segunda-feira, julho 14, 2014

terça-feira, julho 01, 2014

Marxistas fora da história





Descrição da foto: No lado esquerdo Adolf Hitler com a bandeira com a suástica nazistas atrás dele e no lado direito Karl Marx com a bandeira da foice e o martelo na suas costas e o vermelho faz uma só. 

por Amauri Nolasco Sanches Junior


nesses dias eu estive lendo o caso de uma aluna de direito que acusa um dos professores de assedio ideológico por ser marxista e ele ser liberal e o advogado posta uma asneira contra o feminismo que não tem tamanho. Sobre o movimento feminista – todo seu viés histórico e politico – ainda está sendo estudado por mim e talvez lá para frente irei publicar textos sobre. É estranho os marxistas – aqueles que leram mesmos Karl Marx e assimilaram o que ele dizia – não admitirem que o partido de Adolf Hitler e os seus NAZI sejam um partido de esquerda e isso no nome já se enxerga. Seu nome era Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, o socialista já diz que o partido era de esquerda e o nazismo na época, podem dizer o que quiserem, mas visavam mudanças dentro da politica alemã. Por que estou dizendo isso? Porquê ela se incomodou que o professor disse que o nazismo era de esquerda. (Leia aqui)
O filósofo Karl Marx (1818-1883), estudou direito e era de origem judia onde seu pai era um advogado conselheiro da justiça – carreira que o próprio Marx vai estudar, mas pouco seguiu – e foi casado com filha de um industrial na Alemanha. Mas deixamos sua biografia para quem aprecia escrever elas e entrar em suas teorias que, numa visão mais aprofundada, não está totalmente errada. Que o ser humano é explorado pela força do trabalho e recebe muito menos que vale, isso sem duvida nenhuma, pois muitos não ganham na mesma proporção para comprar um carro que produzem. Isso se chama mais valia – embora muita coisa mudou no mundo que Marx viveu (seculo XIX) e os dias de hoje sendo que quem é bem sucedido é aquele que faz a manutenção de seus conhecimentos diante do que trabalha – onde se ganha muito menos para comprar aquilo que produz. Não concordo com muitas premissas de Marx pelo simples fato de que o marxismo já foi implantado, nos moldes dos que detinham o conhecimento na União Soviética, e não funcionou e não vai funcionar graças ao poder. Mas também, não pode dar certo, pelo simples fato que não há igualdade nem mesmo na natureza – Marx foi muito contrario a teoria de Darwin - onde o leão precisa comer o servo para sobreviver, os animais sociais terem um lider para seguir e outros fatores que se olharmos, será logica demais. Mas na exploração trabalhadora, isso sem duvida, mas temos que nos ater nos dias de hoje que o niilismo – doutrina que há uma negação aquilo que chamamos de metafisica, ou seja, a negação daquilo que sentimos como forma espiritual e a essência de tudo que o ser humano concebe como crença e ideologia – impera como a razão, e não é a razão. A razão é muito mais do que conceber uma realidade como realidade única e sim, a realidade depende de cada realidade que cada um carrega dentro dos valores passados pela sua educação. Isso tem nada a ver com a classe que está inserido e sim, ao que lhe é ensinado.
Percebo que o socialismo comunista cientifico se tornou uma doutrina do “coitadismo” e se lemos honestamente as obras de Marx, não era essa a proposta que tinha em mente e não era tudo que nos é passado. Nem tudo é de ordem social e politica – as classes se modificam conforme a desenvoltura da economia em cada país – e sim, as classes se transformam conforme os valores que cada um enxerga diante ao mundo, não adianta ganhar dinheiro, se não tem um pensamento que amanhã pode faltar ou pode juntar para comprar ainda mais coisas. No mesmo modo podemos dizer das várias formas do socialismo comunista cientifico, pode até se tornar algo bom, mas se deve não ter a revolução em imposição sócio-cultural, mas uma mudança de mentalidade que talvez seja-se algo complementar a doutrina igualitária religiosa cristã. Ora, se analisarmos bem fundo a doutrina socialista comunista cientifica, não é muito diferente da proposta dos cristãos e o que está no novo testamento junto com os ensinamentos de Jesus. Os únicos erros – e são os mais profundos dessa doutrina socialista comunista – é sempre frisar algo externo e não é, a vontade de progredir vem do seu intimo, não pode ser avaliada por “coisas”. As coisas passam, são conseguecias de muito trabalho e dedicação e depende de nós, o governo não pode ser tutor de cada cidadão porque por natureza desse poder, ele é repressor por questões da própria administração e não tem muito a ver com os inúmeros regimes que já se teve. O socialismo comunista cientifico se contrapõem dentro do seu próprio discurso, Marx deu aos seus opositores a melhor arma nos debates que levou o próprio filósofo anarquista Prondhon a ter uma briga feia; se o socialismo comunista visa a igualdade, como sociedades poderiam ser administradas por cooperativas e essas cooperativas sendo administradas esses administradores iria ser detectores do poder a mesma coisa, então não seria uma ditadura do proletariado como vimos na URSS? Nem mesmo Marx sabia como levar sua filosofia ao poder, o que ele formulou foi apenas inúmeras teorias econômicas e sociais que levou muitas pessoas a concordarem com essas teorias.
Os marxistas não usam sua própria filosofia – não que sou totalmente contra sua filosofia, sendo eu, um estudioso e militante nas causas sociais – porque não enxergam suas próprias falhas históricas. Esses erros podem ser vistos em documentários muito fáceis na internet e não precisa ser nenhum catedrático para enxergar que o erro está justamente no materialismo dialético, porque enxerga o ser humano como construtor do mundo onde há uma construção daquilo que fazemos do mundo e seus elementos. Mas se irmos um pouco mais além dessa dialética materialista, cada objeto já estava inserido no mundo muito antes que o ser humano pudesse perceber esse elemento. Podemos perceber uma pedra, essa pedra está lá a milhões de anos sem o homem (ser humano) pudesse perceber diante de suas faculdades sensoriais. Daí construirmos termos que tem a ver com o objeto – construções que muitos filósofos lógicos, como Wittgenstein, vão dizer que são jogos de linguagem – para construirmos uma ideia daquilo que estamos diante da percepção. Daí entramos na fenomenologia – esse termo vem do grego phainesthai, que quer dizer aquilo que se mostra, e logos, que é aquilo que se estuda – que foi escrito por Edmunt Husserl (1859-1939), que visava um estudo aquilo que enxergamos no mundo como fenômeno da consciência. Então, a pedra é apenas a ideia que fazemos da pedra enquanto objeto que enxergamos e temos que designar algum nome para analisar esse objeto. O objeto é apenas um meio para temos a consciência do ambiente onde estamos, porque graças a isso temos a melhor maneira de fazer nossas escolhas.
Sendo nós detectores de nossas escolhas e no próprio socialismo comunista cientifico, tudo é uma decisão social e faz parte da cultura onde estão inseridas, mas isso derruba por terra o próprio socialismo comunista. Por que? Porque temos as nossas próprias escolhas e essas escolhas não podem der feitas por causa de um regime ou por causa de um grupo, tem a ver com nossas percepções subjetivas que vão definir nossa vontade com aquele objeto. Mas podemos sim pensar com o coletivo – o homem como um animal politico – porque vivemos numa sociedade e como sociedade podemos ajudar a ela ser mais justa possível para um convívio harmonioso, mas isso depende da leitura subjetiva das coisas que enxergamos em nossa volta. Isso tem nada a ver com regimes, isso tem a ver com educação familiar.
Mas por que o socialismo erra nos seu materialismo histórico? Quando lemos o nome do partido NAZI, lemos Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, ou seja, esse “socialismo” é o mesmo socialismo que os marxistas tanto adoram dizer e o “nacional” é o “socialismo” alemão que dá uma identidade em cada país. Como teve o bolchevismo russo, como teve o maoismo chines e o castrismo cubano, o nacional socialismo caracteriza um tipo de socialismo racista (xenofóbico) que caracterizou na época. O nazismo é um socialismo radical xenofóbico – que não está muito longe do que ensina Marx em seus livros, que se para o bem da maioria uma minoria morrer, deveriam ser eliminados – que caracteriza como um regime social que exalta o nacionalismo, hoje os neonazistas transcendem as características  xenofóbicas e a pureza racial, para pregar o nacionalismo radical. Não importa se o cara é umas das etnias que os nazistas rejeitavam, isso não importa, mas a soberania do cidadão daquela país Estado. E não é diferente do que Josef Stalin fez ou Mao Tsé Tung, porque ambos mataram muitas etnias para o bem de uma maioria (sempre escolhida por eles). A característica xenofóbica é devido o nacionalismo radical que rejeita o direito de um estrangeiro morar em seu país, como se esse estrangeiro tirasse as chances de emprego e uma vida melhor, que no fundo, é uma tremenda bobagem porque uma vida digna se faz cada um trabalhando em prol da humanidade. Mas dizer que os nazistas não são de extrema-esquerda, é uma bobagem pior ainda, porque só passaram a matar comunistas quando Stalin declarou guerra a os alemães.

