quarta-feira, abril 02, 2014

Liberdade na educação, onde?






Prova de filosofia, Breno Souza um filosofo

Por incrível que pareça, isso é uma prova. Vejamos:

1- Liberdade significa o direito de agir segundo seu livre arbítrio de acordo com sua própria vontade.  A liberdade é um conceito utópico, uma vez questionável se realmente os indivíduos tem a liberdade que dizem ter, se com a mídia ela realmente existe, ou não.  Você concorda com esse raciocínio? Você se sente livre?

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A definição de liberdade faz uma ligação entre livre arbítrio e a vontade. O ato de agir se faz com a consciência do indivíduo da liberdade em si mesma, pois  ele não estiver livre para pensar o mundo em sua volta, o "cogito"se faz com o elemento do "ego". A premissa desencadeia o seu aniquilamento por si mesmo, pois se ela é um ato de descobrir meios para um objetivo, ela não pode ser uma utopia (sonho irrealizável). Mesmo com a mídia vigente disseminando ordens estéticas e ideologias dominantes do senso comum, ainda sim, o sujeito pode escolher qual a melhor maneira de desenvolver sua vontade. De certo que a formulação da questão está errada e erro esta do modo apresentado do ato da vontade que desperta a consciência daquilo que se torna seu objetivo, e se tornar uma utopia.  .

Assim o aluno responde:

"Não concordo, até o porque eu nem li! Eu  poderia está em casa agora jogando vídeo game, poderia estar na praça,  na quadra, poderia estar no computador mexendo no Facebook, mas não, estou preso em uma sala de aula contra a minha própria vontade, onde um professor de filosofia está dizendo sobre a liberdade. ..kkkk sério isso? Eu preso contra a minha própria vontade e você ainda pergunta se ainda me sinto  livre? Quanta ironia!"

Na visão do menino não há liberdade sem se sentir liberado de sua prova. Uma ironia que foi irônica ao cinismo do ensino de filosofia, se deseja lógicas, seja professor de matemática. Temas filosóficos como esse, como liberdade, como um subjetivo humano e não há uma resposta lógica para isso. Tem a ver com o sentimento, com o íntimo, com a consciência. Cada consciência opera como condutor para formar os conceitos de cada objeto. Para mim querer sentar em uma cadeira, por exemplo, tenho que pegar o que ela significa em meu intimo para o pensamento virar ato, antes disso não há nenhuma consciência antes desses valores. O Breno, simplesmente colocou seu ponto de vista que seus valores necessitavam naquele momento respondendo o que o próprio professor perguntou “você se sente livre?”. Apenas colocou que não, que não se sentia.

Liberdade não pode ser tratada como uma teoria e sim, a pratica para o ato de agir conforme sua vontade, mas a escola fica restringindo o livre pensar. Isso é uma aula de filosofia, estamos analisando uma questão de liberdade e o professor tem critérios completamente, arcaicos e fora da proposta da própria filosofia. O filosofar é ousar sair da sua “mesmice” de pensar por si sair do modo operante de pensar como a maioria, falar como a maioria, ouvi musicas como a maioria. O professor erra porque não ousou dar um 10 para o menino, errou porque seu pensamento atrelado em sua pequenez, não fez o que qualquer filosofo poderia fazer, pensar.



Amauri Nolasco Sanches Junior -  filosofo, técnico de informática e publicitário 

quarta-feira, fevereiro 12, 2014

Morte, democracia, e o direito de ter uma coluna de jornal?







Um dia o filosofo Aristóteles escreveu que o Estado era algo natural e que o homem era um animal politico por natureza, essa é uma definição lógico de um filosofo que viveu em um outro mundo e num outro pensamento. Mas o interessante é que o pensamento dele faz jus a natureza humana mesmo, seja onde for, fazemos politica e fazemos dessa politica um grande motivo para lutar por uma vida mais ou menos razoável. Quando convencemos a pessoa que amamos a ficar no nosso lado é uma politica, porque usamos a retórica do amor perfeito e da satisfação que é ficar ao nosso lado, isso é uma democracia e isso é o debate maduro (que algumas vezes por nossa cultura ser infantilizada, homens matam mulheres e mulheres mutilam homens sem sequer argumentar). Talvez é isso que precisa a politica do Brasil, ter amadurecimento de podemos discutir as bases do problema governamental e o porque esse problema apareceu e muito me espanta, partidos esquerdistas menores ou grandes, não tenham em suas bases o materialismo histórico marxista.

O problema que o Brasil começa já como um território provisório, porque iria ser explorado e não iria ser colonizado. Mas teve que ser colonizado – de uma forma errada e provisória – por causa do Pau-Brasil que aqui existia e era uma madeira muito cara para trazer do oriente a Portugal e talvez, nem foi tanto por causa do tesouro que só depois foi encontrado. Não temos uma raiz dentro do Brasil para gostarmos do nosso país e não temos ainda a maturidade politica para trazer à tona uma discussão ampla, pois os outros países tem esse dialogo e tem muito mais amor a sua pátria porque a maioria foi forjada no meio da batalha, no meio de lutas incessantes. O Brasil foi além de um território transitório, foi um território facil e já havia suborno e ganancia com o qual se dominou o “gigante”. Mesmo Portugal não iria deixar seu território manchado pelo sangue que seguindo Don Henrique o infante, guerrearam contra os territórios da Espanha para ter seu próprio país, coisa conquistada é muito melhor do que coisa dada fácil. Somos herdeiros da tradição portuguesa que até hoje espera seu Dom Sebastião o rei voltar das cruzadas, mas ele morreu, mas sempre esperamos um “salvador da pátria”.

Então, somos um povo marcado com essa “esperança” que um dia o Brasil dará certo e todos os males que nasceram com ele como uma nação independente – lógico que o nascimento do Brasil se deu no grito de Dom Pedro nas margens do rio Ipiranga – sejam totalmente sanados. Mas existem milhares de males que não podem ser neutralizados por causa da onde crescente de discursos inuteis dentro de um país já marcado com tanta ignorancia e tanta incultura, essa fata de “amor” a patria e ainda a onde crescente dessa “esperança” meio medieval, faz de nós um povo marcado em sermos manipulados e não sabemos que lado ir. Todo brasileiro é averso a regras, mas adora ditar elas ao outros. Não é uma coisa mais ou menos da genetica, mas algo averso já em nossa cultura em seguir até regras basicas de convivencia e nesse aspecto, vem os assaltos e os assassinatos que nada mais são do que revolta de não ter aquilo – igual o conto da maçã maior e menor – ou você fazer algo que desagrade seu vizinho que é um direito dele não querer e obrigar a escutar rojões no meio do dia e carros com o som alto. Existem crianças dormindo, existem idosos repousando e existe vida além do seu próprio EGO.

Os ultimos acontecimentos reforçam minha tese que é a falta de amor a patria e amor ao seu compatriota, faz com que as pessoas terem aversão as classes sociais. Quando Karl Marx escreveu sua obra, isso era muito mais evidente e muito mais nitido, porque no século XIX se tinha muito mais exploração e não havia leis como hoje há, então não é luta de classes e sim luta de quem vai ter a maçã grande. A morte do cinegrafista da Band é totalmente uma depravação de uma guerra politica hoje em todos os setores, como foi a ida para Portugal de Dom Pedro, como foi a proclamação da Republica, como foi a quebra do Estado Novo, como foi tomada do poder dos militares, como foi o Impeachment do Collor e outras coisas mais. É nossa falta de carinho pelo Brasil que levou aquele trabalhador como todos os outros, a morrer no seu trabalho e ainda ficarem explorando a morte de um pobre filho de sua pátria. Não leitor, não sou um reacionário a favor de um governo autoritário, eu sou a favor do termino da “babaquice” de acharem conspirações onde não tem e é bem claro nas fotos daquele homem morrendo com a cabeça toda aberta. Sou uma pessoa com deficiência física numa cadeira de rodas escrevendo num blog com dois diplomas nas costas, querendo um debate maduro e sem “babaquice”.

