domingo, junho 29, 2008

Respeitar a si mesmo

“Não somos aquilo que fizeram de nós, mas o que fazemos com o que fizeram de nós”.

(Jean Paul Sartre)

O pensamento de Sartre remete a nata do pensamento existencialista de fazer escolhas, porque sempre fazemos do outro nosso próprio inferno, mas nosso próprio inferno é feito de nossas próprias escolhas. A celebre frase mostra que vamos criar ao longo de nossa existência uma mascara social que remete tudo que é moralmente aceito, como que roupa vestir, como se portar, como amar, como aceitar e toda essa conduta mecanicista. Nesse inferno que o próprio ser humano faz sempre tem que culpar de fora para dentro e não de dentro para fora, porque sim, somos responsáveis pelos nossos atos.

Nesse ato segundo o filosofo: "Tu és metade vítima, metade cúmplice, como todos os outros", ou seja, somos responsáveis pelo que nos vitima; não adianta ter um ar de vitima, pois somos parte vitima e parte cúmplice com tudo que nos acontece. Isso é um ato de escolher o que se deve escolher, ou um ato de ser o que se deve ser, parte do principio de toda causa consiste em um efeito; pois toda dor é uma escolha de se ficar com ela, ou jogá-la fora. Mas têm antes do nosso ato de escolha a certeza que somos vitima e cúmplice ao mesmo tempo juiz e réu de seus próprios “crimes” de si mesmos.

O precursor do existencialismo Kierkegaard, dizia que o ser humano é levado a angustia porque nas escolhas sempre teremos uma ponta de angustia. A angustia vem de querer fazer escolhas e essas escolhas nos fazem escolher o nosso caminho e o caminho nem sempre é bom. Mas essa procura é a existência da procura de Deus, alcançar seu poder e seu espírito e isso só podem ser alcançados com a fé; mas nem sempre temos fé naquilo que não vemos, temos que ter uma visão e ai acontece a angustia, a procura do espírito universal fora de nós, mas ele esta em si mesmo e esse espírito que nos faz escolher, nos faz amar ou odiar uma pessoa ou outra coisa.

Erich Fromm, psicanalista alemão, diz que esse amor que tanto procuramos é nossa separação com a natureza que esta muito bem escrita nos Gêneses onde o homem comeu o fruto da ciência do conhecimento e saiu da condição de animal no meio de todos, para integrar a cadeia evolutiva de homo sapiens sapiens. Mas essa separação causou uma grande perda dentro de si e uma grande angustia como existe a polaridade masculina e feminina, existe um querer integrar um ao outro; daí essa procura desenfreada da chamada “alma gêmea” e integrar-se mutuamente; esse outro ser humano vai suprir essa perda, mas esse integrar e querer conhecer o outro ser humano ele se torna um sádico. Por que o sadismo? Uma criança para conhecer tem que quebrar, tem que destruir, porque assim ela vê o objeto por inteiro; mesmo um animal, pensamos que está judiando, mas ela esta conhecendo. Mas o conhecer é machucar o individuo porque estamos desmontando ele para conhecer, para ver se é igual o que pensamos que era; muitas vezes não é, mas queremos que fosse.

Mas até onde podemos se submeter a vontade alheia para preservar nossa integridade social? Quando vivemos em sociedade, vivemos com mascaras sociais diversas e de todo tipo, para enquadrar dentro de nossa sociedade. Muitas dessas mascaras foram forjadas para a manipulação social junto com o meio que predomina, como por exemplo, nos Estados Unidos da America predomina o pensamento protestante pela maioria o ser. No mundo grego antigo predominava a escultura bela, o corpo belo por causa do deus Eros, tanto que a palavra erótica vem desse deus e há uma diferença significativa com pornografia; pois uma imagem erótica é uma imagem que dá uma idéia apenas no ato sexual, mas a pornografia é a imagem clara. Não entramos em detalhes, mas o que predominava era o belo na perfeição que foi distorcido pelos nazistas na predominância da raça dita ariana; mesmo o porquê, toda raça de pele branca veio dos arianos, mas é um assunto para outro artigo. Quando uma sociedade predomina uma mascara social, como vimos nos estudanenses e os gregos antigos, tendem a determinar que aquela imagem tenha que ser a comum que para ter uma real convivência social. Hoje predomina a educação de submissão por causa da vergonha, porquanto as pessoas devem dar tudo pelas amizades e nada para si, porque o que conta é o agrado e a boa convivência dos outros. Não se trata de egoísmo.

O egoísta não tem respeito nem com ele por isso não pode ter amor próprio, não pode agradar ninguém porque ele mesmo não se agrada porque ele vive seu próprio mundo; o narcisismo freudiano é diferente, porque ele não tem nem respeito próprio e nem egoísmo, ele tem a libido pra ele próprio. É até estranho, mas ele tem uma atração por ele próprio e somente ele será belo. Como a lenda de Narciso que ao olhar seu reflexo no rio fica hipnotizado, que cai dentro do lago e morre afogado, é o que acontece com uma pessoa narcisista ele fica hipnotizada e não vê mais nada. Mas o respeito em si próprio é a predominância de si sem ser egoísta e nem narcisista, apenas respeitar as vontades de si próprio e deixar bem claro.

Mas a maioria não deixa tão claro assim e fica na premissa que devemos achar que os outros têm que perceber o que sentimos o que amamos o que achamos e não é verdade. Quando fazemos uma escolha temos que deixar bem claro para quem e para que aquela escolha sirva, não ficar querendo que o outro descubra isso, mas a grande maioria quer assim. O grande erro do ser humano, isso é conseqüência de uma sociedade neurótica industrial, é a insegurança de seus próprios atos graças à imposição de séculos inquisitória, que levou o ser humano a se recolher para dentro de si mesmo e não falar o que pensa e o que sente; parece exagero, mas toda obra de psicologia e psicanálise, fala de um inconsciente que vem dês de nossos ancestrais que foram podados na idade media. Já as pessoas orientais têm outro mecanismo de mecanizar o ser humano, como se ele pensar por si mesmo, sairá do controle.

O controle social é muito importante para o capitalismo predominante, não só o capitalismo como também nos ditos países socialistas e nos países com outros regimes, que controlam a massa. Nietzsche dizia que a massa tem espírito de rebanho, pois se deixava levar para o matadouro. Mas é muito complexo hoje em dia, tal afirmação requer uma analise minuciosa para entendermos essa predominância pacifica, pois três fatores impedem a rebelião da massa. Primeiro existe o interesse, por ter o que para alguns, interessa a massa não se rebela e assim, para eles tudo é muito cômodo. Segundo, está de alguma maneira ligada a primeira questão, que é por muito tempo feita pelos governantes e que veio de Roma antiga, a política de “pão e circo”, ou melhor, dizendo “pane circus”, que consiste em dar ao povo o que ele quer: que em Roma dava-se pão e shows de gladiadores para agradar e divertir os súditos, ou cidadãos. O que acontece hoje com a predominância capitalista, se dá o divertimento levado pelo futebol, pelo automobilismo, pela propaganda que para sermos saudáveis temos que fumar, beber e ir a balada, que sexo se deve fazer e é saudável, mas use camisinha (que lógico enriquece as industrias que mencionei), de uma forma clara é o ponto chave de alienar a grande massa. Terceiro, a educação familiar e não a escolar, pode deixar a massa pacifica e conformista já que se todos podem evoluir, mas não querem por achar que nunca vão alcançar uma melhor condição; isso é agravado com as religiões que pregam a paz de espírito, que nada mais é do que pacificar a massa.

Por falar em religião, já que tanto pregam dar a outra face, tanto Jesus como outros mensageiros do “EU SOU” (porque assim disse a Moises), disseram que devemos amar-nos para assim amar ao próximo. A arte de amar, como toda arte, tem que ser aprendida com pratica, amar é a pratica de fazer escolhas e mesmo amar a si mesmo é uma pratica, a pratica de respeitar a si mesmo. Dizer que ama uma pessoa ou a si mesmo é muito fácil, porque palavras são ditas todas as horas e todos os dias, mas fazer amar e amar é muito difícil pelo ser humano ainda não diferenciar suas escolhas. As escolhas são as ações de ficar ou ir, de escrever ou ler, de comer ou não, de amar ou odiar; pois temos ainda a idéia romântica que não escolhemos quem ficamos, mas realmente escolhemos, por inúmeras associações. Essas associações são o que idealizamos como uma escolha são as culturas e o que uma comunidade pensa.

