fazia carros mais potentes. Ora, pergunto agora: e o carros que foram feitos antes que são modificados para esse fim? A industria fez esses carros também para isso? Nesse caso como do ladrão é uma questão de conhecimento, ética e está satisfeito (feliz) consigo mesmo, porque temos que ter o conhecimento que aquilo é errado (que nos dois casos sabem sim), do sistema ético que foi exposto (educação) e está feliz consigo mesmo para correr esse risco (suicida em potencial).

Portanto, não podemos declarar com muito vigor que somos seres que temos liberdade (escolhas), porque essas depende das sombras (o mundo virtual da Matrix) para realizar, é apenas questão de interesse. A humanidade nesses tempos de informação, não diferencia ainda do tempo que não tinha esse tipo de informação que sou obrigado a aceitar e pensar sobre. Posso e devo duvidar e criticar tudo, fatos que sei que são somente interesses, são somente falácias, são somente filha de uma cultura imatura dentro de um grande país como o nosso, que além de nossos iniciadores portugueses, ainda esperamos um salvador. Reflete dentro da política que faz os seus “ladrões”, como na cultura que a chamada “minoria” é a “maioria”, reflete também em religiões que não deveriam refletir (como a protestante e a espírita), que lá fora tem outras concepções. O esclarecimento é a rede que devemos usar para a pesca, para pescar nosso próprio peixe e assim, fazendo um belo banquete onde cada um pode escolher o que mais deseja, sem depender e sem se iludir.

domingo, dezembro 14, 2008

Perguntas relevantes





Por que pagamos pelo mundo onde nascemos?

É uma pergunta muito interessante, põe muita coisa para nós pensarmos e que o mundo onde vivemos tem que ser pago, tudo é uma maneira de consumo. Mas isso não é culpa do outro, mas de nós mesmos diante de fatos e de desejos que pensamos ser para nossa felicidade. Essa pergunta foi feita numa palestra que vi no You Tube onde o palestrante diz ter recebido essa pergunta dos habitantes do sistema de Andrômeda, que eles fizeram essa pergunta por ver nós consumir coisas, ter que pagar para usufruir o que nasceu para nós mesmos. Eu nem vou entrar no mérito se é ou não é verdadeiro isso, como sempre digo, tem que ser analisado dentro do critério da razão, o logos grego. Mas também digo que onde há fumaça, pode ter fogo, são muitos relatos, mas não entrarei nesse mérito como eu disse.

Dentro dessa pergunta está a sociedade do século vinte, onde duas guerras devastadoras varreram a Europa, por interesses financeiros e de cunho da supremacia de nações. Mas o mais triste disso, é o fim de um regime que desejava a suprema condição de ser o mais de todas as nações européias, mesmo assim, duas ideologias se atacavam entre si e o medo pairou no ar. Muita coisa UfO, veio da Guerra Fria, porque muitas coisas que diziam ser objetos não identificados eram na verdade espiões tanto russos como norte-americanos. Mas como toda supremacia, vence aquela que tem mais competência de estabelecer e ganhou o capitalismo por essa “briguinha” está desgastada. Tudo é consumo, até mesmo o socialismo se fomos pensar, ou será que uma camiseta do Che Guevara ou uma bandeira não compramos? Até para se filiar nos partidos dito socialistas, é obrigatório pagar uma taxa todo mês, o Partido dos Trabalhadores que o diga.

Mas são apenas ideologias pobres de conceitos mais pobres ainda de um mundo ocidental que o que seguem uma coisa são malzinhos e o que seguem outras que são “bonzinhos”. Como agora, os terroristas radicais islâmicos são malzinhos o os yanques e a democracia da liberdade são os bonzinhos, pois a maneira de viver norte-americana é a ideal para uma vida melhor. Não estou falando que a culpa da pobreza humana seja só deles, mas será que o modelo deles é o padrão de governo e vida ideal? Mas também não se iludimos que a melhor maneira é a socialista, pois o senso comum é cruel e muito com aqueles que não seguem seus padrões comportamentais, sua cultura vigente e a idéia da globalização, seria se fosse séria, uma troca de experiências culturais isso não acontece. Ainda não estudamos com mente aberta, tanto o pensamento oriental como a política moral-cultural do oriente e do oriente – médio para analisarmos direito, porque eles querem guerra mortal contra o império ocidental, ou seja, Estados Unidos da América e tem mais, eles não são toda a América. Não queremos aprender com as culturas, nós ocidentais queremos impor a nossa como a verdade absoluta, não é verdade, como Nietzsche mesmo disse, não existem verdades absolutas nem fatos eternos. Então temos que avaliar o que é verdade que acreditamos, a busca dessa é um deus que idealizamos, pois para cada ideologia é uma verdade que vamos acreditar uma verdade que ficamos pensando, pensar é sempre ficarmos ciente que podemos existir.