Não importa que os Black Bloc tenham ligações politicas partidárias – como o deputado mesmo disse que mesmo sendo inimigos políticos, tem respeito multou – o problema disso tudo é cultural, as retóricas sempre são as mesmas como se vivêssemos ainda nos tempos da escravidão e se você dissesse algo era chicoteado. Não somos mais chicoteados, não somos mais jogados na fogueira e nem vamos ser comido pelos leões. Temos que ver também que o mundo é esse e vivemos numa sociedade com leis e isso não podemos negar, pois se ultrapassarmos isso iremos sempre tirar do outro o livre arbítrio porque nos achamos sempre com a maçã menor. Sempre temos que fazer o nosso caminho para chegarmos a maçã grande, não porque o outro nos dará essa maçã, mas porque eu descobrir meu próprio caminho para chegar até ela. O grande problema de nosso país é a cultura de sempre darmos as maçãs pequenas e ficarmos com as grandes para nós e quando recebemos as pequenas, sabemos que faríamos a mesma coisa. Por definição, o ser humano não deixou algumas características primatas, e reage por imitação como todo mamífero.

O filosofo Aristóteles assim dizia: “(…) quando apertado da lei e da justiça, é o pior de todos; uma vez que a injustiça armada é a mais perigosa, e ele é naturalmente equipado com os braços pode usa-los com inteligencia e bondade, mas para também os piores objetos (…) por isso que se o ser humano não for excelente, será o mais perverso e selvagem dos animais, o mais repleto de luxuria e de gula (…)” . Isso mostra que já na Grécia Antiga, os homens já sabiam de sua natureza que é feita da cultura por excelência, uma cultura que respeita o outrem e leva a bondade. Não a bondade demagoga e cínica de uns, mas a bondade de se fazer valer da vontade da ação de produzir ela, e seu material primordial é a cultura. Mas que cultura temos? Uma cultura de animais inculturais? Temos uma falta de cultura onde que o tem é taxado de chato, insuportável e que não tem é o cara mais popular, o cara que fala a linguagem do senso comum. Mas nem sempre isso molda carater e começa na escola que o cara mais popular nem sempre é o educado, o que respeita, o que faz sua própria vontade porque faz essa baderna toda escravo dos outros, é só mais um escravo.

A escravidão vem dos próprios conceitos que somos expostos por condições muitas vezes, conflitantes e um pouco criticas. Não somos um povo que temos uma critica logica que vai muito além dos conceitos e ideologias que escondem nossos próprios pensamentos, isso quando, sempre “bajulamos” pessoas que nada farão por nós a não ser, nós mesmos. Não temos uma cultura de cuidarmos de si e cuidarmos de nossas tarefas, sempre é culpa dos outros e o dever dos outros. Como o filosofo Aristóteles mesmo disse, o mesmo braço pode fazer algo bom para si e para os outros e o braço que pode até fazer coisas menos nobre por falta de uma cultura de excelência, e a nobreza de espirito independe de dinheiro ou status e sim, uma educação com valores bons e que nada tem de fascista ou reacionário. Quem não pensa como a maioria é expulso da discussão.


Enquanto isso, enquanto damos margens para essas pessoas prejudicarem os outros, vamos sendo cada vez mais por pessoas que não querem o bem, sermos manipulados por ideias e ideologias deturbadas. Ai sim, Sherehazades e Lobão, Lulas e outro, terão colunas em jornais, e nós que escrevemos o certo, teremos um blog e olha lá. 

Amauri Nolasco Sanches Junior – Publicitário, Técnico de Informática, filosofo e coordenador do movimento Irmandade da Pessoa com Deficiência 

segunda-feira, janeiro 27, 2014

Funk esquerdista e outras canalhices



verdadeiro Funk 



Eu resolvi escrever esse texto para responde o texto do secretaria de cultura de Itararé Murilo Creto que se diz professor de historia e outras coisas, escreveu um um texto intitulado “metal sheherazade” que defende o funk carioca e reduz o heavy metal melódico como esteticamente errado dentro do rock. Eu como um misero publicitário, técnico de informatica e filosofo e rockeiro, não poderia deixar erros grotescos passar desapercebidos. O filosofo Nietzsche, que foi tema em uma musica do novo álbum do Black Sabbath, dizia que o socialismo junto com os “ismo” eram coisa de pessoas fracas, porque precisavam se apoiar em míseros conceitos para sentirem a vida. A democracia era algo injusto, porque o cara só recebia um voto, você era representado por outras pessoas. Por que devemos ser representados por outras pessoas se não somos crianças?

Deixa eu explicar para o “molecão” que mesmo eu sendo um “puta” fã do Guns in Roses eu tenho que admitir que na historia do rock nunca teve uma banda mais ostentação do que eles. Axl Rose no auge da sua carreira foi até incriminado de estupro, drogado e batia nas mulheres com quem casava e então, foi uma péssima escolha para ser o exemplo de rebeldia, tanto, que nas suas musicas faziam apologia ao machismo, ao sexismo, as drogas, ao tabagismo e tudo que é mais podre que uma banda possa ser. Mas muito espanta que um esquerdista que é a favor da igualdade das mulheres, igualdade das minorias possa ser a favor de musicas que tratam as mulheres como “femeas” que somente são feitas para procriar. Numa democracia, até a Rachel Sheherazade tem todo o direito de expressar ser contra a “expressão cultural” que anda conquisando até a Globo.

E daí que a Sheherazade gosta de Iron Maiden? E daí que ela postou uma musica do Iron Maiden? O Bruce Dickison, vocalista e o principal compositor da banda, é tambem professor de historia além de milheres de coisas, leva em suas musicas a historia do mundo em cultura. As bandas de heavy melódico também levam, porque se você não sabe do passado não se pode contruir um futuro melhor, como professor de historia e mestre em Ciências Humanas o Sr Murilo deveria saber e como professor de historia deveria ler mais Karl Marx. Deveria de saber que um cidadão com cultura respeita mais o outro, que enxerga o passado como meio de aprender com os erros e construir um futuro melhor para si e para o ambiente onde vive. Não precisa ser mestre em ciencias humanas para saber que um ser humano educado – sou a favor que educação começa em casa – é o melhor cidadão que temos no mundo, e sinceramente, prefiro um filho meu ouvir Iron Maiden do que Valesca Popozuda.

O fato de James Brown chamar a si de “Sex Machine” não valida o Funk Carioca como musica, como expressão de qualquer coisa. Enquanto o Funk Carioca é bem explicido com letras nojentas, o Funk do James Brown só faz um duplo sentido e não é explicito, não é explicito (e olha que lá nos EUA, ele era preso toda hora). E já que o “molecão” disse em contestar em rock, o que ele está defendendo o senso comum e o gosto da maioria? O que faz um historiador e um mestre em humanidades defender a barbarie como expressão da bagunça e desordem cultural, civil e a baixeza de espirito? Como posso concordar com uma musica que o “moleque” diz que é muito melhor ser “vida loka” do que conquistar pelos seus próprios méritos? Democracia se faz com opiniões, do contrario não é diferente do fascismo, não é diferente do stalinismo e nem do catrismo ou maoismo. Respeitar o gosto de uma pessoa não é ela se calar sobre o que está errado e a reporter só deu a sua opinião o que está errado, o funk carioca faz apologia ao sexo puro, sexo entre animais, como se fossemos miseros primatas na selva e quando a femea ficasse no cio, o macho mais forte copularia. Não somos animais, somos seres racionais e sentimentais, o sentimento de amor não é uma prisão, é a forma de reforçar que somos o que pensamos ser. Existe vida além do sexo, existe vida além das coisas maiores da vida, se o rico pode comprar uma mansão, podemos ser dignos em ter nossa casa, temos que ter o que podemos ter e o mundo é assim, temos que viver na melhor forma possível.