Tudo isso é apenas o mundo em que o grande mal do século XX é a solidão porque a arte de se amar e de amar outros ficou desconsiderado, ficou uma coisa subjetiva, uma coisa desconsiderada, ficou uma coisa associada apenas no sexo. Mas como eu disse, temos idealizações que associamos ao ser que queremos ao nosso lado, muito porem, que muitas delas são ilusões. Essas ilusões (como li no livro do historiador Pedro Paulo Funari, Grécia e Roma, uma definição de publicitário ótima, que são os sofistas de agora por vender um mundo ideológico e ilusório. Apesar de fazer um ano e meio de publicidade e propaganda, posso dizer que o problema é da universidade que negou me dar bolsa de estudos, assim, nada tenho com os novos sofistas e posso fazer também essa associação), são criadas dentro da publicidade deixando um mundo de fantasia e um amor cheio de sorrisos, um respeito próprio artificial e fazendo o ser humano um misero produto. Ele se torna a medida de todas as coisas dês que ele compre, ele consuma, o amor próprio e o respeito é ser descolado, é ter um sorriso de comercial de pasta de dente. Será que eu escolher comprar algo porque isso me trás status é um direito de escolha ou uma ilusão que criaram em minha mente? Será que o menino que quer uma calça da moda ou um tênis para ter status para aparecer é uma escolha ou uma medida da ditadura do sofista publicitário, que pode sim ser responsáveis por inúmeros crimes e amores ilusórios? Mas ai voltamos a Sartre, porque embora temos uma ditadura ideológica e estética dos sofistas publicitários, temos uma parte vitima e uma parte culpado.

Vitima por ainda não tirarmos, ou, não temos mecanismos para nos livrar de todas as ilusões que somos expostos. Culpados porque temos o habito de aceitação de tudo que ouvimos ou vemos, como se aquilo fosse à maior verdade de todos os tempos. Imagine agora um motorista bêbado, mesmo ele escolher consumir bebida alcoólica para se autodestruir, será inevitável ele ou se matar (uma escolha dele), ou colidir com um e a escolha só irá interferir a si mesmo. Mas se colidir com outro automóvel e matar ou ferir outra pessoa, vai interferir na escolha dela e interferir a outrem; então as escolhas podem muito bem interferir a si ou a outrem, mas que nos dois casos, existem os fatos e suas causas. Portanto, muitas escolhas são reflexos de ilusões que ao longo da vida são nos dados em pautas.

Talvez a grande dificuldade é assumir o que somos, o que nossa natureza compota de si, a existência de nossas próprias vontades; se não temos autonomia e nem eles para desfrutar, então é melhor nem fazer nada e ficar vendo as sombras da caverna. Isso mesmo, a caverna platônica que somos acorrentados olhando sombras em uma parede onde pensamos ser verdade, é mera projeção daquilo que nos fazem pensar que seja uma verdade. A verdade nos liberta e nessa liberdade sabemos nos respeitar e respeitar o outrem, assim sendo, somos condenados a ser livres por conter nessas escolhas particulares e que reflete dentro da historia humana, pois reflete dentro da sociedade como um todo.

sexta-feira, maio 30, 2008

O que é isso – humano?

Eu tenho dentro de mim muita indignação sobre os sentimentos irreais que tanto faz complicações. Ai me vem a seguinte pergunta: por que o ser humano tem o vícios de dar valor para dor do que valorizar a alegria de um amor? O ser humano as vezes é um ser contraditório, pois valoriza a dor muito mais do que a alegria, por ainda acharmos (porque nem isso temos certeza) que teremos a redenção pelo sacrifício.

Mas o que leva o ser humano ficar remoendo o passado de uma dor que já foi fruto de uma escolha que fazemos. Isso mesmo! Fazemos escolhas pra nossa vida, fazemos escolhas até por quem gostamos ou não; mas as pessoas ficam com as idéias românticas e fica idealizando o gostar como as novelas e filmes, a vida tem que ser pratica. Gostar é a convivência, você tem que aprender a gostar não se gosta no primeiro momento e simplesmente, o gostar virou artigo de fest – food. Pior não é isso, pior é se senti “coitado” por uma coisa que não quer mudar, não quer tomar uma atitude. Uma amiga da internet me disse uma vez: ““ Se você não tem atitude, mantenha pelo menos a palavra!”“, se não toma uma atitude é melhor manter a palavra de fazer algo por si mesmo.

Muitas vezes o ser humano não faz por si mesmo, porque é cômodo se senti como “coitado”, porque assim tem atenção de todos. E o que fazem são taxados de radicais, então não podem conviver no meio, porque tem que ser iguais todos para termos uma vida pacifica e conformista. Muito pertinente a pergunta de Wittgenstein a Russell: "Caso seja um completo idiota, me dedicarei à aeronáutica; caso contrário, tornar-me-ei filósofo", ele não se conformou em ser um simples aviador, mas sim um filosofo que na visão de Russell: "Não, você não deve se tomar um aeronauta". Não que aviador é uma coisa desonrosa, mas ele não se conformou em ser o que as pessoas quiseram que ele fosse.

Fácil e simples! Cadê a complicação de tomar uma atitude para mudar sua vida? Parece que as pessoas têm tendência de complicar, tem tendência de seguir muito mais o sofrimento, que tem muito mais valorização. O desprezo então nem se fala...a vontade de ser não supera a vontade de na está ali, amando e ser amado. Onde vamos parar com tanta inexplicável pena de si mesmo? Será que temos de morrer de depressão e vir o barulho “suicida! Suicida!” por que não damos devido valor? Existe pessoas que ao serem amadas dispensam o ser amado porque não é seu ideal, seu ideal é sofrer e ser um farrapo humano.

Isso tudo é humano demasiado humano de Nietzsche

domingo, fevereiro 10, 2008

Fechado


Oi pessoal

Vou escrever esse texto em forma de carta porque irei postar não só em meu blog, mas também no meu flog que assim talvez eu possa ajudar mais pessoas nesses estudos que ando pesquisando e ligando uma coisa na outra dentro e fora de meus diversos conhecimentos.

Li hoje, domingo 10 de fevereiro de 2008, que um flog era fechado por causa que quem vive um grande amor a internet era um obstáculo, uma porcaria e por ai vai. Com certeza, é coisa de adolescente que chega ao extremo de sua razão e hormônio, mas não tão importante é a dona do tal flog e sim, a idéia de se fechar. Por muito tempo eu também fui assim e sempre tive medo de perder o ser amado, de perder todos que amo e que de uma certa forma, ainda me ama. Mas isso me incomodava e aos que sempre amei, pois no fundo estava sendo egoísta no amor e qualquer sentimento que estivesse dentro e fora de mim.

Tudo na natureza é uma troca, tudo que damos em proporção será dado. Se você cultivar amor, recebera amor, se você cultivar ódio, recebera ódio e por ai vai. Existe uma lei hermética, que é muito antiga que diz : "Toda Causa tem seu Efeito; todo Efeito tem sua Causa; todas as coisas acontecem de acordo com a Lei; o Acaso é simplesmente um nome dado a uma Lei não reconhecida; existem muitos planos de causalidade, mas nada escapa à Lei." Ora, é a lei do universo de causa e efeito, ou, casualidade...explicando melhor, se você num ato de amar e ser amado não dividir esse amor pode estagnar, pode fechar um circulo de afeto. Ainda o hermetismo diz: "Tudo tem fluxo e refluxo; tudo tem suas marés; tudo sobe e desce; tudo se manifesta por oscilações compensadas; a medida do movimento à direita é a medida do movimento à esquerda; a ritmo é a compensação.", tudo tem seu equilíbrio e está certo dentro da ordem do universo. Um exemplo bem pratico, se enchermos um copo de água e transbordar será bom você tomar a água para não cair para fora, mas você esta tomando algo para saciar sua sede e enquanto estiver com água, essa vontade será saciada;ao contrario quem não tem, porque essa sede nunca será saciada, nunca vai ter o que deseja. Assim rege tudo no universo, se você não mostrar seu “copo”, ele nunca vai pôr “água” nele e essa sede nunca será saciada.