Epicuro dizia que o ser humano se preocupa muito com os deuses e se preocupa menos com a vida aqui. Ora, os deuses estão lá pouco preocupados com o ser humano, pois para eles, o ser humano era reles animais que raciocinam. Os gregos não tinham a essência do Deus cristão, mas deuses que reverenciavam a custa de cada fenômeno, mas isso trazia uma angustia que virava ansiosidade e faziam muitos a uma situação desnecessária. Qual é seus deuses? O carro novo de dez prestações que você cuida como se fosse seu filho? Deixa de comprar algo necessário para você ou para sua família, indo a jogos de futebol ou gastando “rios” de dinheiro em rojões para comemoração? Não estou julgando ninguém absolutamente, estou dizendo que fazemos deuses desnecessários para engrandecer nossa vaidade, nossa vaidade é nosso maior deus. Isso nos deixa ansioso.

Quando pensamos num mundo que nascemos podemos ter a certeza que cada componente de nosso corpo faz parte da cadeia química do universo (do pó viemos e do pó voltamos), é a regra básica de toda estrutura química – biológica. Então para quê pagarmos por aquilo que compõem nosso corpo, nossa estrutura genética que por milhares de anos tem nos sustentado dentro do planeta? Se fomos criados ou evoluídos pouco importa, não faço a mínima idéia, mas nascemos aqui e vamos morrer aqui e essa é a regra do mundo, essa é a regra do universo e isso não vamos fugir; para o Criador ninguém é mais “bonitinho” ou mais “feinho”, todos são iguais perante o universo. Não estou falando também de pobreza ou riqueza, estou falando em sempre querer o melhor, querer a abundancia para si sempre.

Na verdade são apenas títulos que damos as pessoas, são como nós, nem mais e nem menos. Uma coisa que não esquecemos mais é o pensamento de Sartre que diz, não interessa o que as pessoas fazem de você, mas o que você faz o que fazem de você. O mesmo acontece conosco também, se darmos o poder para outra pessoa a outra pessoa vai acreditar que é poderosa, ela fez o que fazemos dela um ideal. O ideal dela vai ser nos comandar e cobrar por aquilo que temos direito e assim, vamos pagar por tudo porque damos poder a essas pessoas e elas vão se “achar” donas de nossas vidas; não que não devemos pagar nada, se um individuo trabalhou deve receber aquilo que trabalhou, mas é raciocinar o “porque” se paga por aquilo, porque não escolher outro de nosso gosto, são mistérios cheios de teorias. O ser humano tem veneração por mistérios e encher eles de lendas, mas as vezes o obvio é o mais provável e não estou falando de acreditar nos governos ou no noticiários, porque sabemos que muita coisa é manipulada sim, não podemos negar. Mas analisar o “porque” aconteceu isso é a base para um senso critico um senso que muitos dizem ser cartesiano, pois se analisa entre causas e efeitos que para mim tem certo relativismo.

Chegamos a duas teorias interessantes que é o materialismo histórico e o cartesianismo racional. O primeiro diz respeito a teoria de Karl Marx (1818 - 1883) e Friedrich Engels (1818-1883), tudo que possa ser relacionado dentro da sociedade e sua história, vem dos meios de produção que a “burguesia” sustenta dês dos tempos remotos e foi um pouco por ai que se deu a Teoria Critica ou Teoria da Comunicação que a Escola de Frankfurt vai elaborara (depois volto abordar), por hora vamos entrar mais nisso. Os senhores dos feudos suprimiam os vassalos, os egípcios suprimiam os trabalhadores hebraicos e por ai vai, tudo que aconteceu dentro da historia humana, vem do fato que temos que ter produção, o povão tem que produzir para termos tudo isso que enxergamos. Daí temos que ter ignorância para ter mais filhos e não pensar, não ter um senso critico das coisas, mesmo uma nação que não tem muito analfabetismo as escolas vão ensinar o que se interessa ensinar. Eu vou dar o meu exemplo, porque aprendi muita coisa sozinho do que em algumas instituições de ensino que “diz” ensinar, agora posso dizer com propriedade, a universidade “emburrece”. Tudo que eu sei quase esqueci por causa de informações que dizem ser cientificas, mas isso é uma outra historia, é mais um fato da industria cultural. Vamos agora ao cartesianismo que veio, quem não sabe, do filosofo francês Rene Descartes (1596-1650).

Descartes vai desenvolver um método cético para os céticos, ou seja, se temos que ser céticos com as coisas temos que ir ao estremo. Quando duvidamos temos que ter a certeza daquilo que duvidamos, se duvidamos a algo que nos ensinaram na religião temos que saber até da onde veio essa duvida, porque que existe aquele ensinamento e porque temos aquela idéia em nós inata. Se duvidamos a nossa duvida é para uma coisa existente, só podemos provar aquilo que podemos ver e tocar, mas quem prova que aquilo existe mesmo ou é algo que nossa mente produz, então se minha duvida é a duvida da duvida, então eu posso pensar e ver que eu tenho a capacidade de raciocínio. Descartes diz que somos “coisas pensantes” (res cogitans), porque temos a capacidade da duvida, se eu duvido eu logo vou pensar e se eu penso eu tenho a convicção que eu existo. O eu “existo” entra na “coisa extensa” (res extensa), sou uma extensão de o meu pensar, porque posso ver aquilo que eu vejo, mas eu duvido que aquilo exista. Sai daí a frase famosa dele “Cogito ergo sun”, ou em bom português, “penso, logo existo”, pois o meu pensar é a extensão do meu existir e faz nós a ter escolhas. Mas não foi por ai que Descartes pôs esse método, ele quis dar um “nó” nos céticos e tirou uma deles dizendo que se a minha duvida não pode ser provada, entre em existir e não existir prefiro o existir. Por quê? Porque já está inata em nossa mente a idéia da idéia daquilo que existe, pois o debate teológico nunca vai ter fim porque não podemos provar se o Criador existe ou não. Mas onde entra o cartesianismo dentro do nosso mundo?