Antes dos direitistas aplaudirem meu texto, não sou a favor de vocês, porque com a religião cristã e com a moral com que se baseiam, deixei de fazer muitas coisas. A moral da direita da perfeição não me deu emprego, não me deu oportunidade de mostrar meu talento como publicitário, então, foda-se a direita. Sou contra a “babaquice” de alguns em querer enfiar até o talo coisas que não concordo, coisas que não são certas, coisas que só numa cabeça “doente” pode querer “achar” - porque nem ele tem certeza do que esta dizendo – que uma musica, que quem passou a infancia numa periferia como eu sabe, parece aquelas musiquinhas que cantavámos quando criança, infatilidade virou cultura. Uma criança nem sabe o que canta, um “moleque” de 17 anos sabe o que canta e aos 15 anos já sabe o que quer. Então, não venham com “churumelas” de querer dizer que Valesca Popozuda é cultura e é contestação da cultura vigente de um sistema cruel e que não dá oportunidade a ninguém, porque só faz apologia ao sexo, é uma musica sexista e pobre de letra, o resto é conversa de socializar em teorias “doentes” e sem propósito. Querer um mundo melhor não é ser “babaca” em concordar com o que está errado, é mostrar o caminho certo e ponto.

Gosto de Iron Maiden, gosto de Manowar, gosto de Metallica entre muitas bandas e gosto do Lobão (apesar de não concordar com algumas colocações dele em indeusar o Olavo de Carvalho) e o Roger do Ultraje a Rigor. Por que não? As pessoas ainda não entenderam que as outras pessoas podem e tem todo o direito de dar ou mudar de opinião, mudar de opinião é a maior certeza de uma mente consciente e livre de qualquer ideia incultural da humanidade. A “ditadura” do politicamente correto é a maior ditadura que já se teve, estamos amarrados em coisas que não concordamos, estamos amarrados em coisas que não vamos contruir e sim destruir. Não vamos contruir um ser humano melhor com o funk carioca, porque é a imagem do ser humano regredido, a imagem do ser humano como meros “animais” que não aprenderam ainda a respeitar o outro. Tenho certeza que Nietzsche seria hoje a favor do rock, mas o rock contestador que não faz a menor ideia de apologias imbecis que nada tem a ver com o ser humano. Apenas humanos demasiados humanos e termino com o prefacio do Anticristo:

 “Este livro pertence aos homens mais raros. Talvez nenhum deles sequer esteja vivo. É possível que se encontrem entre aqueles que compreendem o meu “Zaratustra”: como eu poderia misturar−me àqueles aos quais se presta ouvidos atualmente? – Somente os dias vindouros me pertencem. Alguns homens nascem póstumos.

As condições sob as quais sou compreendido, sob as quais sou necessariamente compreendido - conheço−as muito bem. Para suportar minha seriedade, minha paixão, é necessário possuir uma integridade intelectual levada aos limites extremos. Estar acostumado a viver no cimo das montanhas – e ver a imundície política e o nacionalismo abaixo de si. Ter se tornado indiferente; nunca perguntar se a verdade será útil ou prejudicial... Possuir uma inclinação – nascida da força – para questões que ninguém possui coragem de enfrentar; ousadia para o proibido; predestinação para o labirinto. Uma experiência de sete solidões.

Ouvidos novos para música nova. Olhos novos para o mais distante. Uma consciência nova para verdades que até agora permaneceram mudas. E um desejo de economia em grande estilo – acumular sua força, seu entusiasmo... Auto−reverência, amor−próprio, absoluta liberdade para consigo...

Muito bem! Apenas esses são meus leitores, meus verdadeiros leitores, meus leitores predestinados: que importância tem o resto? – O resto é somente a humanidade. – É preciso tornar−se superior à humanidade em poder, em grandeza de alma – em desprezo...
Friedrich Nietzsche



Estou nas montanhas, se isso é pertencer ao “Metal Sheherazade”, então sou e não gosto de funk.



Amauri Nolasco Sanches Junior – Publicitário, Técnico de Informática, filosofo e coordenador do movimento Irmandade da Pessoa com Deficiência 


quarta-feira, janeiro 15, 2014

Rolezinho Sartreano





O artista espanhol, Luis Quiles, morador de Barcelona e fã de cultura pop e rock, consegue captar as emoções em suas ilustrações críticas e de teor sarcástico.

© obvious: http://lounge.obviousmag.org/manifesto_da_artes/2014/01/as-ilustracoes-chocantes-de-luis-quiles.html#ixzz2qTBA0Tpw 
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Por Amauri Nolasco Sanches Junior


O filósofo francês Sartre sempre esteve preocupado com a liberdade, segundo ele, a existência procede a essência e por isso não haverá nenhuma criatura metafisica. Só que o físico alemão Einstein disse que Deus não joga dados, mas claro, ele estava dizendo sobre as leis da física. Poderíamos também aplica-la no âmbito da liberdade, porque se somos libertos e estamos num mundo cheio de leis da física, isso vale e isso é uma lei da física. Mas Sartre não escutou Einstein e acreditou que somos condenados a sermos livres, ainda acreditou que Deus jogava dados e refutou que cada jogada ele escolhia um destino nosso, mas cada um tem seu conceito e sua ética/moral. O engraçado que no fim da sua vida ele se arrepende de adotar sua própria filosofia em deixar Simone de Beauvoir, sua esposa, livre para ter seus amantes e ter a liberdade. Talvez não se sentiu seguro de agradar e satisfazer uma mulher como Simone, bonita, inteligente e muito, muito mesmo, culta. Mas o que sabemos, amou Sartre e Sartre amou ela tamém. Toda essa liberdade não é o intuito humano como o próprio Sartre, com toda obra voltada a ela, concluiu e sim somos animais que ansiamos de saber e nesse saber exercermos nossa natureza politica como concluiu Aristóteles a uns 2500 anos.


Tanto Sartre, quanto Aristóteles – no caso de Aristóteles é um pouco mais complexo por causa das condições politicas de sua época – estão dizendo que somos animais racionais e de conhecimento o bastante para refletir nossas ações e exercer nossa conduta politica e social. Então, mesmo Sartre não escutando Einstein, somos condenados a sermos livres e exercemos o livre arbítrio de escolhermos nossa livre conduta de escolher o que queremos e o que enxergamos como importante. Aqui no Brasil estão forçando não uma luta de classes, como Marx e Engels idealizaram, mas existem duas forças poderosas em todo o universo – dando um ar de Asimov – a direita leitora da Veja e a esquerda puxadora do saco do Che – não, não vou colocar o que o Cauê Moura disse. A direita leitora da Veja, escutadora da Shehazade, olavettes inveterados, estão dizendo que os “rolezinhos” são uma desculpa para ter arrastões e badernas funks e tudo mais. A esquerda “chupadora” do Che Guevara, estão dizendo que haverá mais uma modalidade de Apartheid e que estamos a beira de uma segregação racial e sócio/econômica.


Aproveitando, já que disse que somos condenados a sermos livres, queria dizer que sou anarquista e um verdadeiro anarquista não toma posição nenhuma e sou radical a ponto de dizer que todos tem direitos e também tem deveres pela a humanidade. Claro que não sou um GG Allin em passar coco na cara, não sou adepto de quebrar estabelecimentos capitalistas sujos e encher minha barriga com lanchinho de fest-foods da vida. Sou um anarquista que cada um tem o dever de exercer sua individualidade sem prejudicar e incomodar o outro com ações e opiniões que não vão ajudar a comunidade, mas sempre exercer meu direito de dizer e dar a opinião que me cabe dar. Então, não tenho nenhuma ideologia politica e se algum dia exercer esse meu papel politico, entrarei num partido menos pior porque aqui não se aceita candidaturas independentes, só isso. Então, posso chamar um eleitor que vota no PT de idiota, como chamo também um eleitor que vota no PSDB de idiota também, porque tem que se votar no candidato e não na legenda dele. O que ocorre é que as pessoas confundem dar sua opinião – sou um puta fã do Guns e acho o Axl Rose um chato babaca e o Slash um pombo – em ser fanatico ideologico para defender um monte de politico babaca que só quer tomar o seu dinheiro e exercer a perfeita demagogia res magna. Toda vez que tiverem duvida sobre minha posição politica, lembre e cantem esse mantra: “Não sou direitista olavette, não sou esquerdista chupador de Che Guevara” daí vão lembrar do Ajr Nolasco.


Voltamos no caso “rolezinho” para falarmos um pouco de liberdade, porque ando meio intediado o que li por ai. Não creio que nem os ditos filósofos lembraram de Sartre e de Foucault numa analise muito mais profunda e um pouco menos parcial, porque tem a ver com esteriótipo que alguns segmentos contem e tem vários pensamentos ideológicos e maniacos funcionais que querem separar o mundo como ele é e ter seu parque temático “família feliz”. Quem nunca ouviu aquela famosa frase que a tua liberdade termina quando a do outro começa? Todos tem o direito de fazer o que quiser num país democrático de direito, mas se tem que ter um bom senso para isso acontecer. Levar 600 pessoas num Shopping para fazer pancadão ai é exagero, mas quando barramos pessoas visando sua classe social, daí é descriminalização. Hoje se barra jovens com chinelos e bermudas, amanhã se barra gays, se barra deficientes e se barra todo tipo de pessoas que querem ir aonde bem desejarem. Lógico que isso nada tem a ver com posição de classes, isso tem a ver com bom senso das duas partes. Não se pode fazer um pancadão no estacionamento do shopping porque as outras pessoas querem parar o carro lá sossegadas, seja um Ford Sport ou um chevettola, não importa se é de classe média ou de classe pobre, querem sossego. Queria ver se esses que defendem isso se não vão esconder suas carteiras e apertar forte a mão de sua companheira e orar – sim, nessas horas os ateus esquerdistas lembram até de orar – para um “rolezóide” não roubar sua carteira. Isso é natural e ninguém ainda será condenado por isso.


O medo é uma defesa primata onde nossos antepassados ficavam em alerta do perigo, sendo animais ferozes, sendo tribos inimigas querendo o território. Querendo ou não, somos biologicamente animais territoriais e sempre vamos demarcar os lugares, então, nada tem a ver com classes de ricos ou pobres, seria como se invadissem o território do outro. Só que construímos culturas e ideologias e nos baseamos em conhecimento, com esse conhecimento exercemos ou não nossos diretos. Somos animais racionais e devemos ir além desse medo primordial que nada mais é – isso não é exagero – alimentado por ideias de dominação ideológicas, não existe bem ou mal, não existe direita e esquerda, existe um caminho a escolher e as conseguencias desse caminho são só suas. O mesmo é ir no Shopping com o sem os meninos do “rolezinhos” estão sujeitos a essas coisas e os meninos, pela meia duzia de ladrões e vândalos, vão enfrentar a policia, simples assim. Temos que “bancar” nossas escolhas e assumimos os riscos que essas escolhas estão sujeitos a trazer. Como o próprio Sartre diz, o inferno sempre é do outro, porque o ser humano quer culpar algo ou alguém sempre por causa do seu fracasso. Eu estou cheio de exemplos na minha vida que sempre me culparam pelo fracasso de movimentos, pelo fracasso amoroso, pelo fracasso existencial que cada pessoa deveria avaliar. Sartre diz que a existência deve ser sempre feita por escolhas e essas escolhas são resumidas dentro do nosso pensamento ético e pensamento moral nosso e não do outro, primeiro temos que nos encontrar como ente que existe – não vê como Descartes, mas enxerga que devemos sim perceber nossa existência – e depois perceber o mundo a nossa volta como aspecto de nossa realidade. Você pode pagar champanhe, pode pagar um tênis bom, mas não encontrar em si seu verdadeiro eu e se fechar para o mundo como se tivesse trancado no Matrix. Aliás, muito bem lembrado, no filme existia o Cypher que queria voltar para a Matrix porque via sua vida vazia e sem propósito. Quantas pessoas vivem sem propósito? Numa única frase, Sartre diz “a existência procede a essência” porque antes de pensarmos temos que sentir e perceber a nossa existência e assim exercer a liberdade.


Outro filosofo francês Foucault, iria dizer que há um discurso do poder que identifica quem é normal (dentro dos padrões relevantes da sociedade) e o que não é padrão (o que não é relevante a sociedade). Os adeptos do “rolezinho” tem os estereotipo de menino de periferia que quer roubar as lojas e assustar quem quer se esconder dentro de um outro mundo – funkeiro existe todo santo dia na TV com aqueles programas chinfrin da tarde – porque é esse mundo que vivemos, não existe outro. O que ocorre é que há um padrão a ser seguido, há um padrão que as pessoas montaram em uma ideia social, que é agradável de ver e de achar bonito. Eu como pessoa com deficiência sei como é as pessoas te olharem e olharem sua companheira e as pessoas fazerem cara de nojo porque estamos se beijando, isso é hitleriano e posso dizer, a grande maioria pensa igual os nazistas, ponto. Mas também a esquerda estereotipada, só fica com o discurso de discriminação racial e tudo mais, não interessa se é negro, branco, pardo, querendo ou não, estamos numa sociedade e temos o dever de respeitar o direito do outro.



Vamos refletir...




sábado, janeiro 11, 2014

Computadores pensam?












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Por Amauri Nolasco Sanches Junior




Essas palavras foram referidas pelo “filosofo” Olavo de Carvalho em seu perfil do Facebook:


Perguntar se um computador pode pensar é tão idiota quanto perguntar se um ábaco pode fazer contas ou se um lápis pode escrever. Todo instrumento faz aquilo que foi construído para fazer, com a condição de que um ser humano o construa e coloque em ação. Mas pior ainda é perguntar se um computador pode pensar MELHOR do que nós. Se pensasse pior, seria melhor não usá-lo. Os computadores pensam melhor que nós pela mesma razão que os carros são mais velozes que nós e que é melhor pregar um prego com um martelo do que com o dedo. Ninguém jamais construiu um equipamento para fazer o que quer que fosse pior do que fazia sem ele.




O computador pensa e essa não é uma pergunta idiota como Olavo de Carvalho diz, erra, erra feio porque não fez o que Nietzsche disse que temos que filosofar como filólogos, porque temos saber a origem do termo usado. O computador pensa porque ele tem a instrução, o ábaco também, mas faz de uma forma mecânica porque não julga a informação que recebe, porque não reflete. A consciência é feita a partir do refletir, nosso cérebro reflete por causa do nosso julgar, nossa maneira sentimental/espiritual que nos remete a questionar o porque daquilo, o computador não faz isso. Pensar é mecânico, o refletir é a consciência.

No dicionario Aulete, o pensar é um sinônimo de refletir, mas não se enganem. Por exemplo, uma calculadora não precisa saber o que é o 1 da operação e se esse 1 é um numero de algum objeto, ela mecanicamente faz a operação e pronto. Mas existe o algoritmo que dará o comando para esse e outros cálculos, cálculos esses que são comandos automáticos. Só que também somos levados a comandos lógicos que são os algoritmos, por exemplo, se quero escrever esse texto, tenho que ligar o computador, ligar o programa de texto e só depois escrevo minhas ideias. Até o ligar o redator de texto foi uma atitude automática, mas a partir que estou escrevendo o texto já não é mais uma atitude automática e sim um julgamento das ideias que li e refletir sobre essas ideias. Por que isso? Um calculo é uma informação que damos a calculadora e ela retorna com o resultado, o resultado é a resposta e é outra informação que é automática. O nosso cérebro depende de vários comandos para enxergar qualquer tipo de reação, se pegamos uma bola, temos que saber que aquela bola é real. A informação que vem de alguém não é o bastante – há pessoas que vão pegar porque “pensam” que a pessoa lhe dá essa informação de boa fé – mas o refletir e o julgamento lógico, vai explorar as possibilidade e vai fazer as escolhas.

A diferença é essa, não é pensar de modo automático, pensar de modo a fazer escolhas e perceber a existência do agente pensante. Não importa muito se o passarinho que estou vendo na minha janela voando existe ou não, ele está voando envolta de um abacateiro por causa da chuva, essa realidade pode ser uma ilusão, mas eu fiz a escolha de olhar o passarinho e olhar seu voou. Um computador com uma câmera acoplada, pode analisar e fazer uma analise digital da mesma realidade, mas essa analise é automática e não tem uma analise mais de escolha e liberdade. O cogito cartesiano não é automático como muitos dizem, mas ele reflete sobre meu existir, porque eu percebo a mim como uma unidade dentro dessa realidade, não é só uma analise automática da mesma. Essa é a questão, fazemos uma leitura da realidade graças a adaptação que o nosso cérebro nos faz dessa realidade. Eu vejo a realidade conforme meu consciente é melhor adaptado – para mim o consciente é a mascara social e o inconsciente é os nossos desejos reprimidos por essa máscara social que Jung diz ser nossa sombra – e essa adaptação faz o ser humano ver a realidade que somos condicionados, porque eu admiro a visão do passarinho voando envolta do abacateiro porque aprendi que aquela visão é bela, é um julgamento a partir de conceitos que fui exposto.

Temos também um pensar mecânico e muitas vezes não reflexivo, mas o que nos difere é tomar em si as escolhas que façamos nossas realidade. Mas podemos também não achar que o passarinho voando envolta do abacateiro bonito, posso achar esse momento não prazeroso e até chato. Daí fiz a reflexão que aquele momento não serviria para meu desejo de sentir algum prazer, alguma beleza. Essa é a diferença, as escolhas que fazemos que fazem de nós seres que racionamos, seres que podemos escolher a partir de nossos conceitos, crenças, ideologias e etc, porque foi assim que nossa mente se adaptou a realidade no qual vivemos. Nós temos cultura, nós construirmos conceitos morais, nós programamos e damos ordens aos computadores. Talvez esse é o paradigma, o computador pode fazer cálculos, pode obedecer ordens, mas não pode escolher e ter essa escolha uma reação sentimental, uma reação até espiritual que fazem de nós, seres que interagimos com o ambiente. Mas ao fazer certas operações, ele pensa e pensar tem um caminho lógico que refaz uma trajetória de caminhos a um fim, esse fim é o efeito dessa causa. Mas de maneira nenhuma – não ainda nessa 4º geração que ainda estamos engatinhando na informática – os computadores não fazem escolhas no intuito de refletir a essas tarefas, não há uma reflexão com o melhor caminho a faze-la.

O que o Olavo nos colocou na verdade – como sempre sem perceber – é um paradoxo que muitos já o colocaram em pauta. Será que o computador com seu software, poderá algum dia pensar? Se trilharmos o caminho cartesiano do cogito então chegaremos ao impasse que o computador não percebe sua existência e portanto não pensa, mas – porque nessas horas sempre tem um “mas” - o computador pode trilhar caminhos lógico sem ter um “duende” para mostrar a ele a cada operação que ele tiver que fazer dentro do seu gabinete. O software tem milhões de linhas algorítmicas que vão fazer ele saber o caminho daquela tarefa, se isso não for um argumento sustentável, não saberei dizer o que é, porque assim desse modo, ele pensa e faz as suas tarefas. Mas o que o Olavo talvez se confundiu foi em torno na consciência, em torno da liberdade de escolha, em torna da capacidade de escolher o melhor caminho. Como sei programação, sei que um bom programador pode sim fazer muitos caminhos para uma mesma tarefa. E ai ficamos como? Se o computador tem vários caminhos a trilhar para fazer aquela tarefa, então, ele pode ser programado para fazer essa escolha; existe até algoritmos que a variável pode ser escolhida em duas tarefas, mas que sempre haverá uma linha mostrando como fazer isso. Assim o computador pensa, faz a tarefa, só que ele não discute sobre essa tarefa.

A reflexão que estou querendo expor, começa com essa discussão, discuti qual o papel util dessa tarefa e isso que faz uma consciência, ela julga o papel real e produtivo dessa e de outras tarefas. Por que que 1+1=2? Qual é o valor de b e por que devo dar valor ao b? Por que que existe o ângulo reto se posso fazer curvas? Como o Olavo mesmo disse, um carro é mais veloz que o ser humano e isso é obvio e essa tecnologia construirmos para melhor nos servir para carregar objetos e nos carregar com maior conforto e é mais veloz porque implica em ter mais energia. Espera ai! O carro anda mais rapido que um ser humano porque contem mais energia? Sim e não é só isso, porque um leopardo pode atigir até 80 km h e ser um animal, existe o fator energia e aderência que o sr poderia ter estudado antes de falar bobagem. Um leopardo pode andar 80 km porque ele tem patas dianteiras que dão o impulso necessário e energia o bastante para impulsionar essa força e andar até 80 km h. Um carro tem um motor que contém energia de combustão de maior proporção que é medida por cavalos – graças as carruagens que eram puxadas por cavalos e continha energia animal – que dará maior impulso na hora de andar no trajeto escolhido. O carro e nem o leopardo é superior ou inferior, eles são a medida que acumulam energia centrípeta o bastante para ter energia de manter a velocidade inercial para alcançar o objetivo. O ser humano talvez não tenha energia o suficiente para manter essa velocidade – teríamos que acumular enormes estoques de carboidratos e teríamos que andar em quatro patas para acelerar e colocar essa energia somente para ter essa velocidade para caça ou outro fim – mas essa energia é usada para inventar e construir formas artificiais que nos dão essa velocidade para alcançarmos esse fim. A criatividade nos faz os únicos animais que fazem instrumentos para esse fim, para adaptarmos e irmos a grandes distancias. Será que essa diferença é na parte da criatividade?


A criatividade faz a diferença e foi graças a ela que saímos da caverna, criamos culturas e instrumentos para melhor vivemos. Isso ninguém vai negar e isso talvez faça diferença entre o pensar do computador e o nosso pensar, porque ele não cria nenhum meio para fazer algo que difere daquilo que ele foi programado a fazer. Os meios produtivos, seja qual for, foram inventados para melhor nos alimentar, melhor nos carregar, melhor nos fazer as nossas necessidades. O computador e seu software só é mais um instrumento dessa criatividade que, talvez, poderá fazer escolhas e poderá criar outros cérebros artificiais. Mas não quer dizer que ele hoje não pense, só não refrete ou crie, e isso só nós temos o poder. 

quarta-feira, janeiro 08, 2014

Extremos de uma mesma moeda









Por Amauri Nolasco Sanches Junior


Vendo o video do Pirulla – recomendo bastante – sobre o incidente entre o filósofo Paulo Ghiraldelli Jr (tenho minhas duvidas ele como professor) e a jornalista ancôra do SBT Rachel Shaherazade, me fez refletir muito sobre o que ele (o Pirulla) falou em polarizar a politica aqui no Brasil. Entre esquerda e direita os simpatizantes escolhem um lado e adotam um discurso para defender esse lado, como times de futebol que exigem torcida (apesar que com torcida ou não, o time que tem que ganhar, irá ganhar de qualquer jeito). Esse o problema do Brasil e seu povo, futebolizaram (inventei um termo) tudo até a politica que nada mais é do que o extremo da mesma moeda.

Claro que todos acompanharam a polêmica que foi o post do Ghiraldelli dizendo que a Sheherazade tinha que ser estuprada e num outro post, que ela abraça-se um tamanduá. No topo da polêmica não quis escrever sobre porque é desnecessario escrever sobre na mesma época, mesmo o porque, milhões escreveram e disseram “bobagens” e mais “bobagens” sem a menor noção do que estavam dizendo. Ano passado escrevi sobre a Lya Luft em meu blog Ser um Deficiente, onde denuncio que não há esquerda e nem direita, mas que temos que nos ater a fato em si. O que ocorre é que rotularam o Ghiraldelli de esquerda e a Sheherazade de direita e fica uma batalha entre as forças da luz e as forças das trevas. Ghiraldelli postou isso porque todo cara de esquerda é violênto e que apóia estuprador – sendo eu anarquista, acredito que entro nesse balaio – só que independente dele ser de esquerda (inúmeras vezes ele mesmo disse que não acredita mais em ser de esquerda ou direita) ele é idependente se acredita ou não nessas ideologias. Ele é livre e ele é um ente exclusivo, então, ele pensa e tem sua opinião independente dele ser ou não de esquerda, ou da direita, ou sendo budista, ou sendo católico, ou sendo evangélico, ou sendo mulçumano, ou sendo até um mendigo. Ele é Paulo e vai continuar Paulo independente se a esquerda ou não existir, ponto. Temos que aprender a julgar a ação do indivíduo e não se é ou não de ideologias, religiões e afins. Depois o Paulo tem um histórico longo onde há xingamentos, estupides e até, bloqueamento do Facebook, eu e meu irmão que o diga, se discordamos dele ele nos bloqueia ou exclui. Então, o desbanalizar dele e doutrinar sua ideia a todo custo como um religioso medieval, se precisar dar uma chibatada tenha certeza que ele dará verbalmente.

Rachel Sheherazade é jornalista e tem opiniões que não agradam a maioria – isso os esquerdistas atribuem ao patrão, o sr Abravanel – e assim sendo, ela entra na turminha da direita que quer dominar o mundo e escravizar o ser humano a com seus pézinhos, amassar as uvas para fazerem seus champanhes e vinhos caros. O capitalista usa a dominação de massa da propaganda para enganar e escravizar o ser humano a comprar o que não precisa – o desejo é inerente ao ser humano – mas a maioria tem o seu computador, assiste a novela favorita, assiste especial do Roberto Carlos, joga Candy Crush saga e é contra o lanchinho do McDonald. Sheherazade é o protótipo do velho medo que o comunismo dominará o mundo e escravizará o ser humano a comer criancinha – igual o lanchinho do MacDonald – e teremos um tipo de cadeira de rodas para escolher porque os “outros” tem o direito de ter cadeira de rodas também. Ou não leram Karl Marx, ou estão tirando uma da minha cara.

A polaridade na politica sempre dará dois extremos e isso é uma herança muito mal paga da politica e cultura iluminista, onde se você acredita em Deus é um teísta, se não acredita é um ateu. Se você acredita num progresso e que o desenvolvimento tecnológico trará beneficios a humanidade então acabamos de entrar para o direita club, com direito a ser xingado e dizer que é uma contradição um ser humano vivendo no meio da periferia, pobre, sendo manipulado pela midia e se tornando um escravo capitalista. Utopias sempre houveram e sempre haverá de ter e quem sabe de história, sabe que sem esses 10% a sociedade nem teria o que comer porque não haveria trabalho nenhum. Fato. Se isso é exloraçao ou não, devemos analisar em uma outra ótica e numa outra perspectiva – colocar Thomas Hobbes como um direitista e a favor da monarquia, coloca alguns empecilhos para uma analise mais aprofundada da sociedade e seu contrato social – onde há as pessoas que contratam o trabalho e aqueles que vendem o trabalho. O brasileiro num modo geral, aiinda não entendeu que ele vende o trabalho e é de acordo do que ele sabe, o que ele estuda, não cai do céu. Mas, enquanto não aceitarmos o fato que somos animais sociais e de alguma maneira precisamos nos manter para sobreviver e não tem nada de errado em ganhar dinheiro – como no caso do “rei do camarote” - vai ficar dificil e não chegaremos em um momento propicio para esse tipo de discussão.



O problema maior é com quem estudou, porque quem estudou já tem dentro de si uma especie de “couraça” ideológica, vimos muito isso em nossos intelectuais. Dos que podemos pegar como exemplo – não irei pegar nem o Paulo Ghiraldelli e nem o Olavo de Carvalho por motivos óbvios – o Leonardo Sakamoto que visivelmente é um jornalista e de esquerda e o Reinaldo de Azevedo como de direita. Ambos tem discursos inflamados sobre suas posições, mas por incrivel que pareça, sem conteúdo nenhum, sem um aprofundamento sobre o que está falando. O Sakamoto acredita em um mundo cor de rosa, mas não discute como é que vamos pintar esse mundo e o porque do rosa, já o Reinaldo de Azevedo, não trabalha muito bem a questão de ser contra o PT e seus aliados, fica um discurso vazio. Na verdade quando defendemos a não matança de bandidos por eles serem seres humanos, ou a superlotação dos presídios por falta de verba ou outras questões afins, temos que defender uma posição sem exageros e sem sermos desonesto intelectualmente. Fica vazio o Sakamoto dizer que é contra a frase “tá com dó? Leva pra casa!” e não trabalhar a ideia em argumento, mesmo é o Reinaldo de Azevedo ficar postando textos imuteis que só dizem que o governo é currupto, isso já sabemos.

Esse é o problema da polerização politica, dão brechas para ghiraldellis da vida ou sheherazades da vida, ficarem com esses discursos vazios e sem propósito nenhum. Esse é o problema no Brasil, muito estudioso e pouco entendido, porque se não entendemos aquela situação não vamos saber expor o que pensamos. Somos um povo muito no “maria-vai-com-as-outras” e muito poucos, poucos mesmo, tem opinião própria e podem expressar essa opinião que muitas vezes são chamados de “reacionários”. Não existe direita e nem esquerda, porque não existe uma fidelidade ideológica, uma fidelidade das suas origens. Tanto um empresário pode ser de um partido de esquerda, quanto um sindicalista ter uma posição de direita, não há um consenso quando não temos regras definidas dentro do nosso conceito. Realmente, pouco me importa que o Paulo Ghiraldelli seja da velha esquerda, eu analiso o ato dele dizer que uma mulher merece ser estuprada em si. Como todos seus conceitos “machistas” de uma educação pobre de componentes analiticos e criticos, vejo que mesmo ele lendo Platão, Aristóteles entre outros grandes pensadores, não deixou o senso comum do homem do interior que foi educado como todo brasileiro o foi, mulher é um objeto do desejo e só pode expor suas ideias quando é a mesma do homem, senão merece apanhar e ser estuprada. Tanto é que quando uma mulher nega a investida de um homem ela é chamada de vagabunda, sendo se ela não deu nenhum beijo ou outas coisas com esse homem, por ele se achar sinhorzinho graças a sua mãe, ela é uma mulher qualquer. Por outro lado vendo como o Paulo se comporta a cada discussão, ele realmente fica preso no conceito de professor e aluno e solta essas baboseiras para impor sua opinião.

Já a Rachel Sheherazade é a combatente fervorosa contra os “maus” comunistas que querem dominar o mundo – lógico que tem a ideologia do canal onde trabalha, mas para mim não é um fator determinante – onde muitas de suas opiniões são tão contra o senso comum que ela mexe com o ódio humano. Enquanto todos eram contra o Pr Feliciano, Rachel disse que ele tem o direito de se expressar sem se incomodar com as criticas que isso iriam trazer, isso não foi com certeza uma opinião do “patrão”, já que ele é judeu. Mas o fato é que nada pode ser analisado sem antes temos pesquisado sobre, podemos ser injusto com alguém, mesmo o porque, não sabemos como alguém pensa de fato. Não estamos isentos de conceitos e opiniões, mas devemos analisar por si mesmo e não porque o outro nos disse. Tanto na politica, quanto na democracia, nós temos escolhas a seguir e elas são determinantes para construir um conceito, uma linha de pensamento que pode mudar ou não, depende onde chegaremos com esse conceito. A liberdade é muito mais do que conceitos do senso comum.


O “professor” Ghiraldelli esqueceu de duas grandes lições da filosofia, a de Sócrates de Atenas que disse “quando um não quer, dois não briga” e outro é do grande Aristóteles que dizia que temos que ponderá tudo. A filosofia é ousar, mas também, é respeitar o outro. 




sábado, janeiro 04, 2014

Mantras e Códigos

Por Amauri Nolasco Sanches Junior




Se lê o mantra Mahamrityunjaya:
Maha Mritunjay Mantra:

Om Tryambakam Yajaamahe
Sugandhim Pushti Vardhanam
Urvaarukamiva Bandhanaat
Mrityor Muksheeya Ma-Amritaat
Taittiriya Upanishad 2.7

Adoremos o Senhor Shiva (Quem possui três olhos), quem é sagrado e nutre todos os seres. Do mesmo modo como um pepino maduro se solta do ramo que está ligado tão logo amadureça, que sejamos liberados da morte (do corpo mortal), nos sendo concedido a realização da natureza imortal”.

No panteão hindu Shiva é o deus da criação e da destruição, ou seja, conforme sua dança ele pode destruir e ao mesmo tempo criar. Um dia ele senta no alto de uma montanha (dizem ser o Himalaia), meditou por horas, dias e até séculos sem nenhuma reação, assim os deuses queriam que ele acorda-se, então mandou Pavarti acordar o grande deus e ele ao acordar, dançou a musica da harmonia e da união.

O terceiro olho é o olho da clarividência, o olho que tudo vê. E quando saímos dessa visão ordinária que só enxerga a realidade aparente, quando isso acontece, é como amadurecemos e cairmos do pé. O pé – nossa planta ilusória - é onde ficamos onde estamos desenvolvendo, então um dia nos soltamos dessa realidade ou desse pé. Esse caule que somos presos, são os conceitos morais que a sociedade como uma ilusão, tem como verdades absolutas. As verdades que achamos ter desse mundo aparente, é parte de uma “programação” maior. O engraçado é que só vi isso quando compreendi os códigos binários e os algoritmos computacionais, dai nós compreendemos o mundo do filme Matrix.

Os mesmos hindus chamam tudo que existe de MAYA, ou seja, um prédio de apartamento, por exemplo, existe e pode perfeitamente deixar de existir, segundo o tempo que nada mais é, do que nossa própria visão. Segundo muitas teorias e é um fato, que o tempo é uma ilusão por ser um pensamento condicionado num ESTADO controlado pela indústria capitalista, seja estatal ou privada. Mas estamos falando do intimo humano em querer sempre evoluir, porque é o que o mantra trás, o elo entre o corpo corruptível (biológico) e o corpo incorruptível (espiritual). Shiva representa o mundo e a criação da matéria que podemos chamar de linguagem, códigos contidos nas simples moléculas, Pavarti representa a alma, o sopro divino que está contida no escopo real e único. Mas estamos falando em um estado sutil, quando enxergamos nosso lado intimo, conhecemos nossa natureza do ser. Seria o suprafísica platônico? O “Mundo das Idéias”? O que sabemos que graças ao amor entre Pavarti (o lado feminino é a alma “Cogito”) e Shiva ( o lado masculino é o lado corporal “extensa”), segundo o hinduísmo, a realidade como conhecemos existe. Isso não difere muito com o amor de Deus cristão.

Então podemos dizer que tudo gira em torno do verbo, porque tem a ver com a linguagem infinita do universo e todos seus códigos, todas as suas matérias, todas as suas maneiras de produzir algo. O universo foi criado na linguagem indefinita e dai por diante, evolui como se alto programasse para algo sutil, algo de evolução e termos por nós, ainda desconhecidos. Mas o que seria essas linguagens? Sabedorias milenares sempre disseram que tudo era apenas nosso pensamento, os filósofos que se apegaram a essa maneira de pensar, disseram que a realidade era muito mais profunda e sua essência. Não está no evangelho de João que só havia o verbo e dele se fez carne? Essa “carne” nada mais é – a mesma que Jesus tomou como corpo encarnado e muitos outros avatares – do que carbono e outros minérios que as estrelas produziram graças as supernovas (explosões). A sabedoria bíblica já dizia que “...do pó vieste, do pó voltaste!”, porque viemos do pó produzido pelas estrelas e delas somos filhos; porque essas explosões criaram até mesmo os elementos para a Terra ser um planeta solido e nelas, foram produzidas todos os gazes e substancias. Essas explosões foram fruto de estrelas muitos grandes que não poderiam se estabilizar por causa da sua gravidade, sucumbiram em muitas explosões criando corpos (sistemas planetários) menores e menos densos. Os físicos não entenderam que as alegorias bíblicas e de muitos livros sagrados, são apenas aspectos diferentes dessas pesquisas e desses achados. Pitágoras sempre disse duas coisas que se confirmaram, uma é que todo universo é matemática e que a realidade nada mais era do que vibrações de cordas.

O universo matemático é fácil de ver porque em nossa frente pode ser comprovado, porque existe dentro da natureza, formas geométricas e números matemáticos certos que se for mais ou menos, alterara toda uma estrutura. A água, por exemplo, tem dois átomos de hidrogênio e um átomo de oxigênio, se isso não tiver os números exatos, não será agua. A natureza da água é em essência esse numero exato de elementos, isso é a formação química da agua, se ela tiver 3 átomos de hidrogênio não será agua, se tiver 1 átomo, não será formada a água. Os números dos elementos podem ser classificados como sendo exatos, senão não há o processo químico e físico necessário para tal. A realidade depende dos números e eles estão contidos dentro de cada átomo que formam toda a realidade. O problema é que os gregos entendiam a matemática como sistemas geométricos e não como entendemos hoje – que veio dos árabes que trouxeram obras que restaram da biblioteca de Alexandria – mas sistemas complexos de planos, pontos e linhas. Não é atoa que aprendemos na escola a teorema de Pitágoras que é em qualquer triangulo retângulo, o quadrado do cumprimento da hipotenusa é igual ao cumprimento dos catetos, ou seja, por definição, a hipotenusa é o lado oposto ao ângulo reto, e os catetos são os dois lados que os formam. Não é isso que podemos ver em toda a natureza? Formas geométricas constroem toda a realidade e fazem dessa realidade algo palpável, algo que possamos ver as formas. Não é a toa que o 3 é considerado em muitas religiões como a trindade divina. No hinduísmo, temos os três olhos de Shiva, mas no terceiro olho que forma a realidade, o universo que conhecemos – no cristianismo existe a santa trindade que é pai, filho e espirito santo – sendo que no budismo, existe as três camadas e estamos na terceira dimensão. Catetos nada mais são, do que ângulos retos em um triangulo retângulo que chegará no cume sempre em linha reta, medido pela hipotenusa e chegando num ponto comum. Se voltarmos a agua temos o 3 novamente, como dois átomos de hidrogênio (h2) e um átomo de oxigênio (O). O 3 em muitas culturas é um numero sagrado e muito mais complexo do que se pensa, porque até nosso corpo tem 3 bases: cabeça, tronco e membros.

Os gregos antigos tinham muito em sua cultura a harmonia como um bem a ser alcançado, tanto que as religiões órficas pregavam a harmonia como sinônimo de perfeição onde Pitágoras herda. Ele dizia – muitos irão dizer que na verdade não temos como saber se essas afirmações eram mesmo dele ou de seus discípulos – que tudo que existe está vibrando como as cordas de uma citara (eram instrumentos musicais parecidos com os alaúdes) e hoje, existe a teoria das cordas. Quando ouvimos as musicas existem tons fortes e tons fracos, por exemplo, o rock existe uma batida forte e três batidas fracas que determina a harmonia do conjunto entre a melodia e a letra, sem isso, a musica praticamente não existe. Mais se repararmos, um conjunto de rock tem 3 acorde e voltamos ao numero que estamos analisando. Reparem que no mantra diz que quando libertamos nossa mente, nos desprendemos da realidade e jogamos a outra realidade, tudo depende da visão de quem está observando. O cacto que está na minha janela é visto por mim de um maneira, quem vê ele de fora enxerga ele por outro ângulo, e assim, toda realidade funciona. A realidade ser vibrações que começaram no Big-Bang – as religiões orientais vão dizer que o OM (AUM) é o som do universo e não difere do verbo do evangelho – e foi descoberto que os átomos vibram graças ao processo de encontro dos elétrons. Provando que é real essa afirmação, pesquisadores encontraram pontos que poderiam ser descritos como vibrações.

O nosso universo – na matemática e em especial na teoria dos conjuntos e nos fundamentos da matemática, um universo é uma classe que contem (como elementos) todas as entidades que se deseja considerar em uma certa situação. Todos os conjuntos teriam subconjuntos de um conjunto maior que é conhecido como conjunto universo que é indicado com a letra U – é completamente vibracional e tem como base o tempo e a massa. Só existimos e a vida existe graças a gravidade que a massa desenvolve dentro do tempo – na verdade, o tempo e espaço, faz uma curvatura graças a gravidade e sem a gravidade não existia o hoje. A vida foi gerada graças a componentes químicos e físico, componentes muito mais sutis, componentes que o mundo ainda não entendeu e se não entendeu, não sabe a essência desse componente. Ao meu entender, o que evolui é o espirito e com o espirito, os corpos biológicos vão evoluindo junto, prova disso é que bem remotamente a Terra era povoada de seres somente irracionais, hoje, há seres racionais e conscientes. Não estou me referindo só do ser humano – muitas vezes irracional – estou falando em seres conscientes como foram provados em pesquisas, os cetáceos são conscientes. Não é uma questão mais sutil?

A evolução não vai cessar só porque o ser humano está no planeta, talvez essa é a razão de tantos animais diferentes encontrados, porque a evolução não para diante a humanidade. Porque o que evolui sempre é o espirito, o ser que desenvolve diante o universo e é a energia cósmica que nos dá uma condição de ser células que evoluímos e nos tornamos seres que podemos ter consciência, esses deuses e suas sagas, nada mais é do que o caminho da construção de uma consciência cósmica. Mas qual o mecanismo que podemos usar para essa consciência? O filosofo grego Sócrates, dizia que tínhamos que conhecer a nós mesmos que ai sim, poderíamos conhecer os deuses e o universo. Os deuses nada mais são do que personalidades de cada fenômeno do universo interpretado por cada cultura, essa interpretação pode significar o símbolo de cada reação cósmica que liga nós com o TODO. Essa ligação que nós fazem sermos “…imagem e semelhança de (Deus?)”.

A FORÇA que está em nós só é liberada quando não nos apegamos a nada material, porque tudo some com o tempo, mas nossa consciência não. Não é à toa que Buda Sakiamuni diz que se enxergar um buda em sua frente mate-o, porque a consciência só é liberada por nós mesmos, só é liberada quando nós é dada a dadiva do não apego. Mestre Mooji disse: “não tente se livrar dos apegos, apenas reconheça-os quando observar”, ou seja, a maneira que observamos um objeto vai ser o significado desse objeto na sua vida. Quando minha noiva e eu começamos a namorar eu ganhei uma caneta com um calendário dela, depois descobri que minha sobrinha tinha desmontado a caneta e fiquei muito chateado. Dias após isso olhei para o rosto dela e compreendi que não era a caneta que importava, mas o afeto que damos um ao outro e a maneira de enxergar meu sentimento por ela. Mestre Mooji fala das muitas maneiras de enxergar um objeto dentro em uma realidade, porque a realidade nada mais é, do que um conjunto com vários subconjuntos. Se não ligamos e não se apegamos, temos plena certeza do hoje, se nos apegarmos, ficamos presos no amanhã e no ontem. O não apego é a liberdade que o mantra diz, porque enxergaremos outro objetivo, da morte simbólica. Essa morte simbólica – muito usada pelos egípcios em sua inicialização de seus segredos espirituais – é a morte do conceito mundano para a vida espiritual, nós em sua essência, não se apegamos a conceitos mundanos. Daí vamos nos desprender dos galhos mundanos como um pepino maduro, ou seja, o amadurecimento espiritual nos dará o caminho a tudo que quisermos.

Não é muito diferente do cristianismo, pois o mestre Yeshua (Jesus), morreu na cruz simbolizando o encontro com a espiritualidade. O corpo pode ser corrompido, mas o espirito nunca será corrompido, porque lá não existe o bem ou o mal e sim, é. Essa cena é muito divulgada é quer dizer que após a dor da liberdade carnal e a dor da tortura (calvário), o espirito se liberta de todo o mundo que nos rodeia. Cruz vem do grego “xylon” que quer dizer “arvore”, “madeira”, podemos dizer – segundo o próprio cristianismo – a cruz é o meio de se libertar do pecado e esse pecado não é a maneira que somos ou a maneira que comemos, enfim, é a nossa quebra com o TODO. Então, segundo a biblia, nós pecamos (saimos da condição de contemplação universal) e sairmos desse pecado graças a arvore? Nisso entra a ciencia como pano de fundo, porque Eva (anima) come o fruto da ciem cia e para tirar essa falsa ciencia, Jesus morre para mostrar que tudo é uma ilusão. Mas que ilusão estamos falando?

Uma planta nunca tem a esperança de sair da terra, porque sua vida e seu momento (realidade) está dentro daquilo que vive, numa terra se alimentando. Lógico, que o ser humano é muito mais consciente do que uma planta – não que uma planta não possa ser consciente, mas ela não tem energia o bastante para ser consciente dentro de uma evolução de percepção de ambiente para perceber sua própria realidade – mas todas as coisas tem em sua áurea, sua energia particular que monta e se faz a realidade de cada ser. Mas terminei o outro paragrafo perguntando o que seria a “realidade”, pois a realidade é um complexo entrelaçamento de inúmeros “agora”. Na verdade, não existe realidade, mas um eterno momento dos inúmeros “agoras” e esses “agoras”, são realizados com sucessivas escolhas que fizemos. Se vou cheirar uma flor, a minha realidade é cheirar a flor porque naquele momento é a flor que vejo e sinto seu perfume, não tem outra flor ou outro perfume, o “agora” é feito daquela ação. Aquela ação vai me ensinar que aquela flor tem aquele certo perfume que é um conhecimento, com o vasto conhecimento de perfumes e flores, fará que entre a sabedoria e a felicidade de descobrir várias fragrâncias que poço adquirir. A evolução espiritual-intima é mais ou menos isso – daí vem o nirvana que é o prazer eterno pelo conhecimento – o conhecimento de cada ação que fazemos e com acertos e erros, podemos saber o que fazemos ou não, isso é o verdadeiro amadurecimento.

Esse amadurecimento nos fazem como que Neo do filme Matrix se fez, para entender a Matrix (o programa que está acoplado a cada ser humano em ter o sonho de um eterno século XX) se deve entender o algoritmo do software. O algoritmo são linhas de raciocínio lógico que devemos seguir para uma dada tarefa, como o que escrevi ali em cima, eu pego a flor e sinto o perfume da flor e essa flor me dará o conhecimento para o aroma desse perfume. Essa ação lógica nos leva a uma reação lógica e se há uma reação lógica, devemos ao algoritmo daquele momento. Um software é feito de várias linhas que dão a instrução o que o computador deve fazer, por exemplo, esse programa que estou escrevendo esse texto é feito de várias linhas que o programador escreveu e o copilador (são como tradutores entre a linguagem de programação que o programador usou e transforma em números binários que o computador entende), traduz na linguagem que a maquina entende para realizar a tarefa. Neo apenas leu e entendeu o códigos do software para apagar o defeito que o vírus deixou (Agentes Smiths) e restabelecer o sistema, alguns humanos foram libertados e Neo morre. O universo é feito sob códigos, a realidade pode ser manipulada se entendermos como esses códigos funcionam. Foi assim que muitos entenderam esses códigos e passaram esses ensinamentos para nós aprendermos.

Como explicar que mesmo sem enxergar o cego pode sonhar com aquilo que não viu? Será que são niveis evidentes de consciência? Quando nós sabemos como os algoritmos processam, fica muito mais facil entender o software que estamos usando e isso também vale para o universo. Será que a teoria dos arquivos akashicos não deveria ser melhor analisada? Os arquivo akashicos nada são do que os algoritmos que ficam diante do tempo e do espaço, porque nada é perdido e sim, sempre aproveitável. Uma planta não morre e cai no solo para outras plantas se alimentarem de seu humo? As ideias são assim, elas não morrem e sim, ficam em níveis de camadas de consciência mais elevados que talvez, daqui séculos ou milênios, possamos confirmar esses niveis.

O amadurecimento que o mantra fala é o amadurecimento espiritual de entendermos o cosmo como um todo, como Yashua (Jesus) disse um dia, para conhecermos a verdade, pois ela nos libertaria. Mas qual verdade estava falando? Qual da verdade ultima devemos perceber?


Hara Shiva!