Segunda a lei universal, tudo está ligado em tudo, tudo e todos estão ligados pela força da consciência e isso Jung diz na inconsciência coletiva. São fluxos de energia que passam entre nós e isso não fere nenhuma religião ou crença, porque amar a Deus sob todas as coisas ao próximo como a si mesmo é nada mais do que a força que sintoniza a todos e todas as coisas no universo. Não estou pregando, pois se analisarmos toda a historia do universo, a causa será sempre como um arremesso para o efeito. Por exemplo, as causas da Segunda Grande Guerra ainda são sentidas dentro do mundo, como guerras intermináveis no oriente médio, imposições de um estado no outro, as idéias de pureza racial e étnicas e por ai vai. E muitos e milhares de exemplos dentro da historia, pois se você semeia a ganância, morte e ódio, terá em mesma proporção. É assim dentro do mundo e dentro de qualquer pensamento e sentimento, se fomos bons e justos, vamos receber bondade e justeza e não adianta se “achar” o injustiçado, o universo sempre é de força proporcional.

Se tivermos uma faca ela pode cortar o pão para saciar nossa fome, mas essa faca pode muito bem ser usada para fins de ferir; a força que lançamos dentro do universo é um instrumento e cabe nós escolher como usar. Usar instrumentos de conhecimento também vale, como estou fazendo agora, escrevendo um texto pelo aquilo que li e que estou divagando dentro da ordem de idéias e passando para quem estiver disposto a ler esse artigo. Poderia muito bem ter um ato egoístico de guardar para mim isso e o conhecimento ser só meu, mas não, eu quero dividir eles com todos, porque eu ganhei esse conhecimento e eu quero dar esse conhecimento. Minha mãe e meu pai sempre dizem que tudo que ganhamos nós damos, como uma troca em compartilhar aquilo que ganhamos, isso que o universo de alguma forma faz, isso que faz minha energia fluir e fluxo e refluxo. Quando meu irmão deu um micro novo a mim, eu dei o velho, quando ele me deu o outro micro, eu dei o antigo novamente... quando meu pai comprou o livro, eu vendi, porque fica com a força proporcional do que recebi.

Não podemos dar sem receber, pois se eu der sem receber ficarei sem e não poderei dar depois. Muitos estão equivocados em querer sem dar, pois só recebemos aquilo que damos ao outro, como se traímos vamos ser traídos, se odiamos vamos ser odiados, se cometemos atos de maldade ou ilícitos, vamos receber na mesma proporção. Tudo esta certo e tudo esta ligado segundo a ordem mestra, o Todo não faz nada que não for bom e justo dentro das coisas e dentro do universo.

Se fechamos nosso circulo ele vai ser só nosso, o melhor a fazer é temos consciência que temos que dividir, compartilhar todas as emoções. Ela vai circular dentro do universo e ele vai proporcionar muito mais para nós e para o mundo, pois nós somos e sempre seremos a energia mestra do “EU SOU”.

quinta-feira, janeiro 24, 2008

Amor e desprezo


Vamos falar agora de um tema universal que é o amor. Mas em meus pensamentos, já não tão românticos assim, o amor é a direta razão onde o ser humano interage com o meio onde vive. Pois para muitos como eu, isso é obvio, é um sentimento que tem a ver com simetria variando as formas e gostos do seu inconsciente (pré-conhecimento, ou oculto), remontada junto com seu ego (personalidade). Cada personalidade monta o que seu pré-conhecimento seja uma variante personificada da simetria oculta, ou seja, não basta ser bonito no sistema universal que todos universalizaram, tem que haver o encaixamento de sua simetria oculta que foi aprendida e gravada no seu conhecimento oculto. Platão e seus contemporâneos gregos iriam distinguir varias palavras para o “amor” sendo elas: “philia” que é o amor amizade, aquele que é de irmãos um amor assexuado, “Eros” que é o amor sexuado e “ágape” o amor ao próximo ou caridade.

Quando o ser humano em geral forma seu conceito ele dentro do seu intimo forma o ego (personalidade), é um erro muito grande achar que tirando o ego vai tirar os desejos, porque quanto mais ficamos com eles retidos a pressão interna será maior. Devemos sim não escravizar por eles, a personalidade é nossa essência intima e o desejo é a vontade de algo que descobrirá ser ou não importante; no intuito mais intimo, quando essa procura não tem fim é algo preocupante, porque se procuramos algo é porque nos falta e isso não é culpa da personalidade. Se tirar nossa essência vai tirar nossa personalidade e o que vai restar é só nossa existência, ficando assim vazios para se auto-interagir dentro da sociedade humana. Para amar alguém devemos assimilar e se aceitar a personalidade do outro como o outro deve aceitar a sua, isso de maneira nenhuma é um sentimento de posse e sim um respeito mutuo; posse é você prender as pessoas do que pensamos e o que somos, mas se o respeito houver não haverá posse, porque cada um terá sua personalidade.

Mas por que a pessoa vai desprezar quem o ama e vai correr atrás quando esse ser que a amou não mais o a amar? Quando amamos, dentro do nosso intimo, dentro do nosso ego estará à simetria tanto das formas como do jeito que construímos dentro da nossa historia. Todo ser humano tem que se sentir desejado, para se sentir preenchido dentro de sua personalidade, para ele em seu pensamento, o ente (pessoa) preenche a que lhe ama, então o desprezo é a ilusão da superioridade. O desprezo nada mais é do que a posse junto com o “querer” dominar a pessoa, se sentir importante aquela pessoa, mas quando sentimos que o outro tem mais outra pessoa como importante, vê que a dominação perdeu o efeito, e corre atrás daquilo que perdeu. A sensação de perda é a sensação que perdeu a outra personalidade e essa personalidade nos fará falta dentro do contexto de nosso intimo, não somos mais o alvo de admiração da outra pessoa.

Fica assim, personalidade 1 ama personalidade 2, mas personalidade 2 não quer amar personalidade 1, então personalidade 1 será desprezada por personalidade 2, mas aparece personalidade 3 e preenche a mesma forma personalidade 1. Personalidade 2 vê um perigo na dominação da personalidade 1 e tenta tirar a atenção dela da personalidade 3, então personalidade 2 se sente vazio e tem que ter o amor de personalidade 1 para se sentir importante. Personalidade 2 faz um jogo de sedução para pegar a personalidade 1 e ter a sensação de dominação, se personalidade 1 corresponder ao fato então vai mostrar a sensação de posse daquilo que enche sua vaidade. O que domina a personalidade 2 não é o “amor” ou o “ego” e sim a vaidade.

O amor “Eros” vem da idéia da simetria corporal, hoje não se dá mais o significado como os gregos antigos os dava, pois hoje podemos dizer que “philia” a amizade, acompanha “Eros”. A vaidade da personalidade 2 faz ser escravo da personificação o que ela acha ser “philia” e só será apenas “Eros” como uma personificação animal, como seres racionais temos o instinto da sabedoria (instinctu sapiens), assim, não só o instinto animal (instinctu anima) pode nos dominar. Mas a vaidade (vanitate) rege algumas personalidades vazias, então personalidade 2 é comandada pela vaidade (rex vanitate) e se proclama dona da personalidade 1. Seria algo inato ao ser humano? Em grego isso poderia se chamar de “pragma” que seria a pratica, o amor pratico; a personalidade 2 cultiva o amor para alimentar a vaidade, mas apenas seria a pratica como se der certo o namoro tudo bem, mas se não continua com seus pré-requisitos para com o companheiro. Mas no caso em questão, personalidade 2 sentia uma valorização e um amor da personalidade 1 que não tem por si mesmo, ele despreza por ser dominado pelo sadismo, por se sentir austero em suas idéias doentias.

