"Podemos escolher recuar em direção à segurança ou avançar em direção ao crescimento. A opção pelo crescimento tem que ser feita repetidas vezes. E o medo tem que ser superado a cada momento. "
(Abraham Maslow)
Por incrível
que pareça, isso é uma prova. Vejamos:
1- Liberdade
significa o direito de agir segundo seu livre arbítrio de acordo com sua
própria vontade. A liberdade é um
conceito utópico, uma vez questionável se realmente os indivíduos tem a
liberdade que dizem ter, se com a mídia ela realmente existe, ou não. Você concorda com esse raciocínio? Você se
sente livre?
A definição
de liberdade faz uma ligação entre livre arbítrio e a vontade. O ato de agir se
faz com a consciência do indivíduo da liberdade em si mesma, pois ele não
estiver livre para pensar o mundo em sua volta, o "cogito"se faz com
o elemento do "ego". A premissa desencadeia o seu aniquilamento por
si mesmo, pois se ela é um ato de descobrir meios para um objetivo, ela não
pode ser uma utopia (sonho irrealizável). Mesmo com a mídia vigente disseminando
ordens estéticas e ideologias dominantes do senso comum, ainda sim, o sujeito
pode escolher qual a melhor maneira de desenvolver sua vontade. De certo que a
formulação da questão está errada e erro esta do modo apresentado do ato da
vontade que desperta a consciência daquilo que se torna seu objetivo, e se
tornar uma utopia. .
Assim o
aluno responde:
"Não
concordo, até o porque eu nem li! Eu
poderia está em casa agora jogando vídeo game, poderia estar na
praça, na quadra, poderia estar no
computador mexendo no Facebook, mas não, estou preso em uma sala de aula contra
a minha própria vontade, onde um professor de filosofia está dizendo sobre a
liberdade. ..kkkk sério isso? Eu preso contra a minha própria vontade e você
ainda pergunta se ainda me sinto livre?
Quanta ironia!"
Na visão do
menino não há liberdade sem se sentir liberado de sua prova. Uma ironia que foi
irônica ao cinismo do ensino de filosofia, se deseja lógicas, seja professor de
matemática. Temas filosóficos como esse, como liberdade, como um subjetivo
humano e não há uma resposta lógica para isso. Tem a ver com o sentimento, com
o íntimo, com a consciência. Cada consciência opera como condutor para formar
os conceitos de cada objeto. Para mim querer sentar em uma cadeira, por
exemplo, tenho que pegar o que ela significa em meu intimo para o pensamento
virar ato, antes disso não há nenhuma consciência antes desses valores. O Breno,
simplesmente colocou seu ponto de vista que seus valores necessitavam naquele
momento respondendo o que o próprio professor perguntou “você se sente livre?”.
Apenas colocou que não, que não se sentia.
Liberdade não
pode ser tratada como uma teoria e sim, a pratica para o ato de agir conforme
sua vontade, mas a escola fica restringindo o livre pensar. Isso é uma aula de
filosofia, estamos analisando uma questão de liberdade e o professor tem
critérios completamente, arcaicos e fora da proposta da própria filosofia. O filosofar
é ousar sair da sua “mesmice” de pensar por si sair do modo operante de pensar
como a maioria, falar como a maioria, ouvi musicas como a maioria. O professor
erra porque não ousou dar um 10 para o menino, errou porque seu pensamento
atrelado em sua pequenez, não fez o que qualquer filosofo poderia fazer,
pensar.
Amauri Nolasco
Sanches Junior - filosofo, técnico de informática
e publicitário
Um
dia o filosofo Aristóteles escreveu que o Estado era algo natural e
que o homem era um animal politico por natureza, essa é uma
definição lógico de um filosofo que viveu em um outro mundo e num
outro pensamento. Mas o interessante é que o pensamento dele faz jus
a natureza humana mesmo, seja onde for, fazemos politica e fazemos
dessa politica um grande motivo para lutar por uma vida mais ou menos razoável. Quando convencemos a pessoa que amamos a ficar no nosso
lado é uma politica, porque usamos a retórica do amor perfeito e da
satisfação que é ficar ao nosso lado, isso é uma democracia e
isso é o debate maduro (que algumas vezes por nossa cultura ser
infantilizada, homens matam mulheres e mulheres mutilam homens sem
sequer argumentar). Talvez é isso que precisa a politica do Brasil,
ter amadurecimento de podemos discutir as bases do problema
governamental e o porque esse problema apareceu e muito me espanta,
partidos esquerdistas menores ou grandes, não tenham em suas bases o
materialismo histórico marxista.
O
problema que o Brasil começa já como um território provisório,
porque iria ser explorado e não iria ser colonizado. Mas teve que
ser colonizado – de uma forma errada e provisória – por causa do
Pau-Brasil que aqui existia e era uma madeira muito cara para trazer
do oriente a Portugal e talvez, nem foi tanto por causa do tesouro
que só depois foi encontrado. Não temos uma raiz dentro do Brasil
para gostarmos do nosso país e não temos ainda a maturidade politica
para trazer à tona uma discussão ampla, pois os outros países tem esse dialogo e tem muito mais amor a sua pátria porque a maioria foi
forjada no meio da batalha, no meio de lutas incessantes. O Brasil foi
além de um território transitório, foi um território facil e já
havia suborno e ganancia com o qual se dominou o “gigante”. Mesmo Portugal não iria deixar seu território manchado pelo sangue que
seguindo Don Henrique o infante, guerrearam contra os territórios da
Espanha para ter seu próprio país, coisa conquistada é muito
melhor do que coisa dada fácil. Somos herdeiros da tradição portuguesa que até hoje espera seu Dom Sebastião o rei voltar das
cruzadas, mas ele morreu, mas sempre esperamos um “salvador da pátria”.
Então,
somos um povo marcado com essa “esperança” que um dia o Brasil
dará certo e todos os males que nasceram com ele como uma nação
independente – lógico que o nascimento do Brasil se deu no grito
de Dom Pedro nas margens do rio Ipiranga – sejam totalmente
sanados. Mas existem milhares de males que não podem ser
neutralizados por causa da onde crescente de discursos inuteis dentro
de um país já marcado com tanta ignorancia e tanta incultura, essa
fata de “amor” a patria e ainda a onde crescente dessa
“esperança” meio medieval, faz de nós um povo marcado em sermos
manipulados e não sabemos que lado ir. Todo brasileiro é averso a
regras, mas adora ditar elas ao outros. Não é uma coisa mais ou
menos da genetica, mas algo averso já em nossa cultura em seguir até
regras basicas de convivencia e nesse aspecto, vem os assaltos e os
assassinatos que nada mais são do que revolta de não ter aquilo –
igual o conto da maçã maior e menor – ou você fazer algo que
desagrade seu vizinho que é um direito dele não querer e obrigar a
escutar rojões no meio do dia e carros com o som alto. Existem
crianças dormindo, existem idosos repousando e existe vida além do
seu próprio EGO.
Os
ultimos acontecimentos reforçam minha tese que é a falta de amor a
patria e amor ao seu compatriota, faz com que as pessoas terem
aversão as classes sociais. Quando Karl Marx escreveu sua obra, isso
era muito mais evidente e muito mais nitido, porque no século XIX se
tinha muito mais exploração e não havia leis como hoje há, então
não é luta de classes e sim luta de quem vai ter a maçã grande. A
morte do cinegrafista da Band é totalmente uma depravação de uma
guerra politica hoje em todos os setores, como foi a ida para
Portugal de Dom Pedro, como foi a proclamação da Republica, como
foi a quebra do Estado Novo, como foi tomada do poder dos militares,
como foi o Impeachment do Collor e outras coisas mais. É nossa falta
de carinho pelo Brasil que levou aquele trabalhador como todos os
outros, a morrer no seu trabalho e ainda ficarem explorando a morte
de um pobre filho de sua pátria. Não leitor, não sou um reacionário a favor de um governo autoritário, eu sou a favor do termino da
“babaquice” de acharem conspirações onde não tem e é bem
claro nas fotos daquele homem morrendo com a cabeça toda aberta. Sou
uma pessoa com deficiência física numa cadeira de rodas escrevendo
num blog com dois diplomas nas costas, querendo um debate maduro e
sem “babaquice”.