Essa juventude deveria estudar mais para não dizer tanta bobagem, essa aluna – com seus 20 anos – deveria pesquisar mais e não deveria se incomodar com isso que o nazismo foi mesmo de esquerda (os neonazistas são modinha e não devem ser levados a sério), porque no fim o poder em si mesmo é já repressão. Não existe liberdade. 

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Deputada "ostentação" e as secretarias adestradas





quarta-feira, junho 18, 2014

Os ghiraldellianos na Terra dos Sonhos Vencidos

Diógenes com sua lanterna procurando a sabedoria 






Por Amauri Nolasco Sanches Junior


Há dentro da filosofia brasileira nomes que só fazem pensamentos exóticos que até tenho medo de mencionar para não dar enfase a esses nomes, mas não dá para ficar calado.  O professor Paulo Ghiraldelli Jr, que tem um modo muito esquisito de discuti filosofia, e se referi aos filósofos prestigiados que contribuíram para o aperfeiçoamento da cultura humana com seu próprio ponto de vista. Ghiraldelli tem prestado grande contribuição para a banalidade da filosofia jogando para o senso comum e para sua tendencia esquerdista (uma forma tosca de esquerda infantilizada), onde os elementos dessa forma é o que ele entende como “ser” filosofo, porque para ele, um verdadeiro filosofo tem que concordar com ele e dar sua premissa diante do que ele dita. Se isso não ocorre, você é chamado de “burro”, de “anta”, como todo “barraqueiro de boteco” chama qualquer um.

Aprendi muito nesses grupos tanto no orkut, como yahoo, como facebook, que a filosofia transcende o senso comum e coloca em questão o pensar, não o pensar como forma de sair por ai voando, pensar que aquilo pode ser ou não verdade. Na maioria das vezes, nos iludimos com situações que são apenas “momentos” que passamos que ainda “achamos” serem verdades, não o são, são ideias passadas numa tradição que nem ao menos sabemos porque existe. A filosofia (amor a sabedoria) deve transpor os mitos e ideologias – são uma vertente desses mitos – para saber sua geologia, saber seu parentesco e quebrar esse mito para entender, explicar o senso comum é alimenta-lo com a banalidade (coisa que o professor Ghiraldelli diz lutar contra) e colocar como uma verdade e isso pode ser, muitas vezes, alimentar um lobo no meio das ovelhas. A filosofia não quebra o mito, ela transforma o mito em algo palpável, algo que possamos entender qual razão ele (o mito) existe. O mito é uma forma de filosofar e sem o mito o ser humano acaba criando neuroses inúmeras, acaba sempre indo a uma realidade que muitas vezes ele não entende e diz coisas que pode sim ser usado pelo poder vigente, o poder que a sociedade elegeu e tomou como seus tutores morais e ideológicos. Daí são criados “ídolos” que nos salvará desse mundo que não entendemos e que graças essa quebra dos mitos, são colocados como a única salvação da humanidade. Esses Ídolos são ora o capitalismo (que criou a ilusão da liberdade), ora o socialismo comunista (que criou a ilusão da igualdade) onde foram criados graças a esquecimento dos mitos.

Ora, não estamos falando em mitos como uma fantasia criada e sim, estamos falando de mitos que uma sociedade cria como explicação para coisas que ela mesma acredita. Esses mitos foram e são importantes para o desenvolvimento e evolução de uma sociedade ou uma cultura, pois esses mitos dão os elementos para essa sociedade e cultura existir. A existência de uma cultura depende como essa cultura se desenvolve e como essa cultura se torna parte dessa sociedade – com suas montagens de uma moral e eticas que são construídas através de seus pormenores – como um desenvolvimento de um feto dentro de um útero, pois a desenvoltura desse feto depende dos nutrientes que ele é alimentado. Não adianta as pessoas se convencerem que o lado da mudança é o esquerdo (como aconteceu na revolução burguesa da França), onde há um pensamento ilusório da igualdade que muitas vezes, vem com ídolos que ainda permeiam o pensamento da maioria. O pensamento do herói que salva o povo da opressão e do abandono, onde se nós seguirmos esse suposto “herói”, seremos libertados de um inimigo imaginário que o poder coloca dentro do seu discurso para exatamente, ter esse poder. Mas, muitas vezes, o oprimido que quer ser esse “herói” acaba sendo o opressor e ao longo da historia temos muitos exemplos, um deles foram os nazistas, os fascistas, os bolcheviques (após Lênin) e etc. Também não adianta se convencerem que o lado conservador é o lado da tradição familiar e religiosa que toda família deve seguir para ser felizes, vendendo a ideia de uma ilusória liberdade (temos liberdade de comprar o que quisermos dês de que tenhamos dinheiro para tal, que seria um tipo de prisão) e a ilusão que com isso a sociedade giraria a economia e despertaria maior investimento na área social. Nunca uma analise filosófica foi tão pobre do que essa, uma analise de quem não subiu ainda a montanha.

