terça-feira, maio 07, 2024

Eugenia cínica transvestida de discurso humanista (Hitler venceu?)




“A história ensina que leis fortes, aplicadas de forma ativa, são fundamentais para proteger os direitos – e as vidas – das pessoas vulneráveis, incluindo os portadores de deficiências”| Foto: BigStock
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 <<O importante não é viver, mas viver bem. E viver bem significava, junto com as coisas mais agradáveis ​​da vida, para viver de acordo com seus princípios.>>

Sócrates


Amauri Nolasco Sanches Junior


Nesses dias, eu vi um vídeo do Dr Paulo Liberalesso (neuropediatra e que fala bastante sobre a questão autista) onde ele expôs um problema e uma opinião bastante controversa, sobre o limite da deficiência. Por que o limite da deficiência? Hoje existem leis que em países europeus abordam fetos que têm “tendências” a serem seres humanos com Síndromes de Down, ou outras comorbidades que possam dar a esse ser humano uma deficiência. Muitos depoimentos dentro e fora do mundo virtual mostram que há pessoas que moraram em Portugal, fizeram o exame pré-natal e descobriram tendências de o feto ter essa síndrome ou outras. Mas, não quiseram abordar por causa dos seus princípios que, em muitos casos, tiveram a insistência dos médicos. Daí o Dr Paulo lança uma reflexão bastante interessante, porque para ele a questão da mulher e suas e escolhas e o direito a vida nem estão em jogo e sim, o limite da deficiência e qual a deficiência da vez. E aí ele pergunta: será que nós sabemos realmente o que é a deficiência? Será que uma sociedade sem saber o que é uma deficiência, pode fazer uma escolha?

Se me perguntarem se uma mulher no interior do Brasil (nem das capitais) o que é a deficiência, ela não vai saber o que é deficiência. Primeiro, por causa do mal estudo e a escola fajuta com grades que nada tem de ver com o ensino, depois, deficiência nunca foi uma pauta que desce audiência além do Teleton. Nem a mídia, todas as notícias que envolvem pessoas com deficiência, há uma notinha muito pequena no fundo do jornal. O próprios movimentos de minorias - como LGBTQI+ ou feminista etc - tendem a fechar os olhos com assédios de mulheres com deficiência (onde as feministas não dizem nada), discriminação dos próprios gays que querem o direito de cagar no nosso banheiro porque não querem cagar no banheiro deles. Daí temos que mijar nas calças ou no mictório. Se as próprias minorias não respeitam as pessoas com deficiência, o que dirá os outros membros sociais? 

Mas, a educação europeia é muito superior. Segundo o IA Capilot (Microsoft), no nível superior é de 45% e a idade pré-escolar é de 98% das crianças. Portanto, quando uma pessoa recebe uma notícia que vai ter um filho com alguma síndrome ou outras deficiência, tem várias referências de pesquisar antes de tomar a decisão. E se o médico insiste, tem estudo o bastante para perceber que a questão é política. Diminuindo as deficiências se gastam muito pouco em adaptação e tecnologias que precisamos. Do mesmo modo, as mulheres norte-americanas não são ignorantes e sabem muito bem o que fazem. Dados dizem que as taxas de estudo tendem a ser de mais de 100%. 

Dai começamos a achar que é preconceito e sendo a Alemanha no tempo da Republica de Neymar, um povo leitor e de boa taxa de estudo, tenha eleito o governo nazista. Daí entramos em Platão, porque na obra Teeteto, Sócrates pergunta: “O que é o conhecimento?” e Teeteto repete a frase de Protágoras que diz “o homem é a medida de todas as coisas” que seria um conhecimento subjetivo. Vamos usar Platão e Protágoras nesse caso. A medida de todas as deficiências é o estereótipo que se faz dessas deficiências e não o conhecimento delas, e essas impressões estão também nos médicos que são cientistas (mesmo que se negue isso), e deveria não ter. Ou são mandados a dizer isso, porque não é possível um médico estudar anos e ainda tem impressões subjetivas da deficiência. Como assim? Universidades deveriam dar o conhecimento por conhecimento não impressões subjetivas. 

Dai voltamos a pergunta do Dr Paulo <Será mesmo que realmente sabemos o que seria a deficiência?>, porque conhecer a deficiência e ter uma visão mais positiva delas, se tornam bastante difícil diante de um conhecimento que não tenha. Até acho que pessoas que não queiram por acaso ter filhos com Síndrome de Down (e tem tendência a isso) se esterilizam, pois, vai ter outras tentativas e as outras vão dar a mesma coisa. E aí? Pessoas vão tirar até um perfeitinho? A mim não convence e sim, nesse quesito, Hitler venceu.




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