A felicidade é um estado de estar satisfeito, a personalidade 2 necessita do amor porque ele se impõe, pelas qualidades ele pode fazer aceitar; ele necessita por ser imposto numa condição de dominado para dominante. Porque o amor entre homem e mulher não nasce da inteligência, mas de certa forma impõe-se ao ser humano, todos querem ser amados, mas poucos sabem amar. Amar antes de tudo é a virtude, essa palavra significa disposição de fazer o bem, algo útil e como diz Kant, se aprende no colo da mãe, é o exemplo dos pais que a criança constrói o ego (personalidade). Amar pode ser uma construção do que a criança vê nos pais, então se vê posse vai crescer com a idéia de posse, se vê um amor doentio vai ter asco com o amor. O espírito deduz a si mesmo pronunciando-se a existência inconsciente (pré-conhecimento), pois o “a si mesmo” junguiano é o self, ou seja, o pré-conhecimento. A personalidade 2 tem a natureza de a si mesmo querer dominar porque é dominada, pela imperfeição corporal ou de espírito, Ela não se sente satisfeita consigo não vivendo uma personalidade verdadeira; pensa que nunca será amada como é. As características do comportamento e caráter são claras no conhecimento e é a antecipação do conhecimento, ter o propósito imediato de ser real, de ser em si mesmo.

A imaginação são maneiras de agir independente a sujeitar as regras ao todo comum a percepção, ou seja, as ilusões são processos de auto-regulagem da realidade. Assim, temos a incerteza (futuro), certeza (passado) e o fato (presente), estar na virtude e fazer virtude é ser fiel ao certo (passado) e viver o fato (presente) para construir o incerto (futuro). Os fatos irão trazer conseqüências no incerto, esses fatos são conseqüências do certo que construímos com aqueles fatos. Se esses forem muito dificilmente, podem ser revezados, ou seja, toda essência pode ser corrigida com o exemplo e o julgamento da virtude. Essa trará o conhecimento rigoroso e racional de qualquer assunto, trazendo uma disposição de fazer o bem e assim, trazer o estado de estar satisfeito; assim sendo, o conhecimento racional para a qualidade boa, assim entrando no estado de satisfação.

A essência, idéia principal do ser, é a personalidade verdadeira que se conflita a aparência, que é o aspecto exterior ilusório. A personalidade 2 tem somente a aparência que é a ilusão daquilo que é; se sente inferior, mas com o amor da personalidade 1 tem a aparecia de importante, de superior. Personalidade 2 tem medo de ser desprezada e despreza a personalidade 1, fobias são estados alterados da mente que pode ser traumas ou feridas na alma, o desprezo é o não acreditar em si mesma. Na verdade a personalidade 2 é indiferente com o sentimento da personalidade 1 por haver aquele laço ilusório entre o comandante e o comandado, o desprezo conflita com o amor e com a indiferença de ter alguém que te admire; porque na verdade a personalidade 1 é um espelho que a personalidade 2 se vê refletida. Ela pune a personalidade 1 por lhe amar, na verdade, a personalidade 2 não acredita na sua beleza e simpatia e rejeita o amor verdadeiro. Ela se odeia e quer ser odiada e fica arranjando personalidades que cumprem esse pré-requisito.

O sentimento é a percepção dos sentidos e o tempo é intuitivo. O sentimento é a percepção ou atitude emocional, atitude que vamos ter perante o estimulo que é processado essa percepção. Já a percepção é o processo através do qual os objetos, pessoas, situações, ou acontecimentos reais se tornem conscientes. O tempo é o continuum linear não-espacial no qual os eventos se sucedem irreversivelmente e a intuição, é o conhecimento sem recurso do raciocínio. Mais profundamente um continuum é um conjunto de três unidades espaciais e uma temporal, obrigatoriamente vistos em conjuntos, formam um conjunto espaço temporal; um evento dentro do continuum deve ser identificado com quatro dimensões. A personalidade 2 tem a consciência do sentimento da personalidade 1, só que ela remete na ilusão de fabricar a incerteza (futuro) com o acontecimento do fato (presente) que ainda remete na conseqüências dos fatos da certeza (passado). Graças a atitude emocional a personalidade 2 pode construir as pessoas conscientes e valorizar ou não a atitude emocional da personalidade 1, isso é visto como causa e efeito.

Aquilo que ocasiona o acontecimento, terá o resultado daquilo que ocasionou, ou seja, se você dá ódio recebera ódio, por exemplo, pois tudo pode ser visto em quatro ângulos. Mais o espaço-tempo é linear, se ocasionar uma causa que ocasiona o acontecimento, na mesma linha terá o efeito que é o resultado da ação; se despreza será desprezado, se ama será amado, mas se odeia a si próprio vai ser odiado e sofrera conseqüências inevitáveis. Esses sofrimentos são o acumulo da causa dos fatos que aconteceram na certeza (passado) que montaram toda a incerteza (futuro) que hoje é fato (presente), o mundo é feito de fatos e eles não são eternos, porque o continuum é linear construindo o espaço-tempo.

A personalidade 2 tem ainda a personalidade 4 no qual só quer dominar. Personalidade 4 tem o intuito apenas de ter mais uma em sua coleção, porque personalidade 2 não tem amor a si mesmo e despreza a si tendo necessidade do amor da personalidade 1, ela ainda tem medo de mostrar quem é e descobrir sua verdadeira face, sua mais intima natureza e é no fundo, um trauma que adquirimos em nossa adolescência. Outro fator importante é que a perversão da personalidade 2 a faz não enxergar um ilusão, que não é a resposta verdadeira de seu juízo, mas apenas a aparência que a faz ver na personalidade 4 um amor que não existe e só um lado que é “Eros”. O juízo vai construir em seu intimo o processo intuitivo errado, ou seja, ela tem dois caminhos, mas prefere o “amor simbólico” dentro do que faz dentro de seus símbolos que corresponde na personalidade 4, na verdade ela projeta o que seria um amor na 4. Desvia o amor da personalidade 1 que pode ter com personalidade 3 e sonha com o amor simbólico da personalidade 4 havendo assim a quadro dimensões no continuum da consciência da personalidade 2.

Portanto, o problema é a não aceitação de si mesmo que possibilita ilusões e descaso consigo mesmo, assim levando em erros e desilusões que punem a si mesmo, somente.

quinta-feira, outubro 11, 2007

Consciência e a “Força”

Deixo o Mestre Yoda falar primeiro, depois eu volto:

"Concentre-se. Sinta o fluxo da Força. Nem dentro nem fora, mas como uma parte de tudo que existe. Através da Força, coisas você verá. Através do tempo e do espaço ela avança. Outros lugares. O futuro… o passado. Amigos que há muito se foram. Sempre em movimento o futuro está. Tamanho não importa. Olhe para mim: julgar-me pelo meu tamanho você irá? Bem, não deve. Por que meu aliado é a Força. E um aliado poderoso é. A vida ela cria, e faz crescer. Sua energia nos permeia e nos une. Seres luminosos somos nós... não esta matéria crua. Você deve sentir a Força ao redor. Aqui, entre você... eu... a árvore... a pedra... em todos os lugares! Em balanço está a Força. A Escuridão e a Luz. Sem um, não há o outro. O Lado Negro tentador é. Rápido, fácil no início, mas uma armadilha é o Lado Negro. Mau, corrupto. Uma vez que se começa no Lado Negro, para sempre dominará seu destino. Para o caminho da Luz, paciência você precisa. Controle. Paz e harmonia ele é".

Voltei.

O mestre baixinho, porem sábio, diz para nós que só há a Força e ela é uma aliada poderosa para nós, porque por natureza, somo iluminados e o corpo só é uma matéria crua e devemos senti-la ao nosso redor. Por muito tempo refleti sobre isso, por muitos longos anos, vi o filme e me deparei com esse ensinamento; mas acabe lendo coisas espiritualistas que me abriram mais ainda e fizeram eu refletir o que seria “A Força”. Sempre quis um mestre assim, mas porem, aprendi que o melhor mestre de nós mesmos é nossa consciência, pois ela vai lhe mostrar o que realmente é e o que realmente sua natureza compota. Vai me pergunta: “Amauri, me parece que eu já ouvi isso antes, não?”. Já sim. Lembra do Oráculo de Delfos? Bem, ele tinha o seguinte lema em sua entrada: “Conheça a ti mesmo” que o filosofo Sócrates usou para referir a sua filosofia. Mas será que o Oráculo estava certo? Devemos conhecer nosso próprio ser para daí então, dizer para a ti mesmo que é parte de algo maior, que lhe fizeram acreditar que era menor para ter maior dominação? Eu acredito que mestre Yoda disse um pouco isso, porque quando acreditamos na “força” estamos aptos a ela, estamos na essência dela e mais ainda, somos ela.