Ora, uma analise de verdade acontece dentro das milhares de premissas que ocorrem dentro da história da filosofia e ainda ocorre, que começou de onde viemos e foi parar como falamos e a importância da linguagem no discurso. Mas os antigos, nunca disseram que deveriam acabar com o mito e sim, entende-lo em sua geologia, entendendo onde ele começou e porque motivo existe. Quando Tales de Mileto disse que viemos da água, ele não acabou com o mito da criação do homem pelos deuses que eram complacentes conosco, ele fez entender que se tudo era úmido, então, nós viemos da água porque a água tinha importância para nossa vida. Mas também se repararmos bem aos fragmentos – não teremos nunca certeza se realmente ele quis dizer que tudo vinha da água – podemos remontar nossas atenções no lado simbólico que sempre a filosofia usou para explicar algo ou algum mito. Isso da quebra de mito veio com os iluministas que queriam tirar da Igreja Católica o posto da guardiã do pensamento ocidental, mas na verdade, foi um erro interpretativo. Estão colocaram tudo em volta da razão (logos) e se viciou em se dizer que a filosofia apareceu para destruir o mito. Na verdade, ela interpreta os símbolos que constrói esse mito, que ao invés de destruir o mito do deus Thor da mitologia nortica, por exemplo, ela analisa os elementos que construíram o mito do deus nórtico.


O filosofo Ghiraldelli fez escola e deixou seu legado que se você não concorda do pondo de vista do cidadão, isso é fácil de ver, o cidadão até te bloqueia. Porque não entende que na filosofia não existe um lado, tudo é feito do lado de fora do senso comum e nas variadas culturas se não, não haveríamos amar a sabedoria e procurar nosso objeto do amor. A transvaloração dos valores requer olhar o ser humano e sua cultura fora da cultura, imparcialmente e sem privilegiar um lado e sim transcender qualquer lado, um filosofo é um andarilho procurando a luz da sabedoria. 

domingo, junho 15, 2014

Copa das Coxinhas com catupiry ou com katshup?










Por Amauri Nolasco Sanches Junior


quando comecei a ler filosofia, me deparei com o principio socrático que deveríamos conhecer a si mesmo, porque só descobriríamos quem somos, conhecendo nossa própria natureza. Depois descobri que Sócrates de Atenas, tinha tomado emprestado a frase na entrada do Oráculo de Delfos que honrava o deus Apolo de Piton, que era o deus solar da morte súbita, das curas de doenças e pragas, também era o deus da harmonia, beleza e perfeição que assegurava o equilíbrio e a razão. Mas no Oraculo, chamava a atenção que dizia que quando conhecêssemos a nós mesmos, conheceríamos os deuses e o universo e por isso era tão importante. Conheceríamos nossa parte espiritual (deuses) e nossa parte material da terceira dimensão (universo) que nos fez existir e viver aqui nesse planeta e nesse momento. Depois eu li Heráclito de Éfeso que disse que tudo flui, não entramos na mesma água do rio duas vezes, porque o tempo vai mudando os fatos e os fatos não são eternos e nem as verdades são absolutas como disse Nietzsche muitos séculos após Heraclito, mas baseado nesse mesmo principio. Ora, se tudo flui e nada é absoluto e se nos conhecemos sabemos da nossa força e garra e conhecemos mais coisas que poderíamos conhecer, por que apoiar uma esquerda brasileira que se agarrou em estereótipos e uma direita que se agarrou em verdades absolutas?

Michel Foucault, grande nome da filosofia do século XX, disse que há uma figura dentro da normalidade – aquilo que se enfiou nas culturas ocidentais dês do século dezoito – em que aquilo que entra como aceitável dentro de um programa efetivo dentro de uma sociedade “governável”. É o que alguns vão chamar de sociedade padrão, um controle de comportamento onde o cidadão deve seguir, uma maquina óptica universal de controle humana. Isso se chama Panóptico e foi idealizado no século dezoito para criar uma imagem de ser humano que pudesse serem prisioneiros em delimitações morais e sociais, muitas vezes, levados ao interesses governamentais. Se repararmos bem – isso é uma visão muito acima daquilo que chamamos de direita ou esquerda – todas as ideologias foram formadas com base desse panóptico depois do século dezoito e isso, nenhum indivíduo que estude filosofia de verdade, pode negar. Por que isto? Porque para ser um cidadão respeitado, devemos saber todas as artimanhas de todo tipo para enxergar coisas que a sociedade determina como “certa”. Esse “certo” é sempre determinado com algum interesse daquilo que a sociedade determina diante da imagem que a informação procura mostrar, se mostrar que determinada pessoa não faz e não é o protótipo daquilo que a moral determina, ele é rejeitado como algo fora do normal. Mas essa informação sempre é dada para determinar esse tipo de fronteira entre um e outro e não a nos conhecer como ensinou a sabedoria antiga, porque o modo pós-moderno de pensamento, se conhecer é determinar o ultimo motivo de nossas vidas.

Não pararmos para olharmos nosso interior e olharmos aquela informação com um ar critico, não com um olhar dos valores que carregamos da ética e moral da cultura que vivemos ou pensamos ser verdade, mas com um olhar com que razão aquela informação nos é dada. Dai chegamos a nossa própria visão dos fatos que levaram aquela informação e o porque ela foi disseminada. Tudo nesse momento que vivemos aqui, é transformado em espetáculo porque sempre pende a um dos lados possíveis sendo ou de um lado, ou de outro e a analise sempre fica pobre e desqualificada. Quando falamos em vaias e xingamentos da presidenta Dilma Rousseff, não devem ser analisadas nem como um protesto da direita porque muitas vezes, varias vezes, muitos desses cidadãos votaram nela e ela é presidenta de toda a nação, queiramos ou não. Para entendemos melhor, vamos dizer que os cidadãos não respeitaram nada porque além das ideologias e opiniões, ela é a chefe de Estado e nada vai mudar isso (nas urnas isso deve ser mudado). Por outro lado, sem a menor duvida, é uma ação legitima e democrática, para expressar uma indignação daquilo que se viu em todo o tempo que a Copa foi preparada, onde escolas não foram construídas, hospitais não foram construídos, obras estão inacabadas, sempre visando o populismo flagrado e quase já engendrado na cultura sul americana. Porque nascemos da ganancia europeia e não temos uma cultura solida e ainda herdamos esse panóptico que o filosofo Foucault alertou no seculo passado.

O termo “coxinha” nasce de uma esquerda brasileira cheia de estereótipos infantis – concordo com Frei Beto quando diz que há cidadãos de esquerda e cidadãos esquerdistas, porque o esquerdista sempre é o cara que fica com “apelidos” igual que damos nas escolas e pode sim ser chamado de um discurso de uma sociedade padronizada na cultura esquerdista – que quer dizer (além daquilo que sabemos que eram os guardas que achavam que poderiam comer coxinha de graça), são pessoas que se fecham em uma ideia só, porque a coxinha não tem outro recheio a não ser aquele. Outra característica é que ele se fecha num mundo que acredita ser o que ele pensa ser justo, não o mundo que milhares de pessoas podem sentir outra coisa ou podem pensar outra coisa. Ora, se pensarmos nessa linha de raciocinio, todos tendem a isso e não só o indivíduo que é mimado, que o pai paga tudo, até tem uma certa consciência social, mas não quer perder a “boquinha” e sim, também o indivíduo que tem consciência social, mas inventa estereótipos diversos para desqualificar a discussão. Por isso inventei a designação de coxinha com catupiry (direitista) e a coxinha com katshup (esquerdista), mas tem o mesmo recheio de frango (interesses). Ou seja, os dois lados usam a sociedade padrão – a sociedade disciplinar – para moldar o que está em volga ideologicamente e o que está em voga o interesse onde esse panóptico leva o discurso e para onde a informação deve ir. Tudo isso sempre visando não olharmos dentro de si mesmos e isso, muito claramente, é levado a ser projetado dentro da religião e os meios para colocar o ser humano como servo (a vontade de sempre estar protegido por um pai) de um tutor que vai lhe dizer que você não é capaz de pensar ou agir por si mesmo. O comunismo e as ideologias desse tipo, também visam isso e colocam sempre o povo como um ser dependente do governo, como ele fosse um pai ou ideologias liberais, que você dependem das coisas. Sempre dependemos de algo e nunca vamos fazer algo porque sabemos que somos uma determinada maneira, ou por nossa própria vontade de fazer.