Vamos até a Escola de Frankfurt onde com o manifesto intitulado "Teoria Tradicional e Teoria Crítica” de Max Horkheimer começa a uma critica a sociedade e pegando um pouco de cartesianismo e um pouco de materialismo histórico, para traçar um modelo que fizesse sentido o que seria aquela sociedade industrial. Dentro da Alemanha, o Instituto de Pesquisas Sociais, foi criado para estudar esse fenômeno social; Horkheimer e Adorno (existe mais nomes) começam a explorar o que faria o povo abrir mão de sua liberdade, para se deixar aprisionar por governos ou indústrias. Dentro do Nazismo e fascismo dentro da Europa, eles viram esse fenômeno de perto levando a essa duvida, o que levaria o ser humano abrir mão da sua liberdade. Como o Instituto era financiado por Judeus (sendo Max Horkheimer de família judia também), tiveram que sair da Alemanha nazista e se refugiar na America do norte, nos Estados Unidos. Lá viram outro fator também, a tão famosa Indústria Cultural que domina o homem com sua informação dentro dos meios de comunicação e mais, esse meio também seduz para o consumo de produtos e serviços. Seria uma “crise a razão” (critica ao Funcionalismo), superar isso, era ter a critica daquilo que é nos passado.

Dentro de uma filosofia dentro do moldes do século XX onde se estudou a finco a sociedade do consumo, a sociedade que entrou na era no “espetáculo” que tudo é um jogo de interesses. Guy Debord, demonstrou que a Teoria critica não era só uma “teoria”, mas era a regra de uma minoria dominar a maioria, que industrias e corporações hipnotizavam pela propaganda, mais do que isso que não tem no livro, os meios de comunicação são o quinto poder e vendem a imagem que querem. Muitas bandas ou cantores gravam um disco ou dois, porque são “pops” do momento, consumimos uma musica descartável e ruim que propaga o caos e o auto-desrespeito consigo mesmo. O funcionalismo é apenas uma área e não uma verdade, porque não se pode estudar e conceber, o ser humano quanto um todo porque cada individuo é uma regra, um ser. Daí pagamos pelo mundo que nascemos porque somos seres que damos aos outros o poder das nossas vidas, porque pensamos que aquela pessoa é mais “poderosa” que nós.
Sartre diria que somos metade vitima e metade culpados, porque ao mesmo tempo que somos seduzidos pelos produtos e por trabalhar, somos um culpados que mesmo sabendo disso não fazemos escolhas. Debord mostra que tantos meios de comunicação fazem da vida um espetáculo, que programas alienam que dão um ar de tudo esta bem, mas não está bem. Mas também, podem e devem dar informações boas, concretas. Não temos somente programas sensacionalistas, temos também canais culturais, mesmo que são fracos em termos de cultura de adquirir algum conhecimento, pois uso sempre a expressão “a TV tem controle remoto”, ou seja, podemos trocar de canal. São questões como essa que nos faz refletir sobre muitas coisas, como o porque comer coisas que nos fazem mal, ou beber coisas que nos destroem e ainda mais, negar nossa liberdade por ideais e ideologias que não são nossas e pagar por coisas que nasceram para nos alimentar. Não que essas coisas não devam ser pagas para quem teve o trabalho de cuidar, mas porque pagar alem do que valem como uma cebola por exemplo: que ela custa cada uma R$ 0,10 numa fera ou no próprio local, porque pagar por ela a R$ 1,00 num outro lugar? Só porque vem embalada preparada para o consumo, mas tem agrotóxico e são modificadas geneticamente, para crescer mais rápido e dar lucro mais rápido. Em minha opinião é uma questão de escolha, uma questão que mesmo que cômodo, são casos de idéias ilusórias e insignificantes.

Portanto, pagamos pelo mundo que nascemos por causa de nossas ilusões, nossas vaidades e nossas ansiedades. Nunca podemos fechar nenhuma porta para as possibilidades, para nossos sonhos e desejos, mas não vou dar aqui um “remédio” para o mal de cada um, pois é tarefa de cada um descobri isso. Todo conhecimento é um descobrimento por si só, assim falou Platão, assim falou Jesus, pois cada um possui a sua verdade e essa vai libertar de tudo que você não quer para sua vida. São escolhas a ser feitas, pagar mais ou menos, comer em lanchonetes ou comida saudáveis, ter hábitos bons e nobres, assim faremos tudo que realmente somos destinados a fazer e é plantar uma semente para o amanhã da humanidade.