Por muito tempo as religiões ao invés de religar nós ao Criador, andou nos separando dizendo que somos criação e como criação não somos parte do criador; quando pegamos outras religiões elas nos dizem que pecamos e não somos parte da essência do criador. Mas será mesmo, que um pintor não põe parte dele em um quadro ou que um escultor não põe parte dele em uma estátua? Se formos feitos em pensamento divino somos parte dessa essência desse pensamento, e podemos ser o que ele é, podemos usar o que ele usa: porque Jesus disse que a casa do pai existe muitas moradas e nada melhor que uma morada tendo nossa essência para sermos nós. Mas somos seres incompletos porque procuramos desejos, ansiamos por eles, nada de errado em te-los, mas o problema é ansiar. É o que Buda Gautama diz, ou Sakiamuni, como queira, todos os desejos fazem sofrer porque queremos mudar o imutável: não que não podemos mudar, não é isso, é a ansiedade de ser o que ainda não amadureceu para ser. Quando comemos uma fruta verde não “amarra” em nossa boca? Mas quando ela está preparada para degustamos é uma delicia, não é mesmo? Desejos são frutas para nós degustamos, só podemos degustar quando elas estão aptas a tal.

Bem no final, Mestre Yoda diz que para entrarmos na Luz temos que ter paciência, paz e harmonia, porque assim ela é. Isso é budismo puro e algumas correntes cristãs que ainda cultivam a essência primitiva dos ensinamentos do Mestre Jesus, que não podemos fugir do “agora”, porque estamos no agora e não estamos mais no passado, ele já foi, não estamos no futuro porque ele ainda não chegou. Se estivermos sofrendo, estamos sofrendo e é a nossa essência naquele momento, se estamos amando, é a nossa essência naquele momento e para chegarmos à luz, temos que assumi e declarar nossas trevas. O sofrimento só desaparece quando assumimos aquilo em nós, só some se a essência daquilo lhe toma; por isso Nietzsche vai dizer que para construir nosso próprio céu você tem que passar pelo seu próprio inferno, ou seja, para ver a Luz temos que ficar um pouco nas trevas.

Vamos analisar a própria historia e ver que Anakin Skywalker era o mais poderoso dos Jedis, mas não teve nenhum controle emocional; deixou a raiva e o ódio dominar e se entregar para o “lado negro”, por causa da perda da mãe que nunca mais a viu, porque escolheu ir na escola jedi, para proteger a rainha Padmé que tanto amou. Na verdade a noção de ser mestre do jovem Anakin era de proteção, de absorver dentro de tudo a noção confusa, a noção que tinha de ser mestre e superar tudo. Claramente seria um se não perdesse a paciência e perdeu Padmé não porque algo ia acontecer, mas sua harmonia quebrada se perdeu dentro do seu ódio do inevitável. Mestre Yoda viu isso, viu que Anakin era uma “fruta verde”, que tinha dentro dele o ódio de um passado que não poderia ser mudado; na verdade, ele não se achava digno e quase que seu filho foi no mesmo caminho. Luke Skywalker foi o caminho para Anakin descobri que o ódio que sentia, tinha destruído Padmé e tava destruindo seu filho, e matou Palpatine e assim realizando a profecia da Força.

Quantas “Padmés” matamos por causa de nosso ódio? O ódio vem com uma pitada de egoísmo, porque para quem sente só ele sente e sofre e não é bem assim. Padme em sânscrito é “sabedoria” e quando perdemos a paciência a perdemos; pode haver uma ligação direta dentro da própria historia, porque quando deixamos dominar por ele, matamos nossa sabedoria. Quando amamos não podemos perder a sabedoria, porque ela que nos liga a Força, ela é nossa rainha. Pessoas sábias são muito mais seletivas, porque amam se são amados, são amigos a aqueles que realmente valem a pena, quem sente inveja de sua felicidade não pode ficar com sua amizade; quando vimos que as pessoas não servem para nosso “amadurecimento” deixamos de conviver, porque aquela pessoa não acrescenta nada em nossa vida. Não é egoísmo, é questão de desenvolver a parte central de si mesmo, isso sim é a “Força” escolher suas companhias que o próprio Mestre Jesus disse: “Não deis aos cães as coisas santas, nem deiteis aos porcos as vossas pérolas, não aconteça que as pisem com os pés e, voltando-se, vos despedacem” (Mt 7.6). É clara essa passagem que não devemos dar aos cães coisas santa e aos porcos nossas perolas, porque ao voltarem para ti mesmo,vão lhe despedaçar; quando temos o amor puro ele é santo, divino, brilha como as pérolas. Existe coisa mais “gostosa” do que ter um amigo que torce por sua felicidade ou ter um amor que te dará valor e ficará ao seu lado? Mas as maiorias das pessoas preferem os cães que comem resto, os porcos que vivem na lama, resto e lama é os sentimentos mesquinhos como a inveja do que tudo que o outro tem e não adianta jogar perolas nessa lama porque esses mesmo porcos não distinguem e as despedaçam; o mesmo é dar coisas santas aos cães, porque eles não entendem e vai despedaçá-las por igual. Não adianta dar as pessoas o que você tem de mais sagrado, se elas são cães raivosos que não vão entender, porque sua natureza é essa, sua natureza é ainda de ter raiva e a dos porcos é de está na lama, porque não sabe tirar eles mesmos o que incomoda, que são as moscas.

Conhecer a si mesmo é a arma central para sermos sábios, não matarmos nossa “Padme” e ir para lado negro dizendo que a culpa era dos “jedis”; mas sempre descobrimos que a culpa de nosso inferno é nossa, nós matamos nossa “Padme” com nosso ódio, ódio gera egoísmo, o egoísmo deixa a Força enfraquecer. Para vermos a luz temos que quebrar as correntes da ignorância, porque se não quebrarmos vamos ver sempre a sobras ilusórias, nunca vamos poder olhar as coisas como elas são; no momento que nos entregamos para o nada, o vácuo gera um imenso buraco negro que sugara todas nossas lembranças e emoções e vai nos pôr em nosso próprio ser. Quando isso acontecer, vamos ver e sentir a Força, vamos a gerar e buracos brancos para viajar em nosso multiverso e controlar as lembranças do nosso passado sem aquilo lhe dominar. Esse mesmo multiverso é um conjunto de vários universos, então, cada ser tem um universo em si e quando ativamos nossos buracos brancos, vamos dizer que ligamos aos outros, damos um pouco de nós e recebemos um pouco, mas somente aquilo que se tornará matéria para formar novos mundos.

Quando falamos se iluminar nem sempre falamos em paz, não temos, porque temos que ter o caos para desenvolver a harmonia. Só há equilíbrio quando nenhum dos lados se sobressai, se desventura do lado do oposto; mas inevitavelmente existe a luz graças a escuridão, existe o som por causa do silêncio e por ai vai. Quantas guerras a Europa passou para ser uma união agora? As pessoas confundem paz com harmonia, não existe paz sem harmonia, pois paz sem harmonia gera passividade e o universo não é passivo, ele é ativo, ele é forte, ele é parte da Força, ele é parte do uno. Nós somos ela em harmonia, porque se juntamos a ela quando passamos por um vácuo existencial; a existência pura do ser em si mesmo, é difícil, mas não impossível. Temos que ver nosso equilíbrio para assim não matarmos nossa “Padme”, que nos dá equilíbrio necessário para encontrarmos a paz e a harmonia, porque a Força é a auto-afirmação do ser em si mesmo e ir além do horizonte, apenas ir ao encontro da energia criadora.

segunda-feira, outubro 08, 2007

Educar ou não

Podemos constatar se não ou há educação hoje? Ou podemos ver muito blá blá blá e nada de ensino efetivo? Eu penso que é difícil definir o que pode ser uma educação efetiva, dentro de vários parâmetros dentro até mesmo, dentro da própria filosofia. Hoje com o mundo moderno, com as exigências que as empresas tem com seus empregados, que aqui no Brasil tentam por “bigas” na era pré-histórica, exigindo o que não se tem num país que o ensino seja primitivo. Mas por que isso ocorre? Dentro de minha opinião, o ensino tem um papel fundamento dentro da democracia contemporânea; muito mais alienante do que qualquer meio de comunicação e pasmem, na area de matemática, o ensino não mudou nada.


Eu penso que a matemática nunca pode ser uma ciencia, não nos moldes de uma verdadeira ciência empírica e sim, uma matéria abstrata e irreal. O modo que tudo isso se realiza mostra, as inverdades que ocorrem dentro de uma mesma matéria, que às vezes, não tem utilidade. Um exemplo é as equações, onde poderemos em nossas vidas usar uma equação? Ou até mesmo, o logaritmo, para que posso utilizar isso? Muito mais do que ensinar temos que analisar sua serventia. Se o sujeito quer aprender algo que contenha logaritmo, que tenha isso no curso que irá fazer na faculdade, não obrigar o sujeito a aprender uma coisa que ele não irá usar em nenhum momento do que escolheu.


O principio do conhecimento é a vivencia, onde o homem aprende sobre o seu meio ambiente e não de forma artificial que nos colocaram como obrigação, inteligência não é sinal de dificuldade. O esforço de se aprender tem que conter na vontade, só aprende se você gostar e quiser, se não quiser será um aprendizado inútil. O conhecimento, pode ser melhor definido como uma habilidade mental que faz do homem um ser que inventa instrumentos para suas necessidades, mas nem sempre essas necessidades são causadas por minhas meras especulações ou realidades que mesmo faço, coisa que a matemática é campeã.


Um sábio disse que não se salva a humanidade com a geometria, parece exagero, mas se pensarmos que desperdiçamos muito o saber, ensinamos que o homem tem que viver envolto a liberdade. Nunca o ser humano esta preso como agora, a ditadura estética que atiça o preconceito, a ditadura do consumo porque para sermos felizes, temos que ter algo da “moda”. Isso infelizmente, começa na escola, a educação de hoje afrouxou a rédeas e infelizmente, não atendeu ao nosso país e sim, ao interesses estrangeiros. Como fazer uma escola que faça que o adolescente aprenda sem querer desperdiçar conhecimento?


O garoto de periferia não quer saber o que levou Pedro Álvares Cabral a descobrir o Brasil ou se Tiradentes foi ou não enforcado, ele não se vê nessas histórias. A mídia fez com que a miséria fosse um “show” de “marketing” para mostrar uma coisa que ao invés de ser sanado, vira um “bode expiatório” para que o jovem pense que fatos da história não interessam, são fatos despresantes que não fazem parte da vida deles. O pensar hoje, não faz parte de nenhum currículo que possa entrar numa empresa dita séria, quanto mais ignorante o funcionário seja, mais pode ser manipulado. Mas o ser humano ao longo da história, vem explorando seu semelhando e hoje, o faz atravez da escola.


Não falo que os jovens não tenham que ir a escola, pois é fundamental é ter o conhecimento, mas não é e nem pode ser só isso o seu papel, mas de formador de um cidadão que fará parte do Estado democrático. O mesmo Estado que o renega e lhe fará muito mais mal do que bem, escraviza vendendo a idéia que o cidadão brasileiro principalmente, tem obrigação de votar, servir o exercito, ter roupas e aderir a moda. O que eu digo, as vezes ou sempre, não pode ser o que eu penso, pois irei ofender.


As coisas não devem ser aprendidas por mera questão política e moral, política, por razões obvias de submissão ideológica, moral; por se tratar uma questão de religiosidade fanática de algumas castas sociais. Questão ética dentro do ensino? Pode ser por questões de própria submissão da escola, o ensino se presta ao papel de pôr o cidadão na condição que tinha que tirar. Como faz isso?


É obvio que numa aula de geografia ninguém vai dizer que o meridiano de Greenwich, esta no centro, por motivos muito mais políticos do que outra coisa. Numa aula de matemática, todos dizem que mexe com seu raciocino, 20% segue uma carreira desse tipo os outros 80% param por causa de matérias não complementares com sua vida. Numa aula de filosofia, como disseram para mim, professores ficam indagando questões que são demasiadamente chatas. Por que não atiçar a inteligência do aluno?


Na história como na história da filosofia, vimos que ensinar o ser humano é uma tarefa muito difícil, mexe com interesses dos poucos que mandam na sociedade, mexe com muito mais coisa que acredita nossa vã filosofia.

terça-feira, setembro 11, 2007

O que é propaganda?

Fico me perguntando o por que eu, um futuro publicitário, ainda não escrevi sobre propaganda? Bem, quero me redimir disso falando um pouco sobre esse assunto que é muito interessante e mostra que muitos dos conceitos que hoje rodeiam a humanidade foram feitos em cima da propaganda.

Primeiro: publicidade é uma palavra de origem publico, que é algo para dizer ou espalhar entre publico que na grande maioria, sempre deve ser levado a conhecer. Segundo: vamos ver propaganda que tem origem do termo latim “propagare”, esse que foi exposto pela igreja para uma melhor propagação para os evangelhos. As duas palavras remontam algo como “propagar ao publico” alguma ideologia, produto ou serviço que tem que ser levado para o grande publico em geral. Em geral, muitas pessoas associam a propaganda aos meios varejistas apenas, ou seja, a propaganda para a maioria só poderá ser feita para a venda de produtos e não é verdade.

A propaganda não é uma coisa nova, é muito antiga e remonta uma história dês das idades antigas, sendo placas de argila encontradas com divulgações de muitas coisas. Mas quem melhor usou a propaganda foi a igreja medieval que queria o domínio de todo mundo e assim o fez em nome dos evangelhos canônicos, fazendo com que as pessoas acreditassem que a salvação seria por eles e no juízo final, poderiam ressuscitar para um mundo melhor sem pecados. Depois de muito tempo de domínio pelo medo e pela crença irracional, foram encontrados vários termos que não encaixavam em algumas falas, ficando como se Cristo tivesse duas personalidades. Sendo assim, a Vulgata foi uma manipulação de vários termos para propagar a fé que ela queria que o povo tivesse, então o termo propagare poderia ser feito sem dizer as verdades; porque se digo as verdades de fato, poderei fazer com que as minhas verdades não sejam aceitas como eu quero; portanto, a propaganda foi associada à enganação, que até hoje, é levado a manipulação tanto ideológica quanto religiosa. Isso será devidamente usado pelos políticos futuramente graças ao comunismo soviético e o nazismo alemão que dará outro enfoque para o termo até então, como medida de atingir a massa, ou seja, a população em geral.

O ministro da propaganda nazista, Joseph Goebbels, dizia que uma mentira contada muitas vezes viraria verdade. Contrariando minha ex-professora de psicologia, mentiras e verdades são reflexos daquilo que aprendemos e são conceitos que formamos daquilo que vemos ou ouvimos; portanto, a televisão e o cinema – quanto divulgador de massas – faz para divulgar as ideologias e os conceitos. Hitler queria atingir a maioria do povo alemão, ele usou o cinema como divulgador de sua ideologia assim propagando ela; uma mentira ideológica que se tornou verdade e que até hoje tem essa maneira política de divulgação de idéias, sendo chamada de populismo. A psicologia hoje tem tratado essa frase como inverdade, mas vamos pensar um pouco, se algumas idéias são manipuladas para nos levar que aquilo é melhor; se o melhor às vezes é relativo, então não existe verdade. Hoje se propaga uma ideologia chamada comunista, sendo que, não pode deixar de ser raciocinada com suas vertentes soviéticas e cubanas. O socialismo soviético após a revolução russa em 1917, teve uma divulgação muito amplamente difundida na massa graças ao Manifesto Comunista de Karl Marx e sua obra; o mundo operário encontra uma solução para seus problemas e o porque que eles eram explorados. Na verdade é uma ideologia não pacifista por visar a revolução da quebra da propriedade privada. Após a morte de Lênin o idealizador de toda a revolução, que não pensem que ele não matou porque ele matou muito, Stalin toma seu lugar e forma uma ideologia sua e que nada o segurou, levando o estado soviético a ascensão até o fim da sua vida. Tanto a ideologia nazista da raça pura (que duvido que tenha pureza e perfeição humana e se um dia tivemos uma raça pura) tanto o comunismo soviético e o cubano (que visa o Estado como regularizador de renda social e propagador de miséria, como um capitalismo estatal), são meias verdades em ideologias propagadas para convencer a massa de suas idéias; mas longe da verdade, eram apenas a suas verdades que contadas muitas vezes viraram verdades absolutas.

Sonhos numa noite de verão, como na obra de Shakespeare, existe um mundo da realidade e outro da fantasia. Essas duas ideologias seguiram num mundo fantasioso dentro da realidade. Realidade que ainda é manipulada por certos setores dentro da ideologia democrática, como a norte – americana e as européias, que visam a liberdade de pensamento. A norte-americana visa liberdade, mas sabemos que muitos discos e livros tanto pela capa quanto os conteúdos, foram censurados. Isso é a prova cabal que mentiras contadas muitas vezes se tornam verdades, como os yanques divulgam as ideologias capitalistas como sendo sinônimos de liberdade, não sendo assim que tudo acontece. Isso se chama trapaça ideológica, ou seja, engana-se um pensamento universal para cobrir-lo de verdades ideológicas que nos querem convencer; criando um véu psíquico que vai idealizar e ser visto como real. Já paramos para penar que o homem indo para a lua, pode ser uma propaganda ideológica que foi contada muitas vezes que se tornou verdade? Assim uma mentira contada muitas vezes se torna verdade, se torna o foco de todo o pensamento, como algo que ao mesmo tempo fica no mundo da fantasia e ao mesmo tempo no mundo da realidade.

Chegamos a ponto de aclamarmos o mito da caverna platônico, que seres humanos acorrentados dês da mais tenra idade, numa caverna onde só há um fogo que seres atrás desse fogo produzem sombras que esses homens pensam ser a realidade. Mas um deles escapa dessas correntes e vai ao encontro da entrada, a luz forte cega o por um tempo, mas ao acostumar a luz vê que aquele mundo onde vivia e aquelas sombras onde via e pensava ser a realidade, só é fantasia dos seres atrás do fogo eterno. As sombras são as fantasias que as ideologias e religiões querem nos por como verdadeiras realidades, mas os sábios que entendem as essências dessas sabem que são apenas sonhos numa noite de verão. Na realidade, junto com o conceito de ideologias que tanto a igreja e os conceitos políticos totalitários na segunda metade do século vinte mostraram, deixou a propaganda capitalista de venda e procura com cara de sombra; como muitas vezes vimos em propagandas de cerveja, criando a idéia de que o sujeito que bebe cerveja é cercado de mulheres bonitas e vive feliz. Mas sabemos muitos bem que isso não é verdade, porque nem toda mulher gosta de cerveja e homem que vive no bar bebendo, além de conter inúmeros pensamentos machistas que mulher não bebe cerveja e que apenas acompanha o homem ao estabelecimento. Um vicio que vai além do químico que remonta o vicio ideológico do pensamento da massa, que fazendo o que muitos fazem vamos ser aceitos como atuantes daquele meio. Não que eu não faço ou bebo, beber uma latinha de vez e nunca tudo bem, mas ser escravo de um habito como foi provado ser um processo social de aceitação, é ser escravo de uma ideologia manifestada como esquecimento de alguma frustração (processo analgésico de não aceitação da realidade), processo de liberdade (não aceitação de regras e deveres com o estado de direito), mostrar que os seus hábitos são os mesmos com que o processo de aceitação precisa ser feito e que é uma pessoa forte (ideologia que mostra uma substancia química dar força a si mesmo, ou seja, algo externo para se acreditar em si mesmo).

A chamada “balada” é apenas uma maneira ideológica que o capitalismo fez para o consumo ser mais aflorado e a industria lucrar, como de bebidas e cigarros e a da camisinhas. A propaganda se prostituiu para melhor servir tanto o campo político quanto o campo capitalista, manipulando o ser humano a tragédia de servir a ideologias que não trazem felicidade, mas um momento feliz. O mesmo, podemos dizer a idéia da liberdade, sendo acreditada como um processo de crescimento do espírito, mas poderíamos perguntar a si mesmos o que seria essa liberdade? Será mesmo que somos condenados a sermos livres tendo que amar, tendo de ler, tendo de pensar, tendo que ver tudo que falam para nós fazemos dentro das ideologias capitalistas? Como um futuro publicitário, tenho pensado que poderei fazer famílias se separarem, posso fazer seres humanos se viciarem porque tenho que convencer eles a consumir, tenho que contar muitas vezes mentiras para elas se tornarem verdades. Porem talvez tenha a habilidade de convencer as pessoas e isso é bom, tornar um publicitário filosofo, uma modalidade nova dentro do mais vasto mundo publicitário.

segunda-feira, agosto 20, 2007

A importância

Outro dia estava conversando com uma amiga muito querida virtual e ela dizia que quando o namorado estava em processo de conquistar ela era romântico, era um grude e ela não gostava muito disso porque ficava meio sufocada e perguntou para mim o que eu achava. Por minha vez sabia que tinha acontecido, no começo sempre nos sentimos inseguros e alguns casos, principalmente homens, quando se conquista se acomoda. Assim, não precisa dizer para a pessoa amada o que sentimos por ela, porque fica meio sensível e na nossa educação machista, todo homem sensível ou vai virar “corno” ou simplesmente é um caso de homossexualismo. Dou minha palavra que sou sensível e pouco me importa o que as pessoas pensam, se amo alguém eu falo quando sinto vontade e não vou ficar escondendo para criar uma imagem de homem “machão” porque meu pai sempre diz, macho é cachorro. O caso é que as pessoas se importam muito com as palavras alheias e pouco fazem por elas mesmas, porque são passivas e deixam as pessoas regerem suas vidas como se elas fossem donas.

E ontem falamos da importância que damos as pessoas que amamos e continuo com a mesma opinião, mas não precisamos demonstrar sempre. Não que não devemos não dizer um “eu te amo”, mas sempre procurar não cobrar atitudes que nós damos por livre escolha, porque queremos sempre agradar a pessoa que amamos. Mas o que é amar? Osho em um dos seus textos diz que sempre quando estamos juntos com alguém queremos dominar, enquanto você esta expondo seus sonhos o outro está arquitetando a dominação e é isso que envolve o problema, não queremos amar por amar, queremos dominar para nos sentir seguros. Tudo envolve a segurança, porque a incerteza nos assusta e nos leva para a escuridão, liberta nossos piores “monstros” e nos consome. O amor fica impuro e todos viramos “Darth Vader”, tentando dominar para sentir essa segurança, dominar é criar seu jeito e moldar e fazer como desejamos. Não demonstramos as vezes porque já está conquistado, mas esquecemos até de olhar a historia, porque Roma antiga se sentia invencível e no entanto caiu graças a dominação bárbara. É o mesmo caso, pensamos que conquistamos o sentimento alheio, mas não cuidamos com que ele dure. E a palavra “amor” ficou desgastada, porque se usou muito pouco como sentimento verdadeiro, porque se confundiu “amor” com paixão e isso levaram muitos a massacrar o verdadeiro sentimento. O amor nunca sofre e se sofre não é amor, o que sofre é paixão que vem da mesma família filológica de paciente.

Eu sempre costumo dizer que eu gosto, porque gostar é se sentir bem vendo aquilo e estando com aquela pessoa, a conversa flui muito mais. Não temos compromisso e ficamos com a pessoa que gostamos se quisermos sem cobrar e sem se sentir ameaçada, porque não se tem um compromisso, pois o importante é o momento que se está. Sempre temos que pensar que o futuro só será construído com nossas escolhas de hoje; pois ele ainda não existe e só irá existir daqui um milésimo se segundo. Eu gosto de uma pessoa, mas não cobro nada, apenas ficamos e somos sempre amigos, pois se gostamos vamos sem cobrança não esquecer do outro. Esquecemos da grande lição de Aristóteles que dizia que o mais importante é a amizade, porque com ela pode sim existir o amor. Paulo de Tarso dizia que sem o amor nada seriamos, mesmo se falássemos todas as línguas do mundo ele se expressa por si só e nada pode deter ele. Tudo pode ou não, mas com o verdadeiro amor sempre vamos quebrar barreiras e sempre vamos ter sonhos, sempre vamos ser o que sempre vamos ser que é a essência de Deus. Nada posso falar de Deus se não houver amor e esse é o erro de algumas religiões, pregar o ódio ao invés do amor e não precisa ter pudor, porque se amamos trocaremos sim energia com a pessoa amada. Muitas religiões orientais, principalmente a indiana, que a troca de energia sexual entre amantes que se amam com a alma, é um ato divino. Os ocidentais não entenderam e começaram liberar o instinto primitivo e como animais ficam usando erradamente essas regras e não participam da essência divina, assim a roda kármica vai sempre rodar em suas vidas, com uma lição a ser trabalhada em nossa vida. Não é castigo, de maneira nenhuma é a lei universal de causa e efeito que rege todo o universo, pois todo ato que fazemos terá sempre a conseqüência equivalente aquele ato. Então, antes de fazemos tal ato, temos sempre que refletir sobre seu ato porque sempre terá conseqüências.

Mas o importante é viver hoje, porque o ontem passou e o amanha não existe, ficando a certeza que se pregarmos sempre sinceridade e amar, sempre vamos receber amor.

domingo, agosto 12, 2007

Falar de minha experiência

Quem pensa que pensadores como eu não tem sentimentos se enganam, pois temos de uma forma muito mais aflorada até. O filosofo inglês David Hume escreveu qual era a sensação de está angustiado, a angustia filosófica é muito maior do que pensamos, porque a sabedoria que temos é muita grande e sabemos das mazelas do mundo. Falar de sentimentos não é nunca fácil, mas para nós amantes do saber, é muito mais. Eu como um admirador dos pensadores de todos os tempos, que podem me dar o que mais preciso como analise do que uma outra pessoa. Não sendo arrogante, mas devo ter minha convicção que devo ter um motivo para ter toda essa bagagem intelectual.

Mas vamos aos fatos que levaram – me a fazer mais uma reflexão. Nesses últimos tempos tenho tido situações que muito me fizeram pensar num modo geral, pois o ser humano como um animal político e social, convive com seus iguais. Fui impedido de estudar graças a atitudes de alguns de não querer aumentar o prestigio de sua universidade, com extrema limitação intelectual, com atitudes sociais que eles gostam de pregar. A tal universidade, Universidade Paulista, pensa ser alguma USP ou PUC ou até mesmo o Mackenzie da vida, mas não é, é apenas uma universidade de periferia que é confundida sempre com as UNIs da vida e como tal poderia ter humildade. Mesmo outras universidades são muito mais respeitadas do que a mesma, gostei de estudar lá, mas não é umas das melhores já que confundem humanas com exatas. Aí analisamos que se uma universidade não pode dar bolsa para uma pessoa com deficiência, não seria um ato de impedimento que o mesmo tenha uma educação como os outros e isso caracterizar como preconceito velado, tanto pela deficiência quanto à condição de pobreza? Mesmo assim foi negociado que poderia pagar com trabalho, ao invés de pagar um salário, iria pagar a mensalidade e pelo que eu sei, não existe pessoas com deficiência trabalhando lá e isso caracteriza o descumprimento da lei que as empresas com mais de 100 funcionários, 5% tem que ser pessoas com deficiência. É uma pena que pessoas desqualificadas recebam alvarás para abrir universidades, pessoas acostumadas com gado que não sabem o que é educação e humildade, respeito pela educação também é uma lição de cidadania e não só cumprimento das determinações do MEC. Às vezes essas coisas fazem refletir muito e cheguei a conclusão que minha vocação é filosofia, amo a sabedoria, amo o bom senso, amo a Comunicação Social; mas não suporto demagogia, é ruim, muito ruim para uma instituição que quer crescer.

Meu irmão que estudou no Mackenzie, mesmo com meu pai trabalhando e não sendo pessoa com deficiência, recebeu bolsa. Ora, educação é isso, aumentar o prestigio da instituição é isso, não propagandas no horário de programas jovens que isso acontece. Ser o “Mix” da educação é destacar benefícios para que isso ocorra, é saber onde ter que abrir mão para uma melhor visão do mercado, isso sim é uma visão inteligente e de futuro. Mas depois de tudo, estou contente, estou numa valiosa lição que a vida me mostra nesse momento, onde se fecha uma janela com certeza se abrira uma porteira.

Outras coisas me fizeram também refletir, me fizeram pensar se realmente é importante deixar a si mesmo por causa das pessoas, das coisas, das instituições. Digo que a vida é o que escolhemos, é nossas escolhas que determinam o que vivemos. Nessas escolhas às vezes esquecemos de nós mesmos, como o estudo, como a essência de nós que lá no fundo é deixada de lado. Esse ultimo namoro fez refletir qual a importância de outra pessoa em nossa vida, porque esquecemos de nós e nos colocamos tanto dependentes do outro, sendo que o mais importante é nós mesmos. As pessoas querem demais de nós, exigem que temos que ser iguais a elas, que todos são iguais pensam iguais e não é assim. Cada pessoa caracteriza seu jeito singularmente, pois isso vale no ambiente onde vive, como foi educada e que grau seu espírito se encontra. Mas não podemos nos doar as coisas tanto, porque podemos esquecer de nós e depois ficarmos sofrendo, pois as outras pessoas podem até entender, mas o sofrimento só nós sentiremos. Doei tanto as pessoas e as coisas que depois fiquei aqui, com meus livros, com meu saber, com minhas lembranças. O que valeu tudo que eu fiz? Experiência? Talvez. Talvez eu tenha aprendido que o mais importante sou eu, que por mais que eu faça, sempre vão exigir mais e te chamar de repressor. O amor é muito mais profundo do que as pessoas dizem, o amor é muito mais do que matéria, muito mais do que um olhar, é muito mais do que um beijo. Podemos amar a pessoa com a alma, podemos amar a pessoa somente por amar pura e simplesmente e a outra pessoa vai sempre ficar ao nosso lado nos amando.

As pessoas perderam o respeito por si mesmas, perderam a característica de ver o lado bom das pessoas e somente vê o lado ruim, isso para nós pensadores é um fardo muito pesado, pois nos caracterizaram como pessoas chatas. Mas somos seres humanos como todos, rimos de piadas, brincamos com os amigos e tudo mais que todos fazem, só que não temos simpatia com o senso comum. Nós como represas de culturas, escritos, de pensamentos e visões singulares, somos pessoas que vimos longe, muito mais do que o horizonte do senso comum.

A linguagem muda conforme o entendimento e o sentimentos das pessoas, seus interesses mudam conforme o entendimento daquela situação. Nós fechamos muito nossa essência para pôr a mascara social, as características que querem que tenhamos para agradar eles, mas não agradamos a nós mesmos. O que somos nós, além do que aprendemos e vivemos? Fico pensando nas formigas que morrem para defender o formigueiro, podem destruir até mesmo colméias inteiras. Mas o ser humano tem o diferencial, elas recebem ordem químicas que não tem escolhas, nós somos racionais e podemos fazer essas escolhas; muitas coisas são condicionadas intencionalmente, não como a formiga que tem que fazer aquilo, nós escolhemos. Quando as primeiras aldeias foram construídas, foi de extrema escolha de melhor adaptação de habitar que poderia beneficiar a evolução social. Assim, como nossos ancestrais, temos escolhas de melhor adaptação para ter uma condição melhor, ter uma vida melhor e assim evoluir. Nossas escolhas tem haver com nossa liberdade, pois não interessa o que os outros façam de nós, mas sim o que nós fazemos com que fazem de nós; liberdade também é o poder de enxergar o obvio, o latente obvio e dizer para si mesmo, “não desista”.