As pessoas sempre tendem a querer tutores como o filosofo Immanuel Kant disse num artigo dele, que as pessoas tem preguiça ou não querem sair da sua menoridade porque sempre querem ser tutorados. A menoridade, nesse caso, não é a idade e sim, o esclarecimento para sair desses tutores morais ou ideológicos. Esse fenômeno se dá no processo da dependência do ser humano – seja homem ou mulher – de um fator que possa tirar ele dessa situação, seja uma imagem divina, seja um herói ou uma ideologia politica, mas tenha um papel determinante em tudo aquilo que vai tira-lo, em tese, de sua pobreza. Por isso muitos ainda acreditam em religiões que prometem rios de coisas, porque a redenção de seus pecados – sempre o pecado é aquilo que a sociedade condena graças ao maquinario moral e cultural do ensino – e não mais, religa nós com seres ou o ser divino como eram as religiões do passado. Muitas delas, se capitalizaram com a promessa que todos vão ter o que querem quando se redimirem de seus pecados. Lembramos que o pecado é a imagem de tudo que o poder não pode enfrentar para dominar, porque se não for iliminada esses fatores, os fatores serão um “entrave”, um virus no corpo são. Por que temos que viver humildes e sempre aceitar as coisas que as pessoas (no caso o sacerdote) nos dizem? O mesmo ocorre dentro das ideologias politicas, você não pode sair do ensinamento que trazem a cartilha, você tem que seguir o estereótipo da esquerda quando quer uma mudança e tem que seguir o estereótipo da direita quando você não quer nenhuma mudança e é conservador. Mas e quando você não esta de acordo nem com as ideias de um ou com as ideias do outro? Muitos dizem serem anacocapitalistas (os libertários são chamados anarcocapitalistas, mas não tem nada a ver porque sua raiz é capitalista democrata), outros dizem ser apartidários, outros dizem serem pessoas que não se encontraram e outros ainda, chamam de coxinha enrustida. Sair da menoridade é olhar acima daquilo que nos é dito – talvez sem querer, o filosofo Nietzsche tenha sintetizado isso em sua filosofia de “olhar o ser humano em cima de uma montanha” - sempre olhando além dos símbolos que nos é ensinado.

Quando se olha acima de ideologias e das diversas religiões que nos cercam, levamos sempre o estereótipo de pessoas que não são serias, pessoas que só querem tumultuar e ficam desmoralizando nossas ideias como se elas não valessem. Mas são apenas imagens que nos querem colocar, porque saímos da realidade vedada daquilo que nos querem colocar como “verdades absolutas”. Não quero acreditar que há um trabalho social serio aqui, porque não adianta ter rendas inúmeras e não ter infraestrutura para usufruir dessa renda, não adianta o povo ter como comprar ou ter luz para usar, se a infraestrutura das hidroelétricas não aguentam. Não adianta meu Estado crescer e não ter água, não ter escolas, não ter hospitais, não ter casas para morar mesmo quando se quer pagar. A infraestrutura faz parte sim de um país e ela é sim social, a criminalidade está ai porque criamos um panóptico perigoso, porque botamos culpa na escolaridade (educação é o que aprendemos no berço), mas é a consciência social que é culpada, porque ensinamos aos jovens que o importante é o MEU. Aquele pai que buscou o filho na manifestação é a prova disso, o filho é MEU, o indivíduo é sustentado por mim e ele pertence a mim e não ao mundo e a ele próprio, porque essa é a ideia da escolaridade governamental, o filho pertence aqueles que os sustenta. Antes do império romano, os filhos já eram criados para serem cidadãos e não algo ou alguma coisa, a coisificação foi alastrada com o império romano. Mas que ficou mais acentuada com o capitalismo onde os burgos tomaram o poder e isso se enxerga muito quando um indivíduo “compra” a ideia da coisificação do individuo, a estatização começando no núcleo familiar. Começa com os pais dizendo ser MEU e depois o Estado dizendo ser NOSSO e não importa muito a ideologia, porque na essência é tudo o mesmo prognóstico. A coxinização não está apenas na direita conservadora que quer dinheiro a todo custo, é também da esquerda infantilizada (esquerdismo), que coloca um modelo que não deu certo como um modelo único e fica inventando termos e estereótipos inúmeros para desqualificar a discussão, porque não querem ver que o que está ai é muito longe do ideal.

Não temos que vaiar ou falar coisas improprias a dona presidenta, temos que não votar nos mesmos, porque ainda, estamos numa democracia. Mas votar não é uma partida de futebol que tem torcida e tudo, mas tem que ter uma consciência social, uma consciência que o indivíduo vai governar pela sociedade inteira de um Estado, cidade ou país. O resto, bem, o resto é só a humanidade.

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quarta-feira, junho 11, 2014

Malévola e o medo do homem em perder a “masculinidade”







por Amauri Nolasco Sanches Junior


eu vi o filme Malévola e devo admitir que estou lendo muitas analises ruins e até ideias que nem estão num filme de “criança”, uma outra visão da “Bela Adormecida”. Um desses textos me fez procurar esse filme online e assisti com minha sobrinha, o nome é “A Misandria de Malévola” de André Forastieri do portal R7. Para quem não sabe, misandria são mulheres que tem ódio pelo sexo masculino, ou seja, o cara nem se deu o trabalho de enxergar a trama da historia e o porque a Malévola tinha tanto rancor do rei Stefan. Será que todo efeito não existe uma causa? Ou ele ficou ferido com a masculinidade da Bela Aurora ser acordada por um beijo na testa?

Todos nós crescemos com a história da Bela Adormecida e todos sabemos das consequências que essa historia trouxe para nossa sociedade ocidental que a mulher tem que ficar a espera no príncipe para lhe dar um beijo de amor e despertar ela do sono da infância. O termo adolescente é algo muito recente, então, quando a historia foi escrita, essa era a ideia. Ora, o homem desperta a mulher em ser mulher com um amor verdadeiro e esse amor começa sua trajetória como mulher. Imagina que na versão original o príncipe estupra a princesa (que pica seu dedo em um espinho e dorme) ela tem gêmeos e um desses gêmeos chupa o dedo e tira os espinhos e o rei mata a rainha para ficar com a Aurora. Perto dessa versão “macho alfa” da Bela adormecida, Malévola é “fichinha”.

