O ator Zé de Abreu disse no X: “Bela bosta. Idiotas não frequentam teatro, não leem livros, não vão a museus. Nuca contamos com gado na plateia. Mesmo porque mugem e atrapalham a peça”
Os iluministas tinham um pensamento que com o conhecimento, todas as pessoas iriam se esclarecer e a paz e o progresso aconteceriam. Então, veio a internet com bits (infinitos bits) de informação e não se teve grandes progressos diante da humanidade. O que estamos vendo é pessoas discutindo os mesmos programas bobos da TV, os políticos que colaboram com suas crenças, pregando as suas religiões (até da fofofauna) etc. Daí a pergunta: o que deu errado? Podemos dizer que o problema das crenças (não só as religiosas) tem a ver muito mais com a indução do que com o sentimento, como colocaram os iluministas. Alguns podem perguntar: “ué, mas na defesa daquilo que você acredita, não está o sentimento?”. A resposta é: sim, mas, por algum discurso, essas crenças foram induzidas dentro do que acredita.
Hume dizia que o problema humano da indução é não perceber diferenciar aquilo que seria bons hábitos dos maus, mesmo o porque, dada a ausência de qualquer diferenciação entre os dois objetivamente. Ou seja, Hume estava dizendo que a indução seria uma inferência contingente e só poderia levar a uma só conclusão que tem apenas certo grau de probabilidade de ser a correta. Poderemos dizer que, algumas conclusões não se garantem como verdadeiras, mas apenas que há uma possibilidade de serem verdadeiras. Poderemos usar como exemplo uma pessoa correndo na rua, você pode pensar que ela pode estar com pressa, mas não há nenhuma garantia que aquilo seja real. O sujeito pode estar fugindo, pode estar fazendo uma corrida, pode estar em seu ritmo normal.
A contingência - aliás, somos seres contingentes - é uma possibilidade de você estar errado. Mas, voltando à “vaca fria”, como dizíamos antigamente, muitas coisas da nossa cultura (ou pseudocultura) vem do fato de esquemas ou alguém querer ganhar dinheiro. Afinal, qual o povo melhor a ser governado, um povo que lê e questiona, ou um povo que se idiotiza e quer ver o outro se ferrar? Prova disso? Em 89 se parou de tocar músicas de rock - mequetrefe, mas era rock - para se popularizar o AXÉ Music e a lambada, que muitos pregam como “fazendo parte da nossa cultura", mas não faz. Assim como veio depois o sertanejo (a maioria de Goiás e Mato Grosso) são culturas locais que deveriam ser respeitadas como tal. Mas, não é uma coisa hegemônica como uma “cultura brasileira”.
Volto a dizer: não estou desdenhando nada, estou mostrando como nossa cultura é induzida por discursos alheios e convencem muito fácil. Não se lê, não se ouve músicas boas, não se sabe ter uma visão crítica. Se gosta porque os outros gostam e quando criticam, a crítica sempre é direcionada por coisas da “moda”. Séries, músicas e filmes podem ser achados facilmente, mas as pessoas querem o mais fácil, ai, sai a merda que saiu no caso da Choquei.
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