Não
importa que os Black Bloc tenham ligações politicas partidárias –
como o deputado mesmo disse que mesmo sendo inimigos políticos, tem
respeito multou – o problema disso tudo é cultural, as retóricas
sempre são as mesmas como se vivêssemos ainda nos tempos da
escravidão e se você dissesse algo era chicoteado. Não somos mais chicoteados, não somos mais jogados na fogueira e nem vamos ser
comido pelos leões. Temos que ver também que o mundo é esse e
vivemos numa sociedade com leis e isso não podemos negar, pois se ultrapassarmos isso iremos sempre tirar do outro o livre arbítrio porque nos achamos sempre com a maçã menor. Sempre temos que fazer
o nosso caminho para chegarmos a maçã grande, não porque o outro
nos dará essa maçã, mas porque eu descobrir meu próprio caminho
para chegar até ela. O grande problema de nosso país é a cultura
de sempre darmos as maçãs pequenas e ficarmos com as grandes para
nós e quando recebemos as pequenas, sabemos que faríamos a mesma
coisa. Por definição, o ser humano não deixou algumas características primatas, e reage por imitação como todo mamífero.
O
filosofo Aristóteles assim dizia: “(…) quando apertado da lei e
da justiça, é o pior de todos; uma vez que a injustiça armada é a
mais perigosa, e ele é naturalmente equipado com os braços pode
usa-los com inteligencia e bondade, mas para também os piores
objetos (…) por isso que se o ser humano não for excelente, será
o mais perverso e selvagem dos animais, o mais repleto de luxuria e
de gula (…)” . Isso mostra que já na Grécia Antiga, os homens
já sabiam de sua natureza que é feita da cultura por excelência,
uma cultura que respeita o outrem e leva a bondade. Não a bondade
demagoga e cínica de uns, mas a bondade de se fazer valer da vontade
da ação de produzir ela, e seu material primordial é a cultura.
Mas que cultura temos? Uma cultura de animais inculturais? Temos uma
falta de cultura onde que o tem é taxado de chato, insuportável e
que não tem é o cara mais popular, o cara que fala a linguagem do
senso comum. Mas nem sempre isso molda carater e começa na escola
que o cara mais popular nem sempre é o educado, o que respeita, o
que faz sua própria vontade porque faz essa baderna toda escravo dos
outros, é só mais um escravo.
A
escravidão vem dos próprios conceitos que somos expostos por
condições muitas vezes, conflitantes e um pouco criticas. Não
somos um povo que temos uma critica logica que vai muito além dos
conceitos e ideologias que escondem nossos próprios pensamentos,
isso quando, sempre “bajulamos” pessoas que nada farão por nós
a não ser, nós mesmos. Não temos uma cultura de cuidarmos de si e
cuidarmos de nossas tarefas, sempre é culpa dos outros e o dever dos
outros. Como o filosofo Aristóteles mesmo disse, o mesmo braço pode
fazer algo bom para si e para os outros e o braço que pode até
fazer coisas menos nobre por falta de uma cultura de excelência, e a
nobreza de espirito independe de dinheiro ou status e sim, uma
educação com valores bons e que nada tem de fascista ou
reacionário. Quem não pensa como a maioria é expulso da discussão.
Enquanto
isso, enquanto damos margens para essas pessoas prejudicarem os
outros, vamos sendo cada vez mais por pessoas que não querem o bem,
sermos manipulados por ideias e ideologias deturbadas. Ai sim,
Sherehazades e Lobão, Lulas e outro, terão colunas em jornais, e
nós que escrevemos o certo, teremos um blog e olha lá.
Amauri Nolasco Sanches Junior – Publicitário, Técnico de Informática, filosofo e coordenador do movimento Irmandade da Pessoa com Deficiência
Eu
resolvi escrever esse texto para responde o texto do secretaria de
cultura de Itararé Murilo Creto que se diz professor de historia e
outras coisas, escreveu um um texto intitulado “metal sheherazade”
que defende o funk carioca e reduz o heavy metal melódico como esteticamente errado dentro do rock. Eu como um misero publicitário, técnico de informatica e filosofo e rockeiro, não poderia deixar
erros grotescos passar desapercebidos. O filosofo Nietzsche, que foi
tema em uma musica do novo álbum do Black Sabbath, dizia que o
socialismo junto com os “ismo” eram coisa de pessoas fracas,
porque precisavam se apoiar em míseros conceitos para sentirem a
vida. A democracia era algo injusto, porque o cara só recebia um
voto, você era representado por outras pessoas. Por que devemos ser
representados por outras pessoas se não somos crianças?
Deixa
eu explicar para o “molecão” que mesmo eu sendo um “puta” fã
do Guns in Roses eu tenho que admitir que na historia do rock nunca
teve uma banda mais ostentação do que eles. Axl Rose no auge da sua
carreira foi até incriminado de estupro, drogado e batia nas
mulheres com quem casava e então, foi uma péssima escolha para ser
o exemplo de rebeldia, tanto, que nas suas musicas faziam apologia ao
machismo, ao sexismo, as drogas, ao tabagismo e tudo que é mais
podre que uma banda possa ser. Mas muito espanta que um esquerdista
que é a favor da igualdade das mulheres, igualdade das minorias
possa ser a favor de musicas que tratam as mulheres como “femeas”
que somente são feitas para procriar. Numa democracia, até a Rachel
Sheherazade tem todo o direito de expressar ser contra a “expressão
cultural” que anda conquisando até a Globo.
E
daí que a Sheherazade gosta de Iron Maiden? E daí que ela postou
uma musica do Iron Maiden? O Bruce Dickison, vocalista e o principal
compositor da banda, é tambem professor de historia além de
milheres de coisas, leva em suas musicas a historia do mundo em
cultura. As bandas de heavy melódico também levam, porque se você
não sabe do passado não se pode contruir um futuro melhor, como
professor de historia e mestre em Ciências Humanas o Sr Murilo
deveria saber e como professor de historia deveria ler mais Karl
Marx. Deveria de saber que um cidadão com cultura respeita mais o
outro, que enxerga o passado como meio de aprender com os erros e
construir um futuro melhor para si e para o ambiente onde vive. Não
precisa ser mestre em ciencias humanas para saber que um ser humano
educado – sou a favor que educação começa em casa – é o
melhor cidadão que temos no mundo, e sinceramente, prefiro um filho
meu ouvir Iron Maiden do que Valesca Popozuda.
O
fato de James Brown chamar a si de “Sex Machine” não valida o
Funk Carioca como musica, como expressão de qualquer coisa. Enquanto
o Funk Carioca é bem explicido com letras nojentas, o Funk do James
Brown só faz um duplo sentido e não é explicito, não é explicito
(e olha que lá nos EUA, ele era preso toda hora). E já que o
“molecão” disse em contestar em rock, o que ele está defendendo
o senso comum e o gosto da maioria? O que faz um historiador e um
mestre em humanidades defender a barbarie como expressão da bagunça
e desordem cultural, civil e a baixeza de espirito? Como posso
concordar com uma musica que o “moleque” diz que é muito melhor
ser “vida loka” do que conquistar pelos seus próprios méritos?
Democracia se faz com opiniões, do contrario não é diferente do
fascismo, não é diferente do stalinismo e nem do catrismo ou
maoismo. Respeitar o gosto de uma pessoa não é ela se calar sobre o
que está errado e a reporter só deu a sua opinião o que está
errado, o funk carioca faz apologia ao sexo puro, sexo entre animais,
como se fossemos miseros primatas na selva e quando a femea ficasse
no cio, o macho mais forte copularia. Não somos animais, somos seres
racionais e sentimentais, o sentimento de amor não é uma prisão, é
a forma de reforçar que somos o que pensamos ser. Existe vida além
do sexo, existe vida além das coisas maiores da vida, se o rico pode
comprar uma mansão, podemos ser dignos em ter nossa casa, temos que
ter o que podemos ter e o mundo é assim, temos que viver na melhor
forma possível.
Antes
dos direitistas aplaudirem meu texto, não sou a favor de vocês,
porque com a religião cristã e com a moral com que se baseiam,
deixei de fazer muitas coisas. A moral da direita da perfeição não
me deu emprego, não me deu oportunidade de mostrar meu talento como
publicitário, então, foda-se a direita. Sou contra a “babaquice”
de alguns em querer enfiar até o talo coisas que não concordo,
coisas que não são certas, coisas que só numa cabeça “doente”
pode querer “achar” - porque nem ele tem certeza do que esta
dizendo – que uma musica, que quem passou a infancia numa periferia
como eu sabe, parece aquelas musiquinhas que cantavámos quando
criança, infatilidade virou cultura. Uma criança nem sabe o que
canta, um “moleque” de 17 anos sabe o que canta e aos 15 anos já
sabe o que quer. Então, não venham com “churumelas” de querer
dizer que Valesca Popozuda é cultura e é contestação da cultura
vigente de um sistema cruel e que não dá oportunidade a ninguém,
porque só faz apologia ao sexo, é uma musica sexista e pobre de
letra, o resto é conversa de socializar em teorias “doentes” e
sem propósito. Querer um mundo melhor não é ser “babaca” em
concordar com o que está errado, é mostrar o caminho certo e ponto.
Gosto
de Iron Maiden, gosto de Manowar, gosto de Metallica entre muitas
bandas e gosto do Lobão (apesar de não concordar com algumas
colocações dele em indeusar o Olavo de Carvalho) e o Roger do
Ultraje a Rigor. Por que não? As pessoas ainda não entenderam que
as outras pessoas podem e tem todo o direito de dar ou mudar de
opinião, mudar de opinião é a maior certeza de uma mente
consciente e livre de qualquer ideia incultural da humanidade. A
“ditadura” do politicamente correto é a maior ditadura que já
se teve, estamos amarrados em coisas que não concordamos, estamos
amarrados em coisas que não vamos contruir e sim destruir. Não
vamos contruir um ser humano melhor com o funk carioca, porque é a
imagem do ser humano regredido, a imagem do ser humano como meros
“animais” que não aprenderam ainda a respeitar o outro. Tenho
certeza que Nietzsche seria hoje a favor do rock, mas o rock
contestador que não faz a menor ideia de apologias imbecis que nada
tem a ver com o ser humano. Apenas humanos demasiados humanos e
termino com o prefacio do Anticristo:
“Este livro pertence
aos homens mais raros. Talvez nenhum deles sequer esteja vivo. É
possível que se encontrem entre aqueles que compreendem o meu
“Zaratustra”: como eu poderia misturar−me àqueles aos quais se
presta ouvidos atualmente? – Somente os dias vindouros me
pertencem. Alguns homens nascem póstumos.
As condições sob as
quais sou compreendido, sob as quais sou necessariamente compreendido
- conheço−as muito bem. Para suportar minha seriedade, minha
paixão, é necessário possuir uma integridade intelectual levada
aos limites extremos. Estar acostumado a viver no cimo das montanhas
– e ver a imundície política e o nacionalismo abaixo de si. Ter
se tornado indiferente; nunca perguntar se a verdade será útil ou
prejudicial... Possuir uma inclinação – nascida da força –
para questões que ninguém possui coragem de enfrentar; ousadia para
o proibido; predestinação para o labirinto. Uma experiência de
sete solidões.
Ouvidos novos para
música nova. Olhos novos para o mais distante. Uma consciência nova
para verdades que até agora permaneceram mudas. E um desejo de
economia em grande estilo – acumular sua força, seu entusiasmo...
Auto−reverência, amor−próprio, absoluta liberdade para
consigo...
Muito bem! Apenas esses
são meus leitores, meus verdadeiros leitores, meus leitores
predestinados: que importância tem o resto? – O resto é somente a
humanidade. – É preciso tornar−se superior à humanidade em
poder, em grandeza de alma – em desprezo...
Friedrich Nietzsche”
Estou
nas montanhas, se isso é pertencer ao “Metal Sheherazade”, então
sou e não gosto de funk.
Amauri
Nolasco Sanches Junior – Publicitário, Técnico de Informática,
filosofo e coordenador do movimento Irmandade da Pessoa com
Deficiência
O artista espanhol, Luis Quiles, morador de Barcelona e fã de cultura pop e rock, consegue captar as emoções em suas ilustrações críticas e de teor sarcástico.
O
filósofo francês Sartre sempre esteve preocupado com a liberdade,
segundo ele, a existência procede a essência e por isso não haverá
nenhuma criatura metafisica. Só que o físico alemão Einstein disse
que Deus não joga dados, mas claro, ele estava dizendo sobre as leis
da física. Poderíamos também aplica-la no âmbito da liberdade, porque
se somos libertos e estamos num mundo cheio de leis da física, isso
vale e isso é uma lei da física. Mas Sartre não escutou Einstein e
acreditou que somos condenados a sermos livres, ainda acreditou que
Deus jogava dados e refutou que cada jogada ele escolhia um destino nosso, mas cada um tem seu conceito e sua ética/moral. O engraçado
que no fim da sua vida ele se arrepende de adotar sua própria
filosofia em deixar Simone de Beauvoir, sua esposa, livre para ter
seus amantes e ter a liberdade. Talvez não se sentiu seguro de
agradar e satisfazer uma mulher como Simone, bonita, inteligente e
muito, muito mesmo, culta. Mas o que sabemos, amou Sartre e Sartre
amou ela tamém. Toda essa liberdade não é o intuito humano como o
próprio Sartre, com toda obra voltada a ela, concluiu e sim somos
animais que ansiamos de saber e nesse saber exercermos nossa natureza
politica como concluiu Aristóteles a uns 2500 anos.
Tanto
Sartre, quanto Aristóteles – no caso de Aristóteles é um pouco
mais complexo por causa das condições politicas de sua época –
estão dizendo que somos animais racionais e de conhecimento o
bastante para refletir nossas ações e exercer nossa conduta
politica e social. Então, mesmo Sartre não escutando Einstein,
somos condenados a sermos livres e exercemos o livre arbítrio de
escolhermos nossa livre conduta de escolher o que queremos e o que
enxergamos como importante. Aqui no Brasil estão forçando não uma
luta de classes, como Marx e Engels idealizaram, mas existem duas
forças poderosas em todo o universo – dando um ar de Asimov – a
direita leitora da Veja e a esquerda puxadora do saco do Che – não,
não vou colocar o que o Cauê Moura disse. A direita leitora da
Veja, escutadora da Shehazade, olavettes inveterados, estão dizendo
que os “rolezinhos” são uma desculpa para ter arrastões e
badernas funks e tudo mais. A esquerda “chupadora” do Che
Guevara, estão dizendo que haverá mais uma modalidade de Apartheid
e que estamos a beira de uma segregação racial e sócio/econômica.
Aproveitando,
já que disse que somos condenados a sermos livres, queria dizer que
sou anarquista e um verdadeiro anarquista não toma posição nenhuma
e sou radical a ponto de dizer que todos tem direitos e também tem
deveres pela a humanidade. Claro que não sou um GG Allin em passar
coco na cara, não sou adepto de quebrar estabelecimentos
capitalistas sujos e encher minha barriga com lanchinho de fest-foods
da vida. Sou um anarquista que cada um tem o dever de exercer sua
individualidade sem prejudicar e incomodar o outro com ações e
opiniões que não vão ajudar a comunidade, mas sempre exercer meu
direito de dizer e dar a opinião que me cabe dar. Então, não tenho
nenhuma ideologia politica e se algum dia exercer esse meu papel
politico, entrarei num partido menos pior porque aqui não se aceita
candidaturas independentes, só isso. Então, posso chamar um eleitor
que vota no PT de idiota, como chamo também um eleitor que vota no
PSDB de idiota também, porque tem que se votar no candidato e não
na legenda dele. O que ocorre é que as pessoas confundem dar sua
opinião – sou um puta fã do Guns e acho o Axl Rose um chato
babaca e o Slash um pombo – em ser fanatico ideologico para
defender um monte de politico babaca que só quer tomar o seu
dinheiro e exercer a perfeita demagogia res magna. Toda vez que
tiverem duvida sobre minha posição politica, lembre e cantem esse
mantra: “Não sou direitista olavette, não sou esquerdista
chupador de Che Guevara” daí vão lembrar do Ajr Nolasco.
Voltamos
no caso “rolezinho” para falarmos um pouco de liberdade, porque
ando meio intediado o que li por ai. Não creio que nem os ditos
filósofos lembraram de Sartre e de Foucault numa analise muito mais
profunda e um pouco menos parcial, porque tem a ver com esteriótipo
que alguns segmentos contem e tem vários pensamentos ideológicos e
maniacos funcionais que querem separar o mundo como ele é e ter seu
parque temático “família feliz”. Quem nunca ouviu aquela famosa
frase que a tua liberdade termina quando a do outro começa? Todos
tem o direito de fazer o que quiser num país democrático de direito, mas se tem que ter um bom senso para isso acontecer. Levar 600
pessoas num Shopping para fazer pancadão ai é exagero, mas quando
barramos pessoas visando sua classe social, daí é descriminalização. Hoje se barra jovens com chinelos e bermudas, amanhã se barra gays, se barra deficientes e se barra todo tipo de
pessoas que querem ir aonde bem desejarem. Lógico que isso nada tem
a ver com posição de classes, isso tem a ver com bom senso das duas
partes. Não se pode fazer um pancadão no estacionamento do shopping
porque as outras pessoas querem parar o carro lá sossegadas, seja um
Ford Sport ou um chevettola, não importa se é de classe média ou
de classe pobre, querem sossego. Queria ver se esses que defendem
isso se não vão esconder suas carteiras e apertar forte a mão de
sua companheira e orar – sim, nessas horas os ateus esquerdistas
lembram até de orar – para um “rolezóide” não roubar sua
carteira. Isso é natural e ninguém ainda será condenado por isso.
O
medo é uma defesa primata onde nossos antepassados ficavam em alerta
do perigo, sendo animais ferozes, sendo tribos inimigas querendo o
território. Querendo ou não, somos biologicamente animais
territoriais e sempre vamos demarcar os lugares, então, nada tem a
ver com classes de ricos ou pobres, seria como se invadissem o
território do outro. Só que construímos culturas e ideologias e nos
baseamos em conhecimento, com esse conhecimento exercemos ou não
nossos diretos. Somos animais racionais e devemos ir além desse medo
primordial que nada mais é – isso não é exagero – alimentado
por ideias de dominação ideológicas, não existe bem ou mal, não
existe direita e esquerda, existe um caminho a escolher e as
conseguencias desse caminho são só suas. O mesmo é ir no Shopping
com o sem os meninos do “rolezinhos” estão sujeitos a essas
coisas e os meninos, pela meia duzia de ladrões e vândalos, vão
enfrentar a policia, simples assim. Temos que “bancar” nossas
escolhas e assumimos os riscos que essas escolhas estão sujeitos a
trazer. Como o próprio Sartre diz, o inferno sempre é do outro,
porque o ser humano quer culpar algo ou alguém sempre por causa do
seu fracasso. Eu estou cheio de exemplos na minha vida que sempre me
culparam pelo fracasso de movimentos, pelo fracasso amoroso, pelo
fracasso existencial que cada pessoa deveria avaliar. Sartre diz que
a existência deve ser sempre feita por escolhas e essas escolhas são
resumidas dentro do nosso pensamento ético e pensamento moral nosso e
não do outro, primeiro temos que nos encontrar como ente que existe –
não vê como Descartes, mas enxerga que devemos sim perceber nossa existência – e depois perceber o mundo a nossa volta como aspecto
de nossa realidade. Você pode pagar champanhe, pode pagar um tênis
bom, mas não encontrar em si seu verdadeiro eu
e
se fechar para o mundo como se tivesse trancado no Matrix. Aliás,
muito bem lembrado, no filme existia o Cypher que queria voltar para
a Matrix porque via sua vida vazia e sem propósito. Quantas pessoas
vivem sem propósito? Numa única frase, Sartre diz “a existência
procede a essência” porque antes de pensarmos temos que sentir e
perceber a nossa existência e assim exercer a liberdade.
Outro
filosofo francês Foucault, iria dizer que há um discurso do poder
que identifica quem é normal (dentro dos padrões relevantes da
sociedade) e o que não é padrão (o que não é relevante a
sociedade). Os adeptos do “rolezinho” tem os estereotipo de
menino de periferia que quer roubar as lojas e assustar quem quer se
esconder dentro de um outro mundo – funkeiro existe todo santo dia
na TV com aqueles programas chinfrin da tarde – porque é esse
mundo que vivemos, não existe outro. O que ocorre é que há um
padrão a ser seguido, há um padrão que as pessoas montaram em uma
ideia social, que é agradável de ver e de achar bonito. Eu como
pessoa com deficiência sei como é as pessoas te olharem e olharem
sua companheira e as pessoas fazerem cara de nojo porque estamos se
beijando, isso é hitleriano e posso dizer, a grande maioria pensa
igual os nazistas, ponto. Mas também a esquerda estereotipada, só
fica com o discurso de discriminação racial e tudo mais, não
interessa se é negro, branco, pardo, querendo ou não, estamos numa
sociedade e temos o dever de respeitar o direito do outro.
Essas palavras
foram referidas pelo “filosofo” Olavo de Carvalho em seu perfil
do Facebook:
Perguntar
se um computador pode pensar é tão idiota quanto perguntar se um
ábaco pode fazer contas ou se um lápis pode escrever. Todo
instrumento faz aquilo que foi construído para fazer, com a condição
de que um ser humano o construa e coloque em ação. Mas pior ainda é
perguntar se um computador pode pensar MELHOR do que nós. Se
pensasse pior, seria melhor não usá-lo. Os computadores pensam
melhor que nós pela mesma razão que os carros são mais velozes que
nós e que é melhor pregar um prego com um martelo do que com o
dedo. Ninguém jamais construiu um equipamento para fazer o que quer
que fosse pior do que fazia sem ele.
O
computador pensa e essa não é uma pergunta idiota como Olavo de
Carvalho diz, erra, erra feio porque não fez o que Nietzsche disse
que temos que filosofar como filólogos, porque temos saber a origem
do termo usado. O computador pensa porque ele tem a instrução, o
ábaco também, mas faz de uma forma mecânica porque não julga a
informação que recebe, porque não reflete. A consciência é feita
a partir do refletir, nosso cérebro reflete por causa do nosso
julgar, nossa maneira sentimental/espiritual que nos remete a
questionar o porque daquilo, o computador não faz isso. Pensar é
mecânico, o refletir é a consciência.
No
dicionario Aulete, o pensar é um sinônimo de refletir, mas não se
enganem. Por exemplo, uma calculadora não precisa saber o que é o 1
da operação e se esse 1 é um numero de algum objeto, ela
mecanicamente faz a operação e pronto. Mas existe o algoritmo que
dará o comando para esse e outros cálculos, cálculos esses que são comandos automáticos. Só que também somos levados a comandos
lógicos que são os algoritmos, por exemplo, se quero escrever esse
texto, tenho que ligar o computador, ligar o programa de texto e só
depois escrevo minhas ideias. Até o ligar o redator de texto foi uma
atitude automática, mas a partir que estou escrevendo o texto já
não é mais uma atitude automática e sim um julgamento das ideias
que li e refletir sobre essas ideias. Por que isso? Um calculo é uma
informação que damos a calculadora e ela retorna com o resultado, o
resultado é a resposta e é outra informação que é automática. O
nosso cérebro depende de vários comandos para enxergar qualquer tipo
de reação, se pegamos uma bola, temos que saber que aquela bola é
real. A informação que vem de alguém não é o bastante – há
pessoas que vão pegar porque “pensam” que a pessoa lhe dá essa
informação de boa fé – mas o refletir e o julgamento lógico,
vai explorar as possibilidade e vai fazer as escolhas.
A
diferença é essa, não é pensar de modo automático, pensar de
modo a fazer escolhas e perceber a existência do agente pensante. Não
importa muito se o passarinho que estou vendo na minha janela voando
existe ou não, ele está voando envolta de um abacateiro por causa
da chuva, essa realidade pode ser uma ilusão, mas eu fiz a escolha
de olhar o passarinho e olhar seu voou. Um computador com uma câmera acoplada, pode analisar e fazer uma analise digital da mesma
realidade, mas essa analise é automática e não tem uma analise
mais de escolha e liberdade. O cogito
cartesiano
não é automático como muitos dizem, mas ele reflete sobre meu
existir, porque eu percebo a mim como uma unidade dentro dessa
realidade, não é só uma analise automática da mesma. Essa é a
questão, fazemos uma leitura da realidade graças a adaptação que
o nosso cérebro nos faz dessa realidade. Eu vejo a realidade conforme
meu consciente é melhor adaptado – para mim o consciente é a
mascara social e o inconsciente é os nossos desejos reprimidos por
essa máscara social que Jung diz ser nossa sombra – e essa
adaptação faz o ser humano ver a realidade que somos condicionados,
porque eu admiro a visão do passarinho voando envolta do abacateiro
porque aprendi que aquela visão é bela, é um julgamento a partir
de conceitos que fui exposto.
Temos
também um pensar mecânico e muitas vezes não reflexivo, mas o que
nos difere é tomar em si as escolhas que façamos nossas realidade.
Mas podemos também não achar que o passarinho voando envolta do
abacateiro bonito, posso achar esse momento não prazeroso e até
chato. Daí fiz a reflexão que aquele momento não serviria para meu
desejo de sentir algum prazer, alguma beleza. Essa é a diferença,
as escolhas que fazemos que fazem de nós seres que racionamos, seres
que podemos escolher a partir de nossos conceitos, crenças,
ideologias e etc, porque foi assim que nossa mente se adaptou a
realidade no qual vivemos. Nós temos cultura, nós construirmos
conceitos morais, nós programamos e damos ordens aos computadores.
Talvez esse é o paradigma, o computador pode fazer cálculos, pode
obedecer ordens, mas não pode escolher e ter essa escolha uma reação
sentimental, uma reação até espiritual que fazem de nós, seres
que interagimos com o ambiente. Mas ao fazer certas operações, ele
pensa e pensar tem um caminho lógico que refaz uma trajetória de
caminhos a um fim, esse fim é o efeito dessa causa. Mas de maneira
nenhuma – não ainda nessa 4º geração que ainda estamos
engatinhando na informática – os computadores não fazem escolhas
no intuito de refletir a essas tarefas, não há uma reflexão com o
melhor caminho a faze-la.
O
que o Olavo nos colocou na verdade – como sempre sem perceber – é
um paradoxo que muitos já o colocaram em pauta. Será que o
computador com seu software, poderá algum dia pensar? Se trilharmos
o caminho cartesiano do cogito então chegaremos ao impasse
que o computador não percebe sua existência e portanto não pensa,
mas – porque nessas horas sempre tem um “mas” - o computador
pode trilhar caminhos lógico sem ter um “duende” para mostrar a
ele a cada operação que ele tiver que fazer dentro do seu gabinete.
O software tem milhões de linhas algorítmicas que vão fazer ele
saber o caminho daquela tarefa, se isso não for um argumento sustentável, não saberei dizer o que é, porque assim desse modo,
ele pensa e faz as suas tarefas. Mas o que o Olavo talvez se
confundiu foi em torno na consciência, em torno da liberdade de
escolha, em torna da capacidade de escolher o melhor caminho. Como
sei programação, sei que um bom programador pode sim fazer muitos
caminhos para uma mesma tarefa. E ai ficamos como? Se o computador
tem vários caminhos a trilhar para fazer aquela tarefa, então, ele
pode ser programado para fazer essa escolha; existe até algoritmos
que a variável pode ser escolhida em duas tarefas, mas que sempre
haverá uma linha mostrando como fazer isso. Assim o computador
pensa, faz a tarefa, só que ele não discute sobre essa tarefa.
A
reflexão que estou querendo expor, começa com essa discussão,
discuti qual o papel util dessa tarefa e isso que faz uma
consciência, ela julga o papel real e produtivo dessa e de outras
tarefas. Por que que 1+1=2? Qual é o valor de b e por que devo dar
valor ao b? Por que que existe o ângulo reto se posso fazer curvas?
Como o Olavo mesmo disse, um carro é mais veloz que o ser humano e
isso é obvio e essa tecnologia construirmos para melhor nos servir
para carregar objetos e nos carregar com maior conforto e é mais
veloz porque implica em ter mais energia. Espera ai! O carro anda
mais rapido que um ser humano porque contem mais energia? Sim e não
é só isso, porque um leopardo pode atigir até 80 km h e ser um
animal, existe o fator energia e aderência que o sr poderia ter
estudado antes de falar bobagem. Um leopardo pode andar 80 km porque
ele tem patas dianteiras que dão o impulso necessário e energia o
bastante para impulsionar essa força e andar até 80 km h. Um carro
tem um motor que contém energia de combustão de maior proporção
que é medida por cavalos – graças as carruagens que eram puxadas
por cavalos e continha energia animal – que dará maior impulso na
hora de andar no trajeto escolhido. O carro e nem o leopardo é
superior ou inferior, eles são a medida que acumulam energia centrípeta o bastante para ter energia de manter a velocidade
inercial para alcançar o objetivo. O ser humano talvez não tenha
energia o suficiente para manter essa velocidade – teríamos que
acumular enormes estoques de carboidratos e teríamos que andar em
quatro patas para acelerar e colocar essa energia somente para ter
essa velocidade para caça ou outro fim – mas essa energia é usada
para inventar e construir formas artificiais que nos dão essa
velocidade para alcançarmos esse fim. A criatividade nos faz os
únicos animais que fazem instrumentos para esse fim, para adaptarmos
e irmos a grandes distancias. Será que essa diferença é na parte
da criatividade?
A
criatividade faz a diferença e foi graças a ela que saímos da
caverna, criamos culturas e instrumentos para melhor vivemos. Isso
ninguém vai negar e isso talvez faça diferença entre o pensar do
computador e o nosso pensar, porque ele não cria nenhum meio para
fazer algo que difere daquilo que ele foi programado a fazer. Os
meios produtivos, seja qual for, foram inventados para melhor nos
alimentar, melhor nos carregar, melhor nos fazer as nossas
necessidades. O computador e seu software só é mais um instrumento
dessa criatividade que, talvez, poderá fazer escolhas e poderá
criar outros cérebros artificiais. Mas não quer dizer que ele hoje
não pense, só não refrete ou crie, e isso só nós temos o poder.
Vendo
o video do Pirulla – recomendo bastante – sobre o incidente entre
o filósofo Paulo Ghiraldelli Jr (tenho minhas duvidas ele como
professor) e a jornalista ancôra do SBT Rachel Shaherazade, me fez
refletir muito sobre o que ele (o Pirulla) falou em polarizar a
politica aqui no Brasil. Entre esquerda e direita os simpatizantes
escolhem um lado e adotam um discurso para defender esse lado, como
times de futebol que exigem torcida (apesar que com torcida ou não,
o time que tem que ganhar, irá ganhar de qualquer jeito). Esse o
problema do Brasil e seu povo, futebolizaram (inventei um termo) tudo
até a politica que nada mais é do que o extremo da mesma moeda.
Claro
que todos acompanharam a polêmica que foi o post do Ghiraldelli
dizendo que a Sheherazade tinha que ser estuprada e num outro post,
que ela abraça-se um tamanduá. No topo da polêmica não quis
escrever sobre porque é desnecessario escrever sobre na mesma época,
mesmo o porque, milhões escreveram e disseram “bobagens” e mais
“bobagens” sem a menor noção do que estavam dizendo. Ano
passado escrevi sobre a Lya Luft em meu blog Ser um Deficiente, onde
denuncio que não há esquerda e nem direita, mas que temos que nos
ater a fato em si. O que ocorre é que rotularam o Ghiraldelli de
esquerda e a Sheherazade de direita e fica uma batalha entre as
forças da luz e as forças das trevas. Ghiraldelli postou isso
porque todo cara de esquerda é violênto e que apóia estuprador –
sendo eu anarquista, acredito que entro nesse balaio – só que
independente dele ser de esquerda (inúmeras vezes ele mesmo disse
que não acredita mais em ser de esquerda ou direita) ele é
idependente se acredita ou não nessas ideologias. Ele é livre e ele
é um ente exclusivo, então, ele pensa e tem sua opinião
independente dele ser ou não de esquerda, ou da direita, ou sendo
budista, ou sendo católico, ou sendo evangélico, ou sendo
mulçumano, ou sendo até um mendigo. Ele é Paulo e vai continuar
Paulo independente se a esquerda ou não existir, ponto. Temos que
aprender a julgar a ação do indivíduo e não se é ou não de
ideologias, religiões e afins. Depois o Paulo tem um histórico
longo onde há xingamentos, estupides e até, bloqueamento do
Facebook, eu e meu irmão que o diga, se discordamos dele ele nos
bloqueia ou exclui. Então, o desbanalizar dele e doutrinar sua ideia
a todo custo como um religioso medieval, se precisar dar uma
chibatada tenha certeza que ele dará verbalmente.
Rachel
Sheherazade é jornalista e tem opiniões que não agradam a maioria
– isso os esquerdistas atribuem ao patrão, o sr Abravanel – e
assim sendo, ela entra na turminha da direita que quer dominar o
mundo e escravizar o ser humano a com seus pézinhos, amassar as uvas
para fazerem seus champanhes e vinhos caros. O capitalista usa a
dominação de massa da propaganda para enganar e escravizar o ser
humano a comprar o que não precisa – o desejo é inerente ao ser
humano – mas a maioria tem o seu computador, assiste a novela
favorita, assiste especial do Roberto Carlos, joga Candy Crush saga e
é contra o lanchinho do McDonald. Sheherazade é o protótipo do
velho medo que o comunismo dominará o mundo e escravizará o ser
humano a comer criancinha – igual o lanchinho do MacDonald – e
teremos um tipo de cadeira de rodas para escolher porque os “outros”
tem o direito de ter cadeira de rodas também. Ou não leram Karl
Marx, ou estão tirando uma da minha cara.
A
polaridade na politica sempre dará dois extremos e isso é uma
herança muito mal paga da politica e cultura iluminista, onde se
você acredita em Deus é um teísta, se não acredita é um ateu. Se
você acredita num progresso e que o desenvolvimento tecnológico trará beneficios a humanidade então acabamos de entrar para o
direita club, com direito a ser xingado e dizer que é uma
contradição um ser humano vivendo no meio da periferia, pobre,
sendo manipulado pela midia e se tornando um escravo capitalista.
Utopias sempre houveram e sempre haverá de ter e quem sabe de
história, sabe que sem esses 10% a sociedade nem teria o que comer
porque não haveria trabalho nenhum. Fato. Se isso é exloraçao ou
não, devemos analisar em uma outra ótica e numa outra perspectiva –
colocar Thomas Hobbes como um direitista e a favor da monarquia,
coloca alguns empecilhos para uma analise mais aprofundada da
sociedade e seu contrato social – onde há as pessoas que contratam
o trabalho e aqueles que vendem o trabalho. O brasileiro num modo
geral, aiinda não entendeu que ele vende o trabalho e é de acordo
do que ele sabe, o que ele estuda, não cai do céu. Mas, enquanto
não aceitarmos o fato que somos animais sociais e de alguma maneira
precisamos nos manter para sobreviver e não tem nada de errado em
ganhar dinheiro – como no caso do “rei do camarote” - vai ficar
dificil e não chegaremos em um momento propicio para esse tipo de
discussão.
O
problema maior é com quem estudou, porque quem estudou já tem
dentro de si uma especie de “couraça” ideológica, vimos muito
isso em nossos intelectuais. Dos que podemos pegar como exemplo –
não irei pegar nem o Paulo Ghiraldelli e nem o Olavo de Carvalho por
motivos óbvios – o Leonardo Sakamoto que visivelmente é um
jornalista e de esquerda e o Reinaldo de Azevedo como de direita.
Ambos tem discursos inflamados sobre suas posições, mas por
incrivel que pareça, sem conteúdo nenhum, sem um aprofundamento sobre o que está falando. O Sakamoto acredita em um mundo cor de
rosa, mas não discute como é que vamos pintar esse mundo e o porque
do rosa, já o Reinaldo de Azevedo, não trabalha muito bem a questão
de ser contra o PT e seus aliados, fica um discurso vazio. Na verdade
quando defendemos a não matança de bandidos por eles serem seres
humanos, ou a superlotação dos presídios por falta de verba ou
outras questões afins, temos que defender uma posição sem exageros
e sem sermos desonesto intelectualmente. Fica vazio o Sakamoto dizer
que é contra a frase “tá com dó? Leva pra casa!” e não
trabalhar a ideia em argumento, mesmo é o Reinaldo de Azevedo ficar
postando textos imuteis que só dizem que o governo é currupto, isso
já sabemos.
Esse
é o problema da polerização politica, dão brechas para
ghiraldellis da vida ou sheherazades da vida, ficarem com esses
discursos vazios e sem propósito nenhum. Esse é o problema no
Brasil, muito estudioso e pouco entendido, porque se não entendemos
aquela situação não vamos saber expor o que pensamos. Somos um
povo muito no “maria-vai-com-as-outras” e muito poucos, poucos
mesmo, tem opinião própria e podem expressar essa opinião que
muitas vezes são chamados de “reacionários”. Não existe
direita e nem esquerda, porque não existe uma fidelidade ideológica,
uma fidelidade das suas origens. Tanto um empresário pode ser de um
partido de esquerda, quanto um sindicalista ter uma posição de
direita, não há um consenso quando não temos regras definidas
dentro do nosso conceito. Realmente, pouco me importa que o Paulo
Ghiraldelli seja da velha esquerda, eu analiso o ato dele dizer que
uma mulher merece ser estuprada em si. Como todos seus conceitos
“machistas” de uma educação pobre de componentes analiticos e
criticos, vejo que mesmo ele lendo Platão, Aristóteles entre outros
grandes pensadores, não deixou o senso comum do homem do interior
que foi educado como todo brasileiro o foi, mulher é um objeto do
desejo e só pode expor suas ideias quando é a mesma do homem, senão
merece apanhar e ser estuprada. Tanto é que quando uma mulher nega a
investida de um homem ela é chamada de vagabunda,
sendo se ela não deu nenhum beijo ou outas coisas com esse homem,
por ele se achar sinhorzinho
graças
a sua mãe, ela é uma mulher qualquer. Por outro lado vendo como o
Paulo se comporta a cada discussão, ele realmente fica preso no
conceito de professor e aluno e solta essas baboseiras para impor sua
opinião.
Já
a Rachel Sheherazade é a combatente fervorosa contra os “maus”
comunistas que querem dominar o mundo – lógico que tem a ideologia
do canal onde trabalha, mas para mim não é um fator determinante –
onde muitas de suas opiniões são tão contra o senso comum que ela
mexe com o ódio humano. Enquanto todos eram contra o Pr Feliciano,
Rachel disse que ele tem o direito de se expressar sem se incomodar
com as criticas que isso iriam trazer, isso não foi com certeza uma
opinião do “patrão”, já que ele é judeu. Mas o fato é que
nada pode ser analisado sem antes temos pesquisado sobre, podemos ser
injusto com alguém, mesmo o porque, não sabemos como alguém pensa
de fato. Não estamos isentos de conceitos e opiniões, mas devemos
analisar por si mesmo e não porque o outro nos disse. Tanto na
politica, quanto na democracia, nós temos escolhas a seguir e elas são determinantes para construir um conceito, uma linha de
pensamento que pode mudar ou não, depende onde chegaremos com esse
conceito. A liberdade é muito mais do que conceitos do senso comum.
O
“professor” Ghiraldelli esqueceu de duas grandes lições da
filosofia, a de Sócrates de Atenas que disse “quando um não quer,
dois não briga” e outro é do grande Aristóteles que dizia que
temos que ponderá tudo. A filosofia é ousar, mas também, é
respeitar o outro.
“Adoremos
o Senhor Shiva (Quem possui três olhos), quem é sagrado e nutre
todos os seres. Do mesmo modo como um pepino maduro se solta do ramo
que está ligado tão logo amadureça, que sejamos liberados da morte
(do corpo mortal), nos sendo concedido a realização da natureza
imortal”.
No
panteão hindu Shiva é o deus da criação e da destruição, ou
seja, conforme sua dança ele pode destruir e ao mesmo tempo criar.
Um dia ele senta no alto de uma montanha (dizem ser o Himalaia),
meditou por horas, dias e até séculos sem nenhuma reação, assim
os deuses queriam que ele acorda-se, então mandou Pavarti acordar
o grande deus e ele ao acordar, dançou a musica da harmonia e da
união.
O
terceiro olho é o olho da clarividência, o olho que tudo vê. E
quando saímos dessa visão ordinária que só enxerga a realidade
aparente, quando isso acontece, é como amadurecemos e cairmos do pé.
O pé – nossa planta ilusória - é onde ficamos onde estamos
desenvolvendo, então um dia nos soltamos dessa realidade ou desse
pé. Esse caule que somos presos, são os conceitos morais que a
sociedade como uma ilusão, tem como verdades absolutas. As verdades
que achamos ter desse mundo aparente, é parte de uma “programação”
maior. O engraçado é que só vi isso quando compreendi os códigos
binários e os algoritmos computacionais, dai nós compreendemos o
mundo do filme Matrix.
Os
mesmos hindus chamam tudo que existe de MAYA, ou seja, um prédio de
apartamento, por exemplo, existe e pode perfeitamente deixar de
existir, segundo o tempo que nada mais é, do que nossa própria
visão. Segundo muitas teorias e é um fato, que o tempo é uma
ilusão por ser um pensamento condicionado num ESTADO controlado pela
indústria capitalista, seja estatal ou privada. Mas estamos falando
do intimo humano em querer sempre evoluir, porque é o que o mantra
trás, o elo entre o corpo corruptível (biológico) e o corpo
incorruptível (espiritual). Shiva representa o mundo e a criação
da matéria que podemos chamar de linguagem, códigos contidos nas
simples moléculas, Pavarti representa a alma, o sopro divino que
está contida no escopo real e único. Mas estamos falando em um
estado sutil, quando enxergamos nosso lado intimo, conhecemos nossa
natureza do ser. Seria o suprafísica platônico? O “Mundo das
Idéias”? O que sabemos que graças ao amor entre Pavarti (o lado
feminino é a alma “Cogito”) e Shiva ( o lado masculino é o lado
corporal “extensa”), segundo o hinduísmo, a realidade como
conhecemos existe. Isso não difere muito com o amor de Deus cristão.
Então
podemos dizer que tudo gira em torno do verbo,
porque tem a ver com a linguagem infinita do universo e todos seus
códigos, todas as suas matérias, todas as suas maneiras de produzir
algo. O universo foi criado na linguagem indefinita e dai por diante,
evolui como se alto programasse para algo sutil, algo de evolução e
termos por nós, ainda desconhecidos. Mas o que seria essas
linguagens? Sabedorias milenares sempre disseram que tudo era apenas
nosso pensamento, os filósofos que se apegaram a essa maneira de
pensar, disseram que a realidade era muito mais profunda e sua
essência. Não está no evangelho de João que só havia o verbo
e
dele se fez carne? Essa “carne” nada mais é – a mesma que
Jesus tomou como corpo encarnado e muitos outros avatares – do que
carbono e outros minérios que as estrelas produziram graças as
supernovas (explosões). A sabedoria bíblica já dizia que “...do
pó vieste, do pó voltaste!”, porque viemos do pó produzido pelas
estrelas e delas somos filhos; porque essas explosões criaram até
mesmo os elementos para a Terra ser um planeta solido e nelas, foram
produzidas todos os gazes e substancias. Essas explosões foram fruto
de estrelas muitos grandes que não poderiam se estabilizar por causa
da sua gravidade, sucumbiram em muitas explosões criando corpos
(sistemas planetários) menores e menos densos. Os físicos não
entenderam que as alegorias bíblicas e de muitos livros sagrados,
são apenas aspectos diferentes dessas pesquisas e desses achados.
Pitágoras sempre disse duas coisas que se confirmaram, uma é que
todo universo é matemática e que a realidade nada mais era do que
vibrações de cordas.
O
universo matemático é fácil de ver porque em nossa frente pode ser
comprovado, porque existe dentro da natureza, formas geométricas e
números matemáticos certos que se for mais ou menos, alterara toda
uma estrutura. A água, por exemplo, tem dois átomos de hidrogênio e
um átomo de oxigênio, se isso não tiver os números exatos, não
será agua. A natureza da água é em essência esse numero exato de
elementos, isso é a formação química da agua, se ela tiver 3
átomos de hidrogênio não será agua, se tiver 1 átomo, não será
formada a água. Os números dos elementos podem ser classificados
como sendo exatos, senão não há o processo químico e físico
necessário para tal. A realidade depende dos números e eles estão
contidos dentro de cada átomo que formam toda a realidade. O
problema é que os gregos entendiam a matemática como sistemas
geométricos e não como entendemos hoje – que veio dos árabes que
trouxeram obras que restaram da biblioteca de Alexandria – mas
sistemas complexos de planos, pontos e linhas. Não é atoa que
aprendemos na escola a teorema de Pitágoras que é em qualquer
triangulo retângulo, o quadrado do cumprimento da hipotenusa é
igual ao cumprimento dos catetos, ou seja, por definição, a
hipotenusa é o lado oposto ao ângulo reto, e os catetos são os
dois lados que os formam. Não é isso que podemos ver em toda a
natureza? Formas geométricas constroem toda a realidade e fazem
dessa realidade algo palpável, algo que possamos ver as formas. Não
é a toa que o 3 é considerado em muitas religiões como a trindade
divina. No hinduísmo, temos os três olhos de Shiva, mas no terceiro
olho que forma a realidade, o universo que conhecemos – no
cristianismo existe a santa trindade que é pai,
filho e espirito santo –
sendo que no budismo, existe as três camadas e estamos na terceira
dimensão. Catetos nada mais são, do que ângulos retos em um
triangulo retângulo que chegará no cume sempre em linha reta,
medido pela hipotenusa e chegando num ponto comum. Se voltarmos a
agua temos o 3 novamente, como dois átomos de hidrogênio (h2) e um
átomo de oxigênio (O). O 3 em muitas culturas é um numero sagrado
e muito mais complexo do que se pensa, porque até nosso corpo tem 3
bases: cabeça, tronco e membros.
Os
gregos antigos tinham muito em sua cultura a harmonia como um bem a
ser alcançado, tanto que as religiões órficas pregavam a harmonia
como sinônimo de perfeição onde Pitágoras herda. Ele dizia –
muitos irão dizer que na verdade não temos como saber se essas
afirmações eram mesmo dele ou de seus discípulos – que tudo que
existe está vibrando como as cordas de uma citara (eram instrumentos
musicais parecidos com os alaúdes) e hoje, existe a teoria das
cordas. Quando ouvimos as musicas existem tons fortes e tons fracos,
por exemplo, o rock existe uma batida forte e três batidas fracas
que determina a harmonia do conjunto entre a melodia e a letra, sem
isso, a musica praticamente não existe. Mais se repararmos, um
conjunto de rock tem 3 acorde e voltamos ao numero que estamos
analisando. Reparem que no mantra diz que quando libertamos nossa
mente, nos desprendemos da realidade e jogamos a outra realidade,
tudo depende da visão de quem está observando. O cacto que está na
minha janela é visto por mim de um maneira, quem vê ele de fora
enxerga ele por outro ângulo, e assim, toda realidade funciona. A
realidade ser vibrações que começaram no Big-Bang – as religiões
orientais vão dizer que o OM (AUM) é o som do universo e não
difere do verbo
do
evangelho – e foi descoberto que os átomos vibram graças ao
processo de encontro dos elétrons. Provando que é real essa
afirmação, pesquisadores encontraram pontos que poderiam ser
descritos como vibrações.
O
nosso universo – na matemática e em especial na teoria dos
conjuntos e nos fundamentos da matemática, um universo é uma classe
que contem (como elementos) todas as entidades que se deseja
considerar em uma certa situação. Todos os conjuntos teriam
subconjuntos de um conjunto maior que é conhecido como conjunto
universo que é indicado com a letra U – é completamente
vibracional e tem como base o tempo e a massa. Só existimos e a vida
existe graças a gravidade que a massa desenvolve dentro do tempo –
na verdade, o tempo e espaço, faz uma curvatura graças a gravidade
e sem a gravidade não existia o hoje. A vida foi gerada graças a
componentes químicos e físico, componentes muito mais sutis,
componentes que o mundo ainda não entendeu e se não entendeu, não
sabe a essência desse componente. Ao meu entender, o que evolui é o
espirito e com o espirito, os corpos biológicos vão evoluindo
junto, prova disso é que bem remotamente a Terra era povoada de
seres somente irracionais, hoje, há seres racionais e conscientes.
Não estou me referindo só do ser humano – muitas vezes irracional
– estou falando em seres conscientes como foram provados em
pesquisas, os cetáceos são conscientes. Não é uma questão mais
sutil?
A
evolução não vai cessar só porque o ser humano está no planeta,
talvez essa é a razão de tantos animais diferentes encontrados,
porque a evolução não para diante a humanidade. Porque o que
evolui sempre é o espirito, o ser que desenvolve diante o universo e
é a energia cósmica que nos dá uma condição de ser células que
evoluímos e nos tornamos seres que podemos ter consciência, esses
deuses e suas sagas, nada mais é do que o caminho da construção de
uma consciência cósmica. Mas qual o mecanismo que podemos usar para
essa consciência? O filosofo grego Sócrates, dizia que tínhamos
que conhecer a nós mesmos que ai sim, poderíamos conhecer os deuses
e o universo. Os deuses nada mais são do que personalidades de cada
fenômeno do universo interpretado por cada cultura, essa
interpretação pode significar o símbolo de cada reação cósmica
que liga nós com o TODO. Essa ligação que nós fazem sermos
“…imagem e semelhança de (Deus?)”.
A
FORÇA que está em nós só é liberada quando não nos apegamos a
nada material, porque tudo some com o tempo, mas nossa consciência
não. Não é à toa que Buda Sakiamuni diz que se enxergar um buda
em sua frente mate-o, porque a consciência só é liberada por nós
mesmos, só é liberada quando nós é dada a dadiva do não apego.
Mestre Mooji disse: “não tente se livrar dos apegos, apenas
reconheça-os quando observar”, ou seja, a maneira que observamos
um objeto vai ser o significado desse objeto na sua vida. Quando
minha noiva e eu começamos a namorar eu ganhei uma caneta com um
calendário dela, depois descobri que minha sobrinha tinha desmontado
a caneta e fiquei muito chateado. Dias após isso olhei para o rosto
dela e compreendi que não era a caneta que importava, mas o afeto
que damos um ao outro e a maneira de enxergar meu sentimento por ela.
Mestre Mooji fala das muitas maneiras de enxergar um objeto dentro em
uma realidade, porque a realidade nada mais é, do que um conjunto
com vários subconjuntos. Se não ligamos e não se apegamos, temos
plena certeza do hoje, se nos apegarmos, ficamos presos no amanhã e
no ontem. O não apego é a liberdade que o mantra diz, porque
enxergaremos outro objetivo, da morte simbólica. Essa morte
simbólica – muito usada pelos egípcios em sua inicialização de
seus segredos espirituais – é a morte do conceito mundano para a
vida espiritual, nós em sua essência, não se apegamos a conceitos
mundanos. Daí vamos nos desprender dos galhos mundanos como um
pepino maduro, ou seja, o amadurecimento espiritual nos dará o
caminho a tudo que quisermos.
Não
é muito diferente do cristianismo, pois o mestre Yeshua (Jesus),
morreu na cruz simbolizando o encontro com a espiritualidade. O corpo
pode ser corrompido, mas o espirito nunca será corrompido, porque lá
não existe o bem ou o mal e sim, é. Essa cena é muito divulgada é
quer dizer que após a dor da liberdade carnal e a dor da tortura
(calvário), o espirito se liberta de todo o mundo que nos rodeia.
Cruz vem do grego “xylon” que quer dizer “arvore”, “madeira”,
podemos dizer – segundo o próprio cristianismo – a cruz é o
meio de se libertar do pecado e esse pecado não é a maneira que
somos ou a maneira que comemos, enfim, é a nossa quebra com o TODO.
Então, segundo a biblia, nós pecamos (saimos da condição de
contemplação universal) e sairmos desse pecado graças a arvore?
Nisso entra a ciencia como pano de fundo, porque Eva (anima) come o
fruto da ciem cia e para tirar essa falsa ciencia, Jesus morre para
mostrar que tudo é uma ilusão. Mas que ilusão estamos falando?
Uma
planta nunca tem a esperança de sair da terra, porque sua vida e seu
momento (realidade) está dentro daquilo que vive, numa terra se
alimentando. Lógico, que o ser humano é muito mais consciente do
que uma planta – não que uma planta não possa ser consciente, mas
ela não tem energia o bastante para ser consciente dentro de uma
evolução de percepção de ambiente para perceber sua própria
realidade – mas todas as coisas tem em sua áurea, sua energia
particular que monta e se faz a realidade de cada ser. Mas terminei o outro paragrafo perguntando o que seria a “realidade”, pois a
realidade é um complexo entrelaçamento de inúmeros “agora”. Na
verdade, não existe realidade, mas um eterno momento dos inúmeros “agoras” e esses “agoras”, são realizados com sucessivas
escolhas que fizemos. Se vou cheirar uma flor, a minha realidade é
cheirar a flor porque naquele momento é a flor que vejo e sinto seu
perfume, não tem outra flor ou outro perfume, o “agora” é feito
daquela ação. Aquela ação vai me ensinar que aquela flor tem
aquele certo perfume que é um conhecimento, com o vasto conhecimento
de perfumes e flores, fará que entre a sabedoria e a felicidade de
descobrir várias fragrâncias que poço adquirir. A evolução
espiritual-intima é mais ou menos isso – daí vem o nirvana que é
o prazer eterno pelo conhecimento – o conhecimento de cada ação
que fazemos e com acertos e erros, podemos saber o que fazemos ou
não, isso é o verdadeiro amadurecimento.
Esse
amadurecimento nos fazem como que Neo do filme Matrix se fez, para
entender a Matrix (o programa que está acoplado a cada ser humano em
ter o sonho de um eterno século XX) se deve entender o algoritmo do
software. O algoritmo são linhas de raciocínio lógico que devemos
seguir para uma dada tarefa, como o que escrevi ali em cima, eu pego
a flor e sinto o perfume da flor e essa flor me dará o conhecimento
para o aroma desse perfume. Essa ação lógica nos leva a uma reação
lógica e se há uma reação lógica, devemos ao algoritmo daquele
momento. Um software é feito de várias linhas que dão a instrução
o que o computador deve fazer, por exemplo, esse programa que estou
escrevendo esse texto é feito de várias linhas que o programador
escreveu e o copilador (são como tradutores entre a linguagem de
programação que o programador usou e transforma em números binários
que o computador entende), traduz na linguagem que a maquina entende
para realizar a tarefa. Neo apenas leu e entendeu o códigos do
software para apagar o defeito que o vírus deixou (Agentes Smiths) e
restabelecer o sistema, alguns humanos foram libertados e Neo morre.
O universo é feito sob códigos, a realidade pode ser manipulada se
entendermos como esses códigos funcionam. Foi assim que muitos
entenderam esses códigos e passaram esses ensinamentos para nós
aprendermos.
Como
explicar que mesmo sem enxergar o cego pode sonhar com aquilo que não
viu? Será que são niveis evidentes de consciência? Quando nós
sabemos como os algoritmos processam, fica muito mais facil entender
o software que estamos usando e isso também vale para o universo.
Será que a teoria dos arquivos akashicos não deveria ser melhor
analisada? Os arquivo akashicos nada são do que os algoritmos que
ficam diante do tempo e do espaço, porque nada é perdido e sim,
sempre aproveitável. Uma planta não morre e cai no solo para outras
plantas se alimentarem de seu humo? As ideias são assim, elas não
morrem e sim, ficam em níveis de camadas de consciência mais
elevados que talvez, daqui séculos ou milênios, possamos confirmar
esses niveis.
O
amadurecimento que o mantra fala é o amadurecimento espiritual de
entendermos o cosmo como um todo, como Yashua (Jesus) disse um dia,
para conhecermos a verdade, pois ela nos libertaria. Mas qual verdade
estava falando? Qual da verdade ultima devemos perceber?