Todo conto de fadas é algo arquetípico da psique humana e sem muito medo de errar, em Malévola, isso está muito evidente. Por que? Malévola mora em um reino encantado e é uma fada com asas, fadas são seres arquetípicos da inocência infantil, a fantasia que não pode deixar de existir nos primeiros anos (coexistem nos idealistas). As asas são o pensamento que voa conforme a imaginação nos leva, como um sonho que nos diz o que está escondido em nós. O reino dos Moors é esse mundo que não pode ser explorado, os humanos são todos os conceitos que a sociedade nos coloca, não podem entrar no reino dos Moors porque não podem ser explorado pela razão. Quando o ser humano tomou para si a razão, aprisionou o homem e a mulher em trabalhar para manter o mundo real, o amor não pode estar acima do dinheiro e poder. Malévola é a inocencia humana naquilo que é verdadeiro (a alma verdadeira e sua essência diante do real que pensamos ser verdadeiro), naquilo que todo ser humano é por natureza, mas Stefan é a ganância dos homens que não podem ser sonhadores, tem que ser homens bem sucedidos e fazerem tudo que a sociedade quer. Na verdade, isso é uma analise já feita por Campbell (que deu aquele entrevista clássica que se chama O Poder do Mito), que o feminino é o lado delicado que foi construído graças ao mito de gerações no passado, o masculino é aquele forte que tem todo o direito de trabalhar e fazer o que bem entender. Malévola era sonhadora e alegre e sempre brincava com os seres do reino de Moors, até chegar Stefan que lhe rouba o amor, quando se ama, não há limites. Mas numa noite, Stefan rouba as asas da fada para ser rei, lhe rouba o sonho para poder reinar e querer mandar até no reino de Moors. A razão rouba o poder da imaginação para reinar em um reino que não se pode entrar, não se pode ter de repente, certos domínios. O feminino é algo ainda, mesmo no machismo dominante, uma imagem indefesa e arquetípica dentro de uma sociedade vista num âmbito mais ou menos, acima de algo explicativo e concreto.

Depois nasce a Aurora e Malévola joga a maldição que quando a menina completa-se 16 anos, ela iria furar o dedo em uma roca de costura (um tipo de maquina de costura medieval) onde iria dormir para sempre e só acordaria se alguém lhe beija-se com o amor verdadeiro. Lembrem que ela não disse que era homem ou mulher, mas alguém, alguém que tenha um amor verdadeiro por Aurora. Na verdade, Aurora é filha do rei, o rei é Stefan que é a razão, o poder e a ganancia dá seus frutos e nisso nasce a princesa, mas Aurora é a outra parte esquecida de Malévola, a alma que resgata o lado negativo de tudo que vivemos, tudo que encontramos como dificuldades. Aurora é a alma de Malévola que nasce da ganancia e do poder, é o lado ingenuo e alegre de todo ser humano. Malévola é o ser humano desiludido, fechado em seus próprios pensamentos, dentro de si faz seus sonhos e esperanças serem seus súditos, é a alma sem asas, é a escuridão e o ódio e isso muda quando ela vê Aurora. Ela acorda a sua alma com um beijo, o amor de si mesmo faz ela sentir ela como ela é de fato, não algo produzido dentro de uma sociedade, mas algo dentro de uma imagem dentro de si mesmo. O mito de Narciso mostra ele “afogado” amando a si mesmo por causa de um reflexo, mas Malévola precisou enxergar a si mesmo para perdoar e no fim razão transtornada, morre brigando, pois Malévola mata o rei, mata aquele que quer destruí-la porque ela não obedeceu e ficou longe do seu domínio. O sonho mata a razão para consagrar a virtude e a união dos dois reinos.



No filme também, há outras desconstruções importantes como desconstruir uma imagem que o mal é gerado graças aspectos da vontade e temos que construir um histórico da onde vem esse mal. Eu não acredito no bem e no mal – por ser nietzscheriano e por eu acreditar que é sim uma medida cultural humana, um meio para dominação e os mitos tem uma conotação do heroico, o modelo que todo ser humano deve ser e esse “deve” constrói o que os dominantes querem na humanidade – porque tivemos prova que isso é muito relativo graças ao aspecto emocional, que tem a ver com o lado subjetivo, onde fazem uma construção quem é culturalmente aceito e quem não. Não devemos ter raiva, não devemos pensar em dar limites as pessoas, não devemos construir uma identidade relativa no aspecto do “bem” como o poder constrói esse discurso. O filme nos mostra a quebra de vários paradigmas e imagens dentro do esteriótipo das mulheres e as imagens criadas dentro desse estereótipo, como se as mulheres não pudessem reinar ou serem independentes sem um principe. Aliás, no filme isso é bem nítido, bem feito e bem trabalhado. 



quarta-feira, maio 07, 2014

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Toda unanimidade é burra.
Quem pensa com a unanimidade não precisa pensar.

Essa frase do escritor Nelson Rodrigues é muito expressiva nos dias de hoje. Por que digo isso? Por causa das (boatarias) por ai que vem se alastrando nas redes sociais, aconteceram varias tragedias e um monte de coisas que eram brincadeiras de mal gosto ou para desmoralizar mesmo. Mas, como disse a frase, quando seguimos sem pensar ai só sairá coisa que não deve sair e mensagens que podem levar até a morte da mulher inocente, ou, levar boatos que não são verdadeiros. Começou semana passada com o ato Roberto Boleños (que fez o seriado Chávez) e terminou com uma suposta demissão  de um funcionário em um shopping a mando do comediante Renato Aragão. Pelo que eu vi, bater no peito e dizer que é cristão é uma faixada, na verdade, nossa sociedade está experimentando a mais alta barbárie. Porque estão inseguros, estão com medo de serem mortos, estão com medo de serem rejeitados e julgados, pois na verdade, voltamos a idade média onde se você não idolatra o rei, não idolatra o cristianismo, você é queimado como aconteceu com a mulher linchada. O problema não foi as crianças, não foi não, o problema foi a magia negra que todo “cristão” rejeita.

Mania de nossa cultura e do nosso povo “ouvi o galo cantar e não saber onde o galo canta”, sempre querendo achar desculpas e culpados por atos e escolhas que as próprias pessoas o fazem. Não adianta culpar a Sherahade pelo linchamento, muito antes dela mesmo nascer, tinha esse tipo de coisa na humanidade, só olhar como exemplo a historia de Hipácia de Alexandria e ver que ela foi linchada pelos cristãos mil anos antes que a jornalista nascer. O problema não é o cristianismo em si, mas a manipulação da informação que pode exaltar como pode destruir uma pessoa e quando destrói, é a inveja que impera. Não é a toa que a inveja é um pecado capital, porque trata de querer o que o outro tem e acende nosso lado animalesco, isso que retrata a imagem de Satanás, nosso lado animalesco que Jesus diz “sai de retro Satanás!”. O lado animalesco humano nos faz voltarmos a sermos símios, primatas, onde o mais forte sempre vence e fica como o lider. Mas nosso sistema hierárquico ficou teórico, então o líder ficou o herói, o mais forte fica aquele que todo mundo quer ser, somos símios, então somos imitadores. Mas temos alma, temos espirito, temos algo a mais porque somos guardiões do planeta e não se dermos conta e ficamos inventando inúmeras besteiras.

Ficamos a mercê de más interpretações ou manipulação de informação que pode levar a uma tragedia ou a morte, mas o povo sempre será manipulado. Julio Cesar foi chamado de tirano, ditador por aqueles senadores que eram corruptos e sabiam que ele iria atrapalhar seus planos e o mataram. Só que deram “um tiro no pé” porque Augusto – sobrinho neto de Julio Cesar – simplesmente herdou o titulo e numa guerra, matou todos que mataram seu tio. Isso é manipulação dos fatos e informações que ao longo da história, tentaram e conseguiram manipular a massa para serem a favor ou serem contra. Até pouco tempo se pensava que Alexandre, O Grande, morreu de uma febre misteriosa hoje já se trabalha com a hipótese que ele foi envenenado pelos seus próprios generais e assim, repartiram seu vasto império. Muitos sabem que conforme interesses a informação é dada ou não, é manipulada, números podem ou não serem mudados e isso é fato, informação pode ser distorcida, isso é fato.

Todo homem justo é massacrado por informações caluniosas que possam acabar com sua reputação ou levar ao povo a pedir sua retirada e até a sua morte, foi assim com inúmeros homens e mulheres ao longo de nossa historia. Jesus foi crucificado porque os sacerdotes manipularam a massa, isso podemos até ler no Novo Testamento – tem um historiador norte-americano que afirma que Jesus foi uma invenção romana, mas se fosse seria cidadão romano porque Roma nunca iria admitir um estrangeiro ser seu maior herói – isso é fato escrito, mesmo modificado, mas é fato escrito. Então, fazemos o que Buda Sakiamuni disse, não siga nada sem ao menos averiguar se aquilo vai te trazer algum beneficio.

Amauri Nolasco Sanches Junior  

quinta-feira, abril 10, 2014

Grandes pensadores do Funk







Em tamanha relatividade o que é ou não pensador, fico estarrecido que a funkeira Valesca Popozuda foi chamada de “a grande pensadora contemporânea”. Irônico ou não, é uma coisa para se pensar no meio de tanta falta cultural que temos em nosso país, porque passamos por uma grande crise no modo de pensar, porque pensar ficou obsoleto. Na minha opinião quem deveria sortir todo o credito de ser uma futura pensadora é a pequena Tatá que numa simples resposta sintetizou toda a sociedade contemporânea em um resumo simples, ela quer ser “puta”. Por que ela quer ser “puta”? É provável que ela nem saiba o que é “puta”, pois deve ter ouvido de algum lugar, mas as televisões e os meios inúmeros de comunicação estão ai para ensiná-la e quem sabe ela queira ser ou não “puta”.

O termo “puta” vem do latim e quer dizer “poda” por causa da deusa menor da agricultura que no tempo da poda das arvores, suas sacerdotisas celebravam com um bacanal e até se prostituíam. É bem provável que por isso o termo moderno para as prostitutas seja “puta”, mas seria muito engraçado chamar uma prostituta de “poda” e até assustador. Podar o que do homem? Nada demais não? Mas Tatá muito provavelmente está dizendo no seu significado moderno, seu significado da prostituta que se prostitui porque não sabe fazer nada e não vamos ser hipócritas, muitas vezes não quer fazer nada. Igual jogador de futebol, é fácil, é rápido, é pratico e não precisa de curso, não precisa anos sentado numa sala de aula aguentando professor e depois aguentado chefe (algumas tem cafetão). Nunca fui num prostíbulo porque nunca achei interessante ir, nunca aceitei essa idéia machista que homem deve ir ao prostíbulo provar para os outros que é homem. Aliás, meu pai nunca duvidou de minha masculinidade, nem minha mãe e muito menos minha noiva, então o resto pouco me importa. É essas coisas que me pergunto: somos animais racionais ou escravos de um pensamento social só para sermos aceitos?

O filosofo Bauman diz que a sociedade hoje colocou seus valores como valores líquido, hoje gosto amanhã não sei, hoje sinto amor amanhã talvez, como o ser humano com tanta informação ficou um animal sem sentimento, sem nada a acreditar. Esse acreditar não é o acreditar alimentando ilusões e conceitos populares, esse acreditar vem do colocar a moral de lado e analisar nas profundezas o que seria a resposta da Tatá, por que ela não pode ser uma podadora? Daí vamos muito mais ao longe: por que devo aceitar que uma funkeira que canta “beijinho no ombro”, tenha o direito de ser chamada de “grande pensadora contemporânea”? A resposta está com a Tatá que nem aprendeu a ler e já quer ser “puta”, porque não estamos preparando a juventude a pensar por si só, não pode ser considerada porque não se tem uma linha de raciocínio num “beijinho do ombro” e o jeito vulgar de ser mulher objeto. Ou desse jeito a mulher vai ser mais independente e não vai ser objeto de qualquer forma?

Simone de Beauvoir dizia em sua obra mor, O Segundo Sexo, que a mulher não nascia mulher porque ela se torna mulher. Porque a sociedade molda a mulher como um sexo frágil, um ser que precisa ser defendida, precisa ser cuidada. Por esses moldes que Beauvoir disse que a mulher não é um ser formado a partir dela e sim a partir do que o meio onde ela vive determina, nunca ela pode ser ela mesma, nunca ela pode seguir sua própria natureza. Afinal a mulher que fez Adão comer o fruto do conhecimento e fez dele um “pecador”e não, o próprio homem fez a escolha de comer o fruto. Vimos como a funkeira se comportou quando foi criticada, como se só a elite tivesse o interesse de ler um Machado de Assis (olha o que uma Marilena Chauí não faz). Quem disse que pessoas de classe baixa não lêem Machado de Assis? Se a classe media – que muitos têm um ódio freudiano dela – tem seus preconceitos, a classe baixa também tem os seus como esse, que só a elite pode ser culta, pode ler Machado de Assis. Assim na estamos indo contra o sistema, estamos indo a favor do sistema, pois quanto mais ignorante, mais caminho livre para eles fazerem o que quiserem.

Quando chegamos a liberdade chegamos a Tatá, não estamos preparando as crianças para uma liberdade verdadeira, estamos criando as nossas crianças para a liberdade que o poder quer. O poder quer cada vez pessoas ignorantes, o poder quer mais bagunça e modos de alienação, o governo não quer ordem, porque ordem quer dizer união e união quer dizer cobrança. Enquanto professores de filosofia não deixarem os alunos pensarem, enquanto os professores de filosofia não deixarem as polemicas e ensinarem a pensar e a enxergar o que realmente é um pensamento, quem sabe, uma Tatá não queira ser “puta” induzida.

Amauri Nolasco Sanches Junior – filósofo


vídeo que mostra a realidade da educação no país


terça-feira, abril 08, 2014

Os jedis na Matrix






Muitos não entendem os filmes, as tramas cinematográficas quando contêm um pouco de filosofia. Realmente o grande publico não tem o costume de pensar, ouvem uma musica sem entender a letra, vem uma imagem sem entender seu significado, vão a alguma religião sem nem ao menos entender o que tudo ali significa. A grande maioria não entende nem ao menos o cristianismo em sua essência, não passiva de aceitar tudo que lhe dizem ou fazem,  mas não se conformar com a vidinha medíocre que se leva. Será que isso que mostra os dois filmes? Vamos primeiro definir o que é filosofia para entender que situações filosóficas podemos tirar das duas obras cinematográficas.

Segundo o professor Miguel Reale, filosofia na sua essência é a analise dos valores de tudo, do valor não de “valorizar” como mercadoria, mas  valorizar segundo as culturas e tudo que temos de valor como conceito. Quando dizemos que Tales disse que tudo apareceu da água, então podemos dizer que o valor que  a água tem aos seres vivos, não é o elemento em si, mas o símbolo em si mesmo. A filosofia analisa em si mesmo o simbolismo de tudo que contem o mundo e as culturas em si mesmo, não é a coisa que é importante, mas o simbolismo daquilo que representa em nossas vidas e pensamentos. Quando dizemos que uma obra é filosófica é o simbolismo que aquilo tem dentro da cultura que são importantes dentro da analise, que o processo de auto avaliar aquilo como o autor quis passar, é o processo critico daquilo de fato; não uma critica vulgar de julgamento, mas uma critica de analise de um meio para se chegar em um fim. Por isso é importante analisarmos tudo, não por trazer uma ficção para  realidade, mas para tirar a realidade a um artificialismo de ficção que estamos vivendo hoje; as tecnologias ao invés de trazer o ser humano para um maior conhecimento, pela informações que trazem com o advento da internet, esta “emburrecendo” o ser humano alienando, ou melhor, o ser humano se auto alienou por medo a mudança. Quando vimos as culturas gregas antigas, as culturas egípcias antigas, até mesmo as romanas, vamos ver pensamentos muito mais profundos do que hoje, ficamos seres humanos bélicos alienados; ao mesmo tempo que o ser humano pôs em pratica a tão sonhada globalização, as nações que eram hegemônicas antes disso não querem perder, ficam construindo inimigos que não existem, ficam construindo imagens muito mais de ficção do que os próprios filmes e essa analise que temos que fazer até conosco mesmo.

Os dois filmes mostram uma coisa básica para qualquer estudioso de psicologia e filosofia, o ser humano tem medo da mudança, minha analise é tão profunda que eu penso que Anakin mesmo sendo Darth Vader foi o jedi mais corajoso de todos. Por quê? Ele não teve medo de mudar e analisar a sua vida, se entregou ao medo até extinguir e salvar seu filho Luke, não teve medo de deixar o jediismo. Na verdade, os jedis eram conformistas, eram o que podemos chamar de religiosos ortodoxos que se o poder dar o que querem como conforto e prestigio, eles dão o que o poder quer que é a ignorância e a alienação. Por isso que as doutrinas religiosas profundas, como as esotéricas, espiritualistas, espíritas e etc, são tão combatidas e criticadas, porque o povo quer se enganar, eles não querem analisar por si mesmos. Os jedis na verdade estão na Matrix da arrogância de achar que o conhecimento da “Força” somente pertence a eles, eles são os grandes guardiões desses conhecimentos e da Republica intergaláctica.   Quem tem o conhecimento e não analisa esse conhecimento, nem sempre fica livre da alienação, porque se auto aliena. Nós se auto alienamos quando vimos que tudo que estávamos acostumados a viver e acreditar, não existe mais, os valores de tempos atrás não valem para com agora. As mães antigamente valorizavam os filhos homens por serem eles futuros provedores da suas famílias e hoje, os direitos ficaram iguais, tanto as mulheres quanto os homens trabalham e podem ser provedores; mas algumas mães tratam seus filhos como “senhorzinhos” e ficam tão mimados que acham que podem fazer o que quiser até mesmo delitos e coisas afins. Então esse tipo de valor, não existe mais e com isso, surgem novos seres que não sabem o certo do errado, não que exista, mas até quando minha liberdade permite sem agredir a liberdade do outrem.

Talvez a idéia da “Matrix” é – como o nome mesmo diz – a matriz de toda ideologia, que os reprimidos se tornam opressores. Os dois filmes tratam isso, tanto os rebeldes Sisth em Guerra nas Estrelas, tanto no “Matrix”. Se assistirmos o Animatrix, vamos ver que as maquinas foram oprimidas pelos seres humanos pelo medo de não saberem o que elas eram capazes, as maquinas rejeitadas, se tornam uma nação e até quiseram ter paz com os humanos; mas esses por medo não quiseram, então começam uma guerra contra essa nação e cortaram sua fonte de energia que era a solar. Resumindo a historia, com o poderio muito maior das maquinas, a nação delas ganham a guerra e com isso é construída uma Matriz para sugar dos seres humanos energia para manter todo um império maquinário no mundo. Esse filme é reprisado, pois inúmeros teóricos expuseram isso, os oprimidos sempre se tornam se ganham, opressores. O comunismo da Rússia que dizia ser um governo do protariado mataram muito mais do que o nazismo e a santa inquisição juntos, mas também o capitalismo no seu modo selvagem, mata também de formas veladas e pouco éticas. No fim chegamos a conclusão que tudo é uma coisa só que cada ser humano pode e deve fazer as coisas por si mesmo, toda ideologia política são todas iguais. Visa somente um objetivo, o poder e para isso tem que iludir a grande maioria, tanto é assim, que ideologicamente os dois filmes tratam de rebeldes maquinas que não tem escolhas a não ser seguir seus lideres.

Podemos também analisar no ponto das religiões, pois hoje em dia não podemos afirmar que realmente elas religam o que é humano e o que é divino. Em toda a história humana, sempre a maioria esperou um “messias” para salvar um povo ou uma nação, seria um escolhido para a grande rebelião que pode mudar tudo todos os pensamentos. Tivemos lideres, vamos chamar assim, que mostraram a humanidade como agir de forma ética e não agredir, pois se agredimos seremos agredidos. Outro aspecto que vimos muito nesses filmes e de outros é que o vilão tem a aparência do herói, ou seja, essa analogia  mostra que todo os seres humanos tem os dois lados; no Guerras nas Estrelas, todos pensam que o outro lado de Anakin é os jedis ou Luke, não é não, é Padmé Amidala que tem a forma racional masculina (Anakin) e a forma sentimental feminina (Padme). No filme Matrix, o outro lado de Neo é o próprio sistema, ou seja, o “engenheiro” que projetou a Matrix deu a dica, pois Neo era o quinto de sucessão para re-configurar  a Matrix. Os “messias” são apenas uma reconfiguração de um sistema de cinco mil anos, lembramos que no filme o “engenheiro” diz o quinto e a historia da civilização remontam vulgarmente, cinco mil anos dês das cidades mesopotâmicas, babilônicas e egípcias.

Para entender o que o “engenheiro” disse, primeiro temos que entender como funciona um hardware de computador e logo depois, em segundo lugar, temos que entender o que é o sistema hierárquico que comanda a humanidade por tanto tempo. O micro computador funciona como código fonte, ou seja, todo funcionamento depende desses códigos que faz o programa se materializarem; por incrível que pareça os códigos são apenas dois, o 0 e o 1, então cada programa fica “01001...”.  Cada um desses arquétipos numéricos fazem símbolos que nos ajudam a diferenciar, é um processo cognitivo. O computador constrói uma sequencia para criar cada figura, pois essa sequencia que irá fazer os movimentos ou mudar e colocar alguma coisa. Enfim, dentro dos inúmeros caracteres que contem um hardware, somente dois números valem como código. O sistema hierárquico humano não  é muito diferente, existe dois códigos que movem a “vontade” de se manter entre os “maiores”: um é o poder e o outro é o outro é o bem material.

Vamos começar com o “Poder” que move milhões de seres humanos a fome e a lutar em guerras por ideais que não são deles. O poder levou ao ser humano a criar varias situações para controlar a grande “massa”, sendo pelo medo ou pelo hipnotismo de colocar esperanças e uma vida “melhor”. Não é isso que vimos no filme? O poder se realiza com a hierarquização, porque se criou meios de conhecimentos e ficamos a mercê de sistemas que foram construidos graças a esse conhecimentos. Não condenamos o conhecimento que nada mais é do que a informação - que o universo é constituido - mas os meios que se usou essa informação. O problema não é os Sisths tomarem a República, mas a liberdade que isso evolve, guerras ideológicas que só visam o poder. Toda a saga gira em torno do poder, tanto no Guerra nas Estrelas, quanto o Matrix. Mas será que algum dia teremos a liberdade? Liberdade é muito mais complexo do que pensamos, tem a ver com as escolhas que fazemos e não o que nos impõem, até mesmo, o conceito de liberdade. A libertação não é uma doutrina, não pode ser ensinada ou buscada por meios externos. Mas a liberdade é algo subjetivo, algo que se constrói a partir do conhecer a si mesmo, sem mestres, sem algo para se "apoiar". No filmes - os dois - havia ainda um apoio a um mestre, não houve um aprendizado puro, onde não havia algum mestre. Onde afinal, está a liberdade?

Houve uma ruptura, tanto o Neo (Matrix), tanto o Anakin (Stars Wars), quando suas "animas" saem de cena. Há uma uma analogia muito forte com a evolução do ser no limiar da vida, porque o que nos prende é os valores que nos fazem nos apegar. No Guerra nas Estrelas, Anakin se apega a mãe e se culpa por deixar - la e os bandidos pega-la, depois se apegou a Pamdme que o faz ir para o lado negro para protegê - la. No Matrix, Neo se apega a idéia que não é o "escolhido", depois se apegou a Trinity (seria as três doutrina mundanas) e seu amor por ela, quando ela morreu, enfrentou o vírus da Matrix e também  morreu. A Trinity só é seu alter-ego, seu apego ao mundo, seu ego em sentimento do apego e fez disso, um empecilho para enfrentar seu medo. Tanto ele (Neo), quanto Anakin, ficam cegos porque a visão de um mundo que nos faz sofrer é bloqueado, ficam na escuridão. Vale lembrar que os Oráculo antigos eram cegos, porque se acreditavam que poderiam enxergar com a alma, pois os olhos físicos olhavam a ilusão.  A consciência é apenas o valor que damos a alguma coisa ou alguma situação, na verdade, é apenas sua leitura a aquela situação. A consciência se dará a partir do que acreditamos ser verdade, não é um meio para se alcançar, mas é um meio para se medir valores. O valor de uma pessoa amada é o  que acreditamos ser importante nessa pessoa amada, o que ela faz com esse amor e o que faz ama-la. Nos amores não correspondidos, há um bloqueio da nossa real visão, ficamos iludidos por um ideal, um ideal que não nos faz feliz. Geralmente, esses não fazem amores verdadeiros e só iludem. Anakin fez do seus dois maiores amores em algo que dependece sua felicidade, mas a sua felicidade era descobrir a FORÇA nele, no seu próprio ser que faria dele um jedi. Na verdade - como disse acima - a saga inteira trata de poder, porque sempre queremos ter razão. Mas nem sempre, a razão é realmente o "logos" que procuramos.

O logos é grego antigo e quer dizer razão, mas o grego antigo tinha outra perspectiva e tinha outra visão até mesmo do ethos. A visão era uma razão instintiva, sem racionalidades imperfeitas e sim, um logos superior. Na minha visão, a filosofia apenas colocou o logos em seu devido lugar já que a racionalidade estava em contramão com o que era superior, era divino e importante. A força  é a energia vital que as religiões cristãs dizem ser o Espírito Santo, que muitas religiões dizem ser igni que em latim quer dizer fogo, em sânscrito é a divindade agni que quer dizer fogo. O fogo é a energia que se consolida, a energia da criação veio do fogo e da energia primordial da vontade. Discípulo João diz que o logos fica a direita ao lado de Deus, ele é a razão que se fez carne e através dele nós aprendemos o caminho do divino, mas logos é a vontade de criar. Milhares de manifestações biológicas de trilhões de formas devem ter se consolidado no universo, o ser humano apenas é mais uma, uma que ainda está primitivamente descobrindo essa energia que é o poder mais poderoso do universo. Talvez – porque não estamos na mente de George Lucas – os Siths são a forma do lado escuro porque se prendem ao material, ao que se dar pelo lado da matéria (tanto é que todos os discípulos de Lorde Sinous eram partes robóticas, até mesmo Darth Vader, o mais poderoso). Ou a parte reptiliana humana que tem a ver com nosso lado animal, nosso ódio. Os jedis, como disse acima, são a FORÇA do lado da luz, do esclarecimento, do lado espiritual verdadeiro. Mas começaram a serem arrogantes e perderam a republica, porque não haveria outra solução a não ser  entregar o conhecimento, ter o que se espera ter da FORÇA. Anakin era o mais poderoso, o mais capaz, o escolhido que teve que ir para equilibrar a FORÇA e restaurar a paz do universo e a republica intergaláctica. Mas ele não o fez? Ele era o escolhido e mesmo sendo do lado negro – depois que jogou o Lord Sideos ele morre – ele restaurou o equilíbrio matando o imperador. Mas antes de morrer diz ao jovem Luke que não tinha escolha e Luke restaurou a ordem Jedi, talvez, com outra visão. A morte é o despertar do mundo para um novo começo, tanto é assim, que sempre os escolhidos morrem após deixarem suas mensagens como nos dois filmes, os dois morreram após equilibrar toda a realidade. Toda a plenitude da verdadeira face do fenômeno, pois antes não temos a consciência daquilo que é o objeto do nosso objetivo. A morte de Jesus, por exemplo, simboliza a real natureza dessa força e que somente foi um despertar para outro estado da realidade.

Mas o que é a realidade? Tudo aquilo que entendemos e lemos como objeto é uma das realidades, mas existem outras que ainda não entendemos, existem até mesmo outros seres com outra perspectiva dessa realidade. Mas ainda colocamos as coisas em uma realidade que enxergamos em nosso próprio bojo de crenças e não vimos que a realidade somos nós e essa realidade independe nas coisas externas. Os escolhidos sabiam que teriam que escolher e teriam que sacrificar – num modo muito profundo – não num modo de salvar, mas num modo de mostrar o caminho sábio e não o caminho mais fácil, o caminho que os grandes nos fazem trilhar. Anakin fez o que tinha quem fazer, o resto não nos interessa, porque para sermos uma brilhante estrela, tenho que passar por uma odiosa escuridão.


Amauri Nolasco Sanches Junior